Bloco Central

Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam os acontecimentos e os protagonistas da semana, com moderação de Paulo Baldaia. Quinze anos depois da estreia na TSF, os episódios passam a sair à quinta-feira, dia de Conselho de Ministros, no Expresso. A fechar, e como sempre, o bloco central de interesses, com sugestões para as coisas importantes da vida.

  1. 1日前

    Pedro Siza Vieira: “Ventura tem o seu rebanho e os seus eleitores não seguem outro pastor”

    Donald Trump não nos fez esperar para ficarmos a saber o que nos espera em 2026. Logo no primeiro fim-de-semana do ano, bombardeou Caracas, eliminou a segurança pessoal do presidente da Venezuela e extraditou Nicolás Maduro e a mulher para Nova Iorque onde começarão a ser julgados em Março. Até lá, Trump conta com a manutenção do regime venezuelano para ganhar muito dinheiro com a comercialização do petróleo. Para lá do que aconteceu e da forma como aconteceu, o presidente norte-americano e todo o seu séquito não perderam tempo a mostrar em que direcção vai o mundo: Colômbia, Cuba e Gronelândia são os próximos alvos. Por cá, entre ginjinhas e provas de vinho, os candidatos são diariamente chamados a comentar a espuma dos dias e não se torna fácil perceber o que fariam se fossem presidentes da República. Como esta sexta-feira há Conselho de Estado para debater a Ucrânia, a Venezuela e, talvez, a Gronelândia, o país deve poder contar com a diligente acção dos jornalistas na estrada, transformando todos os candidatos em conselheiros de Estado. As sondagens insistem em dizer-nos que, de certeza, haverá segunda volta a 8 de fevereiro com a grande incerteza de existirem cinco candidatos para duas vagas. Umas poucas dezenas de milhar de votos podem fazer a diferença e o voto útil passou a ser o tema mais importante da campanha. Está com o Bloco Central, a moderação da conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira é feita por Paulo Baldaia. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    1 小時 4 分鐘
  2. 1月2日

    2026: Com um novo Presidente haverá mais ou menos estabilidade? E a economia pode sofrer abalos vindos de fora?

    Estamos já em 2026, o ano em que vamos escolher um novo Presidente da República e despedir-nos de Marcelo Rebelo de Sousa. Quase tão importante como saber quem será o sucessor de Marcelo, pode vir a ser a eventual confirmação de André Ventura na segunda volta. Quem fica para trás nesse caso? E que consequência terão nos partidos estes resultados? Por mais voltas que a política dê e se reforce o papel do populista Ventura, não é expectável que venha aí nova crise política com legislativas antecipadas. Temas como possível revisão constitucional, incluindo debates sobre o papel do Presidente, número de deputados ou poderes do Estado, podem ganhar atenção política ao longo de 2026. A composição do Tribunal Constitucional também vai dar que falar. À volta do mundo, é previsível que 2026 será um ano marcado por desafios à ordem internacional, com crises humanitárias persistentes (por exemplo, no Sudão) e tensões geopolíticas que vão testar ainda mais os mecanismos tradicionais de cooperação global.  Nos Estados Unidos em particular, Donald Trump verá testada nas urnas a sua popularidade. Todo o congresso e um terço do Senado estará em jogo, para lá de uma série de Estados que também terão eleições para governador. No primeiro episódio do ano, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira vão olhar para a agenda e tentar perspectivar o que aí vem. Cá no burgo e no resto do mundo. A moderação da conversa é de Paulo Baldaia, a sonoplastia é de Salomé Rita See omnystudio.com/listener for privacy information.

