Pergunta Simples

Jorge Correia

O Pergunta Simples é um podcast sobre comunicação. Sobre os dilemas da comunicação. Subscreva gratuitamente e ouça no seu telemóvel de forma automática: https://perguntasimples.com/subscrever/ Para todos os que querem aprender a comunicar melhor. Para si que quer aprender algo mais sobre quem pratica bem a arte de comunicar. Ouço pessoas falar do nosso mundo. De sociedade, política, economia, saúde e educação.

  1. há 5 dias

    Como se escreve para outros dizerem? Henrique Dias

    🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ Há palavras que ficam. Uma frase de uma série, uma linha de diálogo que aparece na nossa conversa semanas depois, como se fosse nossa. Alguém escreveu aquilo. Neste episódio, esse alguém tem nome: Henrique Cardoso Dias, o argumentista por trás do Pôr do Sol e do Sr. Engenheiro. Uma conversa sobre o que trinta anos a construir linguagens para outros usarem ensinam sobre a forma como as pessoas comunicam. Destaques desta conversa: Por que razão a invisibilidade dos guionistas tem uma parte bonita e uma parte injusta O que é que a formação em Direito fez ao escritor: "Em Direito aprendemos a medir as palavras. Na comédia aprendemos a fazê-las tropeçar" Como o Pôr do Sol foi feito: "Tentámos fazer bem para mostrar o absurdo. Ao contrário do que seria fazer mal à partida" Por que razão o clichê é "uma memória coletiva em repeat que perdeu o sentido" O contrário do humor não é a seriedade, é a solenidade, e o que isso diz sobre o poder A liberdade de expressão protege a pessoa, não a opinião A decisão autoral de parar o Pôr do Sol: "Prefiro que nos perguntem porque é que parámos" O que "alegadamente" diz sobre a relação dos portugueses com o poder A criatividade como irresponsabilidade deliberada "Em Direito aprendemos a medir as palavras. Na comédia aprendemos a fazê-las tropeçar." 🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/como-se-escreve-para-outros-dizerem-henrique-dias/ 🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm 🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples 🌐 Website: https://www.perguntasimples.com

    50 min
  2. 3 de jun.

    O que as crianças ouvem quando pensas que não ouvem? Rute Agulhas

    🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ Há um adolescente de catorze anos que, numa aula de cidadania, disse que o amor é a maior confusão que existe na vida das pessoas. Não era um miúdo sem amor. Era um miúdo que cresceu dentro de um conflito parental — e que aprendeu, pelo que viu e ouviu em casa, que o compromisso não vale a pena. Rute Agulhas conta esta história com a naturalidade de quem a ouviu muitas vezes. E é aí que esta conversa se torna diferente de tudo o que se diz habitualmente sobre psicologia, violência e infância. Destaques desta conversa: A carapaça que a profissão obriga a construir — e o preço que se paga em casa O conflito de lealdade nas crianças de pais divorciados — a criança que só consegue ser ela própria depois de virar a esquina "O meu pai separou-se de nós" — como as crianças processam o que os adultos lhes comunicam sem querer Como se ouve uma criança que não fala — fantoches, chão, paciência e o sapo que contava o que ela não conseguia dizer "Não tem escrito na testa" — a desconstrução do estereótipo do agressor Trabalhar com agressores — porque a prisão não resolve e o que isso significa A violência emocional e sexual dentro das relações que ainda não é reconhecida como violência O humor negro como estratégia de sobrevivência — os narizes de palhaço na secretária As cenouras — a imagem de um abuso que ficou para a vida "O amor é a maior confusão que existe na vida das pessoas." — um adolescente de 14 anos, citado por Rute Agulhas 🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/o-que-as-criancas-ouvem-quando-pensas-que-nao-ouvem-rute-agulhas/ 🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm 🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples 🌐 Website: https://www.perguntasimples.com

    49 min
  3. 27 de mai.

