Alô, Ciência?

Alô, Ciência?

“Alô, Ciência?” é um projeto voltado para a divulgação científica. Aqui buscamos discutir temas que sejam transversais ao mundo científico levando sempre em conta sua influência e importância em nossa sociedade.

  1. 23 hrs ago

    #158 Autojustificação pt.2: como não enganar a si mesmo

    Alô, alô! Chega de desculpinhas! Nesse episódio vamos continuar conversando sobre o livro “O Animal Social”, falamos sobre como a gente justifica os erros que cometemos. Falamos sobre a Teoria da Dissonância Cognitiva, que é um “estado de tensão que acontece quando um indivíduo reúne simultaneamente duas cognições (ideias, atitudes, crenças, opiniões) psicologicamente inconsistentes”. Por exemplo quando você tem uma atitude que vai contra imagem que você tem de você mesmo. Quando você chega nesse ponto, você tenta contar uma história para si mesmo para justificar porque você fez isso. Nesse episódio traremos mais exemplos de autojustificações, como erros justificados pelo próprios esforços e atrocidades feitas pelo ser humano como guerras e assédios. No final vamos dar dicas de como reduzir a dissonância cognitiva, ou seja, como aprender com seus erros e, assim, errar um pouco menos. Nesse episódio, Lucas Andrade convida Os Mentalistas Beto Parro e Rafa Moritz, que leram o livro “O Animal Social” para entender que o comportamento humano é um resultado da Evolução e que uma das consequências disso é que nossas atitudes não foram moldadas para serem as mais sensatas. Entendê-las sob a luz da Psicologia Social é uma chave para entender a humanidade e a nós mesmos. CUPOM DE DESCONTO para o show dOs Mentalistas: MENTE30 (para 30% de desconto) Assuntos abordados: 00:00 – Recapitulando o ep. anterior 02:50 – Autojustificação pelo esforço 07:30 – Crianças e legumes: Psicologia da Inevitabilidade 10:40 – Papel das instituições 12:38 – Novidade do Alô: Sorteio! 13:58 – Violência: guerras e assédio 19:51 – A balança da dissonância cognitiva 23:11 – Dicas: como reduzir a dissonância cognitiva? 30:00 – Dica: desenvolver força no ego! Apoie o Alô! Assine pelo Apoia.se Assine pelo Patreon ➡️ Siga o Alô nas Redes: Instagram | Facebook | TikTok | Youtube | Bluesky 🎧 Ouça também: Alô, Ciência? | #157 Autojustificação: enganando a si mesmo Alô, Ciência? | #133 Como a Dopamina controla sua mente Pesquisa e Roteiro: Lucas Andrade (@lukeraandrade) Edição: Antônio Said (@Pinzeiros) Arte da Vitrine: Lucas Andrade (@lukeraandrade)

    36 min
  2. Jun 17

    #157 Autojustificação: enganando a si mesmo

    Alô, alô! Errar é humano, se justificar também! Um dos motivos da existência dos métodos científicos é driblar nossos erros, mas quando erramos, tendemos a nos justificar (ou seria inventar desculpas?). Se quisermos entender e desvendar o mundo real (que é o que a ciência tenta fazer), precisamos entender algumas tendências do comportamento humano. Mas quais são essas tendências? Que tipos de erros estamos cometendo sem mesmo perceber? Quando erramos, na maioria das vezes, nosso cérebro faz alguns malabarismos para acharmos que estamos fazendo a coisa certa. Pra, no fim do dia, a gente deitar a cabeça no travesseiro e pensar “ufa! Estou tendo atitudes coerentes com o que eu penso!”. Isso nos ajuda a entender, por exemplo, porque a temos hábitos que vão contra a nossa vida (Ex: fumar). Ou por que é tão difícil pedir desculpas quando cometemos um grande erro? Ou por que existem pessoas que não acreditam em vacinas ou que apoiam políticos tiranos? Nesse episódio, Lucas Andrade convida Os Mentalistas Beto Parro e Rafa Moritz, que leram o livro “O Animal Social” (de Elliot Aronson) para entender a autojustificativa, ou seja, como a gente justifica as idiotices que a gente faz. Teoria da Dissonância Cognitiva: “Estado de tensão que acontece quando um indivíduo reúne simultaneamente duas cognições (ideias, atitudes, crenças, opiniões) psicologicamente inconsistentes”. CUPOM DE DESCONTO para o show dOs Mentalistas: MENTE30 (para 30% de desconto) Assuntos abordados: 00:00 – Intro e apresentando convidados 05:40 – Opiniões sobre o livro “O Animal Social“ 09:40 – Dissonância cognitiva: tensão entre duas cognições contrárias 11:50 – Experimento dos eletrodomésticos de Jack Brehm 18:28 – Seita apocalíptica, o estudo de Leon Festinger 23:03 – Intensificando uma escolha: SUVs ou carro esporte? 30:11 – Método “pé na porta”: mudança aos poucos 34:47 – Persuasão 39:19 – Novidade do Alô: sorteio! 40:45 – Compromissos crescentes 44:00 – Punição: justificativa externa e interna 48:55 – Autojustificativa na escola Referências e links Estudo de Jack Brehm (eletrodomésticos) The Push: um reality show da Netflix sobre persuadir alguém a empurrar uma pessoa do último andar Apoie o Alô! Assine pelo Apoia.se Assine pelo Patreon ➡️ Siga o Alô nas Redes: Instagram | Facebook | TikTok | Youtube | Bluesky 🎧 Ouça também: Alô, Ciência? | #106 BBB e Psicologia: somos influenciados pelo grupo? Alô, Ciência? | #142 Quem roubou seu foco? Pesquisa e Roteiro: Lucas Andrade (@lukeraandrade) Edição: Antônio Said (@Pinzeiros) Arte da Vitrine: Lucas Andrade (@lukeraandrade)

