O Assunto

Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo. O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist 'This Is O Assunto'. Ouça agora no Spotify: https://open.spotify.com/playlist/37i9dQZF1DXdFHK4Zrimdk

  1. O jogo de interesses na CPI do INSS

    HACE 2 DÍAS

    O jogo de interesses na CPI do INSS

    Convidada: Vera Magalhães, colunista do jornal O Globo e âncora e comentarista da rádio CBN. Nesta quinta-feira (26), o Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe ao Congresso prorrogar ou não a CPI mista do INSS. Por 8 votos a 2, o plenário da Corte consolidou o entendimento de que a liminar concedida pelo ministro André Mendonça, que adiaria o encerramento da comissão parlamentar, não tem efeito. Agora, o relatório final será lido e pode ser votado já nesta sexta-feira (27). Desde dezembro, o comando da comissão aguardava a posição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a respeito do pedido extensão do prazo para a entrega do relatório, marcado para este sábado (28). Sem resposta, eles acionaram o Supremo. Foi então que Mendonça decidiu por prorrogar o fim dos trabalhos. O vai-e-vem entre Congresso e Supremo ilustra duas frentes de atrito em Brasília. Uma delas é a crescente tensão entre os Poderes Legislativo e Judiciário. A outra é o clima de campanha antecipada: em ano de eleições, uma CPI ganha ainda mais os holofotes e pode construir heróis e vilões. Para explicar o jogo de interesses que envolvem a CPMI do INSS, Victor Boyadjian conversa com Vera Magalhães, colunista do jornal O Globo e âncora e comentarista da rádio CBN. Vera analisa os recados por trás dos votos dos ministros do STF e avalia se há alguma contribuição real da comissão para as investigações do escândalo bilionário de descontos indevidos no contracheque dos aposentados.

    28 min
  2. O trumpismo contra Trump

    HACE 3 DÍAS

    O trumpismo contra Trump

    Convidado: Carlos Poggio, professor do Departamento de Ciência Política do Berea College, no Kentucky (EUA). Durante a campanha eleitoral, o então candidato Donald Trump prometeu: “eu não vou começar guerras, vou encerrar guerras”. É um discurso que está em linha com o eixo central da ideologia MAGA, que defende priorizar temas internos da política americana em detrimento de interferir em conflitos ao redor do mundo. Em janeiro deste ano, Trump rasgou de vez o roteiro no qual interpretava o papel de agente da paz. Primeiro, autorizou o ataque à Venezuela que capturou Nicolás Maduro. Depois, ordenou a operação Fúria Épica, que daria início à guerra no Irã. E a conta veio: o preço do petróleo disparou e pressiona ainda mais a inflação – que está alta para os padrões americanos. Nas pesquisas de opinião, Trump atingiu o pior nível de aprovação desde que voltou à Casa Branca. E enfrenta um fenômeno inédito: vê abrir um racha dentro da alta cúpula do MAGA, o grupo de apoiadores mais radicais e mais fiéis a ele. Integrantes do governo, jornalistas e influencers trumpistas estão criticando em público a decisão de iniciar uma guerra no Oriente Médio. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista Carlos Poggio, professor do Departamento de Ciência Política do Berea College, no Kentucky (EUA), para explicar esse movimento de dissidência dentro do trumpismo e as consequências disso nas tomadas de decisão do presidente americano. Poggio também analisa o resultado das pesquisas mais recentes e projeta o cenário delicado para os republicanos nas eleições de meio de mandato, em novembro.

    26 min
  3. O cerco à alta nos preços dos combustíveis

    HACE 5 DÍAS

    O cerco à alta nos preços dos combustíveis

    Convidado: Fábio Couto, repórter do jornal Valor Econômico especializado no setor de energia há mais de 20 anos. Quem abastece o veículo com gasolina já sentiu no bolso: em média, no Brasil inteiro, o preço subiu R$ 0,40 por litro desde o início da guerra no Irã. Para quem depende do diesel, a situação é pior: na média, o litro está em quase R$ 7,30; um aumento de 20% no período. E o problema é maior: impacta no custo do frete de todos os produtos e aumenta preços em cascata, empurrando a inflação para cima. Isso é resultado da disparada no valor do barril de petróleo, que chegou a bater quase US$ 120 diante dos bombardeios à infraestrutura petroleira do Oriente Médio e do fechamento do Estreito de Ormuz. No cenário interno, o governo federal apresentou um pacote de medidas para mitigar esses efeitos: isenção de PIS e COFINS e subvenção a produtores e importadores, num impacto total de R$ 30 bilhões. Nas bombas de combustível, no entanto, gasolina e diesel continuam subindo. O governo federal apertou o cerco na fiscalização de distribuidoras e postos para evitar a prática de preços abusivos e propôs novas medidas para reduzir os impostos em parceria com os governos estaduais – que, até agora, não toparam. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Fