Mercado com Abs

Raphael Abs Musa

Aqui você encontra conteúdos variados sobre temas essenciais para o seu dia a dia: compartilhamos visões sobre investimentos e economia para você cuidar do seu dinheiro, realizamos análises jurídicas de legislação e jurisprudência, fazemos resenhas de leituras inspiradoras e discutimos os assuntos mais comentados do momento. Nosso objetivo é te informar e te ajudar a crescer, seja no campo financeiro, pessoal ou nas tendências atuais. Raphael Abs Musa de Lemos é Doutor e Mestre em Direito Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

  1. -1 h

    EPISÓDIO 29/05 - Geopolítica do Petróleo, o Boom da IA e as Transformações no Mercado Brasileiro

    1. Cenário Internacional e Commodities Acordo Irã-EUA: Há relatos da Bloomberg de que os dois países estão próximos de um cessar-fogo mais duradouro, o que traria estabilidade ao mercado de petróleo. Mercado de Petróleo: O Brent estabilizou na casa dos US$ 90. O Wall Street Journal reportou que o Irã tem usado uma "frota fantasma" para escoar petróleo pelo Estreito de Ormuz, justificando a precificação atual apesar das tensões geopolíticas. Dados do PCE nos EUA: O índice de inflação americano (PCE) veio ligeiramente abaixo do esperado no comparativo mensal (0,2% contra 0,3% esperado), o que reduziu as curvas de juros nos EUA e impulsionou as bolsas (S&P e Nasdaq) para máximas históricas (all-time highs). Anthropic vs. SpaceX: A Anthropic captou US$ 65 bilhões no mercado privado e alcançou um valuation de US$ 965 bilhões, aproximando-se do patamar de trilhão. O autor compara o caso com a SpaceX de Elon Musk, que teve o teto de seu valuation reduzido pelos bancos para US$ 1,8 trilhão para o IPO, indicando um forte otimismo do investidor privado com a Anthropic e certo ceticismo institucional sobre a inserção da xAI no ecossistema de Musk. IA e o Mercado de Trabalho: Há uma preocupação crescente com o desemprego estrutural gerado pela IA, afetando principalmente cargos de entrada para recém-formados. Foi citado o episódio em que Eric Schmidt (ex-CEO do Google) foi vaiado em uma universidade americana por falta de sensibilidade ao falar que os jovens seriam substituídos pela tecnologia. Tributação: Governos ao redor do mundo começam a debater a criação de tributos sobre folhas salariais associadas à substituição de humanos por IA, buscando desincentivar o desemprego em massa. Mercado Asiático: Kospi e Nikkei em alta, enquanto as techs chinesas seguem apresentando desempenho fraco. Classificação de Facções como Terroristas: Os EUA categorizaram organizações criminosas brasileiras como terroristas, o que pode gerar sanções severas do Tesouro americano a bancos e empresas brasileiras envolvidos indiretamente em lavagem de dinheiro. O autor recomenda a leitura do livro Choke Points sobre o uso de sanções financeiras como arma geopolítica. Homologação do BRB: O STF homologou o acordo entre a União e o Banco de Brasília (BRB), garantindo o resgate da instituição e sua continuidade jurídica sem a necessidade de recorrer novamente ao FGC. PEC 6x1 e Empregabilidade: Discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1. Uma matéria do Valor Econômico aponta a baixa produtividade do trabalho no Brasil como um entrave para o controle da inflação. Além disso, os dados mais recentes mostram uma desaceleração expressiva nas contratações via CLT devido aos altos encargos trabalhistas. Bolsa e Câmbio: O Ibovespa segue em ritmo de correção, sem atrair grande fluxo de investidores estrangeiros, e o dólar se manteve estabilizado na casa dos R$ 5,00 (embora haja visões de que esteja desalinhado frente ao cenário externo). ExpoDireito (Brasília): Participação em um painel às 17h sobre cartórios de títulos, documentos e pessoas jurídicas ao lado do Dr. Dixmer Vallini Neto, disponibilizando o cupom de desconto "ANOREG50". Lançamento do Icon: Presença às 19h no lançamento do empreendimento imobiliário biofílico da incorporadora Base, na Quadra 500 em Brasília.

