Filosofia Socran

MARCOS FILÓSOFO

Olá, este é um perfil de podcast para estudos - Filosofia - História e Teologia. Sou formado em filosofia na USJT e estou disponibilizando este conteúdo que também está integrado ao meu canal do Youtube chamado Socran.

  1. O que é a Ciência - Alan F Chalmers

    3 MAY

    O que é a Ciência - Alan F Chalmers

    Por que a Ciência não é o que você aprendeu na escola? Alan F Chalmers - O que é ciência afinal?Hoje falaremos de um manuscrito que descortina os bastidores do método científico, a obra é de Alan F Chalmers - (O que é ciência afinal?). Este pequeno grande livro oferece uma introdução polemista às principais correntes da filosofia da ciência e seus métodos. O autor inicia já com uma refutação contundente ao pobre indutivismo ingênuo que, depois, se sofistica no método de Francis Bacon, demonstrando que a ciência não pode ser um acúmulo neutro de fatos, afinal toda observação é influenciada por pressupostos teóricos e carece de uma base lógica absoluta (ou algo próximo disso). Para superar essas falhas, o texto apresenta o glorificado falsificacionismo de Popper, que define o conhecimento científico pela sua capacidade de ser testado e contestado. No entanto, a análise se expande para estruturas mais complexas, discutindo os problemas do próprio falsificacionismo, os programas de pesquisa de Lakatos e os paradigmas de Thomas Kuhn, que inserem o contexto histórico e social na evolução do conhecimento humano. Por fim, Chalmers explora o debate entre realismo e instrumentalismo, concluindo que a ciência é uma prática em constante transformação e carece de abordagem objetivista, como se vê na construção de uma grande catedral, pois que o conhecimento não é domínio de um único sujeito, mas um empreendimento coletivo. Este é um resumo completo da obra, com um bônus - a tentativa de um retorno à originalidade Aristotélica, o que, apesar disso, não substitui, evidentemente, a leitura paciente da obra escrita. Quer Ajudar o canal? Veja como:*Link do meu Livro: https://amzn.to/4dbsdhK*Pix: https://widget.livepix.gg/embed/e47d6b80-f832-4fc2-a6af-ee6fa4c9ad9a*Apoie o Canal: https://apoia.se/canaldosocran

    1hr 46min
  2. A Ordem precede o Caos - Mario Ferreira dos Santos

    22 APR

    A Ordem precede o Caos - Mario Ferreira dos Santos

    A Ordem precede o Caos - Mario Ferreira dos Santos Fala pessoal, neste novo vídeo, convido você a conhecer uma perspectiva peculiar da filosofia, a ideia de um Ponto Arquimediano como base da ciência geral, ou seja, aquele alicerce inabalável sobre o qual toda a estrutura do conhecimento deve se apoiar. Minha tese central parte do pressuposto da Ordem Aberta, não como um mero arranjo estético, mas como o elemento primordial que aponta diretamente para o Logos Metafísico. A intenção aqui é deflagrar uma evidência concreta e racional da Metafísica Cristã, demonstrando que a realidade não é um amontoado de acasos, mas uma estrutura inteligível que remete a um princípio ordenador superior (não fatalista). E para fundamentar essa abordagem, utilizaremos o pensamento de filósofos comprometidos com a busca pela verdade total, com especial destaque à figura carismática do filósofo brasileiro Mário Ferreira dos Santos, que conheci por intermédio do saudoso Olavo de Carvalho. Através de sua Filosofia Concreta, vou introduzir suas lições que superam o abstracionismo estéril e nos devolvem a posse da realidade. Essa é uma análise que une diversas disciplinas, em busca do que há de mais sólido na investigação do ser, a metafísica.Quer Ajudar o canal? Veja como:*Link do meu Livro: https://amzn.to/4dbsdhK*Pix: https://widget.livepix.gg/embed/e47d6b80-f832-4fc2-a6af-ee6fa4c9ad9a*Apoie o Canal: https://apoia.se/canaldosocran

