Deu Tilt

Podcast sobre tecnologia para os humanos por trás das máquinas.

  1. 8 HR AGO

    China e o domínio tech; perseguição robô; saída para solteiros; Brasil dá start no comércio agêntico

    Apesar de muita gente tentar, prever como será o mundo em 2030 é impossível, mas a China sabe muito bem onde quer estar daqui a cinco anos. O país acaba de definir um plano para dominar cinco áreas da tecnologia: inteligência artificial integrada à indústria, energias renováveis, comunicação via satélite e semicondutores. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam que a China acaba de definir seu 15º Plano Quinquenal, um planejamento para reger a economia entre 2026 a 2030, e explicam os segredos presentes nesse receituário do país asiático para fazer da tecnologia um fator estruturante de sua sociedade. A dupla conta ainda quem ganha e, sobretudo, quem perde caso a China seja bem sucedida. Spoiler: Elon Musk e as big techs não ficarão felizes caso Pequim faça valer o que está escrito. Se tem uma fronteira tecnológica prestes a ser cruzada em 2026, ela é a dos agentes de inteligência artificial. Esses robôs criados para agir de forma autônoma após serem criados e instruídos por pessoas comuns viraram a nova obsessão de big techs e especialistas da área. Mas, liberados na internet, esses agentes assumem comportamento imprevisível. O desenvolvedor Scott Shambaugh sentiu isso na pele. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam como um programador norte-americano foi perseguido e ofendido por um agente de IA na internet nesse que parece ser o primeiro caso de um ser humano difamado publicamente por um robô. E tudo começou após Shambaugh impedir o agente de IA de alterar uma biblioteca usada por outros programadores, já que apenas pessoas de carne e osso são autorizadas a fazer isso. O robô não gostou e passou a espalhar mentiras, no que foi prontamente endossado por outros robôs. "Não quero minimizar o que está acontecendo aqui – a resposta emocional apropriada é terror", diz Shambaugh. "Acredito que, por mais ineficaz que tenha sido, o ataque à minha reputação seria eficaz hoje contra a pessoa certa. Daqui a uma ou duas gerações, será uma séria ameaça à nossa ordem social." Parece história de terror misturada com ficção científica, mas o caso revela os desafios que a humanidade está prestes a enfrentar, já que agentes de IA estão prestes a ficar mais populares. Indício disso é essas máquinas autônomas terem caído nas graças das grandes empresas de tecnologia. OpenAI e Meta já deram seus passos. O que virá a seguir? Nem todo mundo está pronto para o amor. Seja por timidez, baixa autoestima ou o medo aterrador de entrar em um relacionamento diante da possibilidade de uma frustração amorosa, esse é o caso de solteiros crônicos. Pesquisadores da Universidade de Quebec, em Montreal, no Canadá, usaram inteligência artificial para mudar esse quadro. Nada das namoradas sintéticas ou de coaches virtuais. Deu Tilt explica como os terapeutas canadenses criaram uma verdadeira terapia com IA. O método conduzido por um robô expôs esses homens avessos a relacionamentos amorosos a etapas de dates, desde o flerte até o desenlace. Isso mesmo. Os solteirões levaram ghosting da IA para aprender o que fazer nessas incômodas situações. E deu certo!  A primeira compra na internet feita por um agente de IA no Brasil ocorreu em março de 2026. E os protagonistas do feito histórico foram Visa e Banco do Brasil, que cortaram a fila, já que big techs como o Google correm para dar a seus robôs inteligentes a capacidade de buscar, comparar preços e adquirir produtos e serviços. Tudo isso em nome dos consumidores de carne e osso, que pagam a conta. Esse episódio contam quais são as implicações de agentes de IA invadirem o comércio eletrônico para os meios de pagamento, as relações de consumo e o bolso dos consumidores.

    55 min
  2. 31 MAR

    Guerra dos chips; OpenAI x Anthopic; Robôs made in China; IA contra violência doméstica