    13 min
  2. -1 j

    EPISÓDIO 28/05 - Do Choque do Petróleo à Revolução da IA: O Panorama Completo das Tensões Globais, Inflação Americana e as Mudanças Econômicas no Brasil

    🌍 Geopolítica e Mercado de Energia Tensões entre EUA e Irã: Foram registrados novos ataques norte-americanos ao Irã, gerando instabilidade e volatilidade no mercado de petróleo. Preço do Barril: O petróleo Brent opera na casa dos $93 e o WTI por volta dos $90, refletindo a expectativa do mercado por uma resolução do conflito. Posicionamento de Trump: Donald Trump tenta minimizar as preocupações com sua popularidade e com as questões eleitorais enquanto busca um acordo com os iranianos. Prévias do Partido Republicano (GOP): Os candidatos apoiados por Trump têm vencido as prévias, mas com margens de votos cada vez mais apertadas. Disputa no Texas: No cenário para o Senado no Texas, destaca-se a alta arrecadação do candidato democrata James Talarico em relação ao candidato republicano, que tem migrado para uma linha mais populista em comparação à ala tradicional do partido. Dado do PCE nos EUA: O principal indicador econômico do dia é o PCE (inflação nos EUA). O mercado projeta uma alta de 0,5% na comparação mensal e 3,8% na anual, com o núcleo (core) esperado em 3,3%, o que pode pressionar o Fed a discutir novos aumentos de juros. Pedidos de Auxílio-Desemprego: Expectativa do mercado de 1.780.000 novos pedidos nos EUA. Bancos Centrais Estrangeiros: Destaque para a decisão de juros na África do Sul e uma forte tendência de alta de juros na Europa pelo BCE. Movimento de "Risk-Off": Investidores globais adotam uma postura mais defensiva, reduzindo a exposição a riscos, o que gerou uma leve correção no Bitcoin e maior retenção de caixa. Cenário Asiático: As bolsas Nikkei e Kospi seguem impulsionadas pelo setor tecnológico. Já na China, há forte preocupação com a baixa demanda interna; o índice de tecnologia chinês acumula queda de aproximadamente 28% desde janeiro. OpenAI em Dificuldades: A empresa não atingiu suas metas e objetivos internos, perdendo o protagonismo de vanguarda para a Anthropic, embora já tenha entrado com um pedido sigiloso de IPO para os próximos meses. IPO da SpaceX: Será o primeiro grande IPO do setor; o palestrante menciona ter gravado um vídeo de 50 minutos analisando o formulário S-1, governança e perspectivas da companhia. Correção em Semicondutores: Após ralis expressivos que colocaram empresas como Micron e SK Hynix no clube do trilhão de dólares, o mercado iniciou uma realização de lucros (Qualcomm caiu 6,2% e Intel recuou 1,4%). IA como Projeto de Estado: A Inteligência Artificial é apontada como uma revolução industrial focada em trabalhos de colarinho branco, sendo tratada pelos EUA como uma ferramenta de hegemonia política e econômica contra a China. Indicadores e Desemprego: Expectativa para o dado de desemprego na casa dos 5,9%. O Banco Central segue com pouca margem de manobra devido às projeções de inflação acima do teto da meta. Ibovespa e Dólar: O Ibovespa segue estagnado na casa dos 175 mil pontos (acumulando queda de 6,17% no mês), enquanto o dólar é cotado a R$ 5,06, em meio a preocupações fiscais contínuas. Fim da Escala 6x1 (PEC): A Câmara aprovou a PEC que altera a jornada de trabalho para 5x2 (redução de 44 para 40 horas semanais). O projeto vai ao Senado sob forte pressão do setor produtivo devido aos impactos na baixa produtividade do país. Socorro ao BRB: Houve uma articulação entre a União e bancos privados para salvar o Banco de Brasília (BRB), evitando um rombo de R$ 17 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), semelhante ao que ocorreu no caso do Banco Master. Imposto de Renda: Alerta sobre o prazo final de entrega da declaração do IR até o dia 31 de maio. O autor gravou um conteúdo específico sobre tributação de estruturas offshore. Atualizações do Canal: Celebração da monetização do canal no YouTube, novas parcerias com a Meta para marcas internacionais e testes com ferramentas de tradução simultânea via IA.

    14 min
  3. -2 j

    EPISÓDIO 27/05 - A Nova Onda da IA nas Memórias, Alerta Inflacionário no Brasil e as Apostas Contra o Consenso no Dólar

    Aqui está o resumo dos principais pontos abordados no áudio do panorama de mercado do dia 27 de maio, dividido por temas para facilitar a leitura: Destaque da Micron: A empresa teve uma alta expressiva de cerca de 17% no último pregão, atingindo a marca de 1 trilhão de dólares em valor de mercado. SK Hynix: A companhia sul-coreana de memórias também acompanhou o movimento de alta. Nova onda da IA: O fluxo de investimentos em IA, que antes focava em empresas de GPUs (como a Nvidia), agora está migrando e puxando o setor de empresas de memória. Demanda e restrições: Há uma preocupação crescente com a forte demanda de energia para tecnologia. Os EUA enfrentam restrições de oferta devido a excesso de regulações e amarras para expansão, ao contrário da China, que possui energia barata. Mudança política e impactos: Uma matéria do Financial Times indicou que benefícios fiscais para energias renováveis nos EUA podem ser revogados na transição do governo Biden para o governo Trump. Data Centers em órbita: Citou a ideia de Elon Musk de enviar data centers para o espaço como uma alternativa para resolver o problema energético através da energia solar. Inflação vs. Desemprego: Neel Kashkari (membro do Fed) enfatizou que o risco inflacionário hoje é maior do que o risco de aumento do desemprego, e os choques no Oriente Médio podem persistir. Dados aguardados: As curvas de juros americanas arrefeceram um pouco (título de 10 anos a 4,47%), mas o mercado aguarda com forte expectativa o dado do PCE (indicador de inflação preferido do Fed) na quinta-feira. IPCA-15 e Projeções: O mercado aguarda o IPCA-15. Um estudo do Itaú (divulgado no Valor Econômico) apontou que a alta do petróleo pode impactar o IPCA em 1,25%, podendo levar a inflação para 5,20% no fim do ano (acima do teto da meta de 4,5%). Selic: O banco Citi revisou a projeção da taxa Selic para 13,75% no fim do ano, sinalizando espaço mínimo para cortes. Crítica à taxa de juros: O palestrante considera inviável para o país manter metade de sua dívida atrelada a uma Selic tão alta, afirmando que o Brasil pode "quebrar" se esse ritmo persistir. Apesar disso, ele vê oportunidades de longo prazo em ativos reais (como o setor imobiliário) quando os juros finalmente caírem. Dólar para cima: Destacou uma entrevista de Marcio Appel (Adam Capital) à InfoMoney. Appel (que foi um dos primeiros a apostar na Nvidia no Brasil) afirmou que o dólar vai subir muito, contrariando o consenso de queda. Produtividade americana: O argumento de Appel é que o avanço da Inteligência Artificial aumentará drasticamente a produtividade dos EUA, fortalecendo a moeda deles. O palestrante afirmou concordar com essa visão fora do consenso. Ásia: Bolsas da Coreia do Sul e o índice Nikkei (Japão) operam em forte alta. No entanto, as empresas de tecnologia chinesas continuam fracas, gerando perdas para investidores devido ao receio do risco regulatório de Pequim (relembrando o caso da Alibaba). Europa: Visão pessimista sobre a economia europeia, citando sérios problemas fiscais e políticos no Reino Unido, com a disparada dos Gilts (títulos públicos britânicos). Por outro lado, mantém entusiasmo com o setor tecnológico dos EUA, mesmo ciente das críticas imperialistas e de vigilância abordadas no livro AI Empire. Monetização do YouTube: O canal do palestrante foi oficialmente monetizado, e ele agradeceu aos colaboradores Pedro e Edmilson pelo apoio. Expo Direito: Confirmou presença na próxima sexta-feira no evento "Expo Direito", voltado a profissionais e estudantes da área jurídica. Ele palestrará sobre Registro de Títulos e Documentos e RCPJ ao lado do Dr. Dixmer Vallini Neto. Disponibilizou o cupom ANOREG50 no Instagram para 50% de desconto na inscrição.

