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Dermatologia comentada pelos dermatologistas e professores Fabio Francesconi e Omar Lupi. Participe deste bate papo dermatológico descontraído e ao mesmo tempo muito rico de conteúdo

  1. Pele Digital Cast #223 - Masterclass: O Xeque-Mate no Melasma e o Mapa da Radiofrequência Microagulhada

    há 2 dias

    Pele Digital Cast #223 - Masterclass: O Xeque-Mate no Melasma e o Mapa da Radiofrequência Microagulhada

    O nosso encontro especial sobre tecnologias improváveis e o uso estratégico da radiofrequência microagulhada no tratamento do melasma já está disponível no Pele Digital Cast. Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir uma verdadeira quebra de paradigmas conduzida pelo time Pele Digital, mostrando como o calor e o trauma, outrora temidos, agora são ferramentas médicas de altíssima precisão. Neste episódio 223, discutimos por que tratar o melasma exige ir muito além da inibição superficial do pigmento. A nova era do tratamento compreende que existe um ecossistema dérmico em colapso, e a solução passa por reescrever a biologia do tecido e silenciar os verdadeiros motores da doença. O que você vai aprender: O Paradigma das Tecnologias Improváveis: O episódio desmistifica o uso de tecnologias que historicamente geravam medo, como o laser de CO2 e as luzes. A aula mostra como parâmetros de baixa energia (low power) e o uso de luz âmbar ajudam a expulsar a melanina e a modular a inflamação, provando que o problema não é a tecnologia em si, mas o conhecimento do operador e o controle da dose. A Jornada das Agulhas e o Efeito Bioelétrico: O microagulhamento vai muito além do trauma físico para abrir canais. A aula revela como a perfuração gera um potencial elétrico que atrai um ambiente anti-inflamatório (com interleucina 10) e estimula a produção de colágeno tipo 4, que é fundamental para reparar e fortalecer a membrana basal lesada. A Evolução e a Inteligência da Radiofrequência: O episódio marca o fim do aquecimento em bloco não seletivo (bulk heating), que causava alto risco de hiperpigmentação pós-inflamatória. Discutimos como a radiofrequência microagulhada burla a alta impedância da epiderme, entregando energia controlada diretamente na derme. O Alvo Dérmico e o Choque Subapoptótico: Uma das maiores viradas de chave da aula: o tratamento do melasma precisa focar nos fibroblastos senescentes (as "células zumbis") que secretam fatores de estímulo contínuo. A radiofrequência microagulhada destrói esses fibroblastos com calor preciso e, simultaneamente, gera um choque subapoptótico no melanócito hiperativo, atordoando a fábrica de pigmento sem destruí-la e sem gerar alertas inflamatórios. A Nova Mesoterapia e a Sinergia com Ativos: A tecnologia precisa do combustível certo. O episódio aprofunda o uso estratégico do drug delivery com ativos essenciais: o ácido tranexâmico (atuando na autofagia celular e nos vasos), a cisteamina tópica (que eleva a glutationa) e a inovadora hidroxiapatita de cálcio nano, que atua como um "cimento" para fechar a membrana basal e melhorar a qualidade do colágeno. Estratégia Multilayering (O Xeque-Mate): Entenda a arquitetura tridimensional do tratamento. A masterclass apresenta um mapa prático de profundidades e energias (variando de 1.5mm a 0.3mm), ensinando a adaptar as passadas da agulha de acordo com o bioma da pele (áreas espessas vs. zonas de risco) para garantir segurança máxima. Por que assistir este episódio: Porque continuar tratando o melasma com o medo absoluto de gerar calor na pele é ficar preso a uma dermatologia que já envelheceu. Neste Cast, você vai entender por que a verdadeira solução exige combinar a física da infiltração tática, a biologia celular dérmica e a química dos melhores ativos em um único movimento estratégico. O episódio 223 é uma masterclass densa e provocadora para quem deseja sair da monoterapia e dominar tecnologias avançadas para reconfigurar a casa e domar os "moradores rebeldes" da pele do seu paciente.

    1h 6min
  2. Pele Digital Cast #222 - Masterclass: A Nova Era dos Peelings no Tratamento do Melasma

    2 de jun.

