Direito e Economia

Ana Frazão

Podcast sobre Direito e Economia com a professora de Direito Privado da Universidade de Brasília, Ana Frazão.

  1. 23 jul

    EP#145: Efeitos econômicos da escravidão no Brasil, com Nuno Palma

    No episódio, Ana Frazão conversa com Nuno Palma, Professor de Economia da Universidade de Manchester sobre o artigo Crescimento econômico no Brasil - How a nation was born: Brazilian economic growth: 1574-1920, que o entrevistado escreveu em coautoria com Guilherme Lambais, da Universidade Lusíada de Lisboa. O artigo retrata estudo sobre o PIB per capita do Brasil do período colonial a até à república, mostrando que, mesmo sendo o Brasil um país sempre pobre, houve um breve período, no início da colonização, no qual os brasileiros tinham renda média comparável a de países europeus. Depois, em meados do século XVII, o país empobreceu e somente em meados do século XIX o PIB volta a crescer. No estudo, os autores concluem que o motor dessa história é a escravidão, grande responsável pela armadilha do salário baixo, baixa tecnologia e baixo desenvolvimento, na medida em que empobreceu o escravizado, empobreceu o trabalhador livre e desestimulou a adoção de processos produtivos mais eficientes. Daí por que a abolição da escravidão, longe de ter sido apenas uma questão humanitária, foi também algo economicamente eficiente. O professor Nuno ainda faz paralelos entre seus estudos e os de Celso Furtado e Nathaniel Leff e faz algumas especulações sobre em que medida as instituições extrativas (na terminologia de Acemoglu e Robinson) decorrentes da escravidão não persistem até hoje. Ao final da conversa, são exploradas outras frentes de estudos e análises importantes para entendermos a formação das instituições econômicas no Brasil.

    EP#145: Efeitos econômicos da escravidão no Brasil, com Nuno Palma
  2. 9 jul

    EP#144: Economia Solidária, com Elis Licks

    No episódio, Ana Frazão conversa com Elis Licks, economista, doutora em Economia Aplicada pela USP, professora de Economia do Instituto Federal do Espírito Santo e Conselheira Federal de Economia, sobre Economia Solidária. A entrevistada explica sua trajetória na economia ambiental e mostra como os desafios ligados aos recursos naturais, à sustentabilidade e aos desastres socioambientais não podem ser separados das questões sociais, como renda, trabalho digno, desigualdade e inclusão. A professora apresenta a Economia Solidária como uma forma de organização econômica baseada na cooperação, na autogestão e na solidariedade, destacando seus vínculos com a agricultura familiar, as cooperativas, os bancos comunitários, a reciclagem e as finanças solidárias. Ao longo da conversa, Elis resgata as origens históricas do tema, passando por Robert Owen, pelos socialistas utópicos e pela contribuição decisiva de Paul Singer no Brasil. A entrevistada também aborda exemplos nacionais e internacionais, como o grupo Mondragón, o Grameen Bank, o Banco Palmas, a Justa Trama e as cooperativas de catadores, mostrando que a Economia Solidária já produz resultados concretos em diferentes escalas. Na parte final, a professora trata do papel do Estado, da importância da Lei Paul Singer de Economia Solidária, dos desafios de crédito, assistência técnica e comercialização, além das conexões entre Economia Solidária, economia circular e sustentabilidade ambiental. Elis encerra defendendo o diálogo entre Direito e Economia e a necessidade de uma formação interdisciplinar para enfrentar os problemas complexos do século XXI.

    EP#144: Economia Solidária, com Elis Licks
  3. 26 jun

    EP#143: O Brasil no Espelho, com Felipe Nunes

    No episódio, Ana Frazão entrevista Felipe Nunes, PhD em Ciência Política, Professor de Economia da FGV-SP, Sócio-Fundador da Quaest e autor do livro “O Brasil no Espelho.” A entrevista trata dos aspectos principais do livro e das suas conclusões básicas, dentre as quais somos um país  majoritariamente conservador, de direita mas paradoxalmente estatista, mas que não pode ser explicado pela média. Na conversa, Felipe explora os principais achados da pesquisa, como os de que o brasileiro é um homem de fé, com muitos preconceitos de gênero e que vive em uma sociedade estruturalmente racista. Ponto muito importante da conversa é o que trata do mercado de trabalho: a pesquisa descobriu que as pessoas estão cansadas, mas não defendem políticas de redistribuição de renda nem gostam de cotas. Especial atenção é dada ao “empreendedorismo de exaustão”, em que as pessoas trocam a CLT pelo CNJP não por vocação, mas como resposta defensiva ao aperto de renda. O entrevistado ainda trata do alto grau de individualismo e descrença com soluções coletivas e políticas públicas voltadas para os mais vulneráveis, além do fato de sermos uma sociedade com medo e desconfiada. Na parte final, o entrevistado explica a sua classificação dos brasileiros a partir de perfis ideológicos e também pelas gerações, assim como mostra os riscos da ilusão do conhecimento no Brasil e os principais impactos sobre a democracia.

    EP#143: O Brasil no Espelho, com Felipe Nunes

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Podcast sobre Direito e Economia com a professora de Direito Privado da Universidade de Brasília, Ana Frazão.

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