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O SommCast TV é um espaço para quem gosta de sentar à mesa, servir uma taça, puxar uma boa conversa e deixar a história acontecer. Aqui, bebidas, gastronomia, viagens, cultura e experiências se encontram de forma leve, curiosa e humana. Cada episódio nasce do prazer de descobrir, provar, ouvir e compartilhar — sem pressa, sem regras rígidas, sem fórmulas prontas. O SommCast TV transforma encontros em histórias e histórias em experiências. É sobre o ritual do copo, o sabor da comida, o caminho da viagem, o contexto por trás de cada escolha e as pessoas que dão sentido a tudo isso. Se você ac

  1. 2 days ago

    [A Origem do Sabor] Ana Mosquera - Redatora-chefe na Revista Prazeres da Mesa #EP17

    Quem conta a história do Brasil também pode fazer isso pela comida. Neste episódio de A Origem do Sabor, Ana Mosquera, redatora-chefe da revista Prazeres da Mesa, troca o papel de entrevistadora pelo de entrevistada para uma conversa sobre gastronomia, jornalismo, cultura e responsabilidade. Para Ana, comida nunca é apenas alimento: ela carrega histórias individuais que, quando reunidas, ajudam a explicar uma sociedade inteira. Da trajetória que começou ainda na faculdade, com um blog sobre gastronomia consciente, ao contato com o Slow Food e à chegada à Prazeres da Mesa, Ana mostra como repertório se constrói vivendo o campo para além dos restaurantes. A conversa passa pela responsabilidade de quem critica, pela diferença entre jornalistas e influenciadores, pela independência editorial e pela necessidade de conhecer produtores, cozinhas, territórios, arte e cultura antes de falar sobre gastronomia. O papo também olha para o futuro — ou talvez para uma volta ao essencial. Ana percebe uma gastronomia menos preocupada com discursos complicados e mais interessada em entregar prazer, sabor e experiências que falem por si. Ao mesmo tempo, cresce a valorização dos ingredientes brasileiros, desde que usados com contexto e propósito. E essa discussão vai muito além da alta gastronomia: passa pelo combate ao desperdício, pelo acesso ao alimento, pela agricultura familiar e pela valorização do PF, da comida de casa e dos pequenos restaurantes de bairro. No fim, fica uma definição simples e poderosa: comida boa é aquela que alimenta, fica na memória e dá vontade de repetir. Destaques 🍽️ Comida também conta a história de um povo Muito antes de chefs, restaurantes e tendências, existe a comida como memória, identidade e expressão cultural. É pelo prato que também entendemos territórios, famílias e modos de viver. 📰 Crítica exige repertório Ter um celular e uma opinião não transforma alguém em crítico. Ana provoca uma discussão necessária sobre experiência, apuração e responsabilidade diante do impacto que uma avaliação pode causar em um negócio. 📱 Jornalista x influenciador São funções diferentes. Enquanto o influenciador se aproxima de uma lógica de empreendedor e criador de audiência, o jornalismo precisa carregar método, contexto e compromisso com a informação. 🇧🇷 Menos discurso, mais brasilidade A tendência apontada por Ana é de menus menos explicativos e experiências mais intuitivas. Ingredientes brasileiros ganham espaço, mas não basta colocá-los no prato: eles precisam ter sabor, coerência e conexão com a cozinha. 🌱 Da origem do ingrediente ao acesso à comida Farm to table também significa perguntar quem produz, quanto recebe, o que é desperdiçado e quem consegue comer. Para Ana, já não é possível falar de gastronomia ignorando fome, sustentabilidade e acesso ao alimento. 🍛 O valor revolucionário do prato feito Em meio à busca pelo novo e pelo sofisticado, talvez o futuro também esteja no arroz com feijão bem feito, no restaurante do bairro, na agricultura familiar e na comida cotidiana que mantém comunidades e histórias vivas.

