O caso do cão comunitário Orelha, encontrado com sinais de espancamento na Praia Brava, em Florianópolis, gerou comoção nacional e internacional e reacendeu o debate sobre os direitos dos animais e a efetividade das punições previstas em lei.No Brasil, os maus-tratos são tipificados como crime ambiental desde a Lei de Crimes Ambientais. Inicialmente, a pena previa detenção e multa. Em 2020, com a Lei Sansão, as punições foram ampliadas, podendo chegar a reclusão, multa e proibição da guarda de animais.O programa Câmara Rio Debate aprofunda a discussão sobre mecanismos de prevenção e proteção. O apresentador Sérgio Costa recebe Reynaldo Velloso, presidente da Comissão de Proteção e Direitos dos Animais da OAB, e Daniel Lourenço, professor de Direito Ambiental da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do IBMEC Rio.Os especialistas explicam que a caracterização do crime envolve agressões físicas, ferimentos, negligência, fome, sede, falta de higiene e confinamento inadequado. Apesar do avanço legislativo, muitos casos ainda resultam em penas alternativas, o que mantém o desafio da efetiva aplicação da norma.No âmbito municipal, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro também desenvolve iniciativas de proteção animal. Entre elas, a campanha Animal na Sombra, instituída pela Lei 9.067/2025, que alerta para os riscos do calor extremo aos pets e reforça que manter animais expostos ao sol pode configurar maus-tratos, especialmente durante o verão.O debate amplia a reflexão sobre responsabilidade coletiva, legislação e políticas públicas voltadas ao bem-estar animal.#DireitosDosAnimais #MausTratos #LeiSansao #ProtecaoAnimal #CamaraRioDebate #BemEstarAnimal #AnimalNaSombra #LegislacaoAmbiental #RioDeJaneiro #Justica