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  1. Porque é que Trump quer atacar o Irão outra vez?

    13時間前

    Porque é que Trump quer atacar o Irão outra vez?

    Donald Trump disse, a 2 de Janeiro deste ano, que os EUA estavam preparados para atacar o Irão. Milhares de pessoas contestavam, então, o regime dos ayatollahs. Fontes oficiais confirmaram três mil mortes decorrentes dos protestos, enquanto médicos no terreno apontavam para as 30 mil vítimas mortais. Na semana passada, representantes dos dois países reuniram-se, em Genebra, na tentativa de chegarem a acordo sobre o desenvolvimento do programa nuclear iraniano. Na mesma cidade, e um dia depois, delegações do Irão, China e Rússia reuniam com o director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica para discutir o enriquecimento de urânio. Os EUA têm vindo a concentrar na região um forte dispositivo militar, à semelhança do que fizeram na Venezuela, aquando do rapto de Nicolás Maduro, e Donald Trump estabeleceu um prazo de dez dias para se alcançar um acordo. Caso contrário, afirmou, poderão acontecer “coisas más”. Entretanto, vai tentando dar forma ao seu Conselho de Paz, com o qual quer supervisionar a ONU. O Irão, por seu turno, garante que o seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos, como diz o seu presidente, e já fez saber às Nações Unidas que vai responder de “forma decisiva” caso seja atacado. Washington quer travar o desenvolvimento iraniano de armas nucleares e, ao mesmo tempo, derrubar o regime teocrático? Afinal, porque é que os EUA querem atacar os EUA, pela segunda vez, em menos de um ano. A convidada deste episódio é Maria João Guimarães, jornalista do PÚBLICO que acompanha a situação política no Médio Oriente. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    15分
  2. A lei laboral continua muito longe do consenso

    4日前

    A lei laboral continua muito longe do consenso

    Luís Montenegro, no debate quinzenal de 5 de Dezembro, dizia que a lei laboral era para continuar a trabalhar. A greve geral contra a proposta do Governo não tinha ainda acontecido, o que justificava o optimismo do primeiro-ministro. A greve aconteceu, e apesar de o Governo a ter considerado inexpressiva, deixou no ar a sensação de que uma ampla base dos trabalhadores contestavam as suas disposições. Pelo meio, a campanha eleitoral, apropriou-se do tema e deixou o candidato do Governo, Luís Marques Mendes, na posição solitária e desconfortável de a defender. Não se podem subestimar os custos políticos desta posição. A lei laboral foi uma pedra no sapato de Marques Mendes. Depois de o presidente eleito reassumir a sua ideia de vetar o diploma caso seja aprovado no parlamento sem o compromisso da concertação social, Luís Montenegro admitiu a necessidade de o reapreciar. E de o negociar em primeiro lugar com os sindicatos e os patrões. Mesmo que a ministra do trabalho, Maria Rosário Palma Ramalho, insista em manter as suas traves mestras, criou-se a expectativa no país de que a negociação e um acordo eram possíveis. A reunião marcada para ontem com os parceiros sociais, excluindo a CGTP, poderia deixar no ar essa possibilidade de entendimento. A reunião acabaria por não acontecer por causa da ausência do líder da UGT, que tinha outros compromissos para esse dia. Quem determinou o seu cancelamento, porém, foram os patrões, não o Governo. Um novo encontro foi entretanto agendado para a semana. Fica assim em suspenso o primeiro passo em busca de um compromisso. De um lado, está uma proposta da UGT que faz tábua rasa das supostas traves mestras da ministra. Do outro, a proposta do Governo eventualmente polida para dar espaço às negociações. O que está, afinal, neste momento em causa? Como podemos antecipar o que vai acontecer a seguir? Haverá espaço para um acordo, ou as posições entre governo e sindicatos estão tão distantes que a conflitualidade política e social pode vir a continuar? Para este episódio do P24 onde queremos discutir estas questões, convidámos Raquel Martins. A Raquel é jornalista do PÚBLICO especializada nas questões do trabalho. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    14分
  3. A catástrofe voltou a pôr a nu os dramas do centralismo