    [A Origem do Sabor] Ana Mosquera - Redatora-chefe na Revista Prazeres da Mesa #EP17
  2. 3 days ago

    [SommCast] Bruna Dachery - Enóloga e Sócia-proprietária da Monte Chiaro Vinhos Finos #EP177

    Bruna Dachery cresceu em uma região onde o vinho faz parte da cultura, mas precisou construir o próprio espaço dentro de um universo técnico historicamente masculino. Enóloga, pesquisadora, professora e sócia-proprietária da Monte Chiaro Vinhos Finos, ela transformou estudo e inquietação em uma trajetória que atravessa laboratório, sala de aula, vinícola e enoturismo. No SommCast, Bruna mostra que produzir vinho vai muito além da técnica: envolve identidade, cultura, representatividade e, principalmente, pessoas. A conversa passa por sua formação acadêmica, pesquisas em enologia, produção de espumantes, os desafios enfrentados pelas mulheres no setor e a criação do Movimento Mulher do Vinho do Brasil. Também mergulhamos na Monte Chiaro, projeto familiar de pequena produção no Vale dos Vinhedos que prefere crescer em qualidade e experiência, não em volume. Entre vinhos autorais e o Ledone — rótulo inspirado na luta das mulheres por espaço no universo do vinho —, Bruna defende uma nova forma de receber o consumidor: menos interrogatório sobre aromas e mais liberdade para simplesmente viver aquele momento. O papo também olha para o futuro do vinho brasileiro. Novas regiões produtoras, enoturismo, gastronomia, cultura local e educação do consumidor podem ampliar o mercado sem apagar a história construída pela Serra Gaúcha. No fim, fica uma das melhores definições do episódio: “o vinho nasce na ciência e termina na experiência”. Porque conhecimento importa, mas talvez o ápice dele seja justamente perceber que vinho não precisa ser complicado. Destaques 🍷 Da memória familiar à enologia Bruna relembra o vinho feito pelo avô e conta como transformou essa relação cultural em formação técnica, pesquisa, docência e produção. 🔬 A ciência por trás da taça Mestrado, doutorado, pesquisas sobre segurança do vinho e métodos de elaboração mostram um lado da enologia que raramente chega ao consumidor — e ajudam a entender quanto conhecimento existe antes de uma garrafa chegar à mesa. 👩‍🔬 Mulheres ocupando o vinho Bruna fala sobre a necessidade constante de mulheres provarem sua competência em um setor ainda muito associado à figura masculina e apresenta o Movimento Mulher do Vinho do Brasil, criado para conectar e fortalecer profissionais de diferentes áreas. 🍇 Monte Chiaro: pequena por escolha Com produção limitada e 12 rótulos, a Monte Chiaro aposta em personalidade, qualidade e contato direto com quem visita a vinícola. O plano não é produzir cada vez mais, mas entregar cada vez melhor. 🌅 Enoturismo sem complicação Para Bruna, uma visita à vinícola pode transformar alguém em consumidor de vinho para a vida inteira. Por isso, a experiência precisa acolher, emocionar e deixar o visitante confortável — sem transformar a degustação em uma prova. 🇧🇷 O novo mapa do vinho brasileiro O crescimento de regiões produtoras fora dos polos tradicionais não enfraquece o Vale dos Vinhedos. Pelo contrário: pode trazer novos consumidores para o vinho, criar novas rotas e aproximar a bebida da cultura de cada lugar. ✨ Da ciência à experiência Depois de estudar aromas, técnicas, terroirs e processos, existe uma volta à simplicidade: vinho é memória, comida, conversa, viagem e prazer. Conhecer mais deveria aproximar as pessoas da taça — nunca afastá-las.

    [SommCast] Bruna Dachery - Enóloga e Sócia-proprietária da Monte Chiaro Vinhos Finos #EP177
  3. 3 days ago

    [Boletim Tanin] Vinho Vai Ficar Mais Caro? Safra Histórica, Portugal e Barricas Brasileiras #EP23