    56 分鐘
  3. 26/12/2025

    Figuras e acontecimentos de 2025: Eleições legislativas, Ventura e os imigrantes

    A fechar o ano, é tempo de fazer balanços, eleger a figura e o acontecimento de 2025, por cá e à volta do mundo. A guerra da Ucrânia leva anos, a paz em Gaza fecha uma guerra que começou a 7 de outubro de 2023, reunindo o pior da humanidade com um hediondo ataque terrorista do Hamas seguido por um massacre do exército israelita. De tão presente, até podemos ser levados a pensar que Donald Trump tomou posse do segundo mandato há já bastante tempo, mas ainda não fez um ano. O tempo suficiente para acusar a Europa de estar decadente, depois de ajudar a revelar todas as fragilidades de um espaço europeu que dava como certo que a sua defesa seria assegurada pelo poder militar da América. Poder militar que agora ameaça a Venezuela, de uma maneira que nunca foi explícita em relação à Gronelândia e ao Canadá, mas que também estiveram na mira dos interesses do presidente dos Estados Unidos. Xi Jinping, que encara olhos nos olhos o poder de Washington, e Vladimir Putin, que aprendeu a tourear o ego de Trump, são os dois políticos que melhor souberam lidar com a nova política externa norte-americana. Por cá, a Spinumviva podia ter sido a palavra do ano, mas o povo que votou na sondagem da Porto Editora não ganhou para o susto com o apagão e o país descobriu que já não sabe viver sem internet. A verdade é que foi com o pretexto das suspeitas lançadas sobre Luís Montenegro e sobre a sua empresa familiar que fomos para umas eleições antecipadas que reforçaram a vitória da AD, catapultaram o Chega para liderança da oposição parlamentar e deixaram o Partido Socialista de rastos. A Justiça continuou a ser notícia quase diariamente muito por causa da actuação do Ministério Publico, de uma forma geral, e por causa das manobras dilatórias de José Sócrates, no caso particular do processo Marquês. Por cá e lá por fora, a migração é tema que alimenta o crescimento da extrema-direita e, em sentido contrário, fortalece o debate sobre o papel que os imigrantes têm em cada país onde trabalham, ajudando no crescimento da economia, contribuindo para a sustentabilidade da segurança social e dando algum calor ao inverno demográfico. A Figura do Ano e o Acontecimento do Ano são uma escolha dos comentadores residentes no Bloco Central, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. Paulo Baldaia faz a moderação da conversa, com sonoplastia de Salomé Rita. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    1 小時 10 分鐘
  4. 12/12/2025

    Siza Vieira: “O governo perdeu a mão no processo e não tem condições de aprovar a legislação laboral sem grandes alterações”

    Num país de pequenas e micro empresas, onde se torna impossível andar a contar o número de trabalhadores que aderiram à greve, governo e centrais sindicais fizeram o que sempre fazem na guerra dos números e todos sabemos que não foi nem oito, nem oitenta. Mas esta greve geral teve um teste de algodão a mostrar que foi um sucesso. A fórmula é do director do Público que nos lembra a mudança de posição do exímio leitor das massas. Se Ventura diz agora que “existem razões para um descontentamento generalizado” é porque a greve geral existiu mesmo. Porquê, pergunta o primeiro-ministro, parecendo ignorar que o seu governo tem em cima da mesa um ante-projecto de revisão da legislação laboral que mexe significativamente nas relações entre trabalhadores e empresas. Se dependesse de Luís Montenegro, a semana teria sido toda dedicada a discutir a medalha de mérito atribuída pela Economist. Político que é político até nas greves que defende aparece para trabalhar e houve debate presidencial na televisão já depois de ter havido debate no Parlamento. Por cá, há ainda que voltar a assinalar o reaparecimento do Procurador-Geral da República que se veio queixar de si próprio e repetir que, por ele, nem sequer estava no lugar em que está. Lá por fora, a coisa pia mais fino com o Documento de Estratégia Americana e a entrevista de Donald Trump ao Político. Tudo junto resume-se na estafada frase: o mundo está perigoso! Venha daí para uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de  Paulo Baldaia e sonoplastia de João Luís Amorim. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    1 小時 10 分鐘
  5. 05/12/2025

    Pedro Siza Vieira: “A atuação do Ministério Público no processo Influencer só não é pidesca, porque na PIDE havia quem mandasse”

    O Ministério Público faz questão de andar na crista da onda e nós por cá temos a função de surfar o que a actualidade nos dá. Esta semana, polícias que fazem parte de um gangue que escraviza imigrantes foram deixados em liberdade porque o tribunal entendeu não considerar, para efeitos de determinar as medidas de coação, escutas telefónicas que não estavam transcritas. Com alguma ironia, sugere-se ao Ministério Público que da próxima vez entreguem as escutas à Sábado para que as possam transcrever a tempo de serem apresentadas. Foi lá que pudemos ler as escutas —sem relevância criminal — do processo Influencer. Os procuradores sacudiram a água do capote e insinuaram que a fonte de informação pode ter sido algum dos advogados dos arguidos, porque há matéria que já não está em segredo de justiça interno. Este é o país onde se fazem 28 debates para escolher dois candidatos para a segunda volta das presidenciais, sendo certo que, pelo menos, mais um debate será feito para escolher o Presidente. Daremos nota do que pensam os comentadores residentes do Bloco Central, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, sobre esta campanha, a mudança de liderança do Bloco de Esquerda e sobre o embaraço que o governo diz sentir com as filas intermináveis que os turistas têm de ultrapassar para entrar em Portugal. A moderação da conversa é de Paulo Baldaia e a sonoplastia de Gustavo Carvalho. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    57 分鐘
  6. 28/11/2025