    55 min
  3. May 13

    #156 Magreza: Por quê? E pra quem?

    Alô, alô! O desenvolvimento e popularização das canetas emagrecedoras como Ozempic e Mounjaro balançaram as redes sociais, mídias e tantos outros espaços públicos. Facilmente a gente encontra pessoas perguntando: Quanto custa? Precisa de receita? Faz mal? Qual é o preço popular? Tem genérico? E tantos outros termos. Aqui no Brasil, a importação das canetas emagrecedoras aumentou 88% em 2025, superando até mesmo o mercado de celulares! Isso sem contar o crescimento de um mercado ilegal, com casos de contrabando e falsificação desse tipo de medicamento. Mas será que tem tantas pessoas que precisam de canetas emagrecedoras assim?  E para além de pensar se “tal uso faz bem” ou se “tal uso faz mal”, será que não é preciso pensar no que leva as pessoas a essa busca excessiva pelos padrões de magreza? Quais são as consequências desse uso? O quanto as pessoas estão dispostas a sofrer para entrarem nesse padrão?  Para essa conversa, Caramelo, Marx e Jefferson chamaram a Prof.ª Fernanda Scagliusi e o Prof. Bruno Gualano que, juntos, respondem: Afinal, pra que ficar magro? E mais importante: quem tem o direito de ficar e permanecer magro? Assuntos abordados: 00:00 – Apresentação dos convidados 03:30 – O que são as canetas emagrecedoras? 11:24 – Quem usa canetas emagrecedoras? 22:15 – Economia Moral: estigma de pessoas gordas. 28:43 – Sem tempo pra emagrecer. 39:22 – Medo de engordar. 48:34 – Mundo Fitness: industria trilionária. Referências e links: Centro de Medicina e Estilo de Vida ARTIGOS JORNALÍSTICOS: https://jornal.usp.br/ciencias/estetica-cultura-e-classe-o-que-esta-por-tras-do-uso-de-canetas-emagrecedoras-sem-indicacao/ https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bruno-gualano/2026/01/ozempics-acabarao-com-a-fome-do-mundo.shtml https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bruno-gualano/2026/01/vem-a-caneta-vai-se-o-peso-vai-se-a-caneta-vem-o-peso.shtml  https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/01/21/anvisa-proibe-canetas-emagrecedoras-do-paraguai-de-tirzepatida-e-retatrutida-vendidas-sem-registro.ghtml ARTIGOS CIENTÍFICOS: Scagliusi, F. B., Gualano, B., Andreassen, P., SturtzSreetharan, C., Jensen, S. D., & Brewis, A. (2025). The Uncharted Territory of the New Obesity Drugs in Users Without Obesity: A Sociomedical Perspective. Obesity. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/oby.70069  Scagliusi, F. B., Ulian, M. D., de Oliveira, L. C., Torres, T. H., Unsain, R. A. F., SturtzSreetharan, C., … & Brewis, A. (2025). What is the felt experience of weight stigma in Latin America and the Caribbean? A systematic narrative review. The Lancet Regional Health–Americas. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2667193X25003643  Jensen, S. D., Gualano, B., Andreassen, P., Scagliusi, F. B., SturtzSreetharan, C., & Brewis, A. (2025). Beyond the prescription: Global observations on the social implications of GLP-1 receptor agonists for weight loss. PLOS Global Public Health, 5(12), e0005516. https://journals.plos.org/globalpublichealth/article?id=10.1371/journal.pgph.0005516  VÍDEOS, LIVROS E ETC: PPG-ANS: Ciência, Café e Prosa – Aula “Estigma relacionado ao peso corporal e o cuidado em saúde” – Professora Fernanda Scagliusi https://www.youtube.com/watch?v=1HkzyrwXPDk  Bruno Gualano: “O mundo fitness é individualizante e egoísta”, Podcast da Semana – Revista Gama https://gamarevista.uol.com.br/podcast/podcast-da-semana/bruno-gualano/  Giro Saúde Especial | Indústria do Bem Estar https://www.canalsaude.fiocruz.br/audios/479 Assine pelo Apoia.se Assine pelo Patreon ➡️ Siga o Alô nas Redes: Instagram | Facebook | TikTok | Youtube | Bluesky 🎧 Ouça também: Alô, Ciência? | #002 Ciência e esporte Alô, Ciência? | #056 Você é sedentário? Pesquisa e Roteiro: Marcelo “Caramelo”(@marceloksato) Edição: Antônio Said (@Pinzeiros) Arte da Vitrine: Lucas Andrade (@lukeraandrade)

    1h 1m
  4. Apr 8

    #155 As origens da violência humana

    Alô, alô! De onde vem a violência humana? Como indivíduos e como espécies, estamos muito longe de ser anjinhos. Guerras, homicídios, estupros e atrocidades várias não são perversões recentes de uma natureza humana essencialmente gentil: pelo contrário, os tentáculos de trevas de tais fenômenos se estendem pela história e pela Pré-História, nos lugares mais distantes no espaço e no tempo que conseguimos observar. O único jeito honesto de enxergar o que somos e o que podemos ser é não desviar o olhar e lidar com esse legado de uma vez por todas. O primeiro passo para tentar modificar um cenário ruim, afinal de contas, é entendê-lo. O que é violência? Quando surgiram as guerras? Será que outros seres vivos fazem guerras? Como isso se diferencia entre os gêneros? Existe um fator genético para explicar a violência humana? Como evitar a violência? Nesse episódio Marx, Caramelo e Jefferson convidam o jornalista Reinaldo José Lopes para respondermos essas e outra perguntas sobre as origens da violência humana (por uma investigação evolutiva) e como evitá-la. Ouça e se surpreenda! Assuntos abordados: 00:00 – Apresentação do Reinaldo José Lopes 04:24 – Como definir violência? 10:49 – Perspectiva evolutiva da violência, não determinismo genético! 15:26 – O “gene guerreiro” existe? 19:53 – Como pesquisar essa história evolutiva? 24:33 – Violência em primatas (chimpanzés e bonobos). 31:42 – Violência entre povos. 35:31 – Domesticação levou ao aumento da violência? 43:13 – Gênero, masculinidade e testosterona. Tem a ver com a violência? 50:42 – Infanticídio: machos matando filhotes de outros machos. 53:25 – Guerras atuais, in-group e out-group. 58:22 – Tecnologia, IA e desumanização. 01:10:15 – Como evitar a violência? 01:16:42 – Disco de Ouro: dicas culturais. Referências e links Livro: “Homo Ferox: As origens da violência humana e o que fazer para derrotá-la” (Reinaldo José Lopes) Apoie o novo livro do Reinaldo com a Mila Massuda “A Teia da Vida” 💽 Disco de Ouro Reinaldo: Livro: “A mão esquerda da escuridão” e “Os despossuídos” (Ursula K. Le Guin) Marx: Série: live-action “One Piece“ Jefferson: Podcast: Lateral with Tom Scott | Série “Jury Duty“ Caramelo: Aplicativo Árvore Assine pelo Apoia.se Assine pelo Patreon ➡️ Siga o Alô nas Redes: Instagram | Facebook | TikTok | Youtube | Bluesky 🎧 Ouça também: Alô, Ciência? | #132 Biologia de gente: Bioantropologia Alô, Ciência? | #053 Evolução Humana Pesquisa e Roteiro: Marco Marx (@_marcomarx) Edição: Antônio Said (@Pinzeiros) Arte da Vitrine: Lucas Andrade (@lukeraandrade)

    1h 23m
  5. Mar 11

    #154 O mal-estar da escrita científica

    Alô, alô! Escrever para a ciência dói! No Brasil, centenas de estudantes e docentes apresentam algum mal-estar psicológico, como ansiedade, bloqueio ou até dor (física mesmo) durante o momento da escrita de seus textos acadêmicos. Mas por que isso acontece? Por que escrever, algo que é tão central nas ciências, pode se tornar um processo tão difïcil para muitos? O que está envolvido nesse mal-estar da escrita científica? E será que tem como resolver esse problema? E mais: será que uso IA generativa seria uma saída? Talvez devamos nos inspirar em grandes escritores, romancistas e filósofos como Foucault, Skinner, Freud, Lévi-strauss e vários outros que em algum momento de suas obras dizem algo como: “Eu não escrevo pra falar o que eu sei, eu escrevo pra descobrir o que eu tenho a dizer“. Nesse episódio, Camila Beraldo convida Robson Cruz, psicólogo e doutor em psicologia social e professor do Departamento de Psicologia da PUC Minas. Robson pesquisa as dificuldades e dilemas da vida acadêmica, em especial, a escrita. Ele nos mostra como a escrita é muito mais que um produto, mas um processo. Dê o play e descubra! Assuntos abordados: 00:00 – A importância da escrita para a ciência. 05:00 – Escrita como um processo ou produto? 10:18 – Pré-escrita é importante! 14:20 – Por que “escrever é sofrer”? 20:30 – Traumas e dificuldades na escrita. 27:00 – A nossa escrita pode piorar (e melhorar muito)! 35:24 – Escrita é um bem distribuído desigualmente: o transfuga de classe. 39:10 – Dicas de como melhorar a escrita! Truques e técnicas. 48:16 – Escrever no papel melhora a escrita? 51:58 – Os perigos das ferramentas de IA na escrita. Referências e links Livro: “Mal Estar na Escrita Científica” (Robson Cruz) Curso: Bloqueio na escrita científica (Robson Cruz) 💽 Disco de Ouro Livro: O Artífice (Richard Sennett) Livro: Bloqueio da Escrita (Robson Cruz) Livro: Zen e Arte da Escrita Acadêmica (Robson Cruz) Assine pelo Apoia.se Assine pelo Patreon ➡️ Siga o Alô nas Redes: Instagram | Facebook | TikTok | Youtube | Bluesky 🎧 Ouça também: Alô, Ciência? | #093 Leitura e escrita na Prisão Alô, Ciência? | #022 Big data e as bolhas da informação Pesquisa e Roteiro: Camila Beraldo (@ca.raldo) Edição: Antônio Said Arte da Vitrine: Lucas Andrade (@lukeraandrade)

