Birras de Mãe

Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.

  1. Birras com Lisa Vicente: “A minha primeira educação sexual foi ver o afecto entre os meus pais”

    1 DAY AGO

    Birras com Lisa Vicente: “A minha primeira educação sexual foi ver o afecto entre os meus pais”

    Lisa Vicente é a convidada do Birras com... pessoas que admiramos. Desde pequena que sabia três coisas sobre si própria: era rapariga, chamava-se Lisa e ia ser médica. O que não percebia ainda era como a relação entre os seus pais, a facilidade com que expressavam o afecto entre eles e com os filhos, se tornariam os primeiros ensinamentos sobre intimidade, relações e presença. Os mesmos que a levaram a escolher uma especialidade que lhe permitisse ligar-se às pessoas na sua intimidade: ginecologia-obstetrícia, que exerce com verdadeira paixão. Se na adolescência Lisa era conhecida pelo pai como a “contestatária”, hoje é reconhecida como uma das maiores especialistas em sexualidade, uma defensora de empoderamento das mulheres, ajudando-as a conhecerem o seu corpo, sem tabus. As suas consultas vão muito para além dos diagnósticos médicos e os seus livros — Atlas da V, e A Revolução da Menopausa — ajudam a levar informação fundamental a mais pessoas. Não se deixa enganar pela facilidade com que os adolescentes mostram a pele, lembrando que nem sempre é sinal de estarem bem com o corpo, ou com a intimidade. Aliás, preocupa-a a obsessão com a performance, em detrimento de momentos de toque e conexão mais profunda, e enerva-a que ainda não tenha caído por terra o mito da “relação completa”, como se uma relação sexual dependesse da penetração. Mas falámos também da pílula, da libido, do desconforto vaginal que pode matar o desejo, e de muito mais. O entusiasmo de Lisa Vicente pelo seu trabalho prendeu a avó e a mãe destas Birras a uma conversa que acabou depressa de mais. Aceite o nosso conselho e não perca este episódio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    54 min
  2. 30 APR

    Os miúdos estão bem! A ciência comprova que as mães estão a fazer um óptimo trabalho

    Temos óptimas notícias para o Dia da Mãe. A ciência comprova que os miúdos estão bem, e recomendam-se, ao contrário daquilo que tantas vezes somos levados a acreditar. Esta ideia não saiu da nossa cabeça, não é uma opinião, mas o resultado da análise cuidadosa dos estudos sobre a infância e a adolescência feita pela revista Scientific American. Estão mais empáticos, menos narcísicos, mais abertos à diferença, mais capazes de adiar a gratificação, mais inteligentes, e muito mais competentes a analisar e descrever as suas emoções. E por “culpa” de quem? Das mães, e dos pais, claro, que têm acesso a mais informação sobre o desenvolvimento infantil, e estão decididos a fazer um bom trabalho — os seus filhos estão a ser criados com mais respeito, mais espaço para expressarem emoções (as negativas, também), ensinados a procurar a auto-regulação, a agir por convicção e não por medo, o que, por sua vez, os protege de formas perigosas de lidar com os problemas. Mas então porque é que todos os dias nos enchem os ouvidos com o contrário, e estamos convencidos de que são um bando de hooligans? Porque os nossos cérebros estão talhados para dar mais atenção ao negativo do que ao positivo, porque as gerações mais velhas tendem a achar-se sempre melhores do que aquelas que vêm a seguir, porque os profetas da desgraça vivem disso, e os próprios meios de comunicação social lhes dão voz. A coisa é de tal forma que são os próprios cientistas a lamentarem que os seus estudos que apontam para problemas (porque obviamente que os há) recebem uma divulgação muito maior do que quando as conclusões são positivas. O Birras de Mãe quer quebrar essa corrente, porque as consequências dessa desinformação são perigosas — quantos pais, que estão a fazer um trabalho fantástico, não correm o risco de desistir dele? Quantos novos pais não vão na conversa de que é urgente, afinal, voltar ao tempo do autoritarismo e do castigo; quantas políticas públicas não podem ser subvertidas por uma leitura enviesada da ciência? Entre neste episódio, oiça as boas notícias que temos para si, e depois partilhe-as. Partilhe esta Birra para que chegue a muito mais gente, porque sim, há muitos obstáculos a ultrapassar, mas felizmente os nossos miúdos estão bem! See omnystudio.com/listener for privacy information.

    23 min
  3. Birras com Cristina Leite Pincho: Não tenham medo de tocar nos bebés (eles não se partem!)

    9 APR

    Birras com Cristina Leite Pincho: Não tenham medo de tocar nos bebés (eles não se partem!)

    Neste episódio do Birras com... Isabel e Ana Stilwell recebem Cristina Leite Pincho, doula certificada, consultora de amamentação IBCLC, educadora perinatal e autora. Como adolescente o seu cognome era “Mãe”, o que revelava já esta vocação para ajudar as mulheres a tornarem-se mães. Aliando uma curiosidade infinita pelos processos biológicos e a fundamentação científica à sua intuição e experiência de cinco filhos, Cristina tornou-se uma das maiores referências no mundo da amamentação e da parentalidade. Determinada a ajudar os pais a “falar a língua do bebé” e a deixarem de ter medo de tocar com confiança no seu recém-nascido, Cristina defende que a criança não é um problema ou uma doença a medicalizar. Consciente da importância dos processos biológicos na preparação das mulheres para o parto, pós-parto, e todo o processo de vinculação, assegura que é preciso que se faça mais para ajudar as famílias. O seu autoproclamado “mau feitio” ajudou-a a bater o pé em todas as causas que sentiu fundamentais e, por isso, veio ao sítio perfeito para partilhar connosco a sua birra de hoje – a luta pelos 6 meses de licença comparticipada com o direito à escolha de quem usufrui desse tempo. Só assim se cumprirá o compromisso do Estado português de promover a amamentação. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    1hr 4min

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Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.

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