SommCast TV

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O SommCast TV é um espaço para quem gosta de sentar à mesa, servir uma taça, puxar uma boa conversa e deixar a história acontecer. Aqui, bebidas, gastronomia, viagens, cultura e experiências se encontram de forma leve, curiosa e humana. Cada episódio nasce do prazer de descobrir, provar, ouvir e compartilhar — sem pressa, sem regras rígidas, sem fórmulas prontas. O SommCast TV transforma encontros em histórias e histórias em experiências. É sobre o ritual do copo, o sabor da comida, o caminho da viagem, o contexto por trás de cada escolha e as pessoas que dão sentido a tudo isso. Se você ac

  1. [SommCast] Antonina Barbosa - Diretora-Geral e Diretora de Enologia da Falua Wines #EP162

    há 1 dia

    [SommCast] Antonina Barbosa - Diretora-Geral e Diretora de Enologia da Falua Wines #EP162

    O vinho pode começar como memória de infância, cheiro de adega, vinha de família ou até como algo que a gente tenta evitar. Com Antonina Barbosa, Diretora-Geral e Diretora de Enologia da Falua Wines, foi assim: nascida em Monção, no norte de Portugal, ela cresceu cercada por vinhas, mas só se apaixonou de verdade quando descobriu o vinho pela ciência. Bioquímica, aromas, moléculas e investigação abriram caminho para uma trajetória que hoje soma mais de duas décadas dedicadas a entender, criar e levar vinhos portugueses ao mundo. No papo, Antonina revisita uma carreira rara: começou na pesquisa científica, mergulhou na enologia, passou por laboratório, produção, engarrafamento, vinha, gestão e estratégia comercial. Na Falua, acompanhou diferentes fases da empresa e hoje une a direção geral à direção de enologia, mantendo um olhar 360 graus sobre o vinho. A conversa passa pela expansão da casa para regiões como Tejo, Vinhos Verdes e Douro, pelos desafios de preservar identidade em projetos tão distintos e por uma ideia central: não engarrafar o ego do enólogo, mas a origem de cada vinha. Da Vinha do Convento, no Tejo, com seus solos de seixos deixados pelo antigo leito do rio, às quintas históricas do Douro, Antonina mostra que terroir não é discurso bonito: é trabalho diário, viticultura precisa, adaptação climática, escuta da natureza e decisão técnica. Destaques 🍷 Da infância em Monção à paixão pelos aromas — Antonina cresceu em uma região onde o vinho fazia parte da vida cotidiana, mas sua primeira memória não foi exatamente romântica. O cheiro da adega da família e a rusticidade do vinho caseiro vieram antes da paixão. O encanto surgiu depois, quando ela começou a estudar os aromas e percebeu que havia um universo inteiro dentro da taça. 🧪 Quando a ciência encontra o vinho — Formada em bioquímica, Antonina entrou no setor pela investigação, estudando moléculas responsáveis por aromas. Esse começo moldou sua forma de pensar: curiosa, técnica e conectada ao detalhe. Para ela, o vinho deixou de ser apenas tradição e passou a ser também natureza, química, sensibilidade e interpretação. 🌍 Uma liderança com visão 360 graus — Na Falua, Antonina passou por praticamente todas as etapas da operação. Essa vivência aparece no episódio como um ponto-chave: no vinho de hoje, não basta produzir bem. É preciso entender a vinha, o consumidor, o mercado e o caminho que leva uma garrafa até diferentes lugares do mundo. 🏞️ Vinha do Convento: o terroir da adversidade — Um dos momentos centrais da conversa é a Vinha do Convento, no Tejo, onde o solo é marcado por pedras e seixos do antigo leito do rio. Ali, as videiras produzem pouco, criam raízes profundas e enfrentam condições extremas. O resultado são vinhos de concentração, frescor, elegância e identidade muito própria. 🔥 O clima mudou, e a viticultura também precisa mudar — Antonina fala sobre um dos grandes dilemas atuais: o consumidor busca vinhos mais leves e frescos, enquanto o clima fica cada vez mais quente. Isso exige pesquisa, adaptação e presença constante na vinha. Castas, condução, orientação dos vinhedos e momento de colheita passam a definir o futuro do vinho. 🍇 Conde Vimioso e a elegância do Tejo — O Conde Vimioso Reserva aparece como síntese da filosofia da Falua. Nascido da Vinha do Convento, reúne estrutura, acidez, frescor e capacidade de envelhecimento, sem perder equilíbrio. Antonina mostra como maturidade da vinha, escolha das barricas e precisão nos lotes ajudam a construir um vinho cada vez mais elegante. 🛶 Douro: beleza, história e trabalho duro — A expansão da Falua para o Douro traz ao episódio uma camada histórica e humana. Antonina fala de quintas pequenas, vinhas em encostas difíceis, chegada por barco e uma viticultura que ainda depende muito da mão humana. O romantismo existe, mas vem acompanhado de esforço e resiliência.

