TMO EPM / Hemato H9J

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Podcast de discussão de assuntos em Hematologia do Transplante de Medula Óssea da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) e da Hematologia do Hospital 9 de Julho - DASA

  1. há 3 dias

    86 - Polatuzumab Vedotin Plus Rituximab, Gemcitabine, and Oxaliplatin in Relapsed or Refractory Diffuse Large B-Cell Lymphoma: Results From the Phase III, Randomized POLARGO Trial

    Discussão do artigo: "Polatuzumab Vedotin Plus Rituximab, Gemcitabine, and Oxaliplatin in Relapsed or Refractory Diffuse Large B-Cell Lymphoma: Results From the Phase III, Randomized POLARGO Trial" de Matasar M, Li Z, Vassilakopoulos TP et al., Journal of Clinical Oncology 2026.Apresentado por: Dr. Lucas LopesDiscussão por: Dra. Lívia Monteiro, Dra. Maria Fernanda, Dr. Pedro Moraes e Dr. Vinícius MollaEstudo de fase 3, aberto e randomizado (N=255), conduzido em 64 centros de 16 países, que comparou polatuzumabe vedotina + R-GemOx contra R-GemOx isolado em pacientes com linfoma difuso de grandes células B recaído ou refratário inelegíveis a transplante autólogo. Com seguimento mediano de 24,6 meses, a adição do polatuzumabe aumentou a sobrevida global mediana de 12,5 para 19,5 meses (HR 0,60; IC95% 0,43-0,83; p=0,0017), uma redução de 40% no risco de morte. A sobrevida livre de progressão foi de 7,4 vs 2,7 meses (HR 0,37; p menor que 0,0001) e a resposta completa ao fim do tratamento dobrou: 40,3% vs 19,0%.O preço veio na toxicidade: neuropatia periférica em 57,0% vs 28,8% (a maioria grau 1) e eventos adversos grau 5 em 11,7% vs 4,0%, em grande parte infecções e COVID-19.Onde encaixar o Pola-R-GemOx na era do CAR-T e dos biespecíficos? Terapia ponte, destino ou resgate? Discutimos o desenho, o comparador já desatualizado, os subgrupos e a realidade de acesso no Brasil.Artigo: https://doi.org/10.1200/JCO-25-02849Capítulos:00:00 Introdução00:19 Apresentação do artigo15:31 Discussão

    86 - Polatuzumab Vedotin Plus Rituximab, Gemcitabine, and Oxaliplatin in Relapsed or Refractory Diffuse Large B-Cell Lymphoma: Results From the Phase III, Randomized POLARGO Trial
  2. 28 de ago.

    85 - Non-Myeloablative versus Reduced Intensity Conditioning for Allogeneic Hematopoietic Stem Cell Transplantation in Acute Myeloid Leukemia Patients Aged ≥65: A Study from the ALWP of EBMT

