SommCast TV

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O SommCast TV é um espaço para quem gosta de sentar à mesa, servir uma taça, puxar uma boa conversa e deixar a história acontecer. Aqui, bebidas, gastronomia, viagens, cultura e experiências se encontram de forma leve, curiosa e humana. Cada episódio nasce do prazer de descobrir, provar, ouvir e compartilhar — sem pressa, sem regras rígidas, sem fórmulas prontas. O SommCast TV transforma encontros em histórias e histórias em experiências. É sobre o ritual do copo, o sabor da comida, o caminho da viagem, o contexto por trás de cada escolha e as pessoas que dão sentido a tudo isso. Se você ac

  1. [SommCast] Celso Frizon - Chef, Churrasqueiro, Empresário e Fundador do Dr. Costela #EP152

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    [SommCast] Celso Frizon - Chef, Churrasqueiro, Empresário e Fundador do Dr. Costela #EP152

    Celso Frizon, o Dr. Costela, é muito mais do que um churrasqueiro famoso. Gaúcho radicado em São Paulo, ele transformou uma pequena loja de vinhos e produtos coloniais na beira da Régis Bittencourt em uma das casas de costela mais conhecidas do Brasil. Mas, antes da brasa, veio o vinho. Antes da marca, veio a estrada. E antes do restaurante, veio uma vida inteira de comércio, improviso, família e cultura de mesa. Neste episódio do SommCast, a conversa passa pela infância no Rio Grande do Sul, pelas memórias com o vinho do avô no porão, pela chegada a São Paulo, pela venda de vinho de garrafão, cachaça, salame e queijo, até o nascimento do Rancho do Vinho e, depois, do Dr. Costela. Celso também fala sobre os primeiros tempos da valorização do vinho brasileiro, quando vender rótulos nacionais em São Paulo exigia mais do que técnica: exigia rua, relação, preço justo e muita conversa. É um episódio sobre churrasco, claro. Mas também sobre adaptação, crise, resiliência e identidade. Da costela levada embora por um cliente japonês à virada de chave que transformou o nome Dr. Costela em destino gastronômico, Celso mostra que comida boa nasce de técnica, mas também de cultura, escuta e tempo. Para quem ama vinho, carne, histórias de bastidor e gente que construiu tudo no braço, esse papo é obrigatório Destaques 🍷 Vinho antes da costela Celso cresceu em uma cultura onde o vinho fazia parte da vida cotidiana, não como luxo, mas como presença familiar. As memórias do porão do avô, do vinho feito em casa e da mesa com salame, queijo, pão e cebola ajudam a explicar por que sua trajetória começa tão ligada ao vinho. 🔥 O nascimento do Dr. Costela Antes de virar restaurante, o negócio era uma loja de vinhos e produtos coloniais. A costela entrou quase por acaso: um cliente japonês levou embora a costela inteira que Celso havia feito para o próprio almoço e avisou que, no domingo seguinte, ele deveria ter “a dele e a minha”. Celso ouviu, fez dez costelas na semana seguinte e vendeu tudo. 🇧🇷 A defesa do vinho brasileiro Celso relembra um tempo em que vender vinho brasileiro em São Paulo era quase um ato de resistência. Ele fala de produtores que batiam porta, viajavam e construíam mercado quando ainda não havia glamour, enoturismo estruturado ou valorização como existe hoje. 🥩 Churrasco sem firula No episódio, Celso provoca a gourmetização do churrasco. Sua escola não é a dos nomes em inglês, mas a do fogo de chão, do espeto, da grelha, da parrilla e da tradição gaúcha, argentina e uruguaia. Costela boa, para ele, é grande, grossa, gorda e feita com paciência. 🏙️ O gaúcho que aprendeu São Paulo Celso se define como “paulucho”: paulista com gaúcho. A conversa mostra como ele precisou adaptar sua cultura ao paladar paulista, sem perder sua origem. Uma das grandes lições do episódio é que tradição só vira negócio quando encontra diálogo com o lugar onde está. 🚧 Crise e reinvenção A história do Dr. Costela também passa por momentos difíceis, como o impacto da proibição da venda de bebida alcoólica em rodovias, dívidas e períodos de quebra. O episódio mostra o lado real do empreendedorismo: cair, negociar, recomeçar e seguir trabalhando. 👨‍👧 Família e legado A presença de Gabi Frizon aparece com força na conversa. Celso fala da filha com orgulho, reconhecendo sua trajetória própria no mundo do vinho e sua construção profissional longe da sombra do pai. Família, aqui, aparece como base, afeto e continuidade. 📺 Da estrada para a mídia O Dr. Costela cresceu também com o apoio da mídia gastronômica pré-internet. Celso relembra reportagens, indicações na Veja São Paulo e um tempo em que uma boa recomendação impressa podia lotar um restaurante no fim de semana.