    57 min
  6. 2025-07-09

    Nós na Evolução | 6. Em clima de mudança

    Alô, alô! Como as mudanças climáticas vão alterar (e estão alterando) a Evolução das espécies? A Evolução é um processo em curso, mas demorado. Será que a taxa de mudanças de uma geração para a outra é tão rápida quanto as mudanças do clima que estamos causando? Algumas espécies de animais e plantas já estão respondendo a essas alterações. Nesse episódio mostraremos como libélulas, leões, crustáceos, plantas, bactérias e fungos estão reagindo ao aumento de temperatura média da atmosfera. Algum estão aguentando, porém até quando? Outros, estão se beneficiando. Porém, estes podem afetar a saúde da humanidade. Por isso, também vamos abordar as consequências sociais da crise climática. Nesse último episódio da temporada “Nós na Evolução”, o time se juntou! Amanda Guedes, Camila Beraldo, Mariana Inglez e Lucas Andrade se unem em um estilo entre o narrativo e o conversado. Ao longo da série estudamos muitos assuntos que, quando juntos em uma mesa de conversa, viram complexos e trazer respostas mais consistentes. Ouça agora esse episódio para entender como será nosso futuro e como podemos reagir às mudanças climáticas globais. Assuntos abordados: 00:00 – Série Fallout seria possível? 04:01 – Conversa: vai dar tempo de evoluir? 06:29 – Pensando no futuro da Evolução 10:40 – Libélulas e leões 15:33 – Planctons pressionados pelo calor 21:50 – Microorganismos nesse cenário 25:26 – Escaladores da extinção: migração de plantas 31:41 – Consequências sociais 34:09 – Ansiedade Climática e parte da solução 36:09 – É tempo de Retomada! 40:45 – Medidas práticas 45:25 – Mensagem final da temporada Referências e links As mudanças climáticas já estão forçando os lagartos, insetos e outras espécies a evoluir – e a maioria não consegue acompanhar (The Conversation) Mudança Climática: do aquecimento da Terra ao colápso ecológico (Jornal Nexo) Evolução Assistida: pesquisadores aceleram evolução de espécies de corais para preservá-las (Revista Exame) (Artigo científico aqui) Site com dados sobre desmatamento e uso do solo no Brasil (Map Biomas) Libélulas escuras estão se tornando mais pálidas absorver menos calor da radiação solar (PNAS) Pés de mostarda estão florescendo mais cedo, aproveitando a água do derretimento do gelo (The Royal Society Publishing) Lagartos estão tornando-se mais tolerantes ao frio, lidar com as temperaturas extremas (The Royal Society Publishing) Uma pesquisa que estudou 19 espécies e aves e mamíferos, como corujas e veados, avaliando se eles evoluem em velocidade suficiente (Nature Communications) Um estudo feito com copepodes (parte do zooplancton) avaliou a capacidade deles gerarem mutações que aumentam sua tolerância à temperatura. (The Royal Society Publishing) Dentro dos animais que têm mais chances, ainda assim, a adaptação tem um custo (Springer Nature) Insetos: Meta-análise revela plasticidade fraca, mas generalizada, nos limites térmicos dos insetos (Nature Communications) Escaladores da Extinção: como aves tropicais estão migrando para as montanhas (mas isso tem um limite) (PNAS) Plantas também escalam (Science Magazine) Quando uma mudança climática ultrapassará a evolução adaptativa? (Wiley reviews) Estudos sobre as origens dos animais árticos podem nos dar novas ideias de como agir com as atuais mudanças climáticas e proteger essas espécies. (Universidade de Bournemouth) Reações futuras da planta Arabidopsis thaliana ao clima (Nature) Seleção sexual, temperatura e juba de leões (Science Magazine) 💰 Apoie o Alô (e participe de sorteios de livros exclusivos!): Pix: contato@alociencia.com.br Assine pelo Apoia.se Assine pelo Patreon ➡️ Siga o Alô nas Redes: Instagram | Facebook | TikTok | Youtube | Bluesky 🎧 Ouça também: Alô, Ciência? | Nós na Evolução | 1. A Era dos Humanos Alô, Ciência? | #036 Deriva: Evolução além da seleção natural Alô, Ciência? | #118 O clima vai mudar para os Artrópodes Pesquisa e Roteiro: Amanda Guedes (@mandi.guedes), Camila Beraldo (@ca.raldo) Lucas Andrade (@lukeraandrade), Mariana Inglez (@mariana_inglez) Edição e Arte da Vitrine: Lucas Andrade (@lukeraandrade) Revisão: Lucas “Taio” Nascimento Apoio: Sociedade Europeia de Biologia Evolutiva (ESEB)

