Deu Tilt

Podcast sobre tecnologia para os humanos por trás das máquinas.

  1. 4 hr ago

    Rafael Nasser, CEO da WPP Production Brasil: como IA está revolucionando filmes e o entretenimento

    Como é a nova rotina da maior produtora de conteúdo do mundo com o uso intensivo de inteligência artificial? No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz recebem Rafael Nasser, CEO da WPP Production Brasil. O executivo fala sobre os maiores erros das produtoras ao aderir à IA (não dá para usar assinatura do ChatGPT de R$ 100, é preciso mudar o fluxo de trabalho e deixar de pagar atores é impensável). Explica as maiores possibilidades (adaptação de campanha em tempo real, mudança de estrutura, novos papéis profissionais). Conta curiosidade como quando criaram 50 mil variações de hambúrguer em uma semana. Dá esperanças a quem está se sentindo perdido com o avanço da IA ("Olha para o seu trabalho hoje e Pensa nas suas dores: eu tenho certeza que tem uma ferramenta de IA para elas”). E crava: "com IA, dá pra fazer coisas 80% mais rápido e 50% mais barato". Como? Ele conta em Deu Tilt. O executivo conta como vídeos feitos para Oracle, LG Motorola usaram IA para divulgar de ar condicionado ao smartphone Edge 70 com cristais Swarovski. E revela como fizeram algo impossível na Copa do Mundo de 2026. Ele revela como sua equipe, seduzida pelas possibilidades da IA, gastou US$ 5 mil em apenas uma hora. Muita gente criticou, mas Rafael Nasser achou "maravilhoso" o vídeo feito com inteligência artificial pela prefeitura da cidade de Ulianópolis (PA) para divulgar a festa junina de 2025. Ele também conta como formar novos talentos quando a inteligência artificial já faz boa parte do serviço destinado a jovens.

  2. 4 Aug

    Brasil sem IA chinesa; Fim do ‘Alô, é golpe’; Robô CLT; ‘Open to work do Apocalipse’; A voz do Chat

    Dois modelos de IA da OpenAI são associados para fazer um teste de cibersegurança. Seria uma avaliação de rotina, mas virou o incidente de segurança cibernética do ano, porque a dupla escapou do ambiente seguro de análise, acessou a internet, invadiu uma biblioteca digital e roubou de lá as respostas para passar na prova. Alvo do ataque, a Hugging Face até tentou, mas as IAs dos Estados Unidos acionadas não ajudaram. Foi a chinesa GLM 5.2, da Z.ai, que solucionou o caso. A situação simbólica da adoção de IA vinda da China por startups nos EUA ganha ainda mais cores quando fica evidente que a Casa Branca começou a se movimentar para achar um jeito de proibir a IA da China dentro dos EUA. Mas os impactos da decisão não ficarão restritos ao território norte-americano. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes recebe Gabriel Francisco Ribeiro, editor da coluna IAgora?, para explicar como o veto de Donald Trump a Qwen, DeepSeek, GLM, Kimi e outros serviços chineses pode afetar o Brasil. Nós já vimos esse filme antes e contamos o que esperar dele. Eles também contam o plano para acabar com ligações telefônicas falsas até 2028, analisam o avanço dos robôs em profissões tradicionais, revelam por que a Anthropic está contratando profissionais para evitar o fim do mundo e detalham como o novo ChatGPT Live prepara o caminho para o primeiro dispositivo da OpenAI, que já nasce cercado de polêmicas.

  3. 14 Jul

    Brasil 1 x 0 celular roubado; iPhone caro? Foi a IA; ‘Caçador de sinal pirata’; Tesla bate em casa