    2 h 4 min
  2. [A Origem do Sabor] Miguel Genovese - Meliponicultor na Meliponário Atlante. Mel de abelha nativa, Mata Atlântica #EP04

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    [A Origem do Sabor] Miguel Genovese - Meliponicultor na Meliponário Atlante. Mel de abelha nativa, Mata Atlântica #EP04

    E se o mel que você conhece for só uma pequena parte da história? Neste episódio de A Origem do Sabor, Élvio Rocha recebe Miguel Genovese, meliponicultor do Meliponário Atlante, para uma conversa que começa nas abelhas nativas sem ferrão e vai muito além do alimento. O papo atravessa Mata Atlântica, preservação, espiritualidade, agrofloresta, ciência, gastronomia e reconexão com aquilo que nasce da terra. Miguel explica o universo da meliponicultura, mostra a diferença entre as abelhas com ferrão e as abelhas nativas brasileiras, e revela como espécies como Jataí, Borá, Bugia, Mandaçaia, Canudo e Uruçu produzem méis completamente diferentes entre si. Não é só doçura: é acidez, fermentação natural, resina, fruta, ervas, floresta, umidade, textura e terroir. Cada mel carrega a assinatura da espécie, da rainha, das plantas visitadas e do bioma onde nasce. A conversa também mergulha no propósito do Meliponário Atlante, criado dentro da Fazenda São Roque, em Paraty, como uma forma de preservar a Mata Atlântica por meio de uma agroindústria de floresta. As abelhas polinizam, a floresta responde, o mel vira produto — e toda essa cadeia ajuda a manter vivo um território, uma cultura e uma forma mais consciente de produzir. Destaques 🐝 O que é um meliponicultor Miguel explica que meliponicultura é a criação de abelhas nativas sem ferrão, um universo ainda pouco conhecido por muita gente. Enquanto a abelha com ferrão mais popular no Brasil tem origem exótica, as abelhas nativas fazem parte dos nossos biomas e somam centenas de espécies espalhadas pelo país. 🌳 Meliponário Atlante e Mata Atlântica O Meliponário Atlante fica na Costa Verde do Rio de Janeiro, dentro da Fazenda São Roque, em uma área de Mata Atlântica preservada. O projeto nasce com um propósito claro: criar uma atividade capaz de gerar receita para cuidar da floresta, fortalecendo a biodiversidade por meio da polinização. 🍯 Mel vivo, fermentação e serume Ao contrário do mel convencional, o mel de abelha nativa é armazenado em potes feitos de serume, uma mistura de cera com resinas coletadas na floresta. Dentro desses potes, acontece uma fermentação natural que transforma o néctar em um mel mais líquido, complexo e cheio de personalidade. 🧬 Cada abelha imprime seu DNA no sabor Uma das ideias mais fortes do episódio é que cada espécie interfere diretamente no perfil do mel. Mesmo dentro da mesma fazenda, os méis podem ter cores, aromas, texturas e sabores completamente diferentes. O sabor nasce do encontro entre abelha, floresta e tempo. 🧀 Alta gastronomia e harmonização com queijo Miguel conta que o mel de abelha nativa já aparece em restaurantes de alta gastronomia, usado mais como tempero do que como sobremesa. Um fio sobre peixe, carne de porco, salada ou queijo pode mudar completamente o prato, trazendo acidez, resina, frutas e notas herbais. 🌱 Origem, reconexão e alimento com propósito Mais do que explicar técnicas de criação, o episódio provoca uma reflexão sobre como nos afastamos da origem dos alimentos. No fundo, mostra que farm to table não é só sobre chegar do campo à mesa. É sobre entender quem produz, como produz, por que produz e o que isso transforma em nós.