    1h 43min
  2. [A Origem do Sabor] Franco Maria Sala - Proprietário do Restaurante Sughetto e da VinoRosso #EP09

    há 3 dias

    [A Origem do Sabor] Franco Maria Sala - Proprietário do Restaurante Sughetto e da VinoRosso #EP09

    O que acontece quando um chef italiano, formado entre a cozinha rural da Úmbria e a alta gastronomia da Toscana, desembarca no Brasil e decide olhar para os nossos ingredientes sem preconceito? Franco Maria Sala, proprietário do Sughetto e da VinoRosso, chegou ao país em 2013 acreditando que ficaria pouco tempo. Mais de uma década depois, construiu uma trajetória ligada à valorização do produto brasileiro, mostrando que tradição não é copiar o passado, mas entender sua essência e fazer ela dialogar com o lugar onde estamos. Na conversa, Franco revisita as memórias dos jantares preparados por sua mãe, o aprendizado com animais de criação e caça, os anos próximos a Montalcino e os desafios de começar uma nova vida em um país onde ainda faltavam muitos ingredientes da sua referência italiana. Dessa adaptação nasceram o Sughetto, seus projetos com vinho e uma busca constante por produtores locais. Ele fala sobre tomates, queijos, carnes, azeites, flores de abobrinha, embutidos e vinhos brasileiros, sempre provocando uma ideia simples: por que olhar para fora antes de reconhecer o que nasce perto da gente? O episódio mostra que gastronomia também é cultura, afeto, economia e identidade. Ao trabalhar com pequenos produtores, cooperativas e vinhos inspirados na fauna brasileira, Franco transforma a cozinha e a taça em ferramentas de valorização do território. Uma conversa sobre origem, memória e pertencimento — para lembrar que valorizar o Brasil não é abrir mão da tradição, é permitir que ela continue viva. Destaques 🇮🇹 Da Úmbria à Toscana Franco conta como os sabores da infância, os jantares da mãe e a vida rural despertaram sua relação com a cozinha. Depois, trabalhando próximo a Montalcino, aprofundou seu olhar para ingredientes, vinho e hospitalidade. 🌱 O produto local como escolha Ao chegar ao Brasil, ele precisou adaptar receitas e buscar novos fornecedores. Com o tempo, percebeu que o país não precisava apenas importar referências: precisava reconhecer a qualidade dos próprios produtos. 🍝 Tradição sem fantasia A conversa desmonta algumas ideias sobre a cozinha italiana. Franco fala sobre antipasto, primo e secondo, diferentes tipos de ragù e a importância de respeitar a história real de cada prato. 🍷 A defesa do vinho brasileiro Depois de ouvir clientes recusando vinhos nacionais por preconceito, Franco decidiu criar seus próprios rótulos. O projeto trabalha com pequenos produtores, cooperativas brasileiras e nomes inspirados na fauna nacional. 🐺 Histórias dentro da garrafa Lobo-guará, quati, jacuaçu e outros animais aparecem como símbolos de uma proposta mais afetiva e contemporânea para aproximar o consumidor do vinho brasileiro. 👨‍🌾 Pequenos produtores e cadeia local Franco mostra como reunir produtores e trabalhar com cooperativas pode fortalecer uma cadeia inteira, gerando valor para quem planta, vinifica, cozinha e consome. 🥘 Cozinhar também é cuidar Um dos momentos mais bonitos do episódio fala da comida como gesto de afeto. Preparar algo para alguém é separar tempo, memória e intenção em forma de prato. 🌎 Farm to table na prática Mais do que uma tendência, o conceito aparece como uma forma de conhecer a origem do que comemos: quem produziu, onde nasceu, como chegou à mesa e por que isso muda tudo. 🍷 VinoRosso e novos encontros Franco também apresenta a VinoRosso, espaço inspirado nas enotecas italianas, com vinhos, petiscos e receitas ligadas às suas memórias, pensado para beber, comer bem e conversar.

