Birras de Mãe

Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.

  1. Birras com... Maria Mascarenhas: “Já não temos idade para ter medo do ridículo”

    2 hr ago

    Birras com... Maria Mascarenhas: “Já não temos idade para ter medo do ridículo”

    Maria Mascarenhas já tinha feito muita coisa na vida — design gráfico, voluntariado, e mais importante, dado à luz cinco filhos —, quando venceu a timidez e realizou a proeza de pôr os pés num palco, e cantar. Não lhe foi fácil expor-se, sob os holofotes, mas a paixão pelo teatro musical semeada nela pela avó acabou por vencer. Foi o primeiro passo, de um muito maior: aventurou-se a fundar uma escola de teatro musical, a Stagedoor, onde conseguiu aliar tudo aquilo de que mais gostava: cenários, figurinos, produção, teatro, música, dança, mas também uma vertente pedagógica muito forte, enraizada na entreajuda, no apoio entre alunos e professores e na realização do potencial de cada um. Uma escola onde se cresce em técnica e talento, claro, mas também como pessoa. E se curam feridas, num tempo em que com uma exposição excessiva às redes sociais, muitos adolescentes chegam à Stagedoor com a auto-estima de rastos, envergonhados por se acharem demasiado altos ou baixos, gordos ou magros, ansiosos e infelizes, a precisarem de voltar a acreditar em si próprios, tomando consciência de que ali não há portas fechadas. Percebe porque convidamos a Maria para este Birras Com? É que se a mãe/ filha destas Birras já estava há muito convertida, a avó acabou este episódio inspirada por quem garante que “já não temos idade para ter medo do ridículo”. Não se admirem se a virem um destes dias a fazer sapateado! Errata: na apresentação durante o podcast Ana Stilwell disse que Maria Mascarenhas encenou um musical, quando queria dizer que fez a “direcção artística”. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    46 min
  2. Birras Com… Patrícia Teixeira de Abreu: Quando a dislexia nos muda a vida

    4 Jun

    Birras Com… Patrícia Teixeira de Abreu: Quando a dislexia nos muda a vida

    Patrícia Teixeira de Abreu recebeu o diagnóstico de que a filha mais nova tinha dislexia um mês antes do Natal, como uma caixa com um laço encarnado, conta, com o seu sorriso tímido. Confessa que num primeiro momento procurou desvalorizar a notícia, afinal as duas filhas mais velhas eram óptimas alunas, seguramente tudo passaria com o tempo. Mas quando abriu a caixa o que encontrou foi o sofrimento da Francisca, a auto-estima gasta pela dificuldade de tentar superar tantos obstáculos na escola, que afinal é onde se vai para aprender a ler e a escrever, exactamente as duas competências que a dislexia dificulta. Formada em Economia pelo ISEG, e com muitos anos de experiência na área financeira em multinacionais, Patrícia está treinada para enfrentar e resolver problemas. E foi o que fez, começando por fundar o projecto Dislexia Day by Day, destinado a ajudar famílias e escolas a navegar o diagnóstico, as dificuldades e as conquistas que a dislexia traz. E a dizer bem alto, é de uma vez por todas, que a dislexia não é preguiça! Música para os ouvidos da avó destas Birras, que cresceu com dislexia numa altura em que não se falava disso. E bombardeia Patrícia com perguntas, na tentativa de descobrir o que mudou desde o seu tempo, mas acima de tudo de saber como podem os pais, as escolas e as famílias ajudar estas crianças e adolescentes e, já agora, também dos mais velhos porque a dislexia não desaparece. Junte se a nós para mais este Birras Com... See omnystudio.com/listener for privacy information.

    48 min
  3. Birras com Lisa Vicente: “A minha primeira educação sexual foi ver o afecto entre os meus pais”

    7 May

    Birras com Lisa Vicente: “A minha primeira educação sexual foi ver o afecto entre os meus pais”

    Lisa Vicente é a convidada do Birras com... pessoas que admiramos. Desde pequena que sabia três coisas sobre si própria: era rapariga, chamava-se Lisa e ia ser médica. O que não percebia ainda era como a relação entre os seus pais, a facilidade com que expressavam o afecto entre eles e com os filhos, se tornariam os primeiros ensinamentos sobre intimidade, relações e presença. Os mesmos que a levaram a escolher uma especialidade que lhe permitisse ligar-se às pessoas na sua intimidade: ginecologia-obstetrícia, que exerce com verdadeira paixão. Se na adolescência Lisa era conhecida pelo pai como a “contestatária”, hoje é reconhecida como uma das maiores especialistas em sexualidade, uma defensora de empoderamento das mulheres, ajudando-as a conhecerem o seu corpo, sem tabus. As suas consultas vão muito para além dos diagnósticos médicos e os seus livros — Atlas da V, e A Revolução da Menopausa — ajudam a levar informação fundamental a mais pessoas. Não se deixa enganar pela facilidade com que os adolescentes mostram a pele, lembrando que nem sempre é sinal de estarem bem com o corpo, ou com a intimidade. Aliás, preocupa-a a obsessão com a performance, em detrimento de momentos de toque e conexão mais profunda, e enerva-a que ainda não tenha caído por terra o mito da “relação completa”, como se uma relação sexual dependesse da penetração. Mas falámos também da pílula, da libido, do desconforto vaginal que pode matar o desejo, e de muito mais. O entusiasmo de Lisa Vicente pelo seu trabalho prendeu a avó e a mãe destas Birras a uma conversa que acabou depressa de mais. Aceite o nosso conselho e não perca este episódio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    54 min

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Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.

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