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  1. Nancy Gomes: “Vamos ter problemas para perceber a dimensão desta catástrofe na Venezuela”

    1日前

    Nancy Gomes: “Vamos ter problemas para perceber a dimensão desta catástrofe na Venezuela”

    A terra tremeu na Venezuela. Dois sismos, quase em simultâneo, de magnitude superior a 7 na escala de Ritcher, derrubaram edifícios em várias cidades e provocaram, até ao momento, quase duas centenas de mortos e desalojaram milhares de pessoas. O ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou a morte, pelo menos, de um cidadão português, que foi retirado com vida dos escombros, mas que morreu a caminho do hospital, e o desaparecimento de outros quatro. O número real de vítimas deve ser bastante mais elevado. Segundo estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos, há uma forte probabilidade de que venham a ser registadas mais de dez mil vítimas mortais. A ONU está a coordenar “o envio rápido de equipas de busca e salvamento urbano”, vindas de todas as partes do mundo. Portugal vai enviar uma equipa de 53 profissionais de emergência médica e salvamento e a Comissão Europeia activou o Mecanismo de Protecção Civil da União Europeia para responder de forma coordenada. A convidada deste episódio é a lusovenezuelana Nancy Gomes, professora na Universidade Autónoma de Lisboa, onde lecciona e coordena a Cátedra de Estudos Iberoamericanos. Nancy Gomes, que lançou, ontem, o livro Venezuela, país em Suspenso, considera que será difícil perceber a "verdadeira dimensão desta catástrofe". See omnystudio.com/listener for privacy information.

    17 分鐘
  2. A nova prestação social única negociada entre PSD e PS deixa os imigrantes em paz

    2日前

    A nova prestação social única negociada entre PSD e PS deixa os imigrantes em paz

    Em Houston, nos Estados Unidos, às portas do estádio onde Portugal ia jogar, o primeiro-ministro pediu espírito de equipa para se garantir a aprovação da Prestação Social Única. Compreende-se o pedido. O Governo foi na semana passada surpreendido com o chumbo da legislação laboral e tinha de evitar a todo o custo uma nova derrota. Até porque há prazos rígidos para se evitar a perda de cerca de 600 milhões de euros, uma penalização inscrita no acordo do PRR. Só que, para que esse espírito de equipa fosse garantido, era obrigatório superar barreiras políticas sensíveis. Como é hábito, o Chega não perdia a oportunidade de voltar a atacar os imigrantes, colocando o Governo numa situação passível de inconstitucionalidade. E o PS colocava obstáculos no plano dos princípios que pareciam comprometer a negociação. No final, porém, tudo acabou em bem. O espírito de equipa entre as bancadas parlamentares do PSD e do PS conseguiu desenvolver um processo negocial que viabiliza a prestação social única. Quem ganhou e quem perdeu? Ambos. Como é apanágio das boas negociações O PS consegue travar o canal de denúncias e limitar o trabalho social, uma obrigação da primeira versão da lei. Os que recebem a prestação podem ser obrigados a trabalhar em serviços sociais ou de utilidade pública, mas agora no âmbito de contratos de inserção. Teses importantes do Governo, como o reforço do escrutínio e dos meios de combate à fraude, também constam na versão final que vai a votos esta quinta-feira. Fora do acordo fica a exigência do Chega em deixar os imigrantes fora do alcance das prestações sociais durante cinco anos. Um acordo possível, moderado, melhor que a versão inicial? Oportunidade para falarmos com Paula Campos Pinto, Doutorada em Sociologia, Professora Associada no  Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade de Lisboa, onde fundou e coordena o Observatório da Deficiência e Direitos Humanos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    16 分鐘
  3. A demissão de Keir Starmer, entre o fracasso, o altruísmo e um país ansioso e descrente

    4日前

    A demissão de Keir Starmer, entre o fracasso, o altruísmo e um país ansioso e descrente