    Pedro Marques Lopes: “A nomeação de Carlos Alexandre para investigar o SNS cheira a República dos juízes por todo o lado”

    Desta vez, sem dramas, a partir desta quinta-feira o país tem o orçamento do próximo ano aprovado. Passou mais uma semana de pré-campanha, já lá vão sete debates, já só faltam 21, já todos os candidatos mostraram ao que vêm e o Presidente da República está muito satisfeito com o nível de esclarecimento. Mas ainda falta o Natal e a passagem do ano, antes dos candidatos irem para a estrada medir a temperatura ao povo eleitor. O conselho que podemos dar desde já é que a 18 de janeiro não se sinta desmobilizado, porque pelo menos neste ponto as sondagens não se vão enganar: haverá segunda volta a 8 de fevereiro, o domingo anterior ao fim-de-semana de Carnaval. Esta foi a semana em que o dia 25 de novembro ganhou honras de data histórica com sessão solene na Assembleia da República, a imitar o 25 de abril, mas sem cravos vermelhos E com rosas brancas. A cor da paz que não foi, no entanto, a cor da temperança com que o Presidente da República gostaria de ver desenhado o nosso futuro colectivo. A direita uniu-se para, reescrevendo a história, encontrar o seu dia, só que acabou por ser uma coisa da elite política sem festa popular, já que uma coisa é engalanar o Parlamento e fazer uma parada militar no Terreiro do Paço e outra bem diferente é dar o estatuto de feriado ao dia D, de Democracia, e permitir ao povo descansar ou fazer a festa. À espera de fazer a festa, já lá vão quase quatro anos, a Ucrânia recebeu um plano de capitulação preparado entre norte-americanos e russos, o plano evolui para um plano de paz que foi aceite por Kiev mas, obviamente, deixou de ter o apoio de Moscovo. A guerra? Continua! No Bloco Central, semanalmente Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira comentam a actualidade nacional e internacional, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    59 分鐘
  7. 21/11/2025

    Marques Lopes: “Cristiano Ronaldo optou por vender a sua influência a quem lhe paga mais”

    Esta é a semana em que foi dado o tiro de partida para a longa caminhada até 18 de janeiro, que vai ter 28 debates até à semana de Natal. Estes frente-a-frente terminam com a dupla que todas as sondagens - é melhor dizer quase todas as sondagens - indicam serem os favoritos a passar à segunda volta: Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes. É também a semana em que o homem que tem mais seguidores à face de Terra - nas redes sociais, claro está - acompanhou o patrão - um dos homens mais ricos do mundo - numa viagem de negócios à Casa Branca, onde vive o homem mais poderoso do mundo. Por cá, como é habitual, passamos muito rapidamente de um orgulho desmedido por Cristiano ser recebido por Trump para um coro de criticas por Ronaldo dar cobertura política a uma monarquia absoluta e teocrática. Na Ucrânia, as coisas correm mal no campo de batalha e muito mal no campo diplomático. Os Estados Unidos apresentaram um plano de paz que mais parece um plano de capitulação desenhado no Kremlin. As coisas ficam ainda mais difíceis para Zelensky e para a Europa porque o Reino Unido já veio dizer que apoia o plano. E dos trabalhistas britânicos chegam também sinais do que parece ser uma capitulação face ao crescimento da extrema-direita anti-imigração liderada por Nigel Farage: o governo anunciou medidas 'históricas' para endurecer política de asilo e conter imigração. Lá fala-se de “bilhete dourado”, por cá a expressão é “portas escancaradas”. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    1 小時 6 分鐘

關於

Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam os acontecimentos e os protagonistas da semana, com moderação de Paulo Baldaia. Quinze anos depois da estreia na TSF, os episódios passam a sair à quinta-feira, dia de Conselho de Ministros, no Expresso. A fechar, e como sempre, o bloco central de interesses, com sugestões para as coisas importantes da vida.

Expresso的更多作品

你可能也會喜歡