    1h 16min
  3. Felipe Bebber - Enólogo e sócio-proprietário da Vinícola Família Bebber #EP161

    há 4 dias

    Felipe Bebber - Enólogo e sócio-proprietário da Vinícola Família Bebber #EP161

    Como uma vinícola jovem consegue construir identidade, conquistar o mercado e fazer pessoas viajarem exclusivamente para conhecê-la? Neste episódio do SommCast, Felipe Bebber, enólogo e sócio-proprietário da Vinícola Bebber, compartilha a trajetória de uma família que saiu da fotografia, produziu os primeiros vinhos no porão do avô e transformou curiosidade, planejamento e coragem em um projeto reconhecido dentro e fora da Serra Gaúcha. A conversa percorre os primeiros anos da Bebber, o trabalho com marcas próprias, a busca por uvas de diferentes regiões do Rio Grande do Sul e o desafio de equilibrar aquilo que o enólogo deseja produzir com o que o consumidor quer beber. Felipe explica por que um bom marketing pode vender a primeira garrafa, mas somente qualidade, identidade e experiência conquistam a segunda. Entre vinhos como Peleia e Luigi Bebber, o papo passa pela força dos blends, pelo uso inteligente da madeira, pela Cabernet Franc de Altos Montes e pela mudança do paladar brasileiro em direção a vinhos mais frescos e elegantes. Mais do que produzir garrafas, a Bebber entendeu que o vinho ganha outra dimensão quando encontra gastronomia, hospitalidade e pessoas. O enoturismo, o restaurante e as experiências de degustação ajudaram a criar uma conexão que nenhum anúncio consegue comprar: a indicação espontânea de quem viveu algo especial. Um episódio sobre vinho, empreendedorismo, família, amadurecimento e a importância de crescer sem perder a essência. Destaques 🍇 Da infância à própria vinícola Felipe relembra o impacto de observar uma vinícola em funcionamento ainda criança e como aquela curiosidade levou à primeira produção familiar, feita no porão do avô. 📸 Quando a fotografia encontrou o vinho A experiência da família com imagem e criação influenciou diretamente a Bebber. O irmão desenvolvia os rótulos, Felipe criava os vinhos e o projeto começou atendendo marcas próprias. 🛒 A primeira garrafa e a segunda compra A embalagem pode chamar atenção, mas é o conteúdo que sustenta a relação. Qualidade, narrativa, preço, identidade e experiência precisam caminhar juntos. ⚖️ Identidade sem ignorar o mercado Produzir apenas o que o mercado pede pode apagar a personalidade da vinícola. Produzir somente o que o enólogo gosta pode tornar o negócio inviável. A força está no equilíbrio. 🍷 Peleia: encontro entre regiões e variedades O rótulo combina Cabernet Franc da Serra Gaúcha com Malbec da Serra do Sudeste, unindo terroirs, estilos de madeira, frescor, estrutura e vocação gastronômica. ⛰️ Altos Montes e a assinatura do frescor Altitude, solos basálticos, argila e amplitude térmica ajudam a formar vinhos estruturados, com boa acidez e elegância, reforçando o potencial da região. 🪵 Madeira não é sinônimo automático de qualidade Mais importante do que usar barrica nova é entender por que usar madeira, em qual volume e por quanto tempo. Ela deve acompanhar o vinho, não esconder sua origem. 🏡 Enoturismo como construção de marca Quando as pessoas começaram a viajar apenas para visitar a Bebber, Felipe percebeu que o projeto havia alcançado outro patamar. A experiência transforma clientes em divulgadores espontâneos. 🍽️ Vinho, comida e pessoas O restaurante e os menus harmonizados traduzem uma visão simples: o vinho se completa ao redor da mesa, na gastronomia, na conversa e nos vínculos criados. 📈 Crescer também significa saber parar A estrutura planejada para 2030 ficou pronta em 2022. Depois de anos de expansão, a família decidiu consolidar conquistas e observar o mercado antes de iniciar uma nova fase. 🥂 O paladar brasileiro está mudando Felipe percebe uma migração dos vinhos muito maduros e marcados pela madeira para estilos com mais frescor, acidez e elegância — mudança que favorece o Sul do Brasil.