    2h 6m
  3. A mosca DIGITAL e o cérebro na MÁQUINA

    17 APR

    A mosca DIGITAL e o cérebro na MÁQUINA

    A mosca como REPRESENTAÇÃOBibliografia:1. Ontologia e Inteligência SentienteXavier Zubiri: Obra de referência: "Inteligência Sentiente" (Série de três volumes: Inteligência e Realidade, Inteligência e Logos, Inteligência e Razão).Aristóteles: Referenciado pela sua concepção de Nous (intuição intelectual) como a faculdade que capta os primeiros princípios, distinta dos sentidos. Obra de referência: "De Anima" e "Analíticos Posteriores".Tomás de Aquino: Citado pelas Cinco Vias (via da contingência) e pelo conceito de Ato Puro. Defende que o Intelecto Divino possui uma intuição presencial, vendo tudo de uma só vez. Obra de referência: "Suma Teológica"2. Semiótica e LinguísticaC. S. Peirce: Propositor do Pansemiotismo, onde "todo pensamento é um signo" e a verdade é um processo contínuo de semiose. Nas fontes, ele é associado à "armadilha do signo", onde a mediação impede o acesso direto à "coisa em si". Obra de referência: "Collected Papers".Ferdinand de Saussure (Informação externa): Fundamental para a linguística estrutural. Sua distinção entre significante (imagem acústica) e significado (conceito) é essencial para entender a natureza arbitrária do signo, tema que dialoga com a crítica de Zubiri à "escravidão ao signo". Obra de referência: "Linguística Geral"3. Filosofia da Mente e ConsciênciaJohn Searle: Famoso pelo experimento do Quarto Chinês, que demonstra que a sintaxe não equivale à semântica. Ele defende que o cérebro tem um "poder causal" biológico que máquinas puramente formais não possuem. Obra de referência: "Mente, Cérebro e Ciência".David Chalmers: Citado pela definição de Qualia (experiência interna e subjetiva) e pelo experimento mental do Zumbi Filosófico, que ilustra sistemas que imitam o comportamento sem ter consciência real. Obra de referência: "The Conscious Mind".Bernard Lonergan (Informação externa): Filósofo e teólogo que explorou o ato de entender (insight). Sua obra complementa a discussão sobre a "Razão vs. Intuição" ao detalhar as operações dinâmicas da consciência humana (atenta, inteligente, racional e responsável). Obra de referência: "Insight: Um Estudo sobre a Compreensão Humana".4. Crítica do Conhecimento e ModernidadeImmanuel Kant: Atua como o "divisor de águas" ao distinguir a Intuição Intelectual (criativa, restrita a Deus) da Intuição Sensível (passiva e humana, onde o objeto nos é "dado"). Obra de referência: "Crítica da Razão Pura".René Descartes: Associado ao racionalismo e ao Evidens Intuitus (concepção de uma mente pura e atenta), exemplificado pelo "Penso, logo existo". Obra de referência: "Meditações Metafísicas".John Locke: Representa a intuição como a percepção imediata da concordância entre duas ideias. Obra de referência: "Ensaio sobre o Entendimento Humano".5. Limites da Computação e LógicaKurt Gödel: Seus Teoremas da Incompletude provam que a verdade excede a prova formal e que sistemas matemáticos não podem se autojustificar por completoAlan Turing: Pai da ciência da computação, propositor da Máquina de Turing e do Jogo da Imitação. Ele via o pensamento como uma manipulação simbólica de regras lógicasRoger Penrose: Crítico da IA forte, argumenta que o entendimento humano é um processo não-computacional que exige compreensão real, e não apenas simulação de sintaxeJames J. Gibson: Citado pela Solução Ecológica, defendendo que a percepção é direta e que o organismo capta as possibilidades de ação (affordances) no ambiente sem representações internas6. Outros autores relevantes citadosDavid Hilbert: Liderou o projeto para transformar a matemática em um sistema puramente mecânico e completoWolfgang Smith: Aborda o Enigma Quântico e a necessidade de uma causalidade vertical para sustentar a realidade corpóreaQuer Ajudar o canal? Veja como:*Link do meu Livro: https://amzn.to/4dbsdhK*Pix: https://widget.livepix.gg/embed/e47d6...**Apoie o Canal: https://apoia.se/canaldosocran

    1hr 49min
  4. E quando a Teoria de Conspiração tem alguma razão de ser? (podcast de 2022)

    8 FEB

    E quando a Teoria de Conspiração tem alguma razão de ser? (podcast de 2022)