    Pele Digital Cast #222 - Masterclass: A Nova Era dos Peelings no Tratamento do Melasma

    O nosso encontro especial sobre a nova lógica dos peelings no tratamento do melasma já está disponível no Pele Digital Cast. Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir uma verdadeira atualização de paradigma conduzida pelo time Pele Digital em uma abordagem que tira o peeling da categoria de “procedimento antigo” e o reposiciona como uma ferramenta médica, estratégica, científica e altamente individualizável. Neste episódio 222, discutimos por que o tratamento do melasma não pode mais ser reduzido à pergunta: “é peeling ou laser?”. Essa é uma pergunta pequena demais para uma doença complexa demais. A nova era dos peelings começa justamente quando abandonamos a lógica da descamação pela descamação e passamos a enxergar cada ácido, cada veículo, cada associação e cada profundidade como parte de uma arquitetura terapêutica. Aqui, o peeling deixa de ser apenas um recurso para “clarear manchas” e passa a ser compreendido como um instrumento capaz de atuar em múltiplas frentes: turnover epidérmico, dispersão pigmentar, restauração da barreira cutânea, resgate da membrana basal, modulação fibroblástica, controle inflamatório e integração com tecnologias como laser, microagulhamento e fotobiomodulação. O que você vai aprender: A Nova Ciência dos Peelings no Melasma:Peeling não é sinônimo de pele descamando. Essa talvez seja uma das viradas mais importantes do episódio. A aula mostra por que o conceito moderno de peeling está muito mais ligado à função, à formulação, ao veículo e ao objetivo clínico do que ao “quanto a pele soltou”. Descamar pode acontecer. Mas não é isso que define inteligência terapêutica. Melasma Além do Pigmento:O episódio aprofunda a ideia de que o melasma não é apenas uma alteração melanocítica isolada. Existe uma comunicação contínua entre queratinócitos, melanócitos, fibroblastos, matriz dérmica, membrana basal, inflamação, radiação, calor e estresse oxidativo. Quando essa conversa celular desorganiza, a mancha aparece como consequência visível de um sistema em desequilíbrio. Os Pilares Funcionais do Tratamento:A masterclass apresenta uma lógica prática para pensar o tratamento: acelerar o turnover epidérmico sem machucar, reduzir a coesão pigmentar, restaurar a função de barreira, fortalecer a membrana basal, melhorar o ambiente dérmico e modular o fibroblasto. Ou seja, tratar melasma não é apenas tentar silenciar o melanócito. É reorganizar o território onde ele está inserido. Glicólico, TCA, Retinoico e a Evidência Clínica:O episódio revisita os ácidos mais estudados na literatura e mostra que a escolha não deve ser feita por hábito, moda ou preferência pessoal. O ácido glicólico, o TCA e o retinoico aparecem como clássicos importantes, mas cada um com uma lógica própria. O glicólico como acelerador epidérmico, o TCA como ferramenta de profundidade controlada e o retinoico como modulador biológico que vai além do efeito peeling. Pirúvico: O Peeling Negligenciado:Um dos pontos mais provocativos da aula é