PÚBLICO Brasil

O podcast do PÚBLICO Brasil é um encontro de talentos, informação, dicas e debates sobre a real dos brasileiros em Portugal.

  1. 2025-07-11

    Brasil deveria usar sua riqueza musical, como soft power, diz embaixador

    O embaixador Lauro Moreira é um apaixonado por música, sobretudo, a produzida pelo Brasil. Ao longo de boa parte de sua carreira diplomática, tornou-se um difusor, mundo afora, das canções criadas por artistas brasileiros. Tudo começou, três décadas atrás, quando reuniu quatro músicos brasileiros para apresentar o cancioneiro popular do Brasil em Barcelona, onde estava a trabalho. O sucesso foi tamanho, que o espetáculo criado por ele, passando por um século da produção musical brasileira, percorreu 22 cidades espanholas e atravessou as fronteiras do país. "Fomos das canções de Chiquinha Gonzaga e do primeiro samba de que se tem notícia, Pelo Telefone, composto por Donga há mais de 100 anos, até os sons criados nos anos de 1990 e 2000", conta. Moreira, que foi casado com a escritora e poetisa Marly de Oliveira, também enveredou pela literatura, mesclando com as músicas, em seus shows, poemas de autores brasileiros. Um deles, Manuel Bandeira, que foi seu padrinho de casamento, lhe deixou um registro histórico. Um dia, o poeta apareceu no apartamento que o embaixador vivia em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, e passou a recitar seus versos. Moreira decidiu gravar tudo. Anos depois, transformou essa raridade em disco. Apesar da riqueza da música brasileira, o embaixador afirma que a produção atual, em boa parte, não tem a qualidade do passado. Mas é questão de gosto, frisa. Para ele, o Brasil deveria usar melhor a sua produção artística, que é valorizada em todo o planeta, como uma espécie de soft power. No entender do embaixador, esse é um dos caminhos para o Brasil consolidar a sua força e a sua importância no contexto internacional. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    33 min
  2. 2025-06-27

    “Não há nenhum sinal de fraqueza em viver o luto migratório”, afirma Maria Klien

    Autora do livro Guia do Autodomínio — Para Uma Vida Com Mais Autonomia, a neuropsicóloga Maria Klien diz que "não há nenhum sinal de fraqueza no fato de os imigrantes sentirem as dores da mudança de país", numa espécie de luto migratório. Para ela, é mais do que natural reagir ao fato de deixar uma vida, a família e os amigos para recomeçar outra história num lugar distante. O que não pode, no entender de Maria, é tornar esse luto migratório eterno, a ponto de não se viver plenamente a nova etapa da vida.  Muito dos sentimentos negativos que tomam conta dos imigrantes levam a crises de ansiedade e a ataques de pânico. Ela própria já teve de lidar com esses problemas na vida pessoal e como profissional. O caminho para a superação passa pelo reencontro com o equilíbrio e a autonomia emocional, defende. "É preciso uma escuta interna e a reconstrução de vínculos consigo mesmo", diz. A neuropsicóloga chama a atenção, ainda, para a necessidade de os pais darem mais atenção aos filhos. "Não se trata de fazer isso por sentimento de culpa, mas de parar um tempo, depois que chegar em casa do trabalho, e ouvir o que os filhos têm a dizer, olhando nos olhos, não para a tela do celular", afirma. Segundo ela, isso é fundamental para a educação dos jovens e para que eles se fortaleçam para lidar com as adversidades da vida, inclusive, saber ouvir não. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    33 min

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