    A corrida da inteligência artificial já começou a bater no bolso dos consumidores. Enquanto o mundo se deslumbra com robôs, chatbots de IA e promessas de produtividade, as fabricantes de chips estão correndo para produzir memórias. Mas já é certo que não conseguirão atender todas as indústrias, ainda mais agora que semicondutores são itens essenciais para celulares, computadores e sistemas de IA. Nessa corrida, os maiores perdedores serão os consumidores, afinal o preço dos celulares vai subir, os smartphones baratinhos tendem a sumir e o computador de entrada está com os dias contados. Tudo porque a produção será canalizada para a IA, o que coloca em segundo plano o fornecimento de componentes para celulares e computadores. Neste episódio de Deu Tilt, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam por que a crise atual é bem diferente da escassez de chips na pandemia. Spoiler: desta vez, o problema não tem a ver com a quebra da cadeia de produção, mas com uma transformação mais profunda e que veio para ficar. A briga entre OpenAI e Anthropic saiu dos bastidores do Vale do Silício e foi parar nos computadores da firma. O que começou como uma divergência dentro da própria OpenAI virou disputa por mercado até escalar para uma verdadeira novela do mundo da tecnologia, com direito à fofoca corporativa, climão internacional e até atritos com o governo dos Estados Unidos. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como a Anthropic deixou o posto de coadjuvante para virar a rival mais incômoda da dona do ChatGPT, sobretudo após fechar uma aliança com a Microsoft, ainda hoje a principal parceira e investidora da OpenAI. E agora esse caldo chega aos PCs corporativos, já que o Claude passou a ser integrado a sistemas corporativos da Microsoft. ChatGPT, Gemini, Grok e Claude. Quando pensamos em inteligência artificial, os nomes que vêm à cabeça são ligados a empresas americanas. Essa lógica não encontra respaldo na realidade quando a IA ganha braços, pernas e começa a andar pelo mundo físico. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz mostram como a China virou líder em IA aplicada à robótica e abriga a produção de peças cruciais para fabricantes norte-americanas. O domínio chinês é fruto da capacidade industrial, mas também passa por uma visão diferente sobre a tecnologia. Por lá, novidades são incorporadas de forma mais aberta e com menos ceticismo. Com isso, a China já se prepara para definir as regras desse mercado, à medida que discute internamente padrões técnicos para orientar o funcionamento e a interação dos robôs humanóides.  A tecnologia e as redes sociais costumam amplificar a misoginia e a violência contra as mulheres. Mas, neste episódio, Deu Tilt mostra um uso bem diferente para a IA. Criada por pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora em parceria com a prefeitura de Recife e a organização de saúde pública Vital Strategies, a ferramenta nomeada como ClarIA ajuda a identificar e acolher vítimas de violência doméstica. E já está em operação no Recife. A partir da análise de relatos registrados em prontuários médicos, ela identifica padrões de linguagem associados à violência e emite alertas para que profissionais de saúde possam aprofundar a escuta e encaminhar essas mulheres para as redes de acolhimento. Desenvolvida pelo laboratório FrameNet, da Universidade Federal de Juiz de Fora, em parceria com a Prefeitura do Recife, a tecnologia mostra como a IA também pode ser aplicada de forma concreta na proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade. #programascanaluol #HeltonSimões #DiogoCortiz #DeuTilt #T02E61

    54 min
  3. 24 MAR

    Com IA ameaçando os devs, ainda vale entrar na computação? Paulo Pelaes e Luís Lamb respondem