a defesa do ácido pirúvico como uma ferramenta subutilizada na dermatologia. Pela sua capacidade de penetrar com facilidade, transformar-se em ácido lático e dialogar com barreira, mitocôndria e derme, ele aparece como um peeling versátil, funcional e estratégico, especialmente quando o objetivo não é agredir, mas modular. Salicílico, Mandélico e a Arte das Combinações:A aula também discute o papel do ácido salicílico como agente queratolítico, lipofílico e facilitador de penetração, além do mandélico como opção segura, anti-inflamatória e interessante para fototipos mais altos. Mais do que escolher um ácido isolado, o episódio mostra como combinações bem pensadas podem gerar sinergia, segurança e resultado clínico superior. Jessner, TCA e Sinergias Inteligentes:A combinação entre Jessner e TCA aparece como um exemplo clássico de como a profundidade pode ser trabalhada com mais inteligência. Em vez de simplesmente aumentar concentração e risco, a lógica é preparar, modular, abrir caminho e entregar resposta com mais controle. A nova era dos peelings não é sobre “forçar” a pele. É sobre conduzir a pele. Veículos, Microemulsões e o Fim da Matemática Simples:Um dos recados mais importantes do episódio é que concentração não é tudo. O mesmo ativo pode ter respostas completamente diferentes dependendo do veículo. Microemulsões, lipossomas, formulações inteligentes e conversas com o bioquímico passam a ser parte do raciocínio clínico. Na prática, o “mais forte” nem sempre é o melhor. Muitas vezes, o mais inteligente é o melhor. Peelings e Tecnologias: Concorrentes ou Aliados?A masterclass também desmonta a velha rivalidade entre peeling e laser. No melasma, não existe bala de prata. Existe estratégia. O laser pode clarear ou piorar. O peeling pode tratar ou inflamar. O microagulhamento pode abrir canais e potencializar penetração. A fotobiomodulação pode ajudar no controle inflamatório. O resultado depende menos da ferramenta isolada e mais da lógica por trás da associação. O Efeito UAU e a Adesão do Paciente:O episódio também traz uma reflexão prática sobre adesão. Resultados iniciais rápidos podem aumentar a confiança do paciente, mas precisam ser acompanhados de alinhamento de expectativa. O melasma é crônico, recidivante e biologicamente complexo. O efeito UAU ajuda. Mas o plano de manutenção é o que sustenta o resultado. Por que assistir este episódio: Porque continuar tratando peeling como sinônimo de descamação é ficar preso a uma dermatologia que já envelheceu. Neste Cast, você vai entender por que a nova era dos peelings no melasma exige raciocínio fisiopatológico, domínio farmacológico, leitura clínica, estratégia de combinação e respeito à biologia da pele. O episódio 222 é uma masterclass densa, prática e provocadora para quem deseja sair da repetição dos protocolos prontos e começar a construir tratamentos mais inteligentes, seguros e individualizados. Porque, no melasma, a pergunta certa nunca foi apenas “qual ácido usar?”. A pergunta certa é: o que essa pele precisa hoje, neste momento, para voltar a funcionar melhor?