    Non-myeloablative versus reduced intensity conditioning for allogeneic hematopoietic stem cell transplantation in acute myeloid leukemia patients aged ≥65: a study from the ALWP of EBMT. Kanellopoulos A et al., Bone Marrow Transplantation 2026;61:1091–1097. doi 10.1038/s41409-026-02935-9 Estudo retrospectivo de registro do Acute Leukemia Working Party do EBMT com 2900 pacientes ≥65 anos com LMA em RC1/RC2 submetidos ao primeiro transplante alogênico entre 2004 e 2021, comparando condicionamento não mieloablativo (NMA: Flu/TBI 2 Gy, n=911) versus intensidade reduzida (RIC: Flu/Bu2 n=1033, Flu/Mel n=643, Flu/Treo n=313). Na análise multivariável com censura em 3 anos, OS (HR 0,88; p=0,28), LFS (HR 1,00; p=0,97), NRM (HR 1,06; p=0,69) e recaída (HR 0,94; p=0,62) foram equivalentes; o RIC associou-se a mais GVHD agudo II–IV (HR 1,45; p=0,01) e menos GVHD crônico extenso (HR 0,65; p=0,029). O enxerto de sangue periférico foi fator independente de melhor OS (HR 0,67; p=0,002) e LFS (HR 0,71; p=0,008) versus medula óssea — com a ressalva de que só ~4% da coorte recebeu medula. Na análise exploratória dentro do RIC, Flu/Mel reduziu recaída versus Flu/Bu2 (HR 0,54; p=0,0002), à custa de tendência a maior NRM (HR 1,41; p=0,073), sem diferença final em OS ou LFS. Discutimos os vieses do desenho retrospectivo (desequilíbrios entre os braços, DRM pré-transplante ausente em 72,8% do NMA e 62,1% do RIC), a escolha individualizada da intensidade no idoso e como PTCy, fonte do enxerto e tipo de doador pesam mais na prática atual do que o rótulo NMA vs RIC. Apresentação: Lívia MonteiroDiscussão: Israelita Almeida, Lucas Lopes, Pedro Moraes e Vinícius Molla Podcast TMO EPM — journal club de onco-hematologia e transplante de medula óssea (EPM-Unifesp / Hospital Nove de Julho). 00:00 Introdução00:18 Apresentação do artigo16:20 Discussão

    85 - Non-Myeloablative versus Reduced Intensity Conditioning for Allogeneic Hematopoietic Stem Cell Transplantation in Acute Myeloid Leukemia Patients Aged ≥65: A Study from the ALWP of EBMT
  3. 25 de ago.

    84 - High-Dose Busulfan-Melphalan vs. Melphalan and Reinforced VRD in Newly Diagnosed Multiple Myeloma. A Phase III GEM Trial

    Neste episódio discutimos o condicionamento do transplante autólogo no mieloma múltiplo recém-diagnosticado: bussulfano-melfalano em altas doses (BUMEL) versus melfalano 200 mg/m² (MEL200) — o trial GEM12MENOS65, do Grupo Espanhol de Mieloma (GEM/PETHEMA).O estudo (Lahuerta JJ et al., Blood 2025; doi 10.1182/blood.2025028313): fase 3, randomizado, aberto, 69 centros na Espanha, 458 pacientes de 18 a 65 anos randomizados para BUMEL (bussulfano IV 9,6 mg/kg + melfalano 140 mg/m²; n=230) ou MEL200 (n=228), todos com indução VRD reforçado ×6, consolidação VRD ×2 e manutenção. Seguimento mediano de 101 meses (8,4 anos).Principais resultados: desfecho primário NÃO atingido — PFS mediana 89,0 vs 73,1 meses (HR 0,89; p=0,3); OS em 9 anos 67,3% vs 64,9% (mediana não atingida); DRM-negatividade cumulativa 68% vs 58% (p=0,035); resposta completa ou melhor pós-indução 42,2% vs 30,3%; mais mucosite e infecções com BUMEL (4 casos de doença veno-oclusiva, nenhum fatal); PFS de 76 vs 57 meses no subgrupo ISS II-III (HR 0,76).Na discussão: DRM como desfecho substituto, a era pré-anti-CD38, os desenhos fatoriais e o possível nicho do BUMEL em cenários de recursos limitados.Apresentação: Karine Vicenzi (R5 TMO EPM).Discussão: Paula Cividanes, Lucas Lopes, Luiza Miranda, Lívia Monteiro, Israelita Tihara, Pedro Moraes e Vinícius Molla.Journal club de onco-hematologia e TMO — EPM/Unifesp · Hospital Nove de Julho.00:00 Introdução00:19 Apresentação do artigo11:23 Discussão

    84 - High-Dose Busulfan-Melphalan vs. Melphalan and Reinforced VRD in Newly Diagnosed Multiple Myeloma. A Phase III GEM Trial
  4. 23 de ago.