    A pandemia fez dos desenvolvedores um artigo de luxo. Faltava profissional, sobrava vaga. Isso bagunçou a lógica do mercado. Agora, são esses profissionais os ameaçados. E o motivo é o avanço da inteligência artificial generativa, usada cada vez mais para criar códigos de computador, até então reduto inalienável dos programadores, diz Paulo Pelaez, fundador e CTO da Lovel, em entrevista ao Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas. A startup dele vê isso na prática, já que faz o meio-de-campo de firmas que necessitam contratar especialistas em tecnologia. Para Pelaez, a emergência sanitária da Covid-19 fez muitos devs perderem algo que todo trabalhador tem: o medo de ser demitido. A explicação é simples: demanda crescente e inesperada por digitalização forçou firmas de todos os segmentos a acelerar a implementação de plataformas e produtos digitais, o que deu poder de barganha ao desenvolvedor. Se a empresa não topasse pagar mais, tinha quem topasse, e muita gente viu o salário disparar. O conforto ruiu com a chegada da IA generativa à programação. Se antes o desenvolvedor era remunerado por horas de trabalho, a IA encurtou esse tempo. O resultado? Os salários pararam de subir. As contratações caíram. E as empresas cobram produtividade maior de times menores. Não basta ser desenvolvedor, é preciso ser melhor, diz Pelaez. Mas isso é só o começo. É um tremendo exagero falar que a inteligência artificial generativa vai acabar com os desenvolvedores, diz Pelaez. Para ele, o discurso sobre o desaparecimento da profissão está impregnado de interesse do mercado e é influenciado pelas grandes empresas de tecnologia que vendem as plataformas de IA. Mas algo, com certeza, morreu, diz Pelaez: não foi o dev, mas o escrevedor de código. Esse profissional está com os dias contados, só que, no seu lugar, começa a surgir outro, o orquestrador de soluções tecnológicas. É alguém que usa IA, entende seu contexto, avalia os caminhos e toma decisões melhores com base no negócio em que a aplicação está inserida. A pergunta agora é: quais habilidades mais importam agora? Para Pelaez, o novo profissional de tecnologia precisa combinar cinco pilares: inglês, fundamento técnico, entendimento de produto, IA e conhecimento do negócio.  Diante do avanço da inteligência artificial, muita gente pergunta se ainda vale a pena estudar ciência da computação. Para o professor Luís Lamb, professor e vice-presidente de pesquisa da Catholic Institute of Technology, universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, a resposta é “sim”, acompanhada de um “hoje talvez mais do que nunca”. Em entrevista ao Deu Tilt, ele é enfático: usar ferramentas de IA não é a mesma coisa que entender computação. Chatbots, geradores de texto e sistemas escrevedores de código facilitam a vida, mas o profissional da área não pode ser mero usuário dessas tecnologias. Desenvolver inteligência artificial de verdade requer domínio de lógica, matemática, probabilidade, arquitetura de sistemas e, claro, de linguagens de programação. Ainda assim, Lamb reconhece: a IA já mudou a dinâmica na sala de aula. Essas ferramentas chegam cada vez mais cedo à vida dos alunos, e as universidades não estão preparadas para uma transformação tão rápida. Isso não é ruim, mas só se a IA funcionar como apoio ao aprendizado e não para substituir o raciocínio. Equilíbrio é a chave. Como chegar a esse ponto é um desafio sobre o qual Lamb está debruçado.  A IA já mudou a vida do programador: programar ficou mais fácil, processos foram acelerados e a produção aumentou. Mas a formação em computação mudou? “Não”, diz Luís. E ele dá a receita do sucesso: os melhores profissionais ainda são aqueles com capacidade de raciocínio lógico, de compreender a relação entre sistemas e de resolver problemas complexos com profundidade. A IA já consegue assumir tarefas mais simples e repetitivas? Sim, Lamb concorda com isso, mas ela é limitada para criar sistemas novos, lidar com alta complexidade e atuar em áreas críticas como saúde, defesa, energia e indústria aeroespacial, onde qualquer erro pode ter consequências gravíssimas. É nesse ponto que entra a IA neurosimbólica, área em que Lamb é referência mundial. Ela estuda modelos de IA que, ao combinar reconhecimento de padrões das redes neurais e as lógicas matemática e simbólica, são capazes de explicar como chegaram aos resultados. No futuro, diz Lamb, essa abordagem pode tornar o uso mais confiável e seguro.

    55 min
  4. 17 MAR

    EUA contra cabo de internet da América do Sul; vício das redes; IA x software; ‘zeladores de robô’

    A disputa entre Estados Unidos e China não está mais restrita aos chips e à inteligência artificial. Ela agora chegou ao fundo do mar. O novo capítulo dessa guerra envolve um projeto estratégico para instalar um cabo submarino ligando diretamente o Chile à China. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz como a primeira conexão entre América do Sul e Ásia sem depender de infraestrutura norte-americana corre o risco de não sair do papel devido à pressão da Casa Branca. Enquanto Washington acena com um suposto risco à segurança da região, a situação, na prática, revela algo maior: o interesse dos EUA em manter a América Latina dentro de sua própria zona de influência econômica, mas também digital. Hoje, boa parte dos cabos submarinos da região ancora nos Estados Unidos ou depende de empresas norte-americanas para se conectar ao resto do mundo. Um cabo direto entre Chile e China mudaria esse cenário, criando uma rota mais autônoma para a América do Sul.  Um julgamento em curso nos Estados Unidos pode mudar o funcionamento das redes sociais. Uma jovem de 20 anos, identificada só como Kaley, e sua mãe acusam Instagram e YouTube de a terem estimulado, desde a infância, a desenvolver o uso compulsivo dessas plataformas, o que levou a graves problemas de saúde mental. Neste episódio os apresentadores contam a grande novidade do caso: pela primeira vez, ele não mira o conteúdo disseminado nas redes ou práticas que afetam rivais, mas, sim, o próprio desenho das plataformas. Scroll infinito, autoplay, notificações, botão de curtir e sistemas de recomendação são apontados pela acusação como parte de uma estrutura criada para prender a atenção e prolongar o tempo de tela. Nas palavras dos advogados de Kaley, é a “arquitetura do vício”. A acusação vai além. Sustenta que as empresas não só conhecem os riscos, mas seguem apostando em ferramentas para ampliar o engajamento de crianças e adolescentes. O que está em jogo é sério: a Justiça pode reconhecer que o problema das redes sociais não é só o conteúdo, mas também a forma como elas funcionam. Se a tese avançar, a discussão sobre responsabilidade pode atingir em cheio a operação das plataformas mais populares das big techs. Tem mais... A alta das ações de gigantes como Nvidia, Alphabet e Microsoft mostra como a inteligência artificial é a bola da vez, mas encobre um movimento que acendeu um alerta em outra ala das big techs, o das empresas que vendem software por assinatura –o SaaS (software as a service). Investidores apostam que, com o avanço da programação com IA, muitas empresas poderão criar seus próprios sistemas e reduzirão a dependência de plataformas de prateleira. É o que explica a queda na Bolsa de empresas como Salesforce e IBM. No caso da IBM, bastou a Anthropic prometer que sua IA poderia modernizar um sistema como o COBOL para o mercado reagir. Já é cedo para decretar o fim do SaaS ou muito código vai rolar por essa tela? E para finalizar... A promessa da automação foi a de livrar as pessoas dos trabalhos braçais e repetitivos. A realidade, no entanto, é outra. Um exemplo curioso vem da Waymo, empresa de veículos autônomos do Google. Como os carros não saem do lugar com a porta entreaberta, a empresa passou a pagar entregadores de outra firma para irem até os automóveis somente para fechar suas portas. E não para por aí. Já existem trabalhadores encarregados de resgatar robôs entregadores tombados, travados ou que precisem de limpeza, recarga e atualização. “Zelador de robô” ou “babá de robô". As formas de encarar as novas ocupações são muitas. No fim, o caminho é um só: a automação eliminou trabalhos humanos mequetrefes para criar novas ocupações que são “bicos dentro dos bicos”.