    1h 36min
  3. Pele Digital Cast #221 - Código Sistêmico do Melasma: Estroboloma, Eixo Intestino-Pele e Colapso Oxidativo

    29 de mai.

    Pele Digital Cast #221 - Código Sistêmico do Melasma: Estroboloma, Eixo Intestino-Pele e Colapso Oxidativo

    O nosso encontro especial sobre a fisiologia sistêmica do melasma e o papel oculto do intestino na pigmentação cutânea já está disponível no Pele Digital Cast. Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir essa verdadeira decodificação do microambiente celular, conduzida por Dr. Fabio Francesconi, Dr. Omar Lupi e a dermatologista convidada Dra. Vanessa, em uma abordagem que transforma o melasma em um mapa vivo de interações entre bactérias intestinais, fuga hormonal, estresse oxidativo e o eixo intestino-pele. Neste episódio 221, discutimos por que o melasma não pode mais ser visto apenas como uma “mancha na pele” ou um problema puramente local a ser tratado apenas com hidroquinona e despigmentantes. Essa definição, sozinha, é uma visão reducionista que não resolve os quadros clínicos resistentes. Aqui, a proposta é outra: entender o melasma como uma condição dermatológica de sinalização sistêmica, onde o melanócito é apenas o executor final de um comando ditado por instabilidade endócrina, disbiose e uma tempestade inflamatória. O que você vai aprender: A Decodificação Sistêmica do Melasma: Uma nova forma de olhar para a pele como um órgão de comunicação e defesa. Entenda por que a mancha escura é, na verdade, a ponta do iceberg de um microambiente em desequilíbrio. A aula mostra como abandonar o pensamento focado apenas no pigmento para adotar uma visão que integra vias neurais, vasculares, inflamatórias e intestinais.Estroboloma: O Sindicato Sombrio do Intestino: Você sabia que existem bactérias no seu intestino que controlam a quantidade de hormônio que chega à sua face? Neste episódio, introduzimos o conceito de Estroboloma: uma rede de microrganismos (como Bacteroides e Clostridiaceae) capazes de interferir diretamente na circulação de estrogênio, independentemente da produção dos ovários.Beta-glicuronidase e a Rota de Fuga Hormonal: Uma das partes mais fascinantes do episódio: o fígado inativa o estrogênio, mas a disbiose intestinal produz a enzima beta-glicuronidase. Essa enzima quebra as "algemas" do estrogênio no intestino, permitindo que ele seja reabsorvido de volta para o corpo, onde atinge a pele e se liga aos receptores que disparam a produção de melanina.Leaky Gut, Cílios Primários e a Tempestade Oxidativa: A conexão direta entre o intestino "vazando" (Leaky Gut) e o estresse oxidativo na pele. A aula detalha como a liberação de LPS (lipopolissacarídeos) e radicais livres destrói os "cílios primários" — as pequenas antenas de comunicação celular dos melanócitos. Sem esse freio de proteção (via Nrf2), o melanócito entra em pânico e superproduz pigmento para tentar proteger a célula.Cross-talk Hormonal: O Fogo Cruzado na Pele: Nem todo hormônio age igual. O episódio esmiúça como o estrogênio atua em vias rápidas disparando a tirosinase, enquanto a progesterona age nas vias inflamatórias lentas, aumentando o VEGF (fator de crescimento vascular). Um pigmenta, o outro inflama e vasculariza, criando a tempestade perfeita para o melasma.Biomarcadores Inéditos e o Efeito Patobionte: Nem todo paciente é igual. Discutimos a ascensão de biomarcadores fecais e séricos na dermatologia. O aumento da bactéria Collinsella, a queda brusca das Actinobacterias e o aumento da Zonulina (proteína que afrouxa a parede intestinal) como provas incontestáveis de que a origem da mancha facial pode estar quilômetros abaixo da epiderme.Fibras, Cálcio D-Glucarato e Estratégias de Reprogramação: O episódio também entra pesado no raciocínio terapêutico. Como sabotar a enzima beta-glicuronidase usando Cálcio D-Glucarato? Como o consumo adequado de fibras (25g a 35g/dia) cria uma barreira física no intestino? Discutimos também o uso estratégico de probióticos tópicos e orais (como o Lactobacillus plantarum), ativos botânicos (como DIM através das crucíferas) e antioxidantes potentes (Glisodin e Astaxanex) para reprogramar o microambiente celular.Por que assistir este episódio: Porque tratar o melasma ignorando o estroboloma, o Leaky Gut, o colapso oxidativo e a barreira cutânea é como tentar secar o chão com a torneira aberta. Neste Cast, você vai entender a lógica fisiológica por trás dos quadros crônicos e como esse conhecimento pode mudar a forma de investigar, suplementar e conduzir seus pacientes, integrando a dermatologia clássica com a medicina conectiva. O episódio 221 é um material denso, provocador e indispensável para quem quer dominar os bastidores bioquímicos da pele e levar seus resultados terapêuticos para outro nível. Pele Digital Cast #221 já disponível.

    1h 14min
  4. Pele Digital Cast #220 - Rosácea Infecciosa: Demodex, Microbioma e o Colapso do Bioma Cutâneo

    15 de mai.

    Pele Digital Cast #220 - Rosácea Infecciosa: Demodex, Microbioma e o Colapso do Bioma Cutâneo

    O nosso encontro especial sobre a microbiologia da rosácea e o papel dos agentes infecciosos no desequilíbrio cutâneo já está disponível no Pele Digital Cast. Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir essa verdadeira expedição ecológica pela pele, conduzida por Dr. Fabio Francesconi e Dr. Omar Lupi, em uma abordagem que transforma a rosácea em um mapa vivo de interações entre Demodex, bactérias, receptores imunes, barreira cutânea e eixo intestino-pele. Neste episódio 220, discutimos por que a rosácea não pode mais ser vista apenas como uma “doença inflamatória crônica” em sentido genérico. Essa definição, sozinha, virou aquele tipo de frase que parece profunda, mas explica quase nada. Aqui, a proposta é outra: entender a rosácea como um ecossistema em desequilíbrio, onde hiperproliferação de ácaros, disbiose, ativação imune exagerada e perda de barreira formam um ciclo inflamatório complexo. O que você vai aprender: A Expedição Darwiniana pela Rosácea: Uma nova forma de olhar para a pele como um ecossistema vivo. Entenda por que a região centrofacial, a unidade pilossebácea e o microbioma cutâneo precisam ser analisados em conjunto quando falamos de rosácea. A aula mostra como a doença envolve componentes neurais, vasculares, genéticos, microbiológicos e inflamatórios, abandonando a visão simplista dos antigos subtipos. Demodex: o Habitante que Vira Problema: O Demodex faz parte da vida cutânea normal, mas sua hiperproliferação muda completamente o jogo. Neste episódio, Fabio explica a diferença entre Demodex folliculorum e Demodex brevis, sua relação com a unidade pilossebácea, as glândulas sebáceas e a rosácea ocular. A discussão também passa pelos danos mecânicos, pela obstrução física dos folículos e pela ação enzimática que pode comprometer a barreira da pele. Bacillus oleronius: o Inimigo Dentro do Inimigo: Uma das partes mais fascinantes do episódio: o ácaro carrega dentro de si uma bactéria capaz de amplificar a resposta inflamatória. O Bacillus oleronius aparece como uma espécie de “cavalo de Troia” microbiológico. Quando o Demodex morre, proteínas bacterianas são liberadas e podem ativar de forma intensa o sistema imune de pacientes predispostos, especialmente por meio do Toll-like Receptor 2. TLR2, Calicreína 5 e LL37: a Cascata da Guerra Cutânea: A rosácea é apresentada como uma doença de hiperreatividade imune. A aula detalha como a ativação do Toll-like Receptor 2 desencadeia a ação da calicreína 5, que cliva a catelicidina e libera o peptídeo LL37. O resultado? Angiogênese, vasodilatação persistente, recrutamento de neutrófilos, pústulas estéreis e uma inflamação que se retroalimenta. O Efeito Patobionte e o Colapso do Bioma: Nem todo “vilão” chega de fora. Às vezes, ele já morava ali e só mudou de comportamento. O episódio mostra como o Staphylococcus epidermidis pode deixar de agir como comensal e se transformar em patobionte em um ambiente de pH alterado, maior temperatura, menor proteção lipídica e perda de diversidade microbiológica. Também entra em cena o Cutibacterium acnes, frequentemente demonizado na acne, mas essencial para o equilíbrio da unidade pilossebácea. Eixo Intestino-Pele na Rosácea: A discussão avança para a conexão entre intestino, inflamação sistêmica e pele. São abordados conceitos como disbiose intestinal, perda de diversidade bacteriana, redução de butirato, aumento de permeabilidade intestinal, LPS, SIBO e Helicobacter pylori. A grande provocação: quanto da rosácea que vemos na face pode estar sendo alimentada por um desequilíbrio interno? Ivermectina, Doxiciclina e Estratégias de Reflorestamento: O episódio também entra no raciocínio terapêutico. A ivermectina é discutida não apenas como antiparasitário, mas também como agente com ação anti-inflamatória. A doxiciclina aparece dentro do conceito de dose subantimicrobiana e imunomodulação. Além disso, Fabio e Omar discutem pré, pró e pós-bióticos como possíveis ferramentas de reconstrução ecológica da pele e do intestino. Por que assistir este episódio: Porque tratar rosácea ignorando microbioma, barreira cutânea, hiperreatividade imune e eixo intestino-pele é como tentar apagar incêndio olhando só para a fumaça. Neste Cast, você vai entender a lógica por trás do quadro clínico e como esse conhecimento pode mudar a forma de investigar, raciocinar e conduzir pacientes com rosácea. O episódio 220 é um aquecimento denso, provocador e aplicável para quem quer chegar ao Rosacea Summit com uma visão muito mais avançada da doença. Pele Digital Cast #220 já disponível.

    1h 7min
  5. Pele Digital Cast #219 - Rosácea Neural: Quando o Vermelho da Pele Não Explica o que o Paciente Sente

    14 de mai.