    A Europa está colhendo uvas mais cedo do que em qualquer momento dos últimos séculos. Na Borgonha, é a colheita mais precoce desde 1556; Champagne também bateu recorde, enquanto regiões como Bordeaux projetam perdas importantes de produção. E isso pode chegar ao Brasil na forma de menos disponibilidade e pressão sobre os preços dos vinhos europeus. No Boletim Tanin #23, Ana Leal conecta clima, preço, mercado e inovação para entender algumas das principais movimentações da semana no mundo do vinho. E tem Brasil fazendo algo bem diferente: uma tanoaria gaúcha exporta barricas de madeiras brasileiras para França e Estados Unidos e agora testa essas mesmas madeiras em nossos vinhos. Neste episódio: 🔥 A Europa enfrenta uma safra histórica, com colheitas antecipadas pelo calor e menor produção em regiões clássicas. 🪵 A tanoaria brasileira que exporta barricas para França e Estados Unidos e testa amburana, grápia e cabreúva no vinho brasileiro. ⛪ Afinal, que vinho o padre bebe na missa? A história do vinho canônico, suas regras e por que ele pode até ser branco. 💰 Por que o vinho é tão caro no Brasil? Um economista e sommelier explica por que, na visão dele, simplesmente cortar impostos pode não ser suficiente para reduzir o preço da garrafa. 🇵🇹 Portugal disparou no mercado brasileiro: as importações cresceram 178% em volume na última década, mas nenhuma empresa domina o mercado — uma oportunidade importante para novas marcas. 🏆 Sete novos profissionais conquistaram o título de Master of Wine. O Brasil continua com apenas um, mas já tem uma brasileira avançando no programa. 🍷 E dois eventos para colocar na agenda de setembro: Wine Locals Festival e I Love Italian Wines. Mais do que notícias, o Boletim Tanin é leitura de mercado — para quem quer entender o vinho além da taça.

    [Boletim Tanin] Vinho Vai Ficar Mais Caro? Safra Histórica, Portugal e Barricas Brasileiras #EP23
  4. 4 days ago

    [Épice Talks] Karene Vilela - Diretora Comercial e de Marketing da Bacalhôa Vinhos de Portugal #EP03

    Como uma marca centenária continua relevante sem ficar presa ao passado? Neste episódio do Épice Talks, Karene Vilela, Diretora Comercial e de Marketing da Bacalhôa, apresenta os bastidores de uma das grandes casas de vinho de Portugal. Responsável pelo marketing global e pelos mercados das Américas e Reino Unido, Karene traz uma relação com a Bacalhôa que começou muito antes do cargo atual e hoje se traduz em decisões estratégicas sobre marca, mercado e inovação. A conversa passa pela presença da Bacalhôa nas principais regiões portuguesas, pelo peso estratégico do Brasil — seu maior mercado de exportação — e pelas transformações no comportamento de consumo. Premiumização, posicionamento no on-trade, sustentabilidade, enoturismo e inovação entram em pauta, além do lançamento do Catarina Zero, que leva uma marca tradicional para o crescente universo dos vinhos sem álcool e do mindful drinking. Mais do que falar sobre produtos, o episódio mostra como tradição, cultura, arte e negócio podem evoluir juntos. Karene compartilha uma visão prática sobre testar novos caminhos, entender as particularidades de cada mercado e manter uma marca histórica conectada ao consumidor contemporâneo. Um episódio para quem quer compreender não apenas o vinho português de hoje, mas também os movimentos que podem definir seu futuro.Destaques🍷 Da história pessoal à liderança global Karene cresceu próxima à Bacalhôa, frequentou vindimas, fez estágio na empresa e hoje lidera estratégias de marketing e negócios em diferentes mercados. 🇵🇹 Uma fotografia de Portugal Douro, Dão, Bairrada, Setúbal, Alentejo e Lisboa fazem parte de um grupo que reúne dezenas de quintas e castas, combinando identidade regional com a força da marca Bacalhôa. 🇧🇷 Brasil no centro da estratégia O país é o maior mercado de exportação da Bacalhôa e recebe o maior investimento de marketing internacional da companhia, resultado de décadas de presença, constância e construção de marca. 0️⃣ O desafio do vinho sem álcool Com o Catarina Zero, a Bacalhôa entra em uma categoria que Karene acredita ter vindo para ficar. A aposta é fazer vinho zero com qualidade pensada desde o vinhedo, e não apenas retirar o álcool de um produto qualquer. 🚀 Inovar também é recalcular a rota Mesmo em uma empresa centenária, lançar, testar, aprender e ajustar fazem parte do processo. O desafio é inovar sem comprometer a força de marcas que levaram décadas para serem construídas. 🌱 Sustentabilidade como parte do negócio Redução de peso das garrafas, gestão de água, energia, resíduos e pegada de carbono fazem parte da operação. Para Karene, sustentabilidade precisa gerar impacto ambiental positivo e também fazer sentido economicamente. 🍽️ Mais Portugal nas cartas de vinho Um dos próximos desafios da Bacalhôa no Brasil é ampliar sua presença no on-trade e ajudar a diversificar as cartas dos restaurantes brasileiros, ainda muito concentradas em poucos países produtores.