    55 min
  4. [SommCast] Glenda Haas - Azeitóloga e Sócia-proprietária da Lagar H #EP160

    29 de jun.

    [SommCast] Glenda Haas - Azeitóloga e Sócia-proprietária da Lagar H #EP160

    O azeite está presente todos os dias na cozinha, mas quanto realmente sabemos sobre ele? Neste episódio do SommCast, Glenda Haas, azeitóloga e sócia-proprietária da Lagar H, revela o universo de técnica, origem e cuidado escondido dentro de uma garrafa. Formada em Direito e Administração, ela trocou a carreira corporativa pelo desafio de produzir no Brasil um azeite extravirgem capaz de competir com os melhores do mundo.A conversa percorre a criação da Lagar H, desde os primeiros estudos, em 2013, o plantio das oliveiras, em 2014, e a espera até a primeira safra, em 2020. Glenda conta como buscou conhecimento na Califórnia, em Portugal, na Itália e em outros polos produtores para entender variedades, poda, colheita, análise sensorial e extração. O episódio também mostra por que velocidade, temperatura e limpeza são decisivas depois que a azeitona deixa a árvore e como um processo mal conduzido pode arruinar uma fruta excelente.Mais do que uma aula sobre azeite, este episódio muda a forma como olhamos para a comida cotidiana. Glenda explica por que acidez não é o único indicador de qualidade, como luz, calor, oxigênio e tempo comprometem o produto e por que guardar o melhor azeite apenas para ocasiões especiais pode ser um desperdício. Destaques🫒 Da advocacia ao olivalGlenda construiu sua primeira carreira no Direito e na Administração, mas a curiosidade por um ingrediente usado diariamente mudou sua trajetória. Ao perceber que conhecia muito sobre gastronomia e quase nada sobre azeite, decidiu mergulhar nesse universo.🌱 Um projeto que exigiu paciênciaAs primeiras oliveiras foram plantadas em 2014, mas a produção relevante só veio anos depois. O episódio mostra como projetos agrícolas dependem de tempo, pesquisa, adaptação e capacidade de lidar com a natureza.🌍 Conhecimento mundial, identidade brasileiraEstados Unidos, Portugal, Itália e Espanha ajudaram a formar a base técnica da Lagar H. O desafio não era copiar modelos estrangeiros, mas adaptar variedades, técnicas e tecnologias às condições brasileiras.⏱️ Da árvore ao azeite em poucas horasComo a colheita brasileira acontece em temperaturas elevadas, a rapidez é essencial. A fruta precisa ser resfriada e processada rapidamente para evitar fermentações e defeitos.🧪 Acidez não conta a história inteiraUma acidez baixa não garante, sozinha, que o azeite seja extravirgem. A classificação também depende de análises químicas e de uma avaliação sensorial capaz de identificar oxidação, ranço e falhas de produção.🕶️ Luz, calor e oxigênio são inimigosO azeite perde frescor com o tempo. Por isso, a Lagar H armazena sua produção em tanques de inox, sob nitrogênio e em ambiente refrigerado, realizando o envase conforme a demanda.🇧🇷 A vantagem do azeite brasileiroA proximidade entre produtor e consumidor reduz o tempo de transporte e a exposição ao calor. Enquanto muitos importados enfrentam longos trajetos marítimos, o produto nacional pode chegar mais fresco à mesa.👃 Amargor e picância são qualidadesPara quem está acostumado a azeites neutros ou oxidados, um extravirgem fresco pode surpreender. O amargor e a picância podem indicar presença de compostos naturais e revelar um produto vivo e intenso.🍳 O melhor azeite também é para cozinharGlenda provoca uma mudança de mentalidade: não faz sentido guardar o melhor produto durante meses e usar ingredientes inferiores todos os dias. Preparações simples também podem ganhar sabor e complexidade com um bom azeite.🏅 O Brasil entre os grandesMesmo com produção pequena, os azeites brasileiros vêm conquistando reconhecimento internacional. Olivais jovens, inovação e tecnologia ajudam o país a construir uma reputação baseada em qualidade, não em volume.

    1h 43min
  5. [A Origem do Sabor] Ronaldo Rossi - Chef, Cervejeiro, Professor, Escritor e Proprietário da Cervejoteca #EP08

    26 de jun.