    Pele Digital Cast #219 - Rosácea Neural: Quando o Vermelho da Pele Não Explica o que o Paciente Sente

    O nosso encontro especial sobre rosácea neural e a nova leitura neuroimunovascular da doença já está disponível no Pele Digital Cast. Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir essa aula profunda conduzida pelo Dr. Fábio Francesconi, em uma edição que quebra a visão clássica da rosácea como apenas uma doença inflamatória crônica da pele. Aqui, o vermelho deixa de ser o protagonista absoluto e dá lugar a uma pergunta muito mais sofisticada: e se o componente neural for uma das chaves mais importantes para entender o paciente que arde, queima, pinica, reage e não melhora com a lógica convencional? Neste episódio 219, discutimos como a rosácea mudou e por que a dermatologia precisa abandonar a abordagem automática do “vermelhão por vermelhão”. A conversa mergulha na interação entre nervo, mastócito, vaso, imunidade inata, barreira cutânea e topografia facial, mostrando que o tratamento precisa ser mais estratégico, dinâmico e individualizado. O que você vai aprender: 1. A grande ilusão da rosácea clássica Por que definir rosácea apenas como uma doença inflamatória crônica pode ser pouco para a prática clínica atual. O episódio revisita os fenótipos tradicionais, como eritematotelangiectásica, papulopustulosa, fimatosa e ocular, mas mostra que o exame visual não captura tudo. Muitas vezes, o que o médico vê não acompanha o que o paciente sente. 2. O paciente que o paradigma não enxerga A aula aprofunda sintomas como ardor, queimação, pontada, choque, hipersensibilidade ao calor, frio, vento e toque. Esses sinais invisíveis a olho nu apontam para uma possível participação das pequenas fibras nervosas, com destaque para fibras A-delta e C, alodínia, hiperalgesia e disfunção sensorial. 3. A rosácea como doença neuroimunovascular O episódio apresenta a interseção entre nervo, mastócito e vaso. Dr. Fábio explica como neuropeptídeos como substância P, CGRP e PACAP podem ativar mastócitos, ampliar a inflamação neurogênica, aumentar vasodilatação e criar um ciclo de hiperreatividade que não se resolve apenas com a lógica vascular. 4. Mastócito: o epicentro esquecido da rosácea? Uma das grandes viradas da aula está na valorização do mastócito como célula de comunicação entre sistema nervoso, imunidade e vasos. O episódio discute receptores como MRGPRX2, canais TRP, histamina, hiperexpressão neural na derme e o fenômeno de “câmara de eco”, em que o mastócito libera, o nervo amplifica e o sistema não desliga. 5. Topografia facial e a pista do nervo trigêmeo Por que a rosácea aparece onde aparece? A aula propõe uma leitura anatômica mais fina, conectando unidades pilossebáceas, microbioma, arquitetura microvascular e distribuição do nervo trigêmeo. A provocação é direta: será que a topografia da rosácea pode refletir também uma assinatura neural? 6. Tratamento estratégico, não receita repetida O episódio mostra por que simplesmente trocar moléculas não significa mudar o raciocínio clínico. A discussão passa por ivermectina, metronidazol, doxiciclina em baixa dose, ciclinas com ação não antimicrobiana, lasers, luz intensa pulsada, neuromodulação, abordagem neural, possíveis caminhos tópicos como gabapentina e a importância do timing terapêutico. 7. Rosacea Summit e o fim do copiador de protocolo A aula também prepara o terreno para o Rosacea Summit, criado para conectar etiopatogenia, tecnologia, terapêutica e protocolos racionais. A proposta não é decorar condutas, mas entender o que está acontecendo em cada paciente para desenhar abordagens mais precisas. A rosácea mudou. E, como ficou claro neste episódio, continuar tratando todos os rostos vermelhos da mesma forma é como tentar afinar uma orquestra olhando só para o violino. Agora disponível no Pele Digital Cast.

    57 min
  6. Pele Digital Cast #218 - Esquenta Goiânia: o congresso que promete elevar o sarrafo da cirurgia dermatológica brasileira

    14 de mai.

    Pele Digital Cast #218 - Esquenta Goiânia: o congresso que promete elevar o sarrafo da cirurgia dermatológica brasileira