    Como Salvar o Mundo? Rui Zink

    🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ Há uma diferença entre humor e sarcasmo que a maior parte das pessoas nunca pensou até alguém a formular em voz alta. O humor é uma forma de ver o mundo. O sarcasmo é quando a maldade já superou o humor — e a pessoa ainda acha que está a ser engraçada. É uma das muitas ideias desta conversa que ficam a ecoar muito depois de terminada. Destaques desta conversa: O que significa ser um optimista informado — e porque é que qualquer outra coisa não funciona A diferença entre humor e sarcasmo — e o que isso revela sobre o tempo em que vivemos A casta intelectual que desdém as redes sociais — e o que isso diz sobre quem tem direito a ter opinião A história do avô preso pela PIDE e do bairro que o denunciou — e depois protegeu a família Como a inteligência artificial está a apagar a luz interior — e porque o pobre deve desconfiar de tudo o que é grátis As cadeiras da treta — português, música, desenho — e porque são as únicas que ensinam a viver O que o Clube dos Poetas Mortos com o Diogo Infante tem a dizer sobre o essencial e o acessório Os preconceitos que vivem dentro de nós sem que saibamos — e o momento em que aparecem na montra A metáfora da moeda e o tempo feio em que vivemos O que é uma vida boa — e porque só se sabe quando termina "O sarcasmo é quando a maldade já superou o humor — e a pessoa ainda acha que está a ser engraçada." 🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/como-salvar-o-mundo-rui-zink/ 🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm 🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples 🌐 Website: https://www.perguntasimples.com

    55 min
  4. 20 de mai.

    Quantas pessoas cabem dentro de uma pessoa? Ricardo Belo Morais

    🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ Fernando Pessoa publicou em vida um único livro de poesia em português. Quarenta e quatro poemas, preparados durante quase vinte anos. O resto ficava numa arca. E o resto era quase tudo. Ricardo Belo de Morais passou os últimos anos dentro dessa arca e encontrou um retrato de Pessoa que não é celebração nem inventário — é uma interrogação sobre o que significa comunicar bem, sobre o preço de uma vida entregue à obra, e sobre quantas pessoas consegue uma pessoa ser ao mesmo tempo. Destaques desta conversa: A Arca de Fernando Pessoa foi vendida em 2008 para um colecionador privado que ainda hoje ninguém sabe quem é O perfeccionismo como comunicação: Pessoa só publicava o que considerava 200% perfeito; o resto ficava guardado O derrotado-resistente: "Até nos meus exércitos sonhados sofreram derrotas, até em sonhos" Pessoa antecipou a narrativa publicitária e as relações públicas décadas antes de existirem como conceitos Os apócrifos pessoanos: frases que nunca escreveu circulam como suas, incluindo o famoso "pedras no caminho" Os heterónimos como tabuleiro de xadrez: multiplicação consciente, não divisão patológica O fingimento como verdade: "Finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente" Ofélia: "Culpa tem o Fernando que um dia tivesse a triste ideia de gostar de si" A missão monástica: a obra primeiro, tudo o resto depois, incluindo o amor e a saúde O Nobel: Pessoa desejava-o, tinha autoconsciência da qualidade do trabalho, e não chegou a tempo "Fernando Pessoa escreveu o que escreveu. Não escreveu aquilo que nós gostávamos que ele tivesse escrito." 🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/quantas-pessoas-cabem-dentro-de-uma-pessoa-ricardo-belo-morais/ 🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm 🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples 🌐 Website: https://www.perguntasimples.com

    52 min
  5. 13 de mai.

    Como se pergunta bem? Carlos Daniel

    🔔 Receba novos episódios em https://perguntasimples.com/subscrever/ Há uma diferença pequena entre as perguntas que acabam em ponto de interrogação e as que acabam em reticências. Uma obriga a responder. A outra dá espaço para se dizer o que já se queria dizer. Carlos Daniel faz perguntas em direto há mais de trinta anos, em momentos altos da vida do país, e nesta conversa explica como esta distinção mínima define grande parte do estado actual da comunicação pública. Destaques desta conversa: A pergunta como ofício: porque uma boa pergunta acaba em ponto de interrogação, nunca em reticências A lealdade do jornalista: ao público, não ao chefe nem ao patrão A profissionalização da resposta: eles apostam na resposta, nós apostamos na pergunta A agressividade certa: está no conteúdo, não no tom Credibilidade por acumulação: anos a construir, um instante a destruir A escrita oral: porque se escreve para dizer, não para ler O primeiro Jornal da Tarde: o dia a seguir à morte de Ayrton Senna, com vinte e quatro anos O peso do direto: trabalhar sem rede, com as redes a vir até nós Sociologia e jornalismo: a regularidade é mais relevante que o episódio O serviço público hoje: porque importa mais do que importou antes "Uma boa pergunta acaba com um ponto de interrogação, em vez de acabar com reticências." Episódio: https://perguntasimples.com/como-se-pergunta-bem-carlos-daniel YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples Website: https://www.perguntasimples.com

    50 min
  6. 6 de mai.