    Na política contemporânea ainda há lugar para surpresas que nos convidam a discutir temas em desuso. Como o desprendimento, o empenho no interesse nacional, o serviço público ou o respeito pelas regras da democracia nos partidos. Keir Starmer, o primeiro-ministro do Reino Unido, demitiu-se ontem e no seu discurso, do qual ouvimos uma pequena parte, estão elencadas muitas destas questões. No essencial, porém, o que ele disse aos seus concidadãos e ao mundo é que deixara de ser a pessoa indicada para dirigir o Partido Trabalhista nas suas próximas batalhas. Que era incapaz de se manter em funções. E disse também que chegara a essa conclusão depois de medir o grau de aprovação dos seus deputados ao seu mandato como líder partidário e como primeiro-ministro. É cada vez mais raro haver gestos destes na política. Starmer teve 718 dias de mandato em Downing Street. Falta ainda muito tempo para acabar a legislatura. Mas esse muito tempo ia obriga-lo a um combate político com os seus deputados e líderes partidários que não seria bom para ninguém – até para ele, que se arriscava a perder essa batalha. Como muitos analistas observaram, Keir Starmer não foi um bom primeiro ministro: falhou muitas das suas metas e revelou-se como um líder sem clareza de propósitos e com falta de uma visão e propostas assumidas para o seu país. Depois da derrota das autárquicas em Maio, sabia que jamais seria capaz de restaurar a sua autoridade no partido ou a sua liderança no país. Tratou por isso de esperar que um dos seus rivais declarados, o ex-presidente da Câmara de Manchester, Kenny Burnham, fosse eleito para o parlamento, o que aconteceu na passada quinta-feira, para entregar os destinos do parlamento e do governo aos membros do seu partido. Em Setembro, os trabalhistas e o Reino Unido terão um novo homem no leme. Faz pouco sentido avaliar se Starmer fez o que pôde, ou se podia fazer mais. Mais importante é notar que o Reino Unido consumiu o seu sexto primeiro-ministro em dez anos. Que, depois de resistir às vagas do extremismo europeu dos anos de 1920, o país está ameaçado pela extrema-direita de Farage. Ou que os custos do Brexit, cujo referendo aconteceu faz hoje dez anos, são cada vez mais assombrosos. O que se passa no Reino Unido? Tema para uma conversa com o jornalista António Saraiva Lima. O António é jornalista da equipa do internacional do PÚBLICO e acompanha com particular proximidade o noticiário do Reino Unido. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    15 分鐘
  4. Montenegro em Congresso entre o Portugal maior, o unanimismo e a descentralização

    6月19日

    Montenegro em Congresso entre o Portugal maior, o unanimismo e a descentralização

    Luís Montenegro ficou feliz com os resultados das eleições directas do PSD que o reconduziram na liderança durante mais dois anos com uma expressiva maioria de 94,8% dos votos.  Mas convém situar com exactidão o que é a expressiva demonstração de adesão de que o primeiro-ministro fala nesta comunicação divulgada nas redes sociais. É que nas eleições directas votaram menos de 15 mil militantes. Ou seja, a abstenção foi superior a 70%. Ainda assim, Montenegro tem razões para partir para o 43º Congresso do PSD, este fim-de-semana em Sangalhos, Anadia, com optimismo. É um líder incontestado. Conseguiu devolver o poder ao partido e preservá-lo já lá vão mais de dois anos, para lá de ter conquistado a hegemonia nas autonomias e nos municípios. Não admira por isso que uma das suas maiores preocupações seja saber o que fazer para manter as expectativas dos seus eleitores vivas. A ambição do Portugal maior, o título da sua moção, porém, surge num contexto desafiante para o Governo. O contexto internacional está difícil e as previsões de crescimento da economia ruíram perante a realidade. As velhas debilidades estruturais do país, como o desequilíbrio da balança externa e o recuo das exportações, ressuscitam o fantasma do país que se endivida para consumir. Mas, como é hábito nestes conclaves, não é disso que o Congresso vai falar. Montenegro preocupa-se antes em sublinhar os traços do velho dinamismo do PSD para prometer um país mais moderno e competitivo. Não haverá assim espaço para debater as mudanças programáticas do PSD que o colocam mais perto do CDS e do Chega e mais longe da sua matriz social-democrata. Por imposição das bases, haverá apenas um discurso crítico aos excessos do centralismo português. Que acabará no vazio ou em vagas proclamações, até porque nada no programa do Governo autoriza a expectativa da verdadeira descentralização: a que a Constituição de 1976 consagrou na regionalização. O que podemos então esperar deste congresso? Uma clarificação, um debate útil para o partido, o Governo e a sociedade, ou apenas uma encenação para ungir o primeiro-ministro com a bênção da unanimidade e dos consensos? Ponto de partida para uma conversa com José Palmeira, professor assistente no departamento de ciência política da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho e director do Perspectivas, Jornal de Ciência Política. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    17 分鐘
  5. Ouça a estreia do novo podcast do PÚBLICO dedidaco ao Mundial. António Simões: “Portugal foi a melhor equipa daquele Mundial e isso ninguém me tira”