    O nosso encontro especial sobre o 36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica já está disponível no Pele Digital Cast. Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir essa conversa estratégica sobre um dos eventos mais aguardados da dermatologia brasileira. Diretamente da vida real, com trânsito, jiu-jitsu no banco de trás e bastidores sem maquiagem, Fábio recebe Alessandro Alarcão e Dr. Guilherme Almeida para apresentar o que vem por aí em Goiânia. Neste episódio 218, discutimos por que o Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica chega em 2026 com um formato mais robusto, prático e conectado às grandes atualizações internacionais. A programação foi pensada logo após os principais encontros mundiais da área, reunindo tendências apresentadas na Academia Americana, IMCAS e WMC de Mônaco, mas com uma curadoria voltada para a prática do dermatologista brasileiro. O que você vai encontrar neste episódio: O Congresso da Casa, feito por dermatologistas para dermatologistas: Uma conversa sobre a força da cirurgia dermatológica brasileira, com mais de 2.600 inscritos, mais de 300 palestrantes nacionais, mais de 23 convidados internacionais e uma estrutura pensada para especialistas que buscam atualização de alto nível, sem aula protocolar e sem conteúdo de “cumprir tabela”. Uma programação prática, moderna e sem rodeios: Laser, cicatrizes de acne, tecnologias avançadas, lifting não cirúrgico, peelings, rosácea, drug delivery, peptídeos, terapia intravenosa e procedimentos ao vivo entram na pauta com um ponto central: o que o dermatologista consegue levar para o consultório na segunda-feira. Inteligência artificial no centro da discussão médica: O episódio antecipa um dos diferenciais do congresso: o uso da inteligência artificial na dermatologia, não como ameaça, mas como ferramenta para diagnóstico, leitura científica, gestão de consultório, tomada de decisão e otimização da prática médica. A experiência Goiânia além da sala de aula: Alarcão também revela os bastidores da estrutura social do congresso, com festas desde o primeiro dia, shows, churrascada, atrações nacionais e uma organização desenhada para transformar o evento em uma experiência completa. Porque dermatologista atualizado também merece logística bem feita, boa comida e, aparentemente, energético em dose congressual. O resumo final que ninguém fez antes: Uma das grandes novidades será a apresentação, no domingo, de um resumo das principais aulas e atualizações do congresso, preparado por uma equipe durante o próprio evento. Um formato pensado para condensar os pontos mais relevantes e entregar ao participante uma visão completa do que realmente importa.

    29 min
  7. Pele Digital Cast #217 - A Orquestração das Cicatrizes: O Fim da Espera, Drug Delivery com CO2 e o Poder da Hialuronidase

    6 de mai.

    Pele Digital Cast #217 - A Orquestração das Cicatrizes: O Fim da Espera, Drug Delivery com CO2 e o Poder da Hialuronidase

    O nosso encontro especial sobre a cronobiologia da cicatrização e o novo paradigma no manejo de cicatrizes patológicas já está disponível no Pele Digital Cast! 🟣 Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir essa aula magistral onde destrinchamos as maiores inovações na abordagem de tecidos fibróticos. O Dr. Omar (com participações ilustres diretamente do trânsito carioca) recebe o super especialista Dr. Guilherme Almeida e a convidada de honra, Dra. Denise Steiner, para debater as novas frentes de tratamento que estão redefinindo a especialidade. Neste episódio 217, discutimos como o paradigma do tratamento de cicatrizes está mudando drasticamente. Trazemos uma visão moderna que abandona a velha e obsoleta abordagem de "esperar seis meses" ou fazer injeções isoladas de corticoide em cicatrizes maduras — que geram dor, atrofia e perda de material. Focamos em entender a mecanotransdução e na modulação inteligente do tecido, atuando como verdadeiros "maestros" e utilizando tecnologias e bioativos de forma orquestrada e precoce. O que você vai aprender: 📍 A Nova Visão da Cicatrização (O Fim da Espera): O fim da regra clássica de aguardar meses para o amadurecimento da cicatriz. Entenda a cascata fibrótica, o papel central do mediador TGF-beta 1, e como a tensão mecânica na pele (mecanotransdução) transforma fibroblastos em miofibroblastos frenéticos, gerando um excesso caótico de colágeno. Descubra por que intervir de forma inteligente a partir da terceira semana muda completamente o prognóstico. 📍 A Orquestração Térmica e Química (CO2 + Hialuronidase): O abandono das condutas passivas. Acompanhe a explicação técnica de como o laser de CO2 atua para perfurar a "armadura" do queloide, e como a Hialuronidase é usada de forma genial para dissolver a matriz intercelular densa (o "cimento" da cicatriz), amolecendo o tecido e permitindo uma permeabilidade extrema para o drug delivery. 📍 Protocolos Práticos e Combate às Recidivas: A desmistificação do manejo de queloides de orelha (conhecidos pela altíssima taxa de recidiva, que ultrapassa 50%). Uma discussão profunda sobre a manobra tática em fases que une o preparo prévio, a excisão e o bloqueio imediato usando triancinolona combinada com o quimioterápico 5-Fluorouracil. Além disso, os segredos para garantir uma recuperação impecável logo após a retirada de pontos em cirurgias delicadas como a blefaroplastia. 📍 A Biologia do Axolote e o Convite de Ouro: Uma reflexão fascinante sobre o Axolote, o anfíbio capaz de regenerar membros inteiros sem fibrose, nos mostrando como a intervenção com bioativos busca imitar a perfeição da embriogênese. De bônus, os bastidores e o convite especialíssimo da nossa primeira-dama da cosmiatria, Dra. Denise Steiner, para a aguardada Diplomatura CILAD Brasil, uma pós-graduação de nível internacional que vai transformar a carreira dos médicos participantes.