    1 h 9 min
  3. [SommCast] Heleno Facchin - CEO da Nova Aliança Vinícola Cooperativa #EP151

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    [SommCast] Heleno Facchin - CEO da Nova Aliança Vinícola Cooperativa #EP151

    Como uma cooperativa quase centenária transforma mais de 97 anos de história em vinhos, espumantes, sucos e experiências? Neste episódio do SommCast, gravado na Wine South America, Renato Vincoletto conversa com Heleno Facchin, CEO da Nova Aliança Vinícola Cooperativa, uma das instituições mais importantes da vitivinicultura nacional.O papo passa pela história da Nova Aliança, pelo cooperativismo, pela força das mais de 600 famílias produtoras, pela diversidade de terroirs do Rio Grande do Sul e pelo desafio de reposicionar uma marca que, por muito tempo, foi reconhecida principalmente pelo suco de uva, mas que também carrega uma trajetória sólida em vinhos finos e espumantes premiados.Mais do que uma conversa sobre uma vinícola, este episódio mostra que vinho também é trabalho coletivo, identidade regional, alimento, cultura e construção de valor. Para entender por que a Nova Aliança é uma peça importante na história do vinho brasileiro — e como ela se prepara para o centenário, em 2029.DestaquesDestaques do episódio🍇 Cooperativismo como força de origemHeleno explica que a Nova Aliança nasce da união de cooperativas, famílias e comunidades. Mais do que um modelo de negócio, o cooperativismo aparece como uma forma de proteger pequenos produtores, organizar o trabalho no campo e transformar uva em valor compartilhado.🥂 Vinho sem complicaçãoUm dos pontos centrais do episódio é a defesa de um vinho mais simples de acessar. Heleno provoca a ideia de que o excesso de ritual pode afastar o consumidor e transformar a bebida em algo cheio de barreiras. A proposta é beber melhor, celebrar mais e aproximar o vinho da vida cotidiana.🏆 Espumantes brasileiros em alto nívelA conversa passa pelos reconhecimentos técnicos da Nova Aliança, incluindo o Aliança Moscatel Rosé e o Nova Champenoise Brut. O episódio reforça como o Brasil já produz espumantes de grande qualidade, com identidade própria, frescor, equilíbrio e vocação para diferentes momentos de consumo.🌱 Suco de uva, saúde e futuro sem álcoolHeleno também traz uma provocação sobre os produtos sem álcool. Para ele, o Brasil já tem uma resposta poderosa e natural: o suco de uva. A Nova Aliança aparece como referência nesse universo, especialmente pela produção de suco de uva orgânico.🗺️ Diversidade de terroirsA Nova Aliança está presente em diferentes regiões produtoras, como Flores da Cunha, Farroupilha, Pinto Bandeira, Bento Gonçalves, Santana do Livramento e Serra do Sudeste. Essa diversidade é um dos grandes trunfos da cooperativa, permitindo trabalhar múltiplas origens, perfis de uva e estilos.🚜 Viticultura sustentável e trabalho técnicoPor trás de cada rótulo existe assistência agronômica, certificações, manejo, qualidade de uva e acompanhamento técnico. Heleno mostra que a excelência começa no campo e que valorizar o vinho brasileiro também passa por valorizar quem cultiva a uva.🍷 Reposicionamento da Nova AliançaDesde 2023, a cooperativa vem comunicando melhor sua força como vinícola. A criação da unidade Nova Vinhos e Espumantes, o rebranding e o foco em linhas de maior valor mostram uma empresa que quer ser percebida pela qualidade, pela história e pela capacidade de inovar.🏡 Enoturismo como virada de chaveO episódio aponta o enoturismo como uma grande oportunidade para aproximar o brasileiro do vinho. Heleno fala sobre projetos em Flores da Cunha, incluindo um casarão centenário restaurado, espaço gastronômico, visitação e novas experiências pensadas até o centenário.🇧🇷 Valorização do vinho brasileiroA conversa deixa uma mensagem forte: o Brasil precisa olhar com mais orgulho para a própria vitivinicultura. O episódio é um convite para brindar o vinho nacional com menos preconceito, mais curiosidade e mais vontade de descobrir o que está sendo feito aqui.

