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  1. O retrato do Presidente Seguro a partir do que mostrou na campanha

    HACE 1 DÍA

    O retrato do Presidente Seguro a partir do que mostrou na campanha

    Nos últimos dias abundaram naturalmente as tentativas de definir o presidente eleito António José Seguro em categorias simples. Os portugueses estão ávidos de informação sobre o seu novo chefe de Estado. Precisam de o conhecer para lá da moderação que lhe moldou a campanha, do apego à democracia que lhe atribuem, ou das suas mensagens políticas principais. Desde a sua vontade de ser o presidente de todos os portugueses ao presidente que quer um chão comum onde o sentimento de união do país se possa consolidar. Mas, afinal quem é o novo Presidente? Para lá destas apreciações superficiais, do tipo homem-moderado, democrata ou homem mais voltado para a conciliação do que para o conflito, subsistem dúvidas. Como não podia deixar de ser. Seguro já disse que não será oposição. Quererá isso dizer que se vai comportar como o menino das alianças, sempre de mão dada com o Governo? Há quem recorde o episódio da abstenção violenta na votação do orçamento de 2012 para tecer esse cenário. Vale a pena recordar que essa sua decisão foi um acto de enorme coragem política. O PS mais radical jamais lhe perdoou. Seguro disse também que tem a estabilidade política como um valor absoluto, e tudo fará para a promover. Não demitirá um governo caso o seu orçamento seja chumbado e promete ser um agente empenhado na busca de compromissos. Isto quer dizer o quê? Que preferirá a confusão duradouro às clarificações que por vezes são necessárias? Eleito com um extraordinário capital político, António José Seguro é, como diz António José Teixeira, jornalista da RTP o presidente homem normal. Terá a sensatez, a visão, a inteligência para presidir a um país com enormes desafios pela frente? Temos de o conhecer melhor e para esse efeito pedimos ajuda à jornalista do PÚBLICO Maria do Céu Lopes. A Maria acompanhou par e passo as duas campanhas de António José Seguro. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18 min
  2. O rescaldo da vitória sem espinhas do Portugal moderado visto por António Costa Pinto

    HACE 2 DÍAS

    O rescaldo da vitória sem espinhas do Portugal moderado visto por António Costa Pinto

    Primeira surpresa, na primeira volta das Presidenciais, dia 18 de Janeiro de 2026: contra a maior parte das sondagens e expectativas, António José Seguro surge como o vencedor com quase mais oito pontos percentuais do que o seu adversário, André Ventura. Segunda surpresa, segunda volta das Presidenciais, dia 8 de Fevereiro: apesar de vários receios associados ao nível da abstenção ou ao descontentamento agravado pela crise da tempestade Kristin, António José Seguro vence as eleições com mais de dois terços dos votos expressos pelos portugueses. Com duas tão evidentes vitórias do Presidente eleito, era normal que se extraíssem conclusões óbvias como a que aponta uma vitória clara do candidato moderado ou uma derrota óbvia do candidato extremista. Isso aconteceu, mas aconteceu também outra coisa: houve mais portugueses a votar em Ventura, o que permite envolver o futuro da sua carreira política na categoria das incógnitas. Seguro foi eleito com a maior votação de sempre em Portugal, mais de 3,4 milhões de votos. A sua legitimidade é indiscutivelmente forte. O novo presidente dispõe de uma inquestionável força política para exercer as suas funções. Ventura foi derrotado por uma ampla coligação do campo democrático. Mas saiu de cena com um forte pecúlio eleitoral, mais de 1,7 milhões de votos – quase mais 400 mil votos do que na primeira volta, mais 300 mil que nas legislativas do ano passado. Esta força, já se pressentia e vai influenciar a dinâmica do parlamento e a relação de forças entre o Chega e o Governo. Estaremos a entrar numa nova fase da política portuguesa, ou, como dizia Luís Montenegro, a noite de domingo não mudou nada? É caso para dizermos que nestas eleições a dinâmica da direita radical foi travada? Ou que, por oposição, os portugueses deixaram no ar uma prova inequívoca da sua adesão ao sistema? Vamos fazer o rescaldo de uma das eleições presidenciais mais importantes de sempre como o professor António Costa Pinto, Doutorado pelo Instituto Universitário Europeu (1992, Florença) é presentemente Investigador Aposentado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professor Convidado no ISCTE, Lisboa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    17 min
  3. Protecção Civil preocupa-se mais em socorrer do que em prevenir riscos

    4 FEB

    Protecção Civil preocupa-se mais em socorrer do que em prevenir riscos

    O primeiro-ministro esteve ontem em Pombal, para avaliar os estragos da depressão Kristin em duas empresas, rejeitou as críticas às respostas do Estado nesta situação de emergência e anunciou a isenção de portagens em quatro auto-estradas das zonas afectadas. As críticas à actuação das diferentes estruturas do Governo destinam-se, sobretudo, à ministra da Administração Interna e já se fazem ouvir dentro do próprio PSD. A Kristin foi embora e chegou a depressão Leonardo. A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil alertou para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, cheias, derrocadas e acidentes em zonas costeiras, até quinta-feira, devido à passagem da depressão Leonardo por Portugal continental. Algarve, Alentejo e Lisboa são as regiões onde se prevê que o impacto da chuva e do vento seja maior. A GNR e a Protecção Civil recomendam a preparação de um kit de emergência para 72 horas e evitar deslocações desnecessárias em zonas costeiras ou arborizadas. Manuel João Ribeiro, professor do ISEG e investigador do Iscte, ex-presidente e vice-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, é o convidado de hoje. Neste episódio, Manuel João Ribeiro diz que falta uma cultura de prevenção e defende uma melhor articulação entre os planos de protecção civil municipais e nacionais. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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