Um porta-voz do quartel-general central iraniano declarou nesta sexta-feira (3) que um segundo caça F-35 dos Estados Unidos foi abatido sobre a região central do Irã pelas defesas aéreas da Guarda Revolucionária. De acordo com o Khatam al-Anbiya, há poucas chances de sobrevivência do piloto após a queda da aeronave. Não houve comentários imediatos dos EUA sobre o assunto. No mês passado, as Forças Armadas dos EUA informaram que um caça F-35 americano realizou um pouso de emergência após uma missão de combate sobre o Irã. Segundo as Forças Armadas, o piloto estava em condição estável. O capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, afirmou que o caça de quinta geração estava "cumprindo uma missão de combate sobre o Irã" quando foi obrigado a realizar o pouso de emergência. O que está acontecendo no Oriente Médio? Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã. Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações. Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos. O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da resistência. Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um "grande erro". Maioria dos americanos é contra envio de tropas ao Irã A maioria dos cidadãos dos EUA se opõe ao envio de tropas terrestres do país para a guerra no Oriente Médio, segundo pesquisa The Economist-YouGov. Cerca de 62% dos americanos se opõem ao envio de tropas terrestres ao Irã e 24% não têm certeza se essa é uma opção adequada, contra apenas 14% que seriam a favor. A impopularidade da decisão é tamanha que, mesmo entre os republicanos, a maioria se opõe ao envio de efetivos, com 37% contra e 30% a favor. O apoio não é robusto nem mesmo entre a base ideológica mais próxima de Trump: 41% dos que se identificam como seguidores do presidente seriam a favor, enquanto 27% se opõem. Trump afirmou que prevê "retirar-se" do Irã em "duas ou três semanas", argumentando que os objetivos que motivaram a intervenção estão sendo alcançados, como impedir que a república islâmica obtenha uma arma nuclear. A aprovação do presidente vem caindo progressivamente nas semanas decorridas desde que os EUA e Israel lançaram seus primeiros ataques conjuntos. O índice caiu abaixo de 40% pela primeira vez durante seu segundo mandato e agora se situa em torno de 39,7%. A taxa de aprovação em relação à economia despencou para 31%, segundo pesquisa da CNN.