Phamacast

Havania Moura

Um podcast sobre medicamentos para todos.

Episódios

  1. Pré-treinos: energia, desempenho ou risco à saúde?

    há 6 dias

    Pré-treinos: energia, desempenho ou risco à saúde?

    A evidência científica mostra que os pré-treinos podem melhorar desempenho, foco e resistência em algumas pessoas, principalmente devido à cafeína. Porém, os benefícios dependem da composição, da dose e do tipo de exercício. Os riscos aumentam quando há excesso de estimulantes, uso inadequado ou produtos com rotulagem duvidosa. Os ingredientes mais comuns são: CafeínaBeta-alaninaCreatinaTaurinaCitrulinaArgininaTirosinaVitaminas do complexo BNem todos possuem eficácia comprovada na dose presente no produto. É o ingrediente com maior respaldo científico. Benefícios: Aumento da atenção e concentração.Redução da percepção de fadiga.Melhora do desempenho aeróbico e anaeróbico.Aumento da disposição para treinar. Possui excelente evidência científica para: Ganho de força.Potência muscular.Recuperação.Entretanto, seu efeito não depende do consumo imediatamente antes do treino, mas da suplementação contínua. Pode ajudar em exercícios intensos de curta duração ao aumentar os estoques de carnosina muscular. Porém, assim como a creatina, seu benefício ocorre com uso contínuo e não apenas pela ingestão pré-treino. O excesso de cafeína pode causar: TaquicardiaPalpitaçõesAumento da pressão arterialAnsiedadeTremores Usuários frequentes de pré-treino apresentam maior risco de: InsôniaSono de má qualidadeRedução do tempo total de sonoE isso pode prejudicar a própria recuperação muscular. Podem ocorrer: NáuseasDor abdominalDistensão abdominalDiarreiaPrincipalmente por adoçantes artificiais, citrulina e altas doses de estimulantes. Efeito clássico da beta-alanina.Não costuma ser perigoso, mas pode assustar usuários iniciantes. Suplementos não passam pelo mesmo rigor regulatório dos medicamentos. Autoridades e especialistas alertam para: Erros de rotulagem.Quantidades divergentes das declaradas.Misturas proprietárias sem transparência.Presença de substâncias não informadas no rótulo. Hipertensos.Pessoas com arritmias.Portadores de transtornos de ansiedade.Gestantes.Adolescentes.Pessoas que utilizam estimulantes ou antidepressivos. Vale a pena usar? A resposta mais baseada em evidências é: ✅ Sim, para alguns atletas e praticantes de atividade física. Mas o benefício costuma vir principalmente da cafeína e de alguns poucos ingredientes com boa evidência científica. ❌ Não é indispensável. Sono adequado, alimentação equilibrada, hidratação e planejamento nutricional geram resultados muito maiores e mais consistentes do que qualquer pré-treino. Se isso te ajudou de algum modo compartilha com seus amigos. e Um grande beijo e até o próximo Episódio do PharmaCast.

    10 min
  2. Canetas Emagrecedoras: A Revolução no Tratamento da Obesidade.

    8 de jun.

    Canetas Emagrecedoras: A Revolução no Tratamento da Obesidade.

    Mercado das Canetas Emagrecedoras no Brasil O mercado de medicamentos para tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 está passando por uma transformação significativa no Brasil. O principal marco dessa mudança foi a expiração da patente da semaglutida em março de 2026, permitindo que outros laboratórios passassem a produzir medicamentos com o mesmo princípio ativo anteriormente comercializado com exclusividade pela empresa dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, Wegovy e Rybelsus. Como resultado dessa quebra de patente, a EMS lançou a Ozivy, a primeira caneta brasileira de semaglutida sintética aprovada pela Anvisa. A entrada de novos concorrentes no mercado tende a aumentar a oferta dos medicamentos, estimular a concorrência e favorecer a redução gradual dos preços, ampliando o acesso dos pacientes aos tratamentos para obesidade e diabetes. As chamadas "canetas emagrecedoras" pertencem a uma classe de medicamentos conhecida como agonistas de GLP-1. Esses medicamentos atuam imitando hormônios produzidos naturalmente pelo intestino, promovendo maior sensação de saciedade, redução do apetite, retardamento do esvaziamento gástrico e melhora do controle glicêmico. Dessa forma, auxiliam na perda de peso e no tratamento de doenças metabólicas. Além da semaglutida, outra medicação que vem ganhando destaque é a tirzepatida, comercializada como Mounjaro. Diferentemente da semaglutida, a tirzepatida atua em dois receptores hormonais, GLP-1 e GIP, proporcionando resultados ainda mais expressivos na redução do peso corporal em muitos pacientes. O futuro do setor aponta para uma nova geração de medicamentos, representada pela retatrutida, atualmente em estudos avançados. Essa molécula possui ação tripla nos receptores GLP-1, GIP e glucagon, apresentando resultados de perda de peso que se aproximam dos observados em cirurgias bariátricas. Apesar dos avanços, o crescimento da procura por esses medicamentos também trouxe desafios, como o aumento da venda de produtos falsificados, uso indiscriminado e automedicação. Por isso, a utilização dessas terapias deve ocorrer sempre com acompanhamento médico e farmacêutico. Para os serviços farmacêuticos, esse cenário cria oportunidades em acompanhamento farmacoterapêutico, educação em saúde, aplicação de injetáveis e monitoramento da adesão ao tratamento. Assim, a quebra da patente da semaglutida e a chegada de novos medicamentos marcam o início de uma nova era no tratamento da obesidade, tornando as terapias mais acessíveis e ampliando as possibilidades de cuidado aos pacientes.

    7 min
  3. Medicamento de Referência, genéricos e similar: qual diferença?

    18 de mai.