    [A Origem do Sabor] Ronaldo Rossi - Chef, Cervejeiro, Professor, Escritor e Proprietário da Cervejoteca #EP08

    Harmonizar não é apenas colocar duas coisas gostosas na mesma mesa. É entender intensidade, gordura, acidez, aroma, textura e memória. Neste episódio de A Origem do Sabor, Élvio Rocha recebe Ronaldo Rossi, chef, cervejeiro, professor, escritor e proprietário da Cervejoteca. Mais do que um convidado, Ronaldo foi uma das pessoas que abriram caminhos na trajetória de Élvio, o que transforma o programa em uma conversa entre amigos, cheia de conhecimento, histórias e boas provocações. Ao longo do papo, Ronaldo mostra por que a harmonização pode ser tratada quase como uma equação. Antes de buscar semelhanças ou contrastes, é preciso equilibrar a intensidade dos produtos e entender como álcool, amargor, acidez e carbonatação atuam no paladar. Entre Witbier, Barley Wine, cervejas belgas, Imperial Stout e diferentes queijos artesanais, eles exploram o chamado “terceiro sabor”: algo novo, que não estava completamente nem na bebida nem no alimento, mas nasce quando os dois se encontram. O episódio também passa pela análise sensorial, pelo papel da temperatura, pela força dos queijos de leite cru, pelo terroir e pelos desafios do mercado artesanal brasileiro. Ronaldo defende menos arrogância, mais educação e mais espaço para os pequenos produtores. Um papo para quem gosta de cerveja, queijo e gastronomia, mas também para quem quer aprender a comer e beber com mais curiosidade. Destaques 🍺 Da gastronomia para a cerveja Ronaldo conta como seus 30 anos de cozinha moldaram a forma de pensar receitas, ingredientes e experiências à mesa. 🧀 O desafio dos queijos de leite cru Depois de errar 11 de 12 harmonizações, ele percebeu que a acidez, os aromas e o terroir desses queijos exigem muito mais do que regras prontas. ✨ A formação do terceiro sabor Quando a bebida desperta algo no alimento — e o alimento faz o mesmo com a bebida — surge uma experiência nova, capaz de criar memória. 📐 Harmonização também é matemática Primeiro vem o equilíbrio de intensidade. Depois entram as relações de semelhança e contraste, como manjericão com manjericão, tosta com tosta ou doçura contra amargor. 🫧 Os quatro elementos de corte Álcool, amargor, acidez e carbonatação ajudam a limpar o paladar e equilibrar gordura e persistência. Mas, em excesso, também podem atropelar sabores delicados. 👃 Como analisar uma cerveja Cor, turbidez, espuma, aroma, textura, gosto e retrogosto ajudam a entender o que existe dentro do copo. Até a temperatura muda completamente a percepção. 🌾 O malte como processo Mais do que um ingrediente, o malte nasce da transformação de cereais e do controle da torra, criando notas de pão, caramelo, tosta e café. ❤️ Harmonização é memória afetiva Uma boa combinação não termina no prato. Ela cria desejo de repetir, como aquele pão de queijo, feijão ou produto que nos faz atravessar a cidade. 🏪 Os 15 anos da Cervejoteca Ronaldo revisita a história da loja e as mudanças de um mercado que cresceu, se sofisticou, mas também se afastou de parte do público. 📚 Cultura cervejeira precisa voltar ao centro Sem educação e troca, o setor fala sempre com as mesmas pessoas. Para formar novos consumidores, é preciso explicar menos de cima para baixo e convidar mais gente para a mesa. 🌱 Valorizar o pequeno é preservar cultura Queijos, cervejas, cafés e azeites artesanais carregam território, conhecimento e identidade. Apoiar esses produtores é manter a diversidade viva. 🍻 Menos frescura, mais experiência Nem toda combinação precisa funcionar. O importante é provar, errar, descobrir e não deixar que o conhecimento transforme prazer em arrogância.

    1h 37min
  6. [SommCast] Lucas Foppa - Enólogo e Cofundador da Vinícola Foppa & Ambrosi #EP159

    25 de jun.