    83 - Reduced intensity conditioning with 8 Gy total body irradiation in adult patients with acute lymphoblastic leukemia

    Neste episódio discutimos o condicionamento de intensidade reduzida (RIC) com TBI 8 Gy antes do transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas em adultos com leucemia linfoblástica aguda (LLA) em primeira remissão completa (RC1) — a coorte do GMALL (grupo alemão multicêntrico de LLA do adulto). O estudo (Wethmar K, Edinger M, Schäfer-Eckart K, et al. Reduced intensity conditioning with 8 Gy total body irradiation in adult patients with acute lymphoblastic leukemia. Bone Marrow Transplant. 2026;61:303-311): análise retrospectiva de registro/ensaios do GMALL (06/99, 07/03 e registro prospectivo NCT02872987), sem braço comparador e sem hazard ratio. Foram 111 adultos transplantados em RC1 entre fevereiro de 2002 e dezembro de 2018, todos tratados na primeira linha por protocolos de inspiração pediátrica e condicionados com TBI 8 Gy — 92 pacientes (83%) com fludarabina associada; os demais receberam ciclofosfamida, ciclofosfamida+fludarabina, etoposídeo ou TBI isolada. Doadores: 31 aparentados (MSD) e 80 não aparentados (MUD). População: idade mediana 52 anos (18-65) ao diagnóstico, 77% acima de 45 anos; ECOG 0/1 em 93%; 87% (97/111) com critérios de alto risco do GMALL, e desses 60% Philadelphia/BCR::ABL1-positivos. Mediana de tempo até o transplante: 166 dias; 83% transplantados após indução II + consolidação I. Principais resultados (seguimento mediano de 3,1 anos após o TCTH): Sobrevida global (OS): 76% / 67% / 61% em 1, 3 e 5 anos.Sobrevida livre de doença (DFS): 72% / 64% / 57% em 1, 3 e 5 anos.Mortalidade não relacionada à recaída (NRM): 22% / 26% / 30% em 1, 3 e 5 anos.Recaída: 7% / 10% / 14% em 1, 3 e 5 anos (12 recaídas; 58% delas no primeiro ano).Idade > 45 anos: NRM em 3 anos 30% vs 12% nos mais jovens (p = 0,038) — e, inversamente, recaída em 3 anos 5% vs 24% (p = 0,005).GvHD agudo grau II-IV (n = 14): NRM 50% vs 13% nos pacientes sem GvHD ou grau I (n = 61) (p = 0,005).OS em 3 anos melhor com MUD totalmente compatível vs 1 mismatch (82% vs 56%, p = 0,046); 28% das mortes não relacionadas à recaída nos primeiros 100 dias — infecção foi a principal causa de NRM.Desfechos melhores nos transplantados após 2010.Conclusão dos autores: a TBI 8 Gy é viável na LLA de alto risco, com desfechos semelhantes aos historicamente relatados com 12 Gy — mas sem comparador direto, a comparação com 12 Gy e com esquemas sem TBI (FluBu, FluMel) é indireta.Apresentação: Rafael Faust (R5 TMO EPM).Discussão: Luiza Miranda, Karine, Lívia Monteiro, Rafael Faust, Pedro Moraes e Vinícius Molla. Journal club de onco-hematologia e TMO — EPM/Unifesp · Hospital Nove de Julho.Conteúdo educativo; não substitui a decisão clínica individualizada. Instagram: @tmoepm Capítulos:00:00 Introdução00:18 Apresentação — RIC com TBI 8 Gy na LLA em RC1 (coorte GMALL) · Rafael Faust14:23 Discussão

    83 - Reduced intensity conditioning with 8 Gy total body irradiation in adult patients with acute lymphoblastic leukemia
  5. 21 de ago.

    82 - All-Oral Treatment of Newly Diagnosed Acute Myeloid Leukemia

    Neste episódio discutimos o ASCERTAIN-V — um esquema 100% oral (decitabina-cedazuridina + venetoclax) para leucemia mieloide aguda (LMA) recém-diagnosticada em pacientes inelegíveis à quimioterapia intensiva, eliminando a necessidade de infusão parenteral do agente hipometilante. O estudo (Roboz GJ, Zeidan AM, Mannis GN, et al. All-Oral Treatment of Newly Diagnosed Acute Myeloid Leukemia. N Engl J Med 2026;394:2107-16 — NCT04657081): fase 1-2, aberto, multicêntrico, não randomizado, de braço único (34 centros nos EUA, Canadá e Espanha). População: LMA recém-diagnosticada (OMS 2022), com 75 anos ou mais, ou 18 anos ou mais e inelegível a quimioterapia intensiva. Regime: decitabina-cedazuridina oral (35mg/100mg, D1-5) + venetoclax 400mg/dia desde o D1, ciclos de 28 dias. Principais resultados — fase 2b pivotal (n=101): CR 47% (IC95% 36-57) — barra pré-especificada atingida.CR+CRi (composto) 63% (53-73); CR sustentada em 12 meses 75%.DRM negativa em 55% dos respondedores avaliados (27/49; análise exploratória).Sobrevida global mediana 15,5 meses (IC95% 7,6-NE); seguimento mediano 11,2 meses.Mortalidade 3% em 30 dias / 10% em 60 dias.Sem interação medicamentosa relevante entre decitabina-cedazuridina e venetoclax.12 pacientes de todo o estudo (N=189), mesmo inelegíveis, foram a transplante alogênico.Estudo de braço único: sem comparador direto e sem hazard ratio. A comparação com esquemas parenterais (ex.: VIALE-A) é indireta.Apresentação: Lucas Salviano (Fellow — Hospital Nove de Julho). Discussão: Carol Marques, Rafael Faust, Israelita Tihara, Pedro Moraes e Vinícius Molla. Journal club de onco-hematologia e TMO — EPM/Unifesp · Hospital Nove de Julho. Conteúdo educativo; não substitui a decisão clínica individualizada. Instagram: @tmoepm Capítulos: 00:00 Introdução 00:18 Apresentação — ASCERTAIN-V (desenho fase 1-2, farmacocinética, eficácia e segurança) · Lucas Salviano 14:56 Discussão

    82 - All-Oral Treatment of Newly Diagnosed Acute Myeloid Leukemia
  6. 30 de jul.

    80 - Azacitidine to treat measurable residual disease in patients with MDS/AML: final long-term results of the RELAZA2 trial

    Neste episódio discutimos o RELAZA2 — os resultados finais e de longo prazo do uso da azacitidina preemptiva guiada por DRM para prevenir recaída em LMA e SMD de alto risco DRM-positivos, após quimioterapia intensiva ou transplante alogênico. O estudo (Platzbecker AS et al., Blood 2026;147(10):1098 — NCT01462578): ensaio fase 2, aberto, multicêntrico. Rastreio molecular seriado da DRM por até 2 anos; ao virar DRM-positivo, o paciente iniciava azacitidina por até 24 meses. Principais resultados (conferidos no artigo): • 357 rastreados → 119 (33%) DRM+ → 95 tratados com azacitidina. • Endpoint primário atingido: 63% sem recaída aos 6 meses (52% por ≥2 anos). • Seguimento mediano 6,6 anos. Coorte tratada em 60 meses: OS 36,5% · RFS 23,5%. • Respondedores vs. não-respondedores: HR OS 0,59 (p=0,037) · HR RFS 0,41 (p menor que 0,0001). • A resposta molecular (DRM-negatividade) é o principal fator prognóstico. Apresentação: Lucas Lopes (Fellow de Transplante — Hospital Nove de Julho). Discussão: Rafael Faust, Israelita Sussuarana, Vinícius Molla e Pedro Moraes. Capítulos: 00:00 Introdução 00:18 Apresentação do artigo — RELAZA2 (Lucas Lopes) 23:48 Discussão Journal club de onco-hematologia e TMO — EPM/Unifesp · Hospital Nove de Julho. Conteúdo educativo; não substitui a decisão clínica individualizada.

    80 - Azacitidine to treat measurable residual disease in patients with MDS/AML: final long-term results of the RELAZA2 trial

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