    12 min
  4. -3 j

    EPISÓDIO 26/05 - Relatório Global: Tensões Geopolíticas, Alerta de Inflação no Brasil e o "Preço Esticado" do Rali de IA

    Geopolítica e Commodities Tensões entre EUA e Irã: Embora as negociações pareçam caminhar para um desfecho, ataques militares norte-americanos no sul do Irã geraram novos atritos e dificultam o processo. O Irã corre contra o tempo para fechar um acordo devido à necessidade de escoamento de petróleo, mas ainda há impasses sobre sanções financeiras e a posse de urânio enriquecido. Petróleo em Alta: O barril de Brent é negociado a US$ 96 e o WTI na casa dos US$ 92. Existe a possibilidade de aumento no spread entre ambos, já que os EUA estão conseguindo ofertar uma grande capacidade de petróleo. Pressão na Curva de Juros: A alta do petróleo pressiona as expectativas inflacionárias. Na curva de juros norte-americana, o título de 10 anos caiu para 4,48%, o de 2 anos ficou em 4,06% e o de 1 ano em 3,81%, evidenciando um custo de oportunidade muito elevado. Prêmio de Risco Zero: Uma matéria do Wall Street Journal apontou que o mercado está praticamente com zero de equity risk premium (calculado pelo rendimento de lucros das empresas para o próximo ano menos os juros de 10 anos). Diante disso, o autor avalia que uma correção de cerca de 10% nas bolsas seria saudável para dar fôlego ao mercado. SpaceX e xAI: A SpaceX, avaliada em mais de 100 vezes o EBITDA, virou um conglomerado que recentemente incorporou a xAI. Contudo, a xAI queima muito caixa para criar data centers de IA, o que acaba anulando o fluxo financeiro positivo gerado pela Starlink e pela Starship. O IPO da SpaceX está previsto para 12 de junho e deve vir inflado. Cerebras: Mencionada como outro exemplo de IPO excessivamente inflado. Embora as ações tenham disparado na estreia, já recuaram cerca de 30% em relação ao preço inicial. A empresa está avaliada em US$ 56 bilhões para uma receita de US$ 510 milhões e lucro líquido de US$ 87 milhões em 2025. Nvidia: As ações da companhia vêm corrigindo desde a divulgação dos resultados. Apesar de o balanço ter sido ótimo, as expectativas do mercado eram exageradas. Além disso, a Nvidia enfrenta um gargalo estrutural de oferta por parte da TSMC, que não quer expandir a capacidade de produção de semicondutores de forma agressiva por se tratar de um mercado cíclico. Preocupação na Europa: Caso o conflito no Oriente Médio não se resolva, o Banco Central Europeu (BCE) pode ser forçado a subir juros para conter a inflação. Isso seria péssimo para a região, que já enfrenta desaceleração econômica, problemas demográficos e baixa produtividade. Fechamento Misto na Ásia: O índice Nikkei caiu e Hong Kong ficou estável. Por outro lado, o índice Kospi (Coreia do Sul) subiu forte, impulsionado pelas fabricantes de componentes e memórias tecnológicas que se beneficiam do rali de IA. A China segue sob ceticismo, com um mercado imobiliário e consumo doméstico ainda fracos. Alerta no Boletim Focus: Pela primeira vez, o relatório mostrou a projeção da inflação oficial (IPCA) para o final do ano acima do teto da meta (que é de 4,5%), batendo 5,04%. A previsão para a taxa Selic se manteve estável em 13,25% e o câmbio projetado ficou em R$ 5,17. Essa deterioração das expectativas deixa o Banco Central de mãos atadas para realizar novos cortes de juros. Desempenho do Ibovespa: O índice roda na casa dos 177 mil pontos, mostrando uma correção expressiva desde meados de abril, afetando principalmente os setores imobiliário e financeiro. Indicadores da Semana: O mercado aguarda dados de Confiança do Consumidor e o índice de inflação PCE (na quinta-feira) nos EUA. No Brasil, a atenção se volta para o IPCA-15, que será divulgado amanhã. Posicionamento do Autor: Diante do cenário esticado e da baixa volatilidade recente, o autor menciona ter aumentado suas posições em hedges (proteções cambiais/de mercado) por estarem mais baratos, considerando uma correção de mercado iminente e saudável.

