54 episódios

O Rasgaí é um podcast que fala sobre ciência. O foco é nos estudos que tratam sobre demografia e população. Episódios curtos, com cerca de 15 minutos, trazem discussões diretas e objetivas sobre essa área de conhecimento. O Rasgaí é vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGDem) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Produtor/Editor: Ricardo Ojima (twitter: @ricardoojima).

Rasgaí: expressão regional; gíria; verbo usado para pedir que o outro fale algo numa conversa. - Tenho uma coisa para te contar. - Rasgaí!

Rasga‪í‬ Demografia UFRN

    • Ciência

O Rasgaí é um podcast que fala sobre ciência. O foco é nos estudos que tratam sobre demografia e população. Episódios curtos, com cerca de 15 minutos, trazem discussões diretas e objetivas sobre essa área de conhecimento. O Rasgaí é vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGDem) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Produtor/Editor: Ricardo Ojima (twitter: @ricardoojima).

Rasgaí: expressão regional; gíria; verbo usado para pedir que o outro fale algo numa conversa. - Tenho uma coisa para te contar. - Rasgaí!

    T02E09 | Série Egressos | "O mestrado foi um período agradável da minha vida" | William Mendonça

    T02E09 | Série Egressos | "O mestrado foi um período agradável da minha vida" | William Mendonça

    A formação em nível de pós-graduação muitas vezes confunde, pois há algumas modalidades diferentes com algumas características particulares. É muito comum ouvir as pessoas falando: “fiz uma pós” ou “vou fazer uma pós”, mas nem sempre se trata da mesma coisa. A pós-graduação é um nível de formação que, claro, exige que vc tenha feito uma graduação anteriormente. Isso é o que há de comum, mas depois podemos ter a pós-graduação lato senso e a pós-graduação stricto senso.

    O primeiro é o que costumamos chamar de especialização e tem um caráter prático-profissional e busca promover a especialização técnica ou treinamento nas partes de que se compõe um ramo profissional ou científico. Tem duração mínima de 360 horas, ao final do curso o aluno obterá certificado e não diploma. A pós-graduação stricto sensu compreende programas de mestrado e doutorado e ao final do curso o aluno obterá grau acadêmico e diploma. Diferentemente das especializações, os cursos de mestrado e doutorado tem um caráter regular dentro das instituições de ensino, ou seja, precisam ter turmas com ingresso regular.

    Na rotina da formação na pós-graduação stricto sensu o discente passa por disciplinas formativas e depois desenvolve outras habilidades, como docência e pesquisa. Ao final do processo de formação, para obter o título, o aluno precisa defender uma dissertação, no caso do mestrado, e uma tese no caso do doutorado. E os prazos regulares são de 2 e 4 anos, respectivamente. Muitas vezes pode ser um processo de formação árduo e extenuante devido aos elevados níveis de exigência e prazos, mas nem sempre é assim. Depende do contexto e do ambiente que se constrói.

    No episódio 9 da segunda temporada do Rasgaí, conversamos com o William Mendonça de Lima que concluiu seu mestrado em 2015 aqui na Pós-Graduação em Demografia da UFRN e depois seguiu e já concluiu o doutorado também em demografia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele contou pra gente como foi a sua experiência e nos deu um exemplo de como podemos ajustar qualidade e rigor na produção científica e acadêmica sem necessariamente sermos reféns dessa cobrança. Para ele, o mestrado foi um período agradável da vida.



    Créditos:

    Produção, edição e apresentação: Ricardo Ojima (PPGDem/UFRN)

    Trilha sonora:

    Robo-Western by Kevin MacLeod

    Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western

    License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

    Perspectives by Kevin MacLeod

    Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4207-perspectives

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    • 18 min
    T02E08 | Migração e os dados do Censo 2017 no Moçambique | Mussagy Ibraimo

    T02E08 | Migração e os dados do Censo 2017 no Moçambique | Mussagy Ibraimo

    Os três componentes da dinâmica demográfica são: nascimentos, mortes e migrações. Cada um tem a sua complexidade para ser estudado e cada um apresenta interfaces com teorias e contextos socioeconômicos distintos, o que induz a formação do demógrafo para uma abordagem interdisciplinar. Embora a migração seja um fenômeno muito popular, pois quase toda pessoa conhece ou tem uma história de trajetória migratória para contar, do ponto de vista do estudo científico há elementos técnicos que dificultam sua análise. Um dos aspectos que o diferem dos nascimentos e das mortes é que ele pode acontecer mais de uma vez na trajetória de um mesmo indivíduo. Além disso, a forma de se mensurar e estimar a migração de modo direto depende de se poder perguntar para as pessoas sobre as etapas migratórias da sua vida. Por isso, em grande medida, os Censos Demográficos são fontes de dados importantes para o estudo dos volumes, fluxos e características da migração.