    1 h 15 min
  4. [SommCast] Vivien Kelber - Sócia-diretora da Weinkeller Vinhos Alemães #EP150

    25 mai

    [SommCast] Vivien Kelber - Sócia-diretora da Weinkeller Vinhos Alemães #EP150

    Por muito tempo, falar de vinho alemão no Brasil era cair nos mesmos estereótipos: nomes difíceis, rótulos pouco intuitivos e a lembrança da famosa garrafa azul. Mas neste episódio do SommCast, Vivien Kelber, sócia-diretora da Weinkeller German Wine, mostra que esse universo é muito mais amplo, fresco e acessível do que parece. Publicitária de formação, brasileira com raízes alemãs e uma vida dividida entre os dois países, Vivien transformou essa ponte cultural em negócio — e ajudou a abrir espaço para uma das origens mais fascinantes do vinho mundial no mercado brasileiro. A conversa passa pela trajetória da Weinkeller, que nasceu de uma dificuldade real: encontrar bons vinhos alemães no Brasil para o próprio casamento de Vivien. A partir daí, ela e Tobias começaram a importar pequenos produtores, vinhos de baixa intervenção, rótulos orgânicos, biodinâmicos e as tradicionais garrafas de litro — que, na Alemanha, não significam vinho inferior, mas sim frescor, praticidade e cultura de consumo. Entre Rieslings, espumantes alemães, VDP, TBA, vinhos de gelo, gastronomia e mudanças de comportamento pós-pandemia, o episódio é um convite para olhar o vinho branco com menos preconceito e mais curiosidade. Porque talvez o grande desafio do vinho alemão no Brasil não seja a pronúncia — mas a coragem de provar sem medo. Destaques 🍇 Riesling além do clichê A uva mais emblemática da Alemanha aparece como uma verdadeira intérprete de terroir. Vivien mostra como a Riesling pode refletir solos, vilarejos e microparcelas com precisão, indo de vinhos leves e fáceis de beber até rótulos minerais, complexos e profundos. 🇩🇪 O desafio de traduzir a Alemanha para o Brasil Nomes longos, classificações complexas e rótulos cheios de informação sempre foram barreiras para o consumidor brasileiro. Mas entender algumas palavras-chave, como trocken, já muda completamente a relação com o vinho alemão. 🍾 A garrafa de litro como cultura Na Alemanha, a garrafa de 1 litro não carrega a ideia de “garrafão”. Ela faz parte de uma cultura de consumo mais leve, pensada para compartilhar, servir em taça, acompanhar refeições e entregar prazer sem complicação — algo que combina muito com o clima brasileiro. 🥂 A ascensão dos espumantes alemães Vivien também fala sobre o crescimento da qualidade dos espumantes alemães, com método tradicional, longos períodos de autólise e uvas como Riesling, Pinot e Chardonnay. Um território ainda pouco explorado no Brasil, mas cheio de potencial. 📚 VDP e a busca por origem A VDP aparece como uma chave para entender a Alemanha pelo olhar da origem. Mais do que uma sigla no rótulo, ela ajuda a valorizar produtores, vinhedos, vilarejos e parcelas específicas. 🍯 TBA e vinhos raros O episódio explica o Trockenbeerenauslese, ou TBA, um dos vinhos mais difíceis de produzir na Alemanha. Feito a partir de uvas extremamente concentradas, ele entrega doçura, acidez, leveza e raridade em uma combinação impressionante. 🌡️ Mudanças climáticas e novas possibilidades O aquecimento global dificulta estilos como vinhos de gelo, mas também abre espaço para uvas como Pinot Noir, Pinot Blanc, Chardonnay e Sauvignon Blanc. A Alemanha está mudando — e isso amplia seu repertório. 🍽️ Vinho branco e gastronomia Um dos grandes pontos do episódio é a defesa do vinho branco no Brasil. Vinhos frescos, com boa acidez e menos álcool combinam com nosso clima, nossa mesa e uma enorme variedade de cozinhas. 🛒 O consumidor brasileiro está mudando Vivien observa que o interesse por vinho alemão cresceu especialmente depois da pandemia. Antes de conquistar restaurantes e lojas, a Weinkeller formou uma base de consumidores curiosos, dispostos a sair do óbvio. ✈️ Vinho como viagem cultural Mais do que vender rótulos, a conversa mostra o vinho alemão como porta de entrada para regiões, vilarejos, famílias produtoras, gastronomia e histórias. Por trás de cada palavra difícil, existe uma cultura de prazer, precisão e autenticidade.

