Deu Tilt

Podcast sobre tecnologia para os humanos por trás das máquinas.

  1. 8 hr ago

    25 anos diante da tela; Arrependidos do Tokkenmaxxing; O império de Karen Hao; Quero ser Elon Musk

    Muita gente não sabe o que fez no celular na semana passada. Mas o aparelho não esconde: você provavelmente ficou mais de 9 horas com a cara grudada na tela dele. Essa, ao menos, é a média que o brasileiro gasta diante da telinha do smartphone, segundo levantamento da Bain & Co. Esse tempo monumental dedicado ao dispositivo, no entanto, tem consequências. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam quantos anos você passará diante de telas se não fizer nada para frear essa dependência. Explicam por que você cai nas garras dessa relação de amor e mais amor com o smartphone. E contam que há saída: configurações simples são o começo para passar menos tempo diante dele. Mas você precisa dar o primeiro passo. Durou pouco e não deixou saudade. A corrida do Vale do Silício para mostrar estar antenado levou empresas a incentivar seus funcionários a gastar o que podiam —e não podiam— com ferramentas de inteligência artificial. Apelidada de “tokkenmaxing”, a doideira foi simbolizada por rankings dos profissionais que mais consumiam tokens, promessas de bônus aos mais gastadores e até declarações públicas de bambambãs das big techs de não havia outro caminho. Só que tinha. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como a conta astronômica do uso desenfreado da IA chegou. Literalmente: os boletos foram tão altos que companhias como Uber, Microsoft e até Meta deram um jeito de pisar no freio. A onda de exagero foi percebida até no Brasil. E agora a ressaca está saindo mais caro do que a satisfação com o esbalde. A jornalista e engenheira norte-americana Karen Hao escreveu o livro mais importante até agora da atual corrida da inteligência artificial. Bestselling do “New York Times”, seu “Império da IA” chega agora ao Brasil, editado pela Rocco, com um dos mais afiados diagnósticos de uma tecnologia, dos empresários e pesquisadores responsáveis por ela e de suas ambições. De quebra, também é a biografia dos momentos iniciais da OpenAI, a dona do ChatGPT, o serviço que deu origem ao turbilhão que estamos vivendo. De passagem por São Paulo, Karen falou a Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas. Em uma conversa franca, ela explicou por que chama de império as empresas de IA; conta em que medida os brasileiros, terceiro maior mercado do ChatGPT, deveriam se preocupar com essa ferramenta; diz se dá para acreditar nos líderes das empresas de IA é furada; faz um mea-culpa sobre a baixa quantidade de mulheres em seu livro e revela como e por que Elon Musk, Sam Altman, Dario Amodei, Larry Page e companhia vivem brigando.  Vivemos em um mundo onde 1 trilhão já não é uma abstração para quantidades inatingíveis, graças ao empresário sul-africano Elon Musk, que se tornou o primeiro trilionário da história da humanidade. O caminho trilhado por ele foi acelerado pelo frenesi da inteligência artificial e pela esperança da retomada da corrida espacial. Mas toda grande jornada começa com um primeiro passo. Neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz criam o “manual do trilionário”, um tutorial que remonta a trajetória do dono da SpaceX para replicar em 10 simples passos o caminho das pedras para quem quiser se tornar o segundo, terceiro ou quatro trilionários do mundo. Afinal, se ele conseguiu, qualquer um consegue. Spoiler: contém ironia.

    58 min
  2. 30 Jun

    UOL e OpenAI; Delay da CazéTV; Fable 5; o maior roubo de dados biométricos do Brasil