    5日前

    A catástrofe voltou a pôr a nu os dramas do centralismo

    "Ninguém perde a face se a revisão constitucional for feita rapidamente para permitir um referendo nacional". "O referendo é uma arma democrática e uma arma democrática nunca é um truque político. O truque político é recusar aos portugueses um referendo nacional." Quem assim falava é o actual presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já lá vão 30 anos, quando na qualidade de líder do PSD se dirigiu à plateia do II Conselho Nacional da Juventude Social Democrata, JSD. Como se sabe, o referendo de que Marcelo falava avançou dois anos depois, em 1998, com os resultados que se conhecem até hoje. Os portugueses disseram não à regionalização e a exigência de um referendo para se avançar com este processo inscrito na Constituição foi uma das pedras no sapato que continuam a travar uma reforma que boa parte dos estudiosos continuam a considerar essencial para reequilibrar o modelo de desenvolvimento de Portugal e a tornar mais eficiente a governação. Sendo um tema que a cada passo regressa à actualidade Política, a Regionalização impôs-se por estes dias com as calamidades do clima. Nas tarefas de prevenção e socorro, quem se destacou foram os autarcas e quem saiu mal na fotografia foi o governo central. O problema é que as autarquias são unidades administrativas pequenas e mal financiadas (só são responsáveis por apenas 14% da despesa geral do Estado, quando a média europeia é de 34%). E, ao contrário da maioria esmagadora dos países desenvolvidos, em Portugal não há autarquias regionais, as regiões administrativas, capazes de tapar o fosso gigante entre os municípios e o Estado central. Portugal é assim o mais centralizado país da União Europeia, ou da OCDE. E os custos medem-se não apenas na debilidade das respostas de prevenção e socorro em catástrofes como as que vivemos. Medem-se também no caos no ordenamento do território ou na ausência de políticas públicas desenhadas para acolher a realidade física ou económica das diferentes partes do país. Com o evoluir do tempo, Marcelo foi mostrando mais abertura à urgência da regionalização. No Governo PS, António Costa escolheu um caminho, o do reforço de competências e da autonomia das Comissões de Coordenação Regional, que os interesses partidários do PS e do PSD entretanto enterraram. E o actual Governo da AD, não quer ouvir falar de Regionalização durante esta legislatura. Como suprir esta carência na arquitectura institucional do Estado português, carência sublinhada por estudos académicos ou pelo grande relatório produzido pela Assembleia da República sob a liderança de João Cravinho de 2018? Vamos tentar perceber o que está em causa com José Rio Fernandes. Professor catedrático no departamento de Geografia da Universidade do Porto, Rio Fernandes foi um dos mentores de um manifesto em favor da regionalização publicado no Público no dia 12 deste mês. Esse manifesto, que apelava ao debate sobre a urgência da regionalização, foi assinado por dezenas de personalidades, entre académicos, autarcas e ex-ministros. Siga o podcast P24 e receba cada episódio logo de manhã no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.​ Conheça os podcasts do PÚBLICO em publico.pt/podcasts. Tem uma ideia ou sugestão? Envie um email para podcasts@publico.pt. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    17分
  4. A ameaça das tempestades na agricultura reclama saberes e obras públicas

    2月13日

    A ameaça das tempestades na agricultura reclama saberes e obras públicas

    Culturas alagadas, plantações varridas pelo vento, milhares de árvores de fruta ou olival arrancadas, equipamentos e estruturas destruídas. Vai demorar tempo até se conhecerem em profundidade os danos causados pelas últimas tempestades na agricultura portuguesa. Num negócio onde o tempo da sementeira ou da colheita conta, os atrasos e contratempos custam dinheiro e põe em causa a sobrevivência das explorações menos preparadas. Ainda por cima, as tempestades afectaram algumas das regiões mais produtivas e ricas da agricultura portuguesa: o Oeste, o vale do Lis e do Mondego, o Sorraia ou a Lezíria do Tejo. Num momento de incerteza e aflição, o Governo promete ajudas. Prejuízos abaixo dos dez mil euros, são compensados na íntegra. E dependendo de factores como ter ou não ter seguro agrícola, as grandes explorações que provem maiores danos podem receber até 400 mil euros do Estado. Em causa estão medidas para acudir a prejuízos que a Confederação dos Agricultores de Portugal situa nos 350 milhões de euros, mas que outras análises elevam para os 700 milhões. O que está em causa é para muitos agricultores uma questão de vida ou de morte. Alguns estão à espera ainda de apoios prometidos em intempéries anteriores e entre o sector reina a apreensão. Sendo um sector particularmente sensível às consequências da crise climática, os seus agentes podem encontrar na crise actual algumas respostas para o que lhes pode acontecer no futuro. A maioria, porém, promete lutar. Vencer adversidades faz parte da história dos agricultores, em especial dos que trabalham nas margens dos rios – a destruição da depressão Kristine é de outra dimensão. É assim desde tempos imemoriais. Para perceber melhor essas expectativas e essas respostas, contamos neste episódio com João Coimbra, agrónomo, proprietário da Quinta da Colda, no Ribatejo, considerado um dos mais eficientes produtores de milho do mundo. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18分
  5. O retrato do Presidente Seguro a partir do que mostrou na campanha

    2月11日

    O retrato do Presidente Seguro a partir do que mostrou na campanha

    Nos últimos dias abundaram naturalmente as tentativas de definir o presidente eleito António José Seguro em categorias simples. Os portugueses estão ávidos de informação sobre o seu novo chefe de Estado. Precisam de o conhecer para lá da moderação que lhe moldou a campanha, do apego à democracia que lhe atribuem, ou das suas mensagens políticas principais. Desde a sua vontade de ser o presidente de todos os portugueses ao presidente que quer um chão comum onde o sentimento de união do país se possa consolidar. Mas, afinal quem é o novo Presidente? Para lá destas apreciações superficiais, do tipo homem-moderado, democrata ou homem mais voltado para a conciliação do que para o conflito, subsistem dúvidas. Como não podia deixar de ser. Seguro já disse que não será oposição. Quererá isso dizer que se vai comportar como o menino das alianças, sempre de mão dada com o Governo? Há quem recorde o episódio da abstenção violenta na votação do orçamento de 2012 para tecer esse cenário. Vale a pena recordar que essa sua decisão foi um acto de enorme coragem política. O PS mais radical jamais lhe perdoou. Seguro disse também que tem a estabilidade política como um valor absoluto, e tudo fará para a promover. Não demitirá um governo caso o seu orçamento seja chumbado e promete ser um agente empenhado na busca de compromissos. Isto quer dizer o quê? Que preferirá a confusão duradouro às clarificações que por vezes são necessárias? Eleito com um extraordinário capital político, António José Seguro é, como diz António José Teixeira, jornalista da RTP o presidente homem normal. Terá a sensatez, a visão, a inteligência para presidir a um país com enormes desafios pela frente? Temos de o conhecer melhor e para esse efeito pedimos ajuda à jornalista do PÚBLICO Maria do Céu Lopes. A Maria acompanhou par e passo as duas campanhas de António José Seguro. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18分

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