    [Épice Talks] Karene Vilela - Diretora Comercial e de Marketing da Bacalhôa Vinhos de Portugal #EP03
  5. 6 days ago

    [SommCast] Eduardo Chadwick - Presidente da Viñedos Familia Chadwick #EP176

    Poucos nomes ajudam a explicar a transformação do vinho chileno nas últimas décadas como Eduardo Chadwick. Presidente da Viñedos Familia Chadwick, grupo que reúne projetos como Viña Errázuriz, Seña, Viñedo Chadwick, Arboleda e Caliterra, ele relembra no SommCast uma trajetória construída com visão, persistência e uma ambição que, nos anos 1980 e 1990, parecia improvável: provar que o Chile poderia produzir vinhos capazes de competir no mesmo nível dos grandes ícones de Bordeaux, Toscana e Napa Valley. No centro dessa história está o Viñedo Chadwick, criado no antigo campo de polo de seu pai e transformado também em uma homenagem à memória da família. O episódio mergulha em um dos momentos decisivos dessa mudança de percepção: a histórica Cata de Berlim de 2004. Em uma degustação às cegas diante de críticos e profissionais internacionais, Viñedo Chadwick 2000 terminou em primeiro lugar e Seña em segundo, superando rótulos consagrados da França e da Itália. O resultado abriu portas, ganhou repercussão internacional e deu início a uma série de degustações pelo mundo que ajudaram a consolidar os grandes vinhos chilenos. Eduardo também conta sua relação com Robert Mondavi, a criação de Seña em 1995 e o aprendizado de que produzir um grande vinho não basta: é preciso saber apresentá-lo, construir reputação e contar sua história. Mas a conversa não vive apenas do passado. Chadwick analisa a queda global do consumo, a necessidade de reconectar novas gerações ao vinho, a premiumização do mercado brasileiro e o papel dos vinhos icônicos em um cenário cada vez mais competitivo. Também fala sobre sucessão familiar, enoturismo, formação de uma nova geração dentro da empresa e o desafio que ainda permanece: ampliar definitivamente a presença do Chile nos grandes restaurantes e mercados de luxo do mundo. Um episódio sobre vinho, claro — mas principalmente sobre visão de longo prazo, legado e a coragem de desafiar hierarquias que pareciam imutáveis. Destaques 🍷 A Cata de Berlim que mudou a história Viñedo Chadwick e Seña foram colocados às cegas diante de alguns dos maiores vinhos do planeta. O resultado não foi apenas uma vitória de dois rótulos: ajudou a romper o preconceito de que o Chile não poderia ocupar a elite mundial do vinho. 🌎 De desconhecido a protagonista Eduardo relembra um Chile que praticamente começava do zero no mercado internacional e todo o trabalho necessário para renovar vinhedos, modernizar bodegas, formar profissionais e conquistar reconhecimento. 🤝 O encontro com Robert Mondavi A parceria que deu origem ao Seña trouxe intercâmbio técnico, visão internacional e uma lição fundamental: qualidade precisa caminhar junto com posicionamento, marketing e capacidade de contar uma grande história. 🇧🇷 Brasil como mercado estratégico Chadwick destaca a proximidade histórica com o consumidor brasileiro e enxerga a evolução para vinhos de maior qualidade como uma oportunidade importante para os grandes rótulos chilenos. 🏛️ Construir luxo exige tempo Guardar safras antigas, realizar degustações verticais e provar a longevidade dos vinhos tornou-se parte essencial da estratégia para posicionar a família entre os grandes nomes do vinho mundial. 🌱 Legado e próxima geração Três das quatro filhas de Eduardo já participam do negócio, enquanto uma nova geração também assume responsabilidades técnicas. Mais do que preservar uma história, o desafio agora é garantir que ela continue evoluindo.