    51 min
  7. 2025-07-02

    Nós na Evolução | 5. Germinando a Amazônia

    Alô, alô! Como a agricultura evoluiu nas Américas? Produção de alimentos em massa, mecanização do campo e possibilidade de vida na cidade: quando falamos sobre a criação da agricultura, são esses os termos citados. Já reparou? Essa visão faz sentido para certas comunidades humanas, como aquelas que surgiram próximas ao Oriente Médio, mas nas Américas, a história é diferente. Muito diferente! Nesse episódio, Mari Inglez nos convida a pensar na Evolução como um fenômeno que tem vários caminhos. A evolução das plantas alimentares nas Américas é um processo que a Arqueobotânica investiga e que têm trazido novidades recentes e quentíssimas sobre a tecnologia envolvida nas roças da Amazônia. Esse sistema é tão sofisticado que usa muito mais que maquinários, mas também envolve cultura de troca de mudas e sementes, rotatividade em roças, testes de cruzamento entre plantas, orgulho, estética… Até insetos e aves têm uma função nesse sistema. E o produto disso tudo é uma maior biodiversidade, uma cultura rica e maior soberania alimentar. Ouça este episódio da série Nós na Evolução, onde estamos investigando como nós, seres humanos, interferimos na Evolução, mesmo sem querer. Entrevistadas: Laura Pereira Furquim (@laura.furquim) Manuela Carneiro da Cunha Agradecimento especial à família Serrin, e principalmente aos irmãos Takaiama Serrin e Paulo Serrin que me receberam em Ilha de Terra e me ensinaram sobre suas roças, contribuindo com minha pesquisa de doutorado e com áudios utilizados nesse episódio! Assuntos abordados: 00:00 – Mani: a origem da mandioca indígena 03:29 – Arqueobotânica e Revolução Neolítica 06:09 – Revolução Verde: Mecanização no campo 11:00 – Terra Preta de Índio: Uma grande evidência 21:26 – Povos indígenas que modificam paisagens 24:27 – Uma roça na Amazônia 29:25 – Orgulho da roça diversa: um fator evolutivo? 33:47 – Cruzamento, flores, pássaros e insetos têm papel na roça 36:00 – Aldeamento da ciência 40:05 – Síndrome da Domesticação nas plantas 41:49 – Evolução da agricultura nas Américas Referências e links: Vídeo: Entrevista com a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha (Canal Revista FAPESP) Vídeo: Milho e festa junina são indígenas (Canal Imbau) Tese de doutorado da Mari Inglez, sobre transição alimentar de populações ribeirinhas (Teses USP) Tese de mestrado da Laura Furquim, sobre Arqueobotânica na Amazônia (Teses USP) Origens da Terra Preta (artigo científico de Eduardo Neves) Evidências da domesticação de arroz nas Américas (Nature Ecology & Evolution) Evidências arqueológicas diretas da Amazônia Sudoeste como um centro de domesticação de plantas e produção de alimentos (Jennifer Watling e Myrtle Shock et al., na Revista PLoS One) Evidências confirmam origem antrópica das Terras Pretas da Amazônia (Revista Nature Communications) 💰 Apoie o Alô (e participe de sorteios de livros exclusivos!): Pix: contato@alociencia.com.br Assine pelo Apoia.se Assine pelo Patreon ➡️ Siga o Alô nas Redes: Instagram | Facebook | TikTok | Youtube | Bluesky 🎧 Ouça também: Alô, Ciência? | Nós na Evolução | 2. Uma história canina Alô, Ciência? | #026 O que é uma Agrofloresta? Pesquisa e Roteiro: Mariana Inglez (@mariana_inglez) Edição e Arte da Vitrine: Lucas Andrade (@lukeraandrade) Apoio: Sociedade Europeia de Biologia Evolutiva (ESEB)

    48 min
  8. 2025-06-25

    Nós na Evolução | 4. Um problema microscópico

    Alô, alô! Quais perigos de se tomar um antibiótico? O que são as superbactérias? Quais os perigos desses microrganismos nos hospitais? Nesse episódio narrativo, Camila Beraldo, conta quando sentiu uma dor abdominal que, a princípio parecia inofensiva, mas a levou a ser internada urgentemente. Ao longo do episódio, Camila entrevista especialistas que mostram que podemos estar próximos de viver em uma época tomada por bactérias super resistentes. Isso é uma preocupação não só a nível de saúde pública, mas de saneamento básico, agricultura, pecuária e desigualdade social. Entrevistados: Renata Picão e Nilton Linconpan. Assuntos abordados: 00:00 – Uma pequena dor 06:40 – Tratamento com antibióticos 09:50 – O que são superbactérias? 16:20 – Dentro de casa: precisamos exterminar todas bactérias? 18:50 – Por que a industria farmacêutica não produz mais antibióticos? 21:24 – A descoberta de Nilton 28:15 – A situação piorou 37:41 – O problema é sistêmico 38:50 – Como seria um futuro com superbactérias? 43:30 – Armas que a ciência pode ter contra superbactérias 47:27 – O que nos faz continuar? Referências e links: 75% dos antibióticos vendidos no mundo são usados em animais; excesso traz riscos à saúde humana (O Globo Saúde) O “alarmante” uso de antibióticos humanos na agricultura (UniSinos) A próxima pandemia já começou: covid-19 acelera a aparição de superbactérias (El Pais) 💰 Apoie o Alô (e participe de sorteios de livros exclusivos!): Pix: contato@alociencia.com.br Assine pelo Apoia.se Assine pelo Patreon ➡️ Siga o Alô nas Redes: Instagram | Facebook | TikTok | Youtube | Bluesky 🎧 Ouça também: Alô, Ciência? | Nós na Evolução | 1. A Era dos Humanos Alô, Ciência? | #088 Superbactérias na produção de carne Pesquisa e Roteiro: Camila Beraldo (@ca.raldo) Edição e Arte da Vitrine: Lucas Andrade Apoio: Sociedade Europeia de Biologia Evolutiva (ESEB)

    50 min

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