    Falar em público é um privilégio? Maria Castello Branco

    🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ Há uma pergunta que raramente fazemos sobre quem fala em público. Não sobre o que diz, nem sobre como diz. Sobre quem lhe disse que podia dizer. Maria Castello Branco cresceu numa casa onde a sua voz foi tratada como algo que valia a pena ouvir. E argumenta que isso, mais do que qualquer talento ou formação, explica tudo o que veio a seguir.Destaques desta conversa: A voz como herança, não como talento: quem a dá, e o que acontece a quem não a recebe O que se perde em trinta segundos: a rapidez mediática e o custo da ideia pontiaguda A técnica televisiva: porque começa sempre pela conclusão, e o que isso revela sobre comunicação Rádio vs. televisão: o peso da imagem e a intimidade do ouvido O problema do racionalismo: porque a razão não chega quando o medo já chegou primeiro O pensamento clássico chinês: a coexistência do nada e do algo, e o que Aristóteles não consegue explicar Portugal e a falta de cultura cívica: Tocqueville, o bowling e o vizinho que não conhecemos O ego domado pelo absurdo: como se vive com o erro em público Os tribunais medievais de animais: e o que o Descartes matou quando criou o sujeito moderno "O maior privilégio de todos é sentir que a minha voz importa."🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/falar-em-publico-e-um-privilegio-maria-castello-branco/ 🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm 🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples 🌐 Website: https://www.perguntasimples.com

    1h 2min
  7. 29 de abr.

    Quem Decide o que Mereces Perceber? João Maria Jonet

    🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ João Maria Jonet é analista, comentador televisivo, estudioso das eleições americanas e vereador eleito em Cascais. Viveu a linguagem do poder de todos os lados — como quem estuda, como quem explica, como quem prepara candidatos e como quem se candidata. Nesta conversa fala sobre o degrau entre quem governa e quem é governado, sobre o que as palavras fazem quando servem para proteger quem as diz em vez de chegar a quem as ouve — e sobre o que se perde quando se entra no sistema que se criticava. Neste episódio: "As coisas difíceis de compreender são mais fáceis de controlar pelos poucos que compreendem" O político treinado a não se comprometer — e que deixou de saber o que pensa A omissão estratégica: não mentir, mas não dizer tudo Trump como comunicador — o que percebeu antes de toda a gente As redes sociais e o que fizeram ao pensamento de quem as praticou O dado que muda tudo: quanto mais informação, melhor a decisão — por 30 pontos "Não sou isento — vocês é que concordam comigo" Contribuíste para o problema que dizes querer resolver? "As coisas que são difíceis de compreender são mais fáceis de controlar pelos poucos que compreendem." 🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/quem-decide-o-que-mereces-perceber-joao-maria-jonet/ 🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm 🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples 🌐 Website: https://www.perguntasimples.com

    57 min
  8. 22 de abr.

    Para que serve um jornalista? Tânia Laranjo

    🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ Tânia Laranjo é repórter há trinta anos. Chegou à televisão quando lhe disseram que não tinha figura nem voz para o ecrã. Ficou na mesma. Hoje é um dos rostos mais reconhecidos do jornalismo português, não porque aparece, mas porque vai. Aos incêndios, aos temporais, aos tribunais, às aldeias que ninguém visita. Nesta conversa falámos sobre o que se perde quando o jornalismo deixa de sair à rua e sobre o que ainda sobra quando alguém decide ir à janela. Neste episódio: O jornalismo que se aburguesou e o que se perde quando ninguém chega primeiro Ser a primeira a chegar e porque isso define a qualidade do que se conta O incêndio em Gramassa e a decisão de sair do papel de jornalista As fontes como relações sagradas e a única razão para quebrá-las O segredo de justiça contra o interesse público e o processo que ganhou no Tribunal Europeu A entrevista de 45 minutos ao Presidente Marcelo durante o temporal O que é uma boa pergunta e porque é sempre simples A filha que quis ser jornalista apesar de tudo "O jornalista tem que ir à janela e dizer se está a chover ou se está a sol. Não serve para fazer perguntas, serve para dar respostas." 🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/para-que-serve-um-jornalista-tania-laranjo/ 🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm 🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples 🌐 Website: https://www.perguntasimples.com

    52 min

Sobre

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