    O mal da Teoria da Conspiração e do Ceticismo Radical (2022) *Apoia-se: https://apoia.se/canaldosocran *Canal Youtube:  https://www.youtube.com/user/socrannn/featured Depois da conspiração da pólvora, um plano macabro para explodir o Parlamento do Reino Unido no ano de 1605, as pessoas passaram a olhar com mais seriedade a ideia de que planos secretos possam redundar em processos políticos de luta pelo poder. Porém, a parte da consideração óbvia de que conspirações existem desde que o mundo é mundo, fica a questão - qual é a linha tênue entre a loucura de teorias de conspiração pautadas na imaginação de pessoas criativas e a realidade das relações interpessoais ou mesmo o ceticismo exagerado perante avaliações honestas? Eis aqui um tentativa reflexiva sobre o tema, que abordo, à luz de minha formação universitária em Filosofia. Referências: * https://en.wikipedia.org/wiki/Conspiracy#cite_note-7 * Sobre o Dilúvio: https://portalconservador.com/apologetica/ha-relatos-do-diluvio-em-quase-todas-as-civilizacoes-do-globo/ * Águas no manto da terra: https://ssec.si.edu/stemvisions-blog/there-ocean-below-your-feet * https://en.wikipedia.org/wiki/Conspiracy_theory * Oxford English Dictionary Second Edition em CD-ROM (v. 4.0), Oxford University Press, 2009, sv 4 * Autor Citado - Barkun, Michael (2003). A Culture of Conspiracy: Apocalyptic Visions in Contemporary America . Berkeley: University of California Press. pp.  3 –4. * Livro da Filosofia - Coleção Grandes ideias de todos os tempos - Karl Popper - pg 262 - 265 - Ed Globo * The Use and Abuse of Sir Karl Popper - DAVID L. HULL Department of Philosophy Northwestern University * Teoria da Reflexividade - https://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/uma-aula-com-george-soros-o-que-pensa-o-homem-que-mexe-com-o-mundo/ *Instituto Rothbard - https://rothbardbrasil.com/cui-bono-a-teoria-da-conspiracao-da-historia-reavaliada/

    1hr 6min
  5. Kurt Gödel e Turing - Achatamento METAFÍSICO

    1 FEB

    Kurt Gödel e Turing - Achatamento METAFÍSICO

    Achatamento METAFÍSICO - Gödel e Turing Esse meu vídeo irá analisar as fronteiras ontológicas que distinguem a inteligência humana do processamento computacional, fundamentando-se nos limites lógicos/matemáticos estabelecidos por Gödel e Turing. Veremos também, apoiado em Roger Penrose, que a mente transcende algoritmos formais por possuir uma compreensão semântica e uma inteligência sentiente que as máquinas não podem replicar. Através da filosofia de Xavier Zubiri e a teoria ecológica de Gibson, tentarei contestar o modelo representacional do cérebro, propondo que a percepção humana é uma apreensão direta do real e não uma mera representação de captações de coisas incognocíveis. Por fim, a discussão integra metafísica e física quântica para sustentar uma visão realista, onde a consciência e o livre-arbítrio operam em uma hierarquia ontológica superior à causalidade mecânica de sistemas formais. Disto, estabelece-se que a diferença entre homens e máquinas é de natureza estrutural, não meramente quantitativa, definindo o ser humano por sua abertura viva ao mundo em contraste com o confinamento abstrato da computação em mera linguagem.Autores e Obras Citados nas Fontes• Alan Turing: Citado pelo seu modelo conceitual da Máquina de Turing, uma abstração matemática que define o que significa calcular e que serve de base para toda a computação moderna.• Charles Sanders Peirce: Referenciado por sua Semiótica, na qual o signo é uma mediação entre o sujeito e a realidade. Suas obras sobre semiótica e pragmatismo possuem diversas edições no Brasil, frequentemente sob o título Semiótica.• David Chalmers: Mencionado pelo problema dos Qualia e pela dimensão subjetiva da consciência ("como é" a experiência). Sua obra mais influente, A Mente Consciente, trata extensivamente desses temas e está disponível em português.• Gottfried Wilhelm Leibniz: Citado pelo conceito de Compossível e sua teoria dos mundos possíveis, que integra leis naturais e decisões livres.• James J. Gibson: Autor da Teoria Ecológica da Percepção e crítico do modelo representacional da mente. Sua obra principal, The Ecological Approach to Visual Perception, é a base dessas discussões.• Kurt Gödel: Citado pelos seus Teoremas da Incompletude, que demonstraram limites estruturais na matemática formal e na computação.• Luis de Molina: Criador do Molinismo, citado por sua doutrina sobre o conhecimento médio de Deus e os contrafactuais da liberdade.• Roger Penrose: Citado por sua crítica à redução da mente humana a sistemas algorítmicos, inspirada em Gödel. Penrose argumenta que o pensamento humano possui uma apreensão semântica da verdade que máquinas não possuem. Obras como A Mente Nova do Rei e O Microcosmo da Mente abordam esses temas e estão disponíveis em português.• Tomás de Aquino: Referenciado por sua Metafísica Tomista e pelas Cinco Vias, especificamente a via da contingência, que trata de Deus como causa necessária e vertical. Sua obra magna, a Suma Teológica, está amplamente disponível em português.• Wolfgang Smith: Autor do livro O Enigma Quântico (citado explicitamente com o título em português), onde propõe uma estrutura tripartida da realidade para explicar o colapso da função de onda.• Xavier Zubiri: Citado pela sua obra e conceito de Inteligência Sentiente, que defende a unidade entre sensação e intelecção como uma apreensão direta do real. O livro Inteligência Sentiente possui tradução para o português - editora É Realizações.Quer Ajudar o canal? Veja como:*Link do meu Livro: https://amzn.to/4dbsdhK*Pix: https://widget.livepix.gg/embed/e47d6b80-f832-4fc2-a6af-ee6fa4c9ad9a*Apoie o Canal: https://apoia.se/canaldosocran

    1hr 40min
  6. Sobre a Essência - Xavier Zubiri

    30/11/2025

    Sobre a Essência - Xavier Zubiri

    Sobre a Essência - Xavier Zubiri Esse vídeo é baseado no livro: Sobre la Esencia, com alguns adendos e críticas à conclusão do autor. Autor - Xavier Zubiri Publicação Original: 1962 (Alianza Editorial, entre outras edições) Conceito Central: A obra Sobre la esencia de Xavier Zubiri é um tratado fundamental da sua filosofia, que busca redefinir o conceito metafísico tradicional de essência. Zubiri afasta-se das concepções platônicas (ideia abstrata) e aristotélicas/tomistas (forma substancial estática), propondo a essência como o princípio constitutivo, real, individual e dinâmico da realidade. A essência não é um universal lógico ou uma ideia abstrata, mas sim a estrutura interna e o sistema de notas (propriedades) que fazem com que uma coisa individual seja "de suyo" (com subsistência própria). É o que define a realidade de um ser específico, não apenas sua categoria. A essência é captada através da "inteligência sentiente", o ato humano fundamental de apreender a realidade. O homem capta imediatamente a "formalidade de realidade" dos objetos, ou seja, que eles são reais antes de serem conceituados. A essência é o "quê" da realidade apreendida nesta imediaticidade, em talidade e não mera quididade. Contrariamente à noção clássica de essência imutável, Zubiri argumenta que a essência possui uma estrutura dinâmica. As "notas" que compõem a essência formam um sistema que pode evoluir ou se desdobrar ao longo do tempo e da história. A essência é o fundamento aberto do ser, não uma determinação fechada. A obra é uma crítica profunda à metafísica ocidental tradicional, que, segundo Zubiri, subordinou indevidamente a realidade (o ser "de suyo") ao conceito de ser (como cópula ou ato de ser), obscurecendo a apreensão primordial da realidade mesma. Esse livro é crucial para entender o realismo zubiriano, que procura superar as dicotomias modernas entre idealismo e realismo ingênuo, reorientando a filosofia para a experiência primordial e imediata da realidade como fundamento de todo o pensamento posterior. Quer ajudar o canal: *Link do Livro - O Agente do Caos: https://amzn.to/4dbsdhK *Pix: https://widget.livepix.gg/embed/e47d6... *Apoie o Canal: https://apoia.se/canaldosocran

    1hr 44min

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