    [SommCast] Eduardo Chadwick - Presidente da Viñedos Familia Chadwick #EP176
  6. 21 Aug

    [A Origem do Sabor] Marcelo Pardin - Mestre alambiqueiro e fundador da Cachaça Pardin #EP16

    A cachaça pode ocupar o mesmo espaço de complexidade, técnica e prestígio de um grande whisky? Para Marcelo Pardin, mestre alambiqueiro e fundador da Cachaça Pardin, a resposta passa por estudo, experimentação e, sobretudo, curiosidade. Neste episódio de A Origem do Sabor, ele conta uma trajetória improvável: começou a se aprofundar no universo da bebida aos 45 anos, depois de buscar uma solução para aproveitar canas fora do padrão comercial, e transformou essa descoberta em uma obsessão por fermentação, destilação, madeiras e construção sensorial. A conversa mergulha no que existe por trás de uma cachaça de alta qualidade. Marcelo explica como higiene, fermentação, leveduras, origem da cana e destilação interferem diretamente no resultado — e mostra como diferentes regiões e matérias-primas podem criar perfis completamente distintos. Mas é nas madeiras e nos blends que sua inquietação aparece com mais força: há criações finalizadas em barris que receberam vinho do Porto e whisky, além de um acervo de 26 tipos de madeira usado para desenvolver bebidas únicas. A degustação ainda abre espaço para harmonizações com queijos e para uma reflexão importante: a cachaça brasileira evoluiu e hoje pode entregar destilados capazes de dialogar com grandes bebidas do mundo. Mais do que falar de bebida, o episódio fala de campo, transformação, cultura e identidade brasileira. Marcelo provoca ao lembrar que o desafio não termina no alambique: produzir algo extraordinário também exige saber posicionar, comunicar e vender. Entre técnica, paixão e empreendedorismo, o papo ajuda a enxergar a cachaça para muito além dos estereótipos. Um episódio para quem gosta de descobrir o sabor por trás do processo — mesmo que nunca tenha parado para prestar atenção em uma boa cachaça. Destaques 🥃 Da cana ao alambique — Como uma atividade ligada ao fornecimento de cana despertou em Marcelo a curiosidade que o levou a estudar cachaça, whisky, gin, café, chá e outros universos sensoriais. 🌱 Terroir também existe na cachaça — A mesma variedade de cana, cultivada em regiões diferentes, pode entregar características completamente distintas ao destilado. 🧪 Fermentação como ferramenta criativa — Marcelo experimenta diferentes leveduras para desenvolver perfis próprios, mostrando quanto da personalidade da bebida nasce antes mesmo da destilação. 🪵 Madeiras, tempo e blends — Carvalho, madeiras brasileiras e barris que já receberam outras bebidas entram em criações de longa maturação, algumas com anos de desenvolvimento e lotes extremamente limitados. 🧀 Cachaça também harmoniza — Queijos, café, charutos e coquetelaria mostram a versatilidade de uma bebida que ainda tem muito território gastronômico para conquistar. 📈 Produzir é só metade do desafio — Marcelo também fala sobre embalagem, concursos, posicionamento e marketing: fazer uma grande cachaça não basta se ninguém entender o valor que existe dentro da garrafa.

    [A Origem do Sabor] Marcelo Pardin - Mestre alambiqueiro e fundador da Cachaça Pardin #EP16
  7. 19 Aug

    [Boletim Tanin] O Primeiro Vinho do Brasil, Neymar e a Nova Era do Vinho Brasileiro #EP22

    A primeira “degustação de vinho” da história do Brasil aconteceu em 1500 — e deu errado. Pero Vaz de Caminha registrou a reação dos indígenas ao vinho trazido pelos portugueses. Décadas depois, Brás Cubas conseguiria produzir, em 1551, aquele que é considerado o primeiro vinho brasileiro de que se tem registro. No Boletim Tanin #22, Ana Leal conecta quase cinco séculos de história às principais movimentações do mercado atual: do vinho de Neymar, com garrafas que vão de R$ 59,90 a edições de dezenas de milhares de reais, à possível quarta Denominação de Origem brasileira e ao crescimento do enoturismo como negócio. Neste episódio: 🍷 A primeira experiência com vinho registrada no Brasil, em 1500, e a história de Brás Cubas e do primeiro vinho produzido por aqui. ⚽ O mercado se abasteceu para a Copa, mas o consumidor não respondeu como esperado: foram cerca de 280 milhões de garrafas colocadas no mercado no primeiro semestre, enquanto as vendas na ponta recuaram. 💰 A estratégia por trás dos vinhos de Neymar: uma mesma marca que vai de R$ 59,90 a R$ 50 mil, passando do atacarejo ao mercado de luxo. 🇧🇷 Campos de Cima da Serra caminha para se tornar a quarta Denominação de Origem de vinhos do Brasil, ao lado de Vale dos Vinhedos, Altos de Pinto Bandeira e Vales da Uva Goethe. 🇪🇸 Quem é Raúl Pérez, o enólogo espanhol que dominou os destaques do novo Guia ADEGA Espanha e ajudou a transformar Bierzo em uma das regiões mais comentadas do país. 🍷 Bordeaux ressuscita o clarete, um estilo de tinto mais leve e fresco, de olho em um consumidor que está mudando a maneira de beber vinho. 🍇 E o dado que muda a forma de enxergar uma vinícola brasileira: entre as propriedades pesquisadas que recebem visitantes, o enoturismo já representa 35% do faturamento. Mais do que notícias, o Boletim Tanin é leitura de mercado — para quem quer entender o vinho além da taça.