    Mas os censos ocorrem em intervalos de tempo muito distantes. Além disso, os quesitos (ou perguntas) que são feitas para se captar a migração dependem da memória das pessoas entrevistadas, da sobrevivência das pessoas que migraram no intervalo entre um censo e outro e da precisão dos entrevistadores em registrar as informações. Mais que isso, o próprio conceito do que é ser migrante precisa ser definido claramente. Apesar de parecer óbvio, definir quem é migrante depende de alguns recortes. É preciso considerar mudança de residência habitual, limites político-administrativos, tempo de residência, entre outros.

    Uma análise da qualidade das informações sobre migração num censo demográfico foi desenvolvida pela dissertação de mestrado do Mussagy Ibraimo. Ele concluiu o mestrado em demografia aqui na UFRN em 2022 com a pesquisa: “Dinâmica migratória e avaliação dos quesitos censitários sobre migrações internas e internacionais em Moçambique: uma análise a partir do censo 2017”. Mussagy trabalha no Instituto Nacional Estatística (INE) de Moçambique e é por isso que sua pesquisa se debruça sobre os dados do Censo Demográfico moçambicano. Mas ele não fez apenas uma análise da qualidade dos dados mas, tendo feito isso, analisou aspectos gerais dos fluxos e o perfil dos movimentos migratórios no país. Identificou os principais destinos, as características dos migrantes e o perfil da seletividade nos contextos das províncias. 



    Créditos:

    Produção, edição e apresentação: Ricardo Ojima (PPGDem/UFRN)

    Trilha sonora:

    Robo-Western by Kevin MacLeod

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    • 23 min
    T02E07 | A violência em Natal antes e durante a pandemia da Covid-19 | Pedro Henrique Freitas

    T02E07 | A violência em Natal antes e durante a pandemia da Covid-19 | Pedro Henrique Freitas

    A violência é um campo de estudos de indiscutível relevância social. Normalmente o número de homicídios é usado como indicador para analisar a evolução da violência ao longo do tempo. No Brasil, entre 1990 e 2017, o número de homicídios passou de 32 mil para mais de 65 mil, segundo os dados disponíveis no Atlas da Violência gerido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com a colaboração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Mas é preciso olhar os dados de modo mais detalhado para entender melhor a sua dinâmica.

    As mortes violentas ocorrem de modo seletivo. Mais da metade dos homicídios que ocorreram no ano de 2017 foram de homens entre 15 e 29 anos. E do total de homicídios de 2017, mais de 70% foram de homens negros. Além disso, eles não ocorrem de forma uniforme no território. O risco de homicídio, portanto, depende de características sociodemográficas e socioespaciais. É por essas e outras razões que o estudo da violência pode ser entendido como um tema demográfico. Analisar a violência, os homicídios e as causas violentas a partir de um olhar demográfico ajuda a entender essas especificidades e isso pode contribuir para melhorar as ações e políticas de segurança pública. Otimizar os investimentos em segurança para que se focalizem nos públicos e contextos nos quais o evento contém maior risco de ocorrer.

    E foi esse o desafio de pesquisa proposto pela pesquisa de mestrado do Pedro Henrique Freitas. Ele defendeu sua dissertação em demografia no Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN em 2021 e analisou a violência no município de Natal a partir das perspectivas demográficas e socioespaciais. E ele adicionou um elemento contextual que, dado o momento em que a pesquisa foi desenvolvida, não poderia faltar. O impacto e a influência que a pandemia de Covid-19 pode ter tido nesses indicadores. O arquivo completo da dissertação "Violência no município de Natal/RN em 2019 e 2020: uma abordagem espacial e demográfica sobre as mortes violentas com foco nos efeitos decorrentes da pandemia da COVID-19" contém gráficos e cartogramas que ajudam a compreender a diversidade do fenômeno no caso do município de Natal (RN).



    Créditos:

    Produção, edição e apresentação: Ricardo Ojima (PPGDem/UFRN)

    Trilha sonora:

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    • 17 min
    T02E06 | Quem são as mulheres que não querem ter filhos? | Clícia Clementino

    T02E06 | Quem são as mulheres que não querem ter filhos? | Clícia Clementino

    O episódio de hoje é sobre um tema que vez ou outra aparece nas conversas informais e povoam o imaginário das pessoas no senso comum. Estamos falando da queda da natalidade, ou seja, a redução do número de nascimentos. É mais comum ouvir a expressão: “queda da natalidade”, mas na verdade estamos falando da queda na taxa de natalidade. A taxa de natalidade é uma medida que calcula a quantidade de bebês nascidos em um determinado ano e divide esse número pelo total de pessoas daquela população naquele mesmo ano. Mas há outra expressão que se ouve também: a queda da fecundidade. Essa medida é um pouco diferente e representa o número médio de filhos tidos pelas mulheres em idade reprodutiva daquele ano.