    1h 1min
  8. Pele Digital Cast #216 - Ecos de Bariloche: O Novo Paradigma do Melasma, Vacinas para Acne e a Revolução nas Urticárias

    6 de mai.

    Pele Digital Cast #216 - Ecos de Bariloche: O Novo Paradigma do Melasma, Vacinas para Acne e a Revolução nas Urticárias

    O nosso encontro especial sobre as descobertas mais recentes e as inovações apresentadas no exclusivo Summit de Dermatologia em Bariloche já está disponível no Pele Digital Cast! 🟣 Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir essa aula magistral onde destrinchamos as maiores novidades que rolaram nesse evento de cúpula. O Dr. Fábio e o Dr. Omar debatem as novas frentes de tratamento, desde a nova visão sobre doenças inflamatórias crônicas até as biotecnologias que estão redefinindo a especialidade, e como o Brasil segue liderando de forma absoluta o cenário de cosmiatria e lasers na América Latina. Neste episódio 216, discutimos como o paradigma da dermatologia clínica e estética está mudando drasticamente. Trazemos uma visão moderna que abandona as velhas abordagens focadas em antibióticos desenfreados e anti-histamínicos obsoletos, e foca em imunoterapias avançadas, vacinas de precisão e na modulação inteligente da disfunção de barreira para cada fenótipo clínico. O que você vai aprender: 📍 A Nova Visão Inflamatória (Melasma e Rosácea): O fim da visão do melasma apenas como um problema de pigmentação. Entenda a cascata inflamatória onde o queratinócito atua como uma célula "histérica" de alarme e a forte conexão clínica (pacientes com melasma têm 5x mais chances de desenvolver rosácea). Discutimos o uso de inibidores de JAK sistêmicos, o retorno de tratamentos como o fenol, e a revolução do "plasma frio" (gás de argônio) para selar e silenciar a barreira cutânea. 📍 A Fronteira das Vacinas para Acne: O uso de antibióticos clássicos pode ser um "tiro no pé". Descubra como a biotecnologia – incluindo estudos surpreendentes da Paratus focados em proteínas extraídas do DNA de morcegos – está desenvolvendo imunoterapias para atacar apenas os filotipos agressivos da Cutibacterium acnes, poupando os subtipos que protegem a pele. 📍 A Revolução no Manejo das Urticárias: A desmistificação e o abandono definitivo dos anti-histamínicos de primeira geração, usados apenas pelos seus efeitos sedativos. Uma discussão profunda sobre o salto tecnológico impulsionado pelos imunobiológicos e a chegada do inovador Remibrutinibe oral, que tem trazido resultados maravilhosos para pacientes refratários e casos de urticária física. 📍 Clima, Poluição e a chegada do "Botox Cinderela": Como o receptor AhR funciona como um sensor na pele, disparando alertas inflamatórios diante da poluição atmosférica e disbiose, além do alerta sobre o aumento de infecções graves em jovens. De bônus, os bastidores da nova toxina botulínica do tipo E (Trenibot) aprovada pelo FDA – o famoso "Botox Cinderela" que age em incríveis 8 horas, ideal para festas e eventos rápidos.

    1h 1min

Classificações e avaliações

4,5
de 5
8 avaliações

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