    [Boletim Tanin] O Primeiro Vinho do Brasil, Neymar e a Nova Era do Vinho Brasileiro #EP22
  8. 18 Aug

    [PodVenda+Vinho] Triplicando vendas de vinho: como saímos do restaurante tradicional para o multicanal #EP04

    Vender mais vinho nem sempre exige conquistar mais clientes. Muitas vezes, o crescimento está em vender melhor para quem já frequenta o negócio. Neste episódio do PodVenda+Vinho, Diego Bertolini conversa com Marcelo de Moraes, do Restaurante Amicci, sobre a transformação de uma operação tradicional em um ecossistema que conecta restaurante, empório, clube, eventos, importação própria e e-commerce. Marcelo compartilha uma trajetória de mais de 25 anos no mercado, construída entre serviço, compras, gestão, vendas e empreendedorismo. No Amicci, essa experiência foi aplicada para reorganizar a jornada do cliente: a adega deixou de ser apenas apoio do restaurante e passou a funcionar também como ponto de venda, com preços diferentes para consumo na casa, compra para levar e membros do clube. O vinho já representa 45% da receita do restaurante e, após os novos movimentos comerciais, a venda de garrafas para consumo em casa cresceu 46% no primeiro trimestre. O episódio mostra que multicanalidade não é simplesmente abrir vários canais, mas integrar cada ponto de contato de forma estratégica. CRM, histórico de compras, precificação, pós-venda, eventos e recorrência entram na conversa como ferramentas para aumentar eficiência e fidelização. Mais do que vender garrafas, o desafio é construir relacionamento e transformar cada cliente em uma oportunidade contínua de negócio Destaques 🍷 Do restaurante ao ecossistema O Amicci evoluiu de uma operação focada no salão para um modelo que reúne restaurante, empório, importação, eventos, clube e digital. A lógica é ampliar os pontos de contato sem perder a conexão entre eles. 🏷️ Três preços para a mesma garrafa Uma das mudanças foi criar preços distintos para consumo no restaurante, compra no empório e membros do clube. A estratégia respeita os custos de cada operação e cria um benefício claro para quem entra no relacionamento da marca. 📊 O vinho virou protagonista Hoje, o vinho representa 45% da receita do restaurante. O dado reforça que a categoria não precisa ser apenas complemento da gastronomia: com gestão e estratégia, pode se tornar uma unidade relevante de negócio. 📈 Crescimento de 46% Com equipe dedicada, CRM, contato ativo e foco na base existente, as vendas de garrafas para consumo em casa cresceram 46% no primeiro trimestre. Em uma feira gastronômica, foram 1.434 garrafas vendidas em dois finais de semana. 🧠 CRM é relacionamento Registrar histórico de compra, preferências e dados do cliente permite sugerir melhor, recuperar clientes inativos e estimular recompra. Antes de buscar novos leads, é preciso trabalhar melhor com quem já compra. 🌐 E-commerce vem depois da base Em vez de começar investindo pesado em mídia, o caminho foi estruturar primeiro a base local, o pós-venda e a recorrência. Depois, o e-commerce entra como extensão natural da operação. 🎟️ Eventos também são canal de venda Feiras, degustações e cursos geram autoridade, experiência e receita. Além de vender ingressos e vinhos, ajudam a educar o consumidor e criar comunidade. 📌 Gestão começa pelos números DRE, CMV, margem, recompra, cadastro e conversão precisam estar na palma da mão. A provocação final é direta: crescer não depende apenas de fazer mais, mas de ser mais eficiente com o que o negócio já tem.

    [PodVenda+Vinho] Triplicando vendas de vinho: como saímos do restaurante tradicional para o multicanal #EP04

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