    6月18日

    Ouça a estreia do novo podcast do PÚBLICO dedidaco ao Mundial. António Simões: “Portugal foi a melhor equipa daquele Mundial e isso ninguém me tira”

    Os “Magriços”, assim ficou conhecida a primeira selecção portuguesa num Mundial de futebol. Chegou, viu e venceu, por esta ordem, a Hungria, a Bulgária e o Brasil. Sim, o Brasil tinha Pelé, mas Portugal tinha Eusébio, a liderar a primeira grande geração de ouro do futebol português, baseada em grandes equipas do Benfica e do Sporting nos anos 1960. O ponto alto dessa estreia é aquele que, 60 anos depois, continua a ser um dos jogos mais extraordinários da história dos Mundiais. Um jogo em que a Coreia do Norte marcou logo no primeiro minuto e, aos 25’, já estava a ganhar por 3-0. Um jogo em que Eusébio marcou quatro golos seguidos e empurrou Portugal para as meias-finais. Portugal não foi mais longe do que isto, eliminado pela Inglaterra, que seria campeã no seu próprio Mundial, mas ainda teve um epílogo feliz, ao ganhar o terceiro lugar à URSS, a tal classificação que nunca foi igualada. António Simões esteve nesse Mundial, era o mais novo da selecção portuguesa, mas titular indiscutível na frente de ataque, um extremo que gostava de fintar, mas cujo único golo no Inglaterra 66, ao Brasil, foi de cabeça. Ele é o convidado do PÚBLICO no podcast que vai ser uma viagem no tempo, pelo passado de todas as selecções de Portugal que chegaram ao Mundial. Este é o primeiro episódio do podcast 8 Mundiais: Eu estive lá, com sonoplastia de Margarida Adão. O relato é de Rui Miguel Mendonça e a capa de João Mota.   See omnystudio.com/listener for privacy information.

    52 分鐘
  6. Governo quer travar gastos com médicos tarefeiros: o problema é que sem eles o SNS colapsa

    6月18日

    Governo quer travar gastos com médicos tarefeiros: o problema é que sem eles o SNS colapsa

    A escalada de tensão é o culminar de um longo braço de ferro feito à força de portarias regulamentares e decretos-lei redigidos e aprovados com um único propósito: reduzir o peso e o custo que os chamados médicos tarefeiros têm nas contas do Serviço Nacional de Saúde. Em 2025, o Estado gastou 250 milhões de euros, mais 17% que no ano anterior, a contratar estes profissionais de modo a evitar mais episódios de encerramentos ou caos em serviços dos hospitais.  Não é só o problema do dinheiro que conta. Ao ter de abrir os cordões à bolsa para atrair tarefeiros, o Governo acabou por discriminar negativamente os médicos do quadro do SNS. Um decreto-lei publicado esta semana autoriza os hospitais a pagar mais incentivos a estes médicos para lá do que está previsto na lei. Mas impõe uma contrapartida: por cada cem euros gastos nos incentivos ao pessoal do quadro, os hospitais têm de poupar 120 na contratação de serviços externos. Mais, os pagamentos aos médicos podem agora chegar a 10 blocos de 48 horas com valores de remuneração crescentes.  Será isto suficiente ou, como dizem médicos, sindicatos e a ordem, uma espécie de remendo no SNS? Na resposta, impõe-se uma outra pergunta: por que razão há 4600 médicos dispostos a trabalhar à tarefa que recusam integrar o quadro do SNS?  Oportunidade para uma conversa com Inês Schrek, jornalista do PÚBLICO especializada no acompanhamento da área da Saúde na equipa de Sociedade do jornal. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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