    Medicamento de Referência, genéricos e similar: qual diferença?

    Introdução Os medicamentos são classificados no Brasil em diferentes categorias regulatórias. Entre as mais conhecidas estão os medicamentos de referência, genéricos e similares. Apesar de possuírem finalidades terapêuticas semelhantes, existem diferenças importantes relacionadas ao desenvolvimento, identificação, intercambialidade e regulamentação sanitária. As informações abaixo foram baseadas em documentos oficiais da ANVISA e materiais científicos educativos. O medicamento de referência é o produto original, inovador, desenvolvido após anos de pesquisa científica e testes clínicos que comprovam: Eficácia;Segurança;Qualidade terapêutica.Ele possui marca registrada e serve como padrão para comparação dos medicamentos genéricos e similares. Primeiro medicamento lançado;Possui patente inicial;Possui nome comercial;Utilizado como padrão comparativo.NovalginaTylenolO medicamento genérico contém: Mesmo princípio ativo;Mesma dose;Mesma forma farmacêutica;Mesma via de administração;Mesma indicação terapêutica do medicamento de referência.Além disso, os genéricos precisam comprovar bioequivalência e biodisponibilidade perante a Anvisa. Isso garante equivalência terapêutica com o medicamento de referência. Não possui marca comercial;Identificado pelo nome do princípio ativo;Possui faixa amarela com a letra “G”;Geralmente possui menor custo.Paracetamol genéricoDipirona genéricaO medicamento similar também possui: Mesmo princípio ativo;Mesma concentração;Mesma indicação terapêutica;Mesma forma farmacêutica do medicamento de referência.Porém, o similar possui marca comercial própria e pode apresentar diferenças em: Embalagem;Cor;Formato;Excipientes;Prazo de validade. Atualmente, muitos similares precisam comprovar equivalência terapêutica para serem considerados intercambiáveis com os medicamentos de referência. AnadorHiconcilA intercambialidade é a possibilidade de substituir um medicamento por outro equivalente de forma segura. Segundo a Anvisa: O genérico pode substituir o medicamento de referência;Alguns similares também podem substituir o referência quando aprovados como “similares intercambiáveis”. Os fabricantes de medicamentos genéricos não precisam repetir todos os estudos clínicos realizados pelo laboratório que desenvolveu o medicamento original. Isso reduz os custos de produção e comercialização. Muitos pacientes relatam sentir diferenças entre medicamentos de referência, genéricos e similares. Discussões em comunidades online mostram dúvidas frequentes sobre eficácia, adaptação individual e diferença entre laboratórios. Apesar disso, cientificamente os genéricos aprovados precisam demonstrar equivalência terapêutica em relação ao medicamento de referência. Os medicamentos de referência, genéricos e similares possuem diferenças regulatórias e comerciais, mas todos precisam atender critérios rigorosos de qualidade definidos pela Anvisa. A principal diferença está: Na marca comercial;No desenvolvimento inicial;Nos testes regulatórios;E na intercambialidade.O acompanhamento do farmacêutico é fundamental para orientar o uso correto e seguro desses medicamentos. ANVISA — Medicamentos GenéricosANVISA — Medicamentos SimilaresCartilha da ANVISA sobre medicamentosConsulta de medicamentos ANVISA1. Medicamento de ReferênciaCaracterísticasExemplo2. Medicamento GenéricoCaracterísticasExemplo3. Medicamento SimilarExemplo4. Intercambialidade5. Por que os genéricos costumam ser mais baratos?6. Percepção dos pacientesConclusãoReferências OficiaisM

    5 min
  4. Os perigos da automedicação.

    11 de mai.

    Os perigos da automedicação.

    Estatísticas Principais (ICTQ 2022/2024) •Prevalência: Cerca de 89% a 90% dos brasileiros praticam a automedicação. •Mortalidade: Estima-se que 20 mil pessoas morrem por ano no Brasil devido à automedicação. •Intoxicação: Mais de 30 mil internações anuais por intoxicação medicamentosa. 27% das intoxicações no Brasil são causadas por medicamentos (Sinitox). •Fontes de Informação: 51% pesquisam sintomas na internet, 47% buscam indicação no Google e 21% confiam em redes sociais.Medicamentos mais utilizados1.Analgésicos (64%): Risco de insuficiência renal, náuseas e mascaramento de sintomas graves.2.Antigripais (47%): Podem conter substâncias que elevam a pressão arterial.3.Relaxantes musculares (35%): Risco de dependência e sedação excessiva.4.Medicamentos para saúde mental (ansiedade/insônia): 6% da população usa sem prescrição.Principais Riscos e Perigos. •Intoxicação: O risco mais imediato e comum.•Mascaramento de sintomas: Tomar um remédio para dor pode esconder uma doença grave em evolução (como apendicite ou câncer).•Interações medicamentosas: Um remédio pode anular ou potencializar perigosamente o efeito de outro. •Resistência Bacteriana: Uso indevido de antibióticos cria "superbactérias".•Reações Alérgicas: Choque anafilático em casos graves.•Danos a Órgãos: Lesões no fígado (hepatite medicamentosa) e rins. Mitos e Verdades •Mito: "Se vende sem receita, é seguro." (Verdade: Todo medicamento tem efeitos colaterais). •Mito: "Remédio natural não faz mal." (Verdade: Fitoterápicos também têm interações e toxicidade). •Verdade: A automedicação pode causar dependência química. •Verdade: Misturar álcool com medicamentos é extremamente perigoso. Contexto Histórico/Social •Crescimento constante desde 2014 (de 76% para 89%). •Influência da pandemia (uso de "kits" sem comprovação científica). •Falta de orientação farmacêutica no ponto de venda.

    3 min

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Um podcast sobre medicamentos para todos.