    A parcela de brasileiros com medo de ter o celular roubado é muito próxima daquela apavorada com a possibilidade de ser morta em um assalto, indica pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Datafolha. Não há nada de hipotético nessa preocupação, já que 8,3% da população, ou seja, cerca de 14 milhões, relataram ter tido o smartphone roubado ou furtado. Os números indicam cenário ainda mais desolador: a cada cinco celulares vendidos no Brasil, outros dois são surrupiados no país. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam como a epidemia de roubo de smartphones virou problema de segurança pública, e o governo federal repaginou um programa para tentar contê-la. A estratégia, criada no Piauí e adotada em estados como Amazonas e Bahia, é forçar compradores a devolverem os celulares roubados, que perderão suas funções aos poucos. Pix, Gov.br, acesso a redes sociais. Paulatinamente, o aparelho vai virando um tijolo. Deu Tilt mostra como a estratégia conta com uma rara integração ministerial e já promove um inédito compartilhamento em massa de informação entre polícias estaduais. Ainda que bem intencionado, há alguns obstáculos, como a internacionalização da cadeia de celulares roubados. Goste da inteligência artificial ou não, você vai pagar mais caro pelo seu próximo celular por causa dela. E não pense que o peso no bolso ocorrerá devido às várias funções com IA inundando os sistemas operacionais de Apple, Google e companhia. O buraco é mais embaixo. Deu Tilt explica como a IA intensificou a crise dos chips de memória na indústria de tecnologia. Para funcionar, os data centers que mantêm no ar ChatGPT, Gemini e similares precisam de milhares de GPUs, feitos pela Nvidia, mas esse arranjo só fica de pé com uma enorme quantidade de chips de memória, fabricados pelas sul-coreanas SK Hynix e Samsung e a norte-americana Micron. Com isso, a oferta desse componente fica mais rara para outros eletrônicos, como smartphones, computadores, tablets e videogames. A Apple já aumentou os preços de Macs e iPads; em breve, os iPhones devem ficar mais caros em, estimados, US$ 200. É adepto de Android? Não celebre ainda. A má notícia é que essa situação já afeta toda as fabricantes, a ponto de consultorias marcarem o fim dos celulares baratinhos para 2028 e não verem vida lá muito longa para os computadores de entrada. Diversos países enviaram à Venezuela ajuda humanitária e para auxiliar nas buscas após o maior terremoto a atingir o país em mais de cem anos. Um deles foi o Brasil, que, além de bombeiros e socorristas, enviou um aparelho curioso. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam como um dispositivo cuja função é identificar interferência em sinais de rádio foi usado em tragédias brasileiras e agora foi enviado ao país vizinho. Em atuação após as fortes chuvas que atingiram o litoral norte de São Paulo em 2023 e Minas Gerais no início de 2026, o ‘caçador de sinal pirata’ identificou 70 corpos soterrados pela lama e os escombros de edifícios que desabaram. A dupla explica como a tecnologia entra em campo para dar alguma esperança a famílias que já perderam tanto, em uma tragédia que deixou mais de 3,5 mil mortos. Um acidente cinematográfico e fatal chamou a atenção do mundo para os carros autônomos. Um Model 3, da Tesla, colidiu com uma casa em altíssima velocidade. Uma mulher, que estava sentada confortavelmente em sua sala de estar, morreu. E o motorista afirmou que o veículo estava no modo de direção automática. A situação catastrófica, ainda em investigação, aponta para uma outra realidade. Deu Tilt explica como empresas norte-americanas, como a Tesla de Elon Musk e a Waymo do Google, diferem na estratégia para os carros conseguirem navegar sozinhos pelas ruas, enquanto a China voa abaixo do radar e já com mais de uma centena de iniciativas.

  4. 7 Jul

    25 anos diante da tela; Arrependidos do Tokkenmaxxing; O império de Karen Hao; Quero ser Elon Musk

    Muita gente não sabe o que fez no celular na semana passada. Mas o aparelho não esconde: você provavelmente ficou mais de 9 horas com a cara grudada na tela dele. Essa, ao menos, é a média que o brasileiro gasta diante da telinha do smartphone, segundo levantamento da Bain & Co. Esse tempo monumental dedicado ao dispositivo, no entanto, tem consequências. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam quantos anos você passará diante de telas se não fizer nada para frear essa dependência. Explicam por que você cai nas garras dessa relação de amor e mais amor com o smartphone. E contam que há saída: configurações simples são o começo para passar menos tempo diante dele. Mas você precisa dar o primeiro passo. Durou pouco e não deixou saudade. A corrida do Vale do Silício para mostrar estar antenado levou empresas a incentivar seus funcionários a gastar o que podiam —e não podiam— com ferramentas de inteligência artificial. Apelidada de “tokkenmaxing”, a doideira foi simbolizada por rankings dos profissionais que mais consumiam tokens, promessas de bônus aos mais gastadores e até declarações públicas de bambambãs das big techs de não havia outro caminho. Só que tinha. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como a conta astronômica do uso desenfreado da IA chegou. Literalmente: os boletos foram tão altos que companhias como Uber, Microsoft e até Meta deram um jeito de pisar no freio. A onda de exagero foi percebida até no Brasil. E agora a ressaca está saindo mais caro do que a satisfação com o esbalde. A jornalista e engenheira norte-americana Karen Hao escreveu o livro mais importante até agora da atual corrida da inteligência artificial. Bestselling do “New York Times”, seu “Império da IA” chega agora ao Brasil, editado pela Rocco, com um dos mais afiados diagnósticos de uma tecnologia, dos empresários e pesquisadores responsáveis por ela e de suas ambições. De quebra, também é a biografia dos momentos iniciais da OpenAI, a dona do ChatGPT, o serviço que deu origem ao turbilhão que estamos vivendo. De passagem por São Paulo, Karen falou a Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas. Em uma conversa franca, ela explicou por que chama de império as empresas de IA; conta em que medida os brasileiros, terceiro maior mercado do ChatGPT, deveriam se preocupar com essa ferramenta; diz se dá para acreditar nos líderes das empresas de IA é furada; faz um mea-culpa sobre a baixa quantidade de mulheres em seu livro e revela como e por que Elon Musk, Sam Altman, Dario Amodei, Larry Page e companhia vivem brigando.  Vivemos em um mundo onde 1 trilhão já não é uma abstração para quantidades inatingíveis, graças ao empresário sul-africano Elon Musk, que se tornou o primeiro trilionário da história da humanidade. O caminho trilhado por ele foi acelerado pelo frenesi da inteligência artificial e pela esperança da retomada da corrida espacial. Mas toda grande jornada começa com um primeiro passo. Neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz criam o “manual do trilionário”, um tutorial que remonta a trajetória do dono da SpaceX para replicar em 10 simples passos o caminho das pedras para quem quiser se tornar o segundo, terceiro ou quatro trilionários do mundo. Afinal, se ele conseguiu, qualquer um consegue. Spoiler: contém ironia.