    16 min
  5. -4 j

    EPISÓDIO 25/05 - Geopolítica, Fronteiras da Tecnologia e os Impactos na Economia Brasileira

    Relações Internacionais e Commodities Acordo entre EUA e Irã: Os jornais reportam que ambos os países estão mais próximos de um acordo de trégua. No entanto, persistem impasses por parte dos iranianos em relação ao urânio enriquecido e à manutenção de sanções financeiras por parte dos EUA. O mercado reagiu positivamente à notícia, levando o petróleo Brent de volta a patamares abaixo de US$ 100. Evasão de Sanções via Cripto: Uma matéria do Wall Street Journal revelou que o regime iraniano movimentou bilhões de dólares por meio da Binance para contornar as sanções norte-americanas e o sistema Swift. Esse cenário deve impulsionar uma maior fiscalização e regulação sobre a Binance e outras exchanges nos EUA. Resultados da Nvidia: Os fortes números divulgados continuam repercutindo positivamente. Apesar de uma leve queda no after-market, a empresa demonstra robusta geração de caixa e a manutenção de um forte investimento (Capex) em Inteligência Artificial por parte das hyperscalers. Polêmica no Podcast All In: Durante o programa, Chamath Palihapitiya ponderou que o conhecido investidor Michael Burry é um "generalista" e não possui o preparo analítico necessário para avaliar o mercado de GPUs e a aplicação prática de IA. IPO da SpaceX: Rumores na imprensa apontam para a abertura de capital da empresa, que pode se tornar o maior IPO da história, com valuation estimado em US$ 2 trilhões. O destaque fica para a Starlink (internet via satélite), apontada como o verdadeiro motor gerador de receita da companhia, funcionando como a "AWS" da SpaceX. Como ponto de atenção em governança, Elon Musk reteria 85% do poder de voto e conta com pacotes de remuneração agressivos atrelados a metas ambiciosas, como atingir US$ 7,5 trilhões de valor de mercado. Sentimento do Consumidor nos EUA: O indicador medido pela Universidade de Michigan atingiu as mínimas na semana passada, registrando o terceiro declínio consecutivo. Historicamente, atingir o fundo (bottom) nesse indicador costuma ser um bom sinalizador para a recuperação das ações nos meses seguintes. Feriado de Memorial Day: Devido ao feriado nos EUA e na Europa, os mercados globais estão fechados hoje, o que resulta em um volume de negociação mais baixo na bolsa brasileira. Dados Inflacionários (PCE): O principal indicador econômico da semana será o PCE (índice de inflação norte-americano) na quinta-feira, dado muito utilizado pelo Fed. A autoridade monetária possui pouca margem para cortar juros, cenário reforçado pela posse de Kevin Warsh na Casa Branca. Treasuries e Dívida Global: Os títulos de 10 anos dos EUA fecharam a 4,56% na sexta-feira. A visão do locutor é de que os governos de países desenvolvidos devem corroer suas grandes dívidas gerando inflação (juros reais negativos), o que torna importante a alocação em ativos reais com poder de precificação. Outros Indicadores Globais: A semana reserva a divulgação do IPCA-15 e PIB (1º tri) no Brasil, PIB dos EUA (segunda leitura), CPI na Alemanha e PMIs na China. No Japão, manifestações de Kazuo Ueda (presidente do BoJ) indicam a manutenção de juros reais negativos para corroer a dívida local. Aperto Monetário: As expectativas de inflação e da taxa Selic subiram no Boletim Focus, encostando no topo da meta e deixando o Banco Central de mãos atadas para novos cortes. Esse panorama tem gerado uma correção nos ativos de renda variável. Mercado Imobiliário Binário: Com os juros altos por mais tempo, o setor de incorporação sofre um revés e passa a se concentrar nas duas extremidades estáveis: o segmento de baixa renda (impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida) e o de alto padrão/luxo (insensível às oscilações macroeconômicas). A classe média acaba sendo a mais prejudicada por ficar desatendida no meio desse espectro. Oportunidades no Setor: Diante do pico dos juros e do aperto atual, podem surgir oportunidades transitórias e atrativas para a aquisição de imóveis com preços mais baixos do que os praticados há um ou dois anos.

    16 min
  6. 22 mai

    EPISÓDIO 22/05 - Resultados Fortes de IA e Big Techs Impulsionam Bolsas Americanas e Ondas de IPOs, Enquanto Juros Altos e Nova Indústria Isolam Brasil e China

    Mercado Americano e Resultados de Empresas Nvidia: Superou as expectativas de mercado e apresentou um forte direcionamento (guidance) futuro, o que continua sustentando a tendência de alta para inteligência artificial e semicondutores. Índices S&P 500 e Nasdaq: O S&P 500 segue na casa dos 5.400 pontos (alta de 8% no ano) e o Nasdaq mantém tendência de alta de 15% no ano, impulsionado pelas empresas de tecnologia. Walmart: Divulgou bons resultados para o primeiro trimestre, mas apresentou um guidance mais conservador devido a um consumidor norte-americano mais seletivo e pressões nos custos de energia e gasolina. Balanços Gerais: Das 500 empresas do S&P 500, 485 já divulgaram seus lucros, com cerca de 78% superando as expectativas de receita e lucro. Corte de Funcionários (Techs): Destacou-se que a Meta (de Mark Zuckerberg) demitiu cerca de 8.000 funcionários por videoconferência e que outras empresas (como a Amazon) seguem reduzindo equipes e buscando eficiência através da IA. A ata do Fed indica que os juros devem se manter elevados até o final do ano, com possibilidade de aumento em 2027 caso as tensões no Oriente Médio e o preço do petróleo continuem subindo. Embora os índices PMI de manufatura e serviços ainda mostrem força, o Fed Philly Manufacturing Index veio bastante abaixo do esperado, divergindo da tendência da semana. Os pedidos de auxílio-desemprego (jobless claims) vieram em linha com o esperado. SpaceX: O IPO está confirmado para junho de 2026 e promete ser o maior da história para o varejo. Contudo, há uma ressalva sobre problemas de governança devido ao controle centralizado de Elon Musk. OpenAI: Entrou com pedido sigiloso de IPO. Anthropic: A expectativa é de que também aproveite a janela de IPOs. Foi mencionada a contratação de Andrej Karpathy (ex-OpenAI e MIT) pela Anthropic, o que o locutor comparou a uma transferência de peso no futebol (como Cristiano Ronaldo indo do Real Madrid para o Barcelona). Fundos de Venture Capital: Estão pressionados para liberar capital, já que concentraram muitos investimentos em IA nos últimos anos. O locutor menciona que não costuma reduzir posições em ações de tecnologia (Big Techs), preferindo fazer proteções (hedges) com derivativos, pois considera ações como Nvidia e Amazon "baratas" diante do fluxo de caixa que geram e do financiamento próprio de Capex. Brasil: Uma matéria do Valor Econômico destacou o arrefecimento do interesse do investidor estrangeiro, com saída de capital e correção no Ibovespa (que já entregou metade da performance do ano). O locutor ressalta a dificuldade do mercado brasileiro por ser composto majoritariamente por empresas da "velha indústria", enquanto o investidor global busca tecnologia. Além disso, critica a estrutura da dívida brasileira (50% atrelada à Selic em patamares altos). China: Também enfrenta desinteresse e ressalvas regulatórias e de proteção ao investidor, gerando prejuízos no setor de tecnologia.

    14 min
  7. 21 mai

    EPISÓDIO 21/05 - O Fenômeno NVIDIA, Alerta do Fed e a Nova Era dos IPOs de IA

    Resultados da NVIDIA Desempenho acima do esperado: A empresa divulgou resultados considerados sensacionais, superando as expectativas do mercado. Métricas Financeiras Históricas: * Receita de 81 bilhões de dólares (alta de 85% ano contra ano). Lucro bruto de 61 bilhões de dólares (crescimento de 129% ano contra ano). Lucro líquido de 58,3 bilhões de dólares (avanço de 210% ano contra ano). Retorno ao Acionista: O guidance para o segundo trimestre de 2026 superou o consenso. Além disso, Jensen Huang anunciou um programa de recompra de ações de 80 bilhões de dólares e aumento nos dividendos. Riscos e Preocupações: O mercado ainda pondera riscos como as restrições de exportação para a China, a transição dos chips Blackwell para Rubin (risco de compressão de margem bruta), a alta dos juros e a concorrência de hyperscalers que desenvolvem seus próprios chips de inferência (Google TPU, Amazon Trainium, Microsoft Maia). Geopolítica (EUA e Irã): Menção às declarações de Trump sobre a proximidade de um acordo com os iranianos, que por sua vez endureceram as negociações devido a exigências sobre o urânio enriquecido. Curva de Juros Elevada: Alta nas taxas de juros de mercados desenvolvidos, com os títulos de 10 anos dos EUA a 4,70% e os de 30 anos a 5,14%. O palestrante prevê uma possível correção de 5% a 12% na Nasdaq. Ata do Federal Reserve: Na última ata sob a presidência de Jerome Powell, os membros indicaram propensão a subir juros caso a inflação persista acima de 2%. O mercado aguarda o indicador de inflação PCE em 28 de maio. Força Econômica dos EUA: A economia segue impulsionada por um déficit de 6% a 7% do PIB, sustentando o mercado consumidor e bons resultados corporativos no primeiro trimestre. China: Desempenho decepcionante no setor de tecnologia se comparado às empresas norte-americanas, gerando perdas na carteira do palestrante. Europa: Cenário classificado como péssimo, com destaque para a militarização e a crise fiscal na França, que viu sua curva de juros de 10 anos subir para 3,87% (alta de quase 20% em um ano). Brasil: Mercado oscilando por conta de pesquisas eleitorais e câmbio perto de R$ 5,00. Há forte preocupação com a inflação (IPCA no teto da meta) e com a falta de potência da política monetária, já que 50% da dívida pública é atrelada à Selic, criando um cenário fiscal explosivo. OpenAI: Rumores reportados pela Bloomberg indicam que a OpenAI entrou com pedido sigiloso para abertura de capital, com planos de Sam Altman para realizar o IPO ainda este ano. Grandes Estreias no Radar: Expectativa para a chegada ao mercado da OpenAI, Anthropic e SpaceX (cujo IPO projeta-se que tornará Elon Musk oficialmente um trilionário).

    16 min
  8. 20 mai

    EPISÓDIO 20/05 - Expectativa Global pela Nvidia, Rebaixamento dos EUA pela Moody's e o Impacto dos Juros Altos no Ibovespa

    Cenário Internacional e Corporativo Resultados da Nvidia: É destacado como o evento mais importante do dia (20 de maio de 2026). Os resultados serão divulgados após o fechamento do mercado e devem ditar o rumo do setor de Inteligência Artificial (IA). Qualquer frustração nas expectativas pode gerar uma correção forte nas ações. Desempenho da Nvidia vs. Mercado: Apesar de ser uma empresa avaliada em 5 trilhões de dólares, com forte demanda e liderança em GPUs para data centers, o desempenho de suas ações neste ano tem ficado abaixo (aquém) do ETF SOX (que reúne o setor de semicondutores). Uso de derivativos: Devido ao excesso de otimismo em relação à Nvidia, é mencionada a estratégia de proteção patrimonial utilizando puts (opções de venda) para se precaver de uma eventual queda. Varejo Americano: É citado brevemente que a Target (varejista norte-americana) divulgou um bom resultado financeiro. Curva de Juros Global: O tema que domina a semana é o aumento das taxas de juros e o movimento de sell-off (venda massiva) de títulos públicos (bonds) pelo mundo. Rebaixamento dos EUA pela Moody's: A agência de classificação de risco Moody's rebaixou a nota soberana dos Estados Unidos de AAA para AA1. O principal motivo é a projeção da dívida federal atingir 134% do PIB até 2035, além de um déficit estrutural de 6% a 7% ao ano. Treasuries em níveis recordes: Os títulos de 30 anos dos EUA romperam a barreira de 5,2% (maior nível desde 2007) e os de 10 anos operam em 4,67% (maior nível em mais de um ano). Fortalecimento do Dólar: Esse cenário de juros altos impulsionou o dólar globalmente (índice DXY), que se valorizou frente ao Real (chegando a R$ 5,04), ao Euro, à Libra Esterlina e ao Iene japonês. O Yuan chinês também sofreu desvalorização, embora mais tímida. Discussão sobre a Dívida Americana: É mencionada a preocupação (compartilhada por figuras como Ray Dalio) sobre o colapso de nações devido ao endividamento. Há uma crítica de que a classe política de Washington (Congresso e Executivo) e o secretário Scott Bessent ainda não tratam a responsabilidade fiscal com a devida seriedade, enfrentando a agenda populista de gastos de Donald Trump. Política Americana (Eleições/Eleitorado): Donald Trump demonstrou força política ao conseguir remover o candidato Massie no Kentucky (seu adversário político dentro do Partido Republicano), consolidando sua alta popularidade. O novo candidato apoiado por ele é um ex-Navy Seal. Manutenção de Juros: O Banco Central Chinês (PBOC) manteve a Loan Prime Rate (LPR) de 1 ano em 3% e a de 5 anos (usada para hipotecas e financiamentos de longo prazo) em 3,5%. Crescimento do PIB: Como o PIB chinês cresceu 5% no primeiro trimestre, a autoridade monetária entendeu que não há urgência para novos estímulos ou afrouxamento monetário imediato, apesar do desaquecimento do mercado doméstico. Correção do Ibovespa: O índice da bolsa brasileira recuou para os patamares de janeiro deste ano, devolvendo mais da metade da alta (rally) acumulada no primeiro semestre. Atualmente, a alta acumulada no ano está em torno de 8%. Impacto Setorial: Setores de construção civil, bancos (como Itaú e BTG, apesar dos ótimos resultados) e empresas de utilities (saneamento/energia) sofrem bastante devido à sensibilidade aos juros altos e à percepção de que o Banco Central não conseguirá cortar a taxa Selic como esperado. Exceções de Proteção: As únicas ações que têm segurado a onda negativa são a Petrobras (beneficiada pela alta do petróleo) e a Vale.

    8 min

À propos

Aqui você encontra conteúdos variados sobre temas essenciais para o seu dia a dia: compartilhamos visões sobre investimentos e economia para você cuidar do seu dinheiro, realizamos análises jurídicas de legislação e jurisprudência, fazemos resenhas de leituras inspiradoras e discutimos os assuntos mais comentados do momento. Nosso objetivo é te informar e te ajudar a crescer, seja no campo financeiro, pessoal ou nas tendências atuais. Raphael Abs Musa de Lemos é Doutor e Mestre em Direito Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).