    O ChatGPT vai ler meus emails? OpenAI vai usar comentários dos leitores de Folha e UOL para alimentar sua inteligência artificial? A opinião de colunistas do portal e do jornal vai orientar o que o chat fala? É o fim do jornalismo? No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz recebem Murilo Garavello, diretor de conteúdo do UOL. Ele participa do quadro Help Desk para responder tudo o que os leitores andam perguntando sobre a parceria entre UOL e Folha, de um lado, e a OpenAI, de outro. Este é o primeiro acordo do Brasil de licenciamento de conteúdos jornalísticos para uma empresa de inteligência artificial. Como há poucos arranjos do tipo no mundo, pairam dúvidas a respeito do que está em jogo, como o que representa para o jornalismo, para empresas de comunicação, para laboratórios de IA e para o acesso à informação. Mas também há quem questione como fica a soberania digital e se há algo em vista com companhias chinesas. O delay na transmissão dos jogos já virou um dos personagens mais falados da Copa do Mundo de 2026. Rivaliza com o VAR e a pausa para hidratação. A essa altura, todo mundo já sabe: usar antenas digitais para ver as partidas na TV aberta evita ouvir seu vizinho gritar gol antes do narrador. Mas, já que a transmissão por streaming veio para ficar e Globoplay e CazéTV exibem cada vez mais jogos, surge a dúvida: dá para acabar de vez com o delay para partidas na internet? Neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como nasce o delay, qual é o caminho percorrido pelos dados digitais até chegar à casa de quem vê as partidas e por que moradores de Campo Grande (MS) sofrem muito mais com os atrasos do que quem vive no Rio de Janeiro. Durou pouco e deixou saudades do que muita gente não viveu. O Fable 5, modelo da IA mais poderosa criada pela Anthropic, ficou disponível por poucos dias até que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, mandou a empresa proibir o acesso aos serviços para quem não é norte-americano. Na impossibilidade de descobrir quem é ou não nascido nos EUA, a Anthropic puxou a tomada do Fable 5. Mas neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz conta como foi usar o Fable 5 nos pouquíssimos dias em que ficou disponível. O pesquisador recorreu ao modelo para recriar um experimento voltado a reconhecer emoções expressadas em português por diferentes modelos de IA. Já realizado para outros serviços de IA no passado, o desafio agora era replicá-lo para as ferramentas atuais, que são muito mais complexas. O trabalho estava empacado, mas o Fable 5 identificou e resolveu o gargalo em 30 minutos, conta Diogo. Só não seguiu adiante, porque o pesquisador perdeu acesso a ele. E o motivo é algo que pouca gente fala sobre a IA mais poderosa da Anthropic e não tem nada a ver com a decisão de Trump. Sabe o reconhecimento facial que você faz para abrir contas em bancos, perfis em lojas varejistas ou em planos de saúde? Essas imagens compõem um banco de dados biométricos que está no centro de uma das maiores disputas tecnológicas do Brasil. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como a briga judicial entre Unico e Serasa deveria preocupar todos os brasileiros. Parece filme de espião, mas o caso está correndo na Justiça: a Unico, firma de verificação biométrica usada por bancos como Itaú e varejistas como o Magali, acusa a Serasa, um dos maiores birôs de crédito do país, de acessar seu sistema indevidamente e, na prática, roubar informações armazenadas em seus bancos de dados.

    58 min
  3. 23 Jun

    Por que seu GPS está perdido?; Anthropic pede para IA parar; IPO de SpaceX e OpenAI é fim da bolha?

    Você não está errado ao reclamar do GPS. Usado por diversos meios de transporte, o principal sistema de localização do mundo tem falhado recorrentemente. O que você talvez não saiba é que as falhas são recorrentes no leste da Europa e na Ásia Central. Neste novo episódio de Deu Tilt, o programa do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como o GPS virou uma das vítimas preferencias em guerras pelo mundo afora como forma de desorientar armas guiadas por satélites, navios e aviões de tropas inimigas e o planejamento estratégico de forças militares rivais. Quem paga o pato, no entanto, são os habitantes dessas regiões e trabalhadores que dependem intensamente de serviços como Waze e Google Maps. É o caso de entregadores de apps de delivery e motoristas de serviços de transporte. Mas não se engane: ataques ao GPS complicam a vida de pilotos de avião e capitães de navio. Essa realidade está longe de acontecer no Brasil, mas, como há muitas reclamações sobre divergências nas rotas indicadas por Waze e Maps, Deu Tilt mostra como calibrar o GPS do seu celular. A Anthropic, dona do Claude, deixou o mundo boquiaberto mais uma vez, ao pedir pela suspensão do avanço da inteligência artificial. A controvérsia fica ainda maior, porque a empresa está prestes a oferecer ações na Bolsa dos Estados Unidos e precisa atrair a atenção de investidores para produtos  cada vez mais avançados. Mas há no pedido  uma artimanha da empresa de Dario Amodei, contam Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz no novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas. A empresa vai na contramão de outras figuras simbólicas, como Jensen Huang, da Nvidia, e Sam Altman, da OpenAI, que já foram vocais sobre os perigos da IA, mas agora amenizam seu impacto sobre a sociedade. Agora, é a Anthropic que levanta a bandeira vermelha. Mas ela tem cartas na manga para fazer isso. A SpaceX puxou a filha e protagonizou o maior IPO da história, mas logo OpenAI e Anthropic devem entrar na Bolsa de Valores e oferecer suas ações. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam se isso encerra a discussão sobre a bolha da inteligência artificial.