    2 h 29 min
  5. [A Origem do Sabor] Ivo e Sueli Szterling - Aiu Azeites de Oliva & Abacate, em Aiuruoca, Minas Gerais #EP03

    22 mai

    [A Origem do Sabor] Ivo e Sueli Szterling - Aiu Azeites de Oliva & Abacate, em Aiuruoca, Minas Gerais #EP03

    Existe um tipo de alimento que não nasce apenas da técnica. Nasce de uma decisão de vida. Neste episódio de A Origem do Sabor, Élvio Rocha recebe Ivo e Sueli Szterling, da Aiu Azeites de Oliva & Abacate, em Aiuruoca, Minas Gerais, para uma conversa sobre terra, tempo, coragem e transformação. Das montanhas da Mantiqueira mineira ao cultivo de oliveiras e abacateiros, a história da Aiu mostra que origem é também memória, escolha e pertencimento. O papo atravessa a relação do casal com Aiuruoca, a volta para a terra da família, os desafios de plantar oliveiras no Brasil e a construção de um projeto sem manual pronto. Ivo e Sueli falam sobre a importância do frio, da altitude, da colheita rápida, da fruta sadia e da extração cuidadosa. Também explicam, de forma leve e acessível, o que diferencia um azeite extravirgem, por que acidez não tem relação direta com sabor e como aromas, picância e frescor revelam qualidade. Mais do que falar de azeite, este episódio fala sobre alimento vivo. Sobre consumir melhor, entender de onde vem o que chega à mesa e perceber como produtos de origem carregam cultura, território e uma forma mais consciente de viver. Para quem gosta de gastronomia, campo, saúde ou simplesmente de boas histórias, essa conversa é um convite para olhar o azeite como protagonista. Destaques 🫒 A origem da Aiu em Aiuruoca Ivo, arquiteto e urbanista de São Paulo, sempre foi apaixonado por montanhas. Sueli nasceu em Aiuruoca, em uma fazenda da família, com uma relação profunda com a roça e os vales mineiros. A Aiu nasce desse encontro entre afeto, território e o desejo de voltar para um lugar com significado. ⛰️ A Mantiqueira como território de azeite As terras altas da Mantiqueira mineira oferecem frio, altitude e clima favoráveis para a oliveira. Mas nada veio pronto: a cultura ainda é recente no Brasil e exige estudo, tentativa, erro e paciência. Cada safra se torna uma aula sobre solo, clima e manejo. 🌱 O desafio de plantar oliveiras no Brasil A primeira oliveira da Aiu foi plantada em 2011, depois de anos de busca por terra, estrutura e entendimento sobre o que produzir. A conversa passa pela história da olivicultura brasileira, pela influência de Maria da Fé e pelo crescimento de regiões como Mantiqueira e Rio Grande do Sul. 🍈 O que faz um azeite ser extravirgem Um azeite extravirgem depende de fruta saudável, colheita cuidadosa e processamento rápido. A acidez, muitas vezes confundida com sabor, é um indicador de oxidação. Frescor, amargor, picância e estabilidade são alguns dos sinais que ajudam a revelar qualidade. 👃 Degustar azeite também é educar o paladar Assim como vinho, queijo ou café, o azeite exige repertório. Aromas de tomate, manjericão, grama cortada, couve e notas verdes aparecem na conversa como parte de uma experiência sensorial que muda a forma como a gente consome. 🥑 O azeite de abacate como nova fronteira A Aiu também produz azeite de abacate, um produto ainda pouco conhecido no Brasil, mas cheio de potencial. O episódio explica a escolha pelo avocado, a extração a frio e as versões com manjericão, limão siciliano e pimenta. 🏆 Reconhecimento internacional Depois de anos de testes e ajustes, os azeites da Aiu começaram a ganhar prêmios em concursos internacionais. Mais do que medalhas, esse reconhecimento aparece como validação de um caminho construído com cuidado, pesquisa e persistência. 🌳 Projetos que nascem da terra Além dos azeites, a fazenda desenvolveu oliveiras ornamentais e um viveiro de mudas. O que começou como solução para variedades pouco produtivas se transformou em novos negócios, mostrando como projetos vivos mudam quando os produtores escutam o território. 🍽️ Farm to table na prática A história de Ivo e Sueli traduz o espírito de A Origem do Sabor. Não se trata apenas de fazer azeite. Trata-se de viver em relação com o lugar, comer o que se produz e valorizar alimentos que carregam memória, saúde e prazer.