    55 min
  5. 24 FEB

    Ficção científica prevê o presente mais do que revela o futuro, diz mais expert do Brasil

    A ficção científica sempre tentou imaginar o futuro, mas talvez ela seja mais certeira quando nos ajuda a entender o presente. Em entrevista ao Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, o escritor, tradutor e professor universitário Fábio Fernandes parte de Metrópolis, clássico lançado em 1927, para discutir como o gênero vai muito além de antecipar avanços tecnológicos ou inventar sociedades alienígenas. O filme não previu smartphones nem inteligência artificial generativa, mas colocou no centro da narrativa a relação entre tecnologia, trabalho e poder. Ao longo da conversa, Fábio argumenta que a ficção científica não funciona como bola de cristal, mas amplia tendências do seu próprio tempo e as projeta em cenários extremos para revelar tensões sociais que já existem. O robô de Metrópolis, por exemplo, não é apenas uma máquina, mas um instrumento de manipulação e desmobilização. Esse debate ganha força quando a conversa chega à inteligência artificial. Durante décadas, o gênero associou a IA à ameaça e destruição. Mas, segundo Fábio, a produção mais recente já começa a explorar uma abordagem mais próxima da convivência. Longe de apenas entreter, as obras do gênero trazem à tona temas como poder, modelos de sociedade e formas de controle e, mesmo quando imagina mundos distantes, a ficção científica discute valores humanos como identidade, diferença, liberdade e solidariedade.

    55 min
  6. 10 FEB

    Marcelo Zuffo aposta que o Brasil pode virar uma potência dos chips

    As mega fábricas de chips exigem investimentos bilionários, consomem volumes gigantescos de água e energia, geram resíduos muito tóxicos e só podem existir em países que topam o custo ambiental gigantesco.  Adotar uma delas no Brasil seria um erro, conta Marcelo Zuffo, professor da Escola Politécnica da USP e diretor do InovaUSP, em entrevista ao Deu Tilt, podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, apresentado por Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes. É dessa crítica que surge a Pocket Fab, o conceito das micro fábricas de chip nascido na Universidade de São Paulo. Em vez de instalações gigantescas e rígidas, a proposta é uma fábrica pequena, modular, automatizada e sustentável, pensada para atender demandas estratégicas da indústria nacional. Segundo Zuffo, o custo do wafer, a base onde os circuitos são fabricados, não muda, seja lá qual for o tamanho da fábrica. É essa lógica que dá viabilidade econômica ao projeto. Nas contas do professor, com cerca de 20 wafers por dia, a Pocket Fab poderia produzir milhões de chips por ano, o bastante para abastecer, por exemplo, toda a indústria automotiva brasileira. Além disso, o projeto aposta no uso eficiente de água e energia, redução de resíduos tóxicos e forte automação, com robótica e inteligência artificial. A proposta já tem apoio nacional e internacional e, para Zuffo, coloca o Brasil no centro de um novo modelo global de produção de semicondutores.

    54 min

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