    [SommCast] Lucas Foppa - Enólogo e Cofundador da Vinícola Foppa & Ambrosi #EP159

    Como uma vinícola que começou com apenas 45 garrafas conseguiu construir uma operação internacional antes de completar dez anos? Neste episódio do SommCast, gravado durante a Wine South America, recebemos Lucas Foppa, enólogo e cofundador da Foppa & Ambrosi, para uma conversa sobre vinho, empreendedorismo e a coragem de transformar uma ideia improvável em um negócio com presença dentro e fora do Brasil. Lucas relembra sua entrada quase acidental na enologia, ainda na adolescência, a formação no Instituto Federal, o estágio na Chandon e a experiência com microvinificações na Espanha. Ao lado de Ricardo Ambrosi, começou a produzir vinhos no porão da casa da família, sem investidores e praticamente sem entender como vendê-los. A passagem por Napa Valley mudou essa visão e mostrou que, além da técnica, era preciso construir marca, experiência e conexão com o consumidor. Hoje, a Foppa & Ambrosi produz cerca de 120 mil garrafas por ano e desenvolve projetos nos Estados Unidos e no Uruguai. Mais do que uma história de crescimento, o episódio mostra que construir uma vinícola exige aprender com os erros, entender o mercado, fortalecer a própria identidade e repetir o trabalho bem-feito ao longo do tempo. Uma conversa para quem acredita no vinho brasileiro e quer entender como técnica, comunicação, hospitalidade e empreendedorismo podem caminhar juntos. Destaques 🍷 Uma escolha profissional aos 13 anos Lucas entrou para o curso técnico em Enologia sem conhecer profundamente o vinho. A decisão nasceu da busca por uma formação de qualidade e da influência de pessoas que enxergaram nele um potencial que ainda não conseguia perceber. 🏠 O começo no porão de casa A Foppa & Ambrosi nasceu de pequenas microvinificações feitas no porão da casa dos pais de Ricardo. O primeiro experimento rendeu 45 garrafas. Depois vieram 300 garrafas e a descoberta de que fazer vinho e construir uma empresa são desafios completamente diferentes. 🔥 O incêndio que mudou os planos Durante uma experiência profissional em Napa Valley, Lucas e Ricardo enfrentaram os grandes incêndios florestais de 2017. O cenário contribuiu para a decisão de voltar ao Brasil e investir definitivamente no próprio projeto. 🤝 Uma sociedade complementar Embora os dois sejam enólogos, Ricardo assumiu a produção e a qualidade dos vinhos, enquanto Lucas passou a liderar os negócios, o posicionamento e a comunicação da marca. 📈 De 300 para 120 mil garrafas Sem grandes investidores, a vinícola chegou a uma produção anual próxima de 120 mil garrafas. Para Lucas, o crescimento nasceu da combinação entre trabalho, adaptação, boas conexões e oportunidades bem aproveitadas. 🌎 Uma atuação internacional A experiência em Napa abriu caminho para uma operação própria nos Estados Unidos. A empresa também desenvolve vinhos no Uruguai, em parceria com a Bracco Bosca, conectando diferentes territórios e estilos. 🏷️ A força da marca Depois de criar diferentes linhas e submarcas, a vinícola percebeu que precisava concentrar seus esforços no próprio nome. A mudança fortaleceu Foppa & Ambrosi como a principal assinatura diante do consumidor. 🕵️ Segredo de Enólogo Na linha Segredo de Enólogo, o consumidor prova o vinho sem saber quais uvas compõem o corte. A proposta é desafiar preconceitos e mostrar como nomes e experiências anteriores podem interferir na percepção. 🚪 Enoturismo como prioridade Receber pessoas na vinícola é parte central do negócio. Durante a visita, o público conhece a história, prova os vinhos, conversa com quem produz e cria uma relação mais profunda com a marca. 🇧🇷 O futuro do vinho brasileiro Mesmo com projetos internacionais, o foco continua no Brasil. O objetivo é consolidar a empresa, elevar a qualidade e mostrar que o vinho brasileiro pode ocupar novos mercados sem perder sua identidade.

    48 min
  7. [Épice Talks] Sebastián Ruiz - Enólogo da Viña Tarapacá #EP01

    24 de jun.