  5. 30 Jun

    UOL e OpenAI; Delay da CazéTV; Fable 5; o maior roubo de dados biométricos do Brasil

    O ChatGPT vai ler meus emails? OpenAI vai usar comentários dos leitores de Folha e UOL para alimentar sua inteligência artificial? A opinião de colunistas do portal e do jornal vai orientar o que o chat fala? É o fim do jornalismo? No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz recebem Murilo Garavello, diretor de conteúdo do UOL. Ele participa do quadro Help Desk para responder tudo o que os leitores andam perguntando sobre a parceria entre UOL e Folha, de um lado, e a OpenAI, de outro. Este é o primeiro acordo do Brasil de licenciamento de conteúdos jornalísticos para uma empresa de inteligência artificial. Como há poucos arranjos do tipo no mundo, pairam dúvidas a respeito do que está em jogo, como o que representa para o jornalismo, para empresas de comunicação, para laboratórios de IA e para o acesso à informação. Mas também há quem questione como fica a soberania digital e se há algo em vista com companhias chinesas. O delay na transmissão dos jogos já virou um dos personagens mais falados da Copa do Mundo de 2026. Rivaliza com o VAR e a pausa para hidratação. A essa altura, todo mundo já sabe: usar antenas digitais para ver as partidas na TV aberta evita ouvir seu vizinho gritar gol antes do narrador. Mas, já que a transmissão por streaming veio para ficar e Globoplay e CazéTV exibem cada vez mais jogos, surge a dúvida: dá para acabar de vez com o delay para partidas na internet? Neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como nasce o delay, qual é o caminho percorrido pelos dados digitais até chegar à casa de quem vê as partidas e por que moradores de Campo Grande (MS) sofrem muito mais com os atrasos do que quem vive no Rio de Janeiro. Durou pouco e deixou saudades do que muita gente não viveu. O Fable 5, modelo da IA mais poderosa criada pela Anthropic, ficou disponível por poucos dias até que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, mandou a empresa proibir o acesso aos serviços para quem não é norte-americano. Na impossibilidade de descobrir quem é ou não nascido nos EUA, a Anthropic puxou a tomada do Fable 5. Mas neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz conta como foi usar o Fable 5 nos pouquíssimos dias em que ficou disponível. O pesquisador recorreu ao modelo para recriar um experimento voltado a reconhecer emoções expressadas em português por diferentes modelos de IA. Já realizado para outros serviços de IA no passado, o desafio agora era replicá-lo para as ferramentas atuais, que são muito mais complexas. O trabalho estava empacado, mas o Fable 5 identificou e resolveu o gargalo em 30 minutos, conta Diogo. Só não seguiu adiante, porque o pesquisador perdeu acesso a ele. E o motivo é algo que pouca gente fala sobre a IA mais poderosa da Anthropic e não tem nada a ver com a decisão de Trump. Sabe o reconhecimento facial que você faz para abrir contas em bancos, perfis em lojas varejistas ou em planos de saúde? Essas imagens compõem um banco de dados biométricos que está no centro de uma das maiores disputas tecnológicas do Brasil. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como a briga judicial entre Unico e Serasa deveria preocupar todos os brasileiros. Parece filme de espião, mas o caso está correndo na Justiça: a Unico, firma de verificação biométrica usada por bancos como Itaú e varejistas como o Magali, acusa a Serasa, um dos maiores birôs de crédito do país, de acessar seu sistema indevidamente e, na prática, roubar informações armazenadas em seus bancos de dados.

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