    O que os dados mostram ao longo do tempo é que a fecundidade vem caindo de modo consistente no Brasil. No passado ela já esteve na faixa de 6 filhos por mulher e já está abaixo de 2 há algum tempo. Mas nas conversas informais ainda é difícil crer nesses números, pois na observação das pessoas, parece ser contraditório ter uma taxa tão baixa de filhos por mulher se, por exemplo, você conhece ou viu uma reportagem mostrando a vida de mulheres que têm 4 ou 5 filhos.

    Isso acontece por estarmos falando de médias e se conhecemos mulheres que tem 4 ou 5 filhos, esquecemos que existem muitas mulheres sem filhos. E essa quantidade de mulheres sem filhos vem aumentando ao longo do tempo. Esse foi o tema da dissertação de mestrado da Clicia Clementino. Ela defendeu seu mestrado no PPGDem em 2021 com a pesquisa: “Eu não quero ser mãe assim como muitas mulheres”. Ela analisou o perfil das mulheres que não tem e não querem ter filhos para entender quais são as características que mais influenciam nessa decisão. Ela também traz uma discussão que contextualiza o debate brasileiro no contexto internacional e como essa temática vem sendo abordada pela literatura científica internacionalmente. 



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    Produção, edição e apresentação: Ricardo Ojima (PPGDem/UFRN)

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    • 18 min
    T02E05 | Série Egressos | "A demografia me deu lentes para enxergar o mundo de forma diferente" | Gracineide Pereira

    T02E05 | Série Egressos | "A demografia me deu lentes para enxergar o mundo de forma diferente" | Gracineide Pereira

    Intercalado com os episódios tradicionais de conversas sobre resultados de pesquisas, a série “Egressos” busca evidenciar os prazeres e desafios que se colocam na caminhada na formação. É importante para um programa de pós-graduação acompanhar os egressos e saber como foi a experiência. Fazemos isso regularmente a partir de pesquisas de acompanhamento, mas no caso do podcast a ideia é ser mais informal, falar dos "causos", dos momentos de dificuldade e do que foi superado. No primeiro episódio dessa série, conversamos com o estatístico de formação, Josivan Justino. Hoje ele já concluiu seu doutorado em bioinformática e é professor universitário na Universidade Federal de Rondônia. Quase sempre as histórias mostram superações e conquistas, mas tentamos não romantizar a trajetória, pois sabemos que nem tudo são flores e que as barreiras de entrada e pedras no caminho são inúmeras.

    No episódio de hoje, conversamos com uma egressa que também é da primeira turma e que defendeu sua dissertação de mestrado em 2013. A convidada do Rasgaí é Gracineide Pereira que desenvolveu a pesquisa intitulada “Afinal, quantos éramos? Um estudo da mortalidade pretérita na Freguesia da Gloriosa Sant'Anna” usando dados populacionais do século 19. Historiadora formada pela UFRN, depois de concluir seu mestrado no PPGDem, seguiu para Portugal para desenvolver pesquisa de doutorado (com bolsa da Capes) na Universidade do Minho, que é referência na pesquisa sobre demografia histórica e história da população. Gracineide falou sobre os desafios de sair da zona de conforto, como essas dificuldades foram enfrentadas e como foi importante esse aprendizado para a sua formação pessoal e profissional. Ela falou também como essa trajetória no nosso mestrado ajudou na sua passagem pelo doutorado em Portugal e como ajuda ela até hoje.



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    • 20 min
    T02E04 | Autoanálise das dissertações: dados e perfil das pesquisas | Alex Alcebíades Souza

    T02E04 | Autoanálise das dissertações: dados e perfil das pesquisas | Alex Alcebíades Souza

    A conversa de hoje é sobre a pesquisa do Alex Alcebíades Souza, que defendeu sua dissertação de mestrado em 2021 com o título: “Relações entre dados e estudos populacionais no Brasil: um estudo de caso do PPGDEM, de 2013 a 2020”. A pesquisa fez uma investigação de autoanálise, uma análise crítica da produção acumulada de dissertações defendidas no PPGDem nos seus primeiros anos. Embora, o mestrado tenha iniciado suas atividades em 2011, o início do período analisado foi 2013, pois o mestrado dura 2 anos e as primeiras titulações ocorreram em 2013. O Alex analisou dados das 72 dissertações defendidas nesse período em termos das características dos discentes-pesquisadores e dos seus trabalhos. O que os resultados mostram a partir do banco de dados organizado pelo Alex é a convergência das pesquisas na direção da missão institucional e social do PPGDem. Além disso, joga luz sobre o perfil diversificado dos discentes e egressos aqui formados.


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    • 35 min

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