    [Épice Talks] Sebastián Ruiz - Enólogo da Viña Tarapacá #EP01

    Como criar um novo ícone sem apagar mais de 150 anos de história? Na estreia do Épice Talks, Sebastián Ruiz, enólogo da Viña Tarapacá, apresenta o Etiqueta Dourada, um Cabernet Sauvignon que inaugura uma nova fase para uma das vinícolas mais tradicionais do Chile. Um vinho que nasce do encontro entre profundidade e frescor, tradição e movimento, experiência e coragem para fazer diferente. A conversa percorre a trajetória de Sebastián, suas primeiras memórias com o vinho e a importância de manter o enólogo conectado ao campo. O episódio mergulha também na história da Tarapacá, em seu terroir no Vale do Maipo e no trabalho realizado para compreender cada detalhe da propriedade. Foram centenas de análises de solo, estudos geológicos, recuperação da biodiversidade e anos de experimentação até identificar as pequenas parcelas que deram origem ao Etiqueta Dourada. Concreto, madeira, oxigênio, ponto de colheita e tempo de garrafa entram nessa construção. Produzido em uma edição limitada de aproximadamente sete mil garrafas, com apenas 900 destinadas inicialmente ao Brasil, o Etiqueta Dourada representa mais do que um lançamento. É o resultado de décadas de conhecimento, de uma parceria histórica entre a Épice e a Tarapacá e de uma nova leitura sobre os grandes vinhos chilenos: mais elegante, fluida e conectada ao lugar. Um episódio para entender como nasce um ícone — e por que os grandes vinhos não precisam escolher entre tradição e modernidade Destaques 🍷 O nascimento de um novo ícone O Etiqueta Dourada chega ao topo do portfólio da Tarapacá com uma proposta mais fresca e elegante, preservando profundidade, fruta e potencial de guarda. 🟡 A história das etiquetas O novo vinho se junta aos tradicionais Etiqueta Branca, Negra e Azul, abrindo outro capítulo na forma como a vinícola interpreta seu terroir. 👨‍🌾 O enólogo também precisa estar no campo Sebastián defende que enologia e viticultura caminhem juntas. Conhecer a planta, o solo e o clima é essencial para preservar a identidade do lugar. 🗺️ Um terroir estudado em profundidade Centenas de análises e escavações revelaram pequenas parcelas, diferentes composições geológicas e solos formados há milhões de anos. 🌿 Biodiversidade que chega à taça Corredores biológicos, coberturas vegetais e manejo integrado ajudaram a recuperar o ecossistema e melhorar a qualidade das uvas. 🏔️ Um lugar protegido pela natureza Montanhas, rio e correntes de ar frescas ajudam a preservar a acidez e favorecem vinhos intensos, equilibrados e elegantes. 🧱 Concreto, madeira e equilíbrio O concreto preserva a fruta, enquanto a madeira oferece oxigenação e estrutura. A escolha nasce da experimentação, não de uma fórmula pronta. 🌡️ Colher antes para preservar o frescor A antecipação da colheita e as fermentações mais delicadas ajudam a evitar excesso de álcool, mantendo tensão, frescor e elegância. 🌱 Vinhas maduras e de pé franco As uvas vêm de vinhedos com cerca de 30 anos, incluindo plantas de pé franco, mais equilibradas e concentradas na maturação dos frutos. 🇧🇷 O Brasil no centro da estratégia A chegada de 900 garrafas ao país reforça a importância do mercado brasileiro e a confiança da Tarapacá na parceria com a Épice. 🤝 Uma parceria de mais de 30 anos Desde 1995, Épice e Tarapacá atravessam juntas mudanças de portfólio, imagem e posicionamento da marca no Brasil. ⏳ O tempo como ingrediente O descanso em garrafa ajudou a integrar os taninos e revelar uma textura mais fina, fluida e elegante. ✨ O que define um grande vinho Um grande vinho entrega prazer hoje, mas também possui equilíbrio, identidade e estrutura para evoluir durante muitos anos.

    1h 9min

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O SommCast TV é um espaço para quem gosta de sentar à mesa, servir uma taça, puxar uma boa conversa e deixar a história acontecer. Aqui, bebidas, gastronomia, viagens, cultura e experiências se encontram de forma leve, curiosa e humana. Cada episódio nasce do prazer de descobrir, provar, ouvir e compartilhar — sem pressa, sem regras rígidas, sem fórmulas prontas. O SommCast TV transforma encontros em histórias e histórias em experiências. É sobre o ritual do copo, o sabor da comida, o caminho da viagem, o contexto por trás de cada escolha e as pessoas que dão sentido a tudo isso. Se você ac

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