    1 h 30 min
  6. [SommCast] Marcos Milanez - Diretor da Wine South America #EP149

    21 mai

    [SommCast] Marcos Milanez - Diretor da Wine South America #EP149

    O vinho brasileiro finalmente aprendeu a ocupar espaço — e não só na taça. Neste episódio do SommCast, recebemos Marcos Milanez, diretor da Wine South America e um dos principais nomes por trás da maior feira profissional de vinhos da América Latina. Em uma conversa que mistura bastidores, negócios, enoturismo e visão de mercado, Marcos mostra como o Brasil deixou de ser apenas consumidor para começar a se posicionar como protagonista no cenário global do vinho. Ao longo do papo, mergulhamos nos bastidores da construção da Wine South America: o impacto de reunir mais de 400 marcas, compradores internacionais, produtores de diferentes regiões do país e um mercado que cresce mesmo enquanto o consumo mundial desacelera. Marcos fala sobre como a feira nasceu inspirada na Vinitaly, a importância de qualificar o público ao invés de apenas aumentar volume e como o vinho brasileiro vive uma transformação histórica puxada por novas regiões produtoras, pelo enoturismo e por uma nova geração de empreendedores. O episódio também traz reflexões importantes sobre organização do setor, fortalecimento do mercado interno e a urgência de democratizar o consumo de vinho no Brasil. Mais do que uma conversa sobre feira de negócios, este episódio é sobre visão de futuro. Sobre entender que vinho não é só produto: é território, experiência, turismo, cultura e conexão. Se você quer compreender por que o vinho brasileiro vive um dos momentos mais importantes da sua história — e o que ainda falta para ele ocupar o espaço que merece — esse episódio é obrigatório. Destaques 🍇 A transformação da Wine South America Marcos revela como a feira nasceu em 2018 inspirada nos grandes modelos internacionais, especialmente a Vinitaly, e rapidamente se consolidou como principal plataforma de negócios do vinho na América Latina. Mais do que exposição, a feira conecta compradores, produtores, conteúdo técnico e experiências imersivas. 🌎 O Brasil no radar do mundo do vinho O episódio mostra como o crescimento do consumo brasileiro chamou atenção de países produtores da Europa e da América do Sul. Marcos explica por que o Brasil passou a ser visto como mercado estratégico justamente em um momento em que outros mercados tradicionais desaceleram. 🏔️ Novas regiões produtoras mudando o jogo De Brasília ao Espírito Santo, passando por Goiás, Bahia e Minas Gerais, o vinho brasileiro deixou de ser concentrado apenas no Sul. A conversa explora como novas regiões estão criando identidade própria e ampliando o alcance cultural do vinho no país. 🍾 O espumante brasileiro como cartão de visitas Marcos compartilha a reação de compradores internacionais ao provar espumantes brasileiros na Itália e explica como esse produto se tornou uma das maiores portas de entrada do Brasil no mercado global do vinho. 🤝 O problema do vinho brasileiro não é concorrência — é união Um dos momentos mais fortes do episódio traz uma reflexão sobre a necessidade do setor caminhar junto. Produtores, importadores, mídia e eventos precisam atuar de forma coletiva para aumentar a base de consumo e fortalecer o mercado nacional. 🚀 O vinho como experiência, turismo e cultura A conversa reforça como o enoturismo se tornou uma ferramenta poderosa para transformar consumidores ocasionais em apaixonados por vinho. Marcos explica por que visitar uma vinícola muda completamente a relação das pessoas com a bebida. 📈 Crescimento sustentável ao invés de volume vazio Ao invés de buscar apenas grandes números, a Wine South America apostou na qualificação do público e dos compradores. O episódio mostra como essa decisão ajudou a feira a crescer de forma sólida e relevante para o mercado.

    43 min

À propos

O SommCast TV é um espaço para quem gosta de sentar à mesa, servir uma taça, puxar uma boa conversa e deixar a história acontecer. Aqui, bebidas, gastronomia, viagens, cultura e experiências se encontram de forma leve, curiosa e humana. Cada episódio nasce do prazer de descobrir, provar, ouvir e compartilhar — sem pressa, sem regras rígidas, sem fórmulas prontas. O SommCast TV transforma encontros em histórias e histórias em experiências. É sobre o ritual do copo, o sabor da comida, o caminho da viagem, o contexto por trás de cada escolha e as pessoas que dão sentido a tudo isso. Se você ac

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