    56 min
  4. 16 Jun

    O match entre Pix e big techs; agentes de IA no WhatsApp; a nova IA do iPhone; golpe do falso amor

    O último integrante da família Pix completa um ano de aniversário no momento em que o governo dos Estados Unidos usa o meio de pagamento mais amado do Brasil para justificar tarifas adicionais a produtos brasileiros. Não é, porém, algo trivial: essa nova modalidade do Pix abre a oportunidade para as big techs americanas atingirem um público superior a mais de 60 milhões de pessoas. Neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como o Pix Automático promove uma segunda onda de democratização. A primeira, conduzida pelo surgimento do Pix, promoveu a maior onda de inclusão já vista no sistema bancário e financeiro brasileiros. Hoje, 170 milhões de brasileiros usam o meio de pagamento —ou seja, 95% da população adulta. A segunda, ainda em curso, fará os 60 milhões de cidadãos sem cartão de crédito terem a possibilidade de contratar serviços que historicamente dependem desse meio de pagamento, dominado pelas norte-americanas Visa e Mastercard. Estamos falando de assinaturas digitais de streaming, softwares, chatbots de IA, cursos online e aplicativos. As big techs, donas da maior parte dessas plataformas, estão sorrindo de orelha a orelha. Os agentes de inteligência artificial estão chegando ao WhatsApp. Neste novo episódio de Deu Tilt, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como esses robôs criados para agir em nome de pessoas como se fossem gente de carne e osso estão prestes a serem liberados pela Meta no aplicativo mais usado dos brasileiros. A dupla conta como eles funcionam e qual foi o longo e tortuoso caminho da empresa de Mark Zuckerberg para chegar a este ponto, que promete ser uma das fontes de receita para recuperar os investimentos bilionários feitos na IA. Do ponto de vista do consumidor, a conversa está prestes a mudar. Como os agentes de IA  surgem como ferramenta ideal para empresas de todo porte responderem clientes a qualquer momento, é possível que visitar lojas online ou sites pessoais vire coisa do passado. A Apple está de estratégia nova para inteligência artificial. Neste no episódio de Deu Tilt, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes detalham a Siri AI. A assistente pessoal recebeu uma mãozinha do Google para ficar mais esperta e virar o mordomo de iPhone e Macs. Ela vai ler mensagens, averiguar emails e bisbilhotar fotos assim que o dono dos aparelhos pedirem por algo. Será ainda a cara do Apple Intelligence, o ecossistema da Apple de IA. Recorrer a outra big tech foi a forma da empresa se reerguer após os fiascos de sua inserção no mundo da IA. Vai funcionar? Com a chegada da data mais esperada pelos românticos, a temporada do golpe do falso namorado chega ao auge. Neste no episódio de Deu Tilt, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como o Dia dos Namorados faz criminosos esfregarem as mãos para tirar dinheiro de quem só está em busca de um amor para chamar de seu. A dupla explica quais são os sinais de que a promessa de relacionamento é cilada, como se prevenir e conta casos de gente que ficou de coração partido —e perdeu milhares de reais.

    58 min
  5. 9 Jun

    Sim, a IA te deixa burro; internet e crime organizado; um mundo só de IA

    A inteligência artificial está corroendo a capacidade cognitiva de seus usuários. E isso é um jeito menos educado de dizer que, sim, a IA está deixando você mais burro. Neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como já há estudos provando por A+B como e em que medida o uso da IA é prejudicial ao aprendizado, à formação de memória e à criatividade. Nem o tão incensado ganho de produtividade e eficiência atribuído à IA está a salvo. Outra pesquisa, dessa vez feita pela Anthropic, dona do Claude, mostra como funcionários recorrendo a ferramentas de IA até conseguem entregar suas tarefas, mas muitos deles não sabem explicar o que fizeram nem replicar os processos que os levaram ao resultado. É o “paradoxo da performance”, como explica Diogo Cortiz. Mas aí vai um alívio aos preocupados: dá para usar IA e não ficar menos inteligente. E Deu Tilt explica como. O Brasil não sabe de fato quantas pessoas se conectam à internet fixa. A Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações) levanta o dado oficial, mas sabe que há buracos na informação, porque ela vem das provedoras de conexão. Não leva em conta as empresas clandestinas, muito menos aquelas ligadas ao crime organizado. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam como uma empresa, por acaso, calculou em 12,9 milhões as conexões brasileiras fora da estatística e muito possivelmente fornecidas por operações ligadas ao crime organizado. A companhia por trás do dado é a TeiaH, do empresário Luciano Sperb, um veterano da indústria de telecomunicação com passagens por Brasil, Telecom, Oi e Vivo. Ele criou uma plataforma para auxiliar pequenos provedores de internet a reduzir a rotatividade de clientes, mas, após reunir tantos dados, começou a ver uma realidade a que autoridades públicas não têm acesso: os brasileiros com conexão fornecida por firmas clandestinas. Fora os prejuízos diretos aos consumidores, essa situação prejudica políticas públicas de democratização da internet e compromete a atuação de companhias que agem dentro da lei. O que acontece se criarmos mundos virtuais e jogarmos nele apenas agentes de inteligência artificial? Foi isso que fez a empresa Emergence World. Deu Tilt conta o resultado como o experimento acabou em tragédia ao mostrar a predisposição da IA para cometer crimes, como roubos e agressões; a incapacidade de criar regras para garantir a própria subsistência; e uma queda para promover dramas para lá de humanos, que passam por rixas políticas e romances que acabam em suicídio. Para conduzir o estudo, a empresa criou cinco mundos. Povou-os cada um só com agentes feitos com modelos similares (GPT, Gemini, Claude e Grok). O quinto mundo foi povoado por agentes de todos os modelos. Helton e Diogo contam o que aconteceu em cada um deles e quais foram as cenas mais impactantes.

    58 min
  6. 26 May

    IA, fé e anticristo; Detector brasileiro de deepfake; Parando de trabalhar de graça para big tech

    O mundo da tecnologia tem forçado um casamento entre religião e inteligência artificial. E as manifestações dessa estranha e improvável união são observadas dos Estados Unidos à China, passando por Alemanha e Coreia do Sul. E, neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam que até nesse assunto há uma diferença geopolítica, pois, enquanto empresas dos EUA querem convencer religiosos de que chatbots de IA possuem profundidade e consciência para serem reconhecidos como filhos de Deus, na China, pesquisadores já transformam robôs inteligentes em servos a serviço de rituais sagrados. Por um lado, a Anthropic reúne padres e estudiosos em religião para entender como o Claude deve lidar com a noção da finitude de sua existência. Por outro, Peter Thiel, da Palanthir, vai a Roma pregar sobre o Anticristo da IA, o que irritou boa parte da cúpula da Igreja Católica.  Grandes empresas de tecnologia são capazes de criar serviços de inteligência artificial responsáveis por fotos e vídeos realistas a ponto de nos enganar, mas não desenvolvem um jeito de detectar imagens sintéticas. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como uma empresa brasileira fez o que as big techs falharam em colocar de pé: desenvolveu uma ferramenta capaz de detectar as deepfakes. É a InspireIP. Ela usufruiu de um protocolo construído por diversas empresas de tecnologia, o C2PA, mas não implementado de fato. Por isso, aliás, a ferramenta da startup não funciona com o mesmo sucesso para imagens de ChatGPT (OpenAI), Gemini (Google) e Meta AI (Meta). Ainda assim, já chamou a atenção de grandes partidos políticos brasileiros, interessados no cenário de incerteza que será a próxima eleição no país. Só em 2026, as grandes empresas de tecnologia planejam investir em inteligência artificial US$ 720 bilhões, o equivalente a R$ 3,564 trilhões. Por outro lado, elas fazem parte de um segmento econômico que, apenas nos três primeiros meses do ano, já demitiu mais de 100 mil pessoas. Mas esse choque de realidade não para aí. Tem gente que trabalha de graça para essas companhias: você. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz listam os valores bilionários prometidos pelas big techs:   Amazon (US$ 200 bilhões); Microsoft (US$ 190 bilhões), Meta (US$ 145 bilhões) e Alphabet (US$ 190 bilhões). E contam como deixar de treinar de graça a IA de Meta, Google e OpenAI.

    45 min
  7. 19 May

    ChatGPT não vai acertar o campeão da Copa; 7 dicas para evitar golpes; Token maxing; Doubao e Kimi

    A Copa do Mundo está para começar. E, antes mesmo de a bola rolar, começa a temporada dos bolões. Muita gente vai usar chatbots de inteligência artificial para acertar os resultados das partidas, mas isso está longe de ser a melhor estratégia. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam por que o ChatGPT não fará você ganhar o bolão da Copa do Mundo. E o alerta não se restringe à IA da OpenAI, mas vale para Gemini (Google), Grok (xAI), Claude (Anthropic) e para a infinidade de ferramentas alimentadas por LLMs (grandes modelos de linguagem). Bons em lidar com textos, esses serviços até darão palpites e, no máximo, podem convencer pela narrativa. Mas eles carecem da habilidade de analisar dados que realmente fazem diferença em uma  partida de futebol e de simular o confronto entre times com base nessas métricas. Há, porém, uma improvável IA que faz isso. É a da EA Sports, desenvolvedora de games esportivos, como o FC 26. A pena para golpes eletrônicos e outras fraudes nascidas a partir do ambiente digital acaba de subir no Brasil, após a lei nº 15.397 mudar o Código Penal. Como criminosos usam plataformas digitais e redes sociais para atrair vítimas, coletar informações e impulsionar esquemas maliciosos, órgãos públicos e deputados querem enquadrar as big techs pela epidemia de golpes que assola o país. Mas e você em meio a tudo isso? Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como blindar a vida digital. São 7 dicas simples para diminuir a exposição de informação pessoal a bandidos, evitar maiores prejuízos em casa de roubo de celular e enquadrar bandidos que roubam identidades para aplicar golpes.  A mais nova tendência do Vale do Silício é avaliar funcionários pela quantidade de tokens gerados por ferramentas de inteligência artificial gastos para tocar suas tarefas. Apelidada de “token maxxing”, a onda é simbolizada por rankings dos mais gastadores, bônus para os líderes e ferramentas criadas por colegas para medir o desempenho. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam como a nova forma de mensurar a eficiência de programadores pode chegar a outras áreas e já está desembarcando no Brasil. Por trás dela, há ganhadores, caso de Anthropic, Google e OpenAI, desenvolvedoras dos serviços de IA, e perdedores, caso dos profissionais da tecnologia, sujeitos não só a mostrar serviço, mas também a comprovar que são adeptos contumazes da IA –já se fala até em “ansiedade do token”. Há, no entanto, um desdobramento curioso: após demissões que já superam as 100 mil pessoas desligadas só no começo de 2026, algumas empresas estão se dando conta de que o desenvolvedor júnior mandado embora custava menos do que as faturas astronômicas da IA. Pouco mais de um ano atrás, o DeepSeek fez os mercados tremerem ao mostrar ao mundo tecnológico uma abordagem para a inteligência artificial diferente das big techs americanas. Saía os gastos estratosféricos com treinamento. Entrava uma ênfase na inferência e no modelo de código aberto. A bola da vez hoje é o Claude, da Anthropic, mas paira sobre ele a sombra de uma IA chinesa que avança rápido. Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como o Kimi caiu nas graças dos pesquisadores e vêm desbancando o Claude, devido ao seu preço mais competitivo, e como o Doubao domina os celulares dos chineses.

    55 min

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