McKinsey Talks

McKinsey Brasil

Conversas com os maiores experts do mundo sobre os temas mais relevantes para a agenda de negócios.

  1. 9 Sept

    McKinsey Talks: Turnaround é necessidade; transformação é escolha – e a Cogna viveu os dois

    Para uma empresa em crise, mudar pode ser uma questão de sobrevivência.  O desafio maior talvez seja convencer uma companhia que cresce, dá lucro e aparentemente está fazendo tudo certo de que ela também precisa se transformar. Esse é um dos paradoxos discutidos no novo episódio do McKinsey Talks, que reuniu Roberto Valério, CEO da Cogna, e Fábio Stul, sócio sênior da McKinsey e líder global da prática de transformação. Um estudo da McKinsey com mais de 2 mil transformações no mundo mostrou que mais de 70% não atingem os objetivos propostos. Entre os principais motivos estão metas pouco ambiciosas, excesso de planejamento, falhas de execução e, principalmente, a dificuldade de mudar comportamentos dentro das organizações. “As empresas se transformam quando as pessoas se transformam,” disse Stul. A Cogna viveu na prática dois momentos bastante diferentes.  Em 2021, a companhia iniciou um turnaround: pressionada pelas mudanças no setor e pela pandemia, precisava se reestruturar financeiramente, voltar a ser lucrativa e reduzir uma operação mais intensiva em capital. A partir de 2023, começou uma transformação de outra natureza. “Um foi por necessidade e outro por vontade de fazer algo diferente, algo que nunca foi feito”, disse Valério.  A Cogna passou a integrar negócios que antes operavam de forma mais independente, reforçou sua cultura e adotou a ambição de acompanhar a jornada educacional de uma pessoa “dos dois aos 100 anos”. A inteligência artificial agora adiciona uma nova camada a esse processo.  Segundo Stul, apenas 5% a 10% do valor potencial da AI vem do uso individual das ferramentas pelos funcionários. A maior parcela, de 70% a 75%, aparece quando a tecnologia é usada para redesenhar processos completos de ponta a ponta. Ouça o novo episódio do McKinsey Talks, uma parceria da McKinsey Brasil com o Brazil Journal.

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  2. 26 Aug

    McKinsey Talks: A Copel na nova era da energia no Brasil, com Daniel Slaviero

    O setor elétrico está entrando em uma nova fase. Data centers, inteligência artificial e eletrificação devem aumentar a demanda por energia, enquanto a abertura do mercado livre promete transformar a relação das empresas com seus clientes.É nesse cenário que a Copel vive sua própria transformação. Depois de se tornar uma corporation em 2023, a companhia passou a operar sob uma nova estrutura e agora se prepara para um ciclo de investimentos de cerca de R$ 23 bilhões entre 2026 e 2030.“Essa é uma indústria que vai crescer. Os mais eficientes, os mais produtivos e os que souberem entender esse novo cliente e lidar com ele cada vez melhor vão ter diferenciais competitivos”, disse Daniel Slaviero, CEO da Copel, no McKinsey Talks, videocast do Brazil Journal em parceria com a McKinsey.A busca por produtividade é também um desafio para o Brasil. Com o bônus demográfico praticamente esgotado, o crescimento da economia dependerá cada vez mais de ganhos de eficiência.Para Tracy Francis, managing partner da McKinsey para a América Latina, a inteligência artificial será uma das principais alavancas dessa mudança. Hoje, segundo ela, cerca de 6% das empresas conseguem extrair valor substancial da tecnologia. “A maior tendência secular para mudar o jogo se chama IA. Eu adoraria ver esses 6% no Brasil virar um número gigantesco.”Ao mesmo tempo, a abertura do mercado livre de energia deve mudar a dinâmica competitiva do setor. Com mais consumidores podendo escolher de quem comprar eletricidade, conhecer melhor o cliente e oferecer uma experiência simples e transparente passa a ser um diferencial. “As barreiras territoriais e mesmo setoriais vão ser dizimadas. Em mercados mais maduros, você tem empresas de outros segmentos, especialmente financeiro e varejo, também fazendo isso”, disse Slaviero.Uma pesquisa da McKinsey mostra que falta de transparência e dificuldade de entender os custos estão entre as principais dores dos consumidores. “Quem conseguir resolver esses pontos de dor vai ter muito sucesso”, disse Tracy.Ouça o quarto episódio do McKinsey Talks, uma parceria do Brazil Journal com a McKinsey.

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  3. 12 Aug

    Como a AI está redesenhando os bancos, com o diretor de tecnologia do Itaú

    A digitalização dos bancos levou cerca de dez anos para se consolidar – e transformou totalmente a relação das instituições financeiras com seus clientes. Mas a inteligência artificial está criando uma nova revolução, potencialmente ainda mais profunda e rápida. Essa é a opinião de Carlos Mazzei, diretor de tecnologia do Itaú, e Yran Dias, sócio sênior da McKinsey, no terceiro episódio do McKinsey Talks. “A AI vai ter um poder transformacional maior do que a internet,” disse Mazzei. Para ele, a razão é simples: pela primeira vez, as empresas conseguem acessar inteligência de forma escalável – quase como uma capacidade líquida, que pode ser aplicada a diferentes processos e negócios. Yran explica que se a digitalização criou uma distância entre os bancos líderes e os demais, a AI tende a ampliar ainda mais essa diferença.  Além disso, segundo o executivo da McKinsey, as transformações mais profundas podem começar a aparecer em três a cinco anos – pouco tempo para uma indústria acostumada a ciclos longos de mudança. No Itaú, essa revolução já está a pleno vapor.  Mazzei cita o uso de agentes no desenvolvimento de software: 70% das vulnerabilidades encontradas nas análises de código já são corrigidas com apoio da AI – o banco também vê ganhos de 20% a 35% de produtividade, dependendo do contexto. “Se todo mundo é mais produtivo, a regra do jogo passa a ser velocidade,” disse. Ouça o terceiro episódio do McKinsey Talks, uma parceria do Brazil Journal com a McKinsey.

    Como a AI está redesenhando os bancos, com o diretor de tecnologia do Itaú
  4. 15 Jul

    Marketing como motor de crescimento, com a CMO do Grupo Boticário

    O marketing deixou de ser apenas a área que cria campanhas bonitas para entrar de vez no centro da estratégia das empresas. Agora, o CMO precisa ser multitarefa: entender o consumidor, ajudar a desenhar produtos, participar da definição de preços, usar dados para acelerar decisões e precisa provar – em números – o retorno das suas apostas.Mas será que as empresas já entenderam essa mudança?Esse é o tema do primeiro episódio do McKinsey Talks, uma parceria do Brazil Journal com a McKinsey.Na conversa, Renata Gomide, CMO do Grupo Boticário, e Pedro Fernandes, sócio da McKinsey, discutem o papel do marketing na mesa de decisão das grandes companhias.Para Renata, o marketing é hoje o “motor de crescimento” do Grupo Boticário – a área que leva a voz do consumidor para dentro da empresa e ajuda a definir as estratégias de longo prazo da companhia.“Estamos no centro da discussão, não só alimentando a empresa com informação para uma melhor tomada de decisão, mas desenhando a estratégia de futuro,” disse a executiva. Segundo Pedro, essa visão está se mostrando um grande diferencial. Para ele, os CMOs que estão criando vantagem competitiva são aqueles que conseguem entender o consumidor mais rápido, participar do desenho do produto e falar a linguagem financeira do negócio.O episódio também mostra como o Grupo Boticário vem usando social listening, dados e integração entre marketing, tecnologia e canais para encurtar o tempo entre uma tendência que aparece na rua – ou no TikTok – e um produto novo na prateleira.Assista ao primeiro episódio do McKinsey Talks.

    Marketing como motor de crescimento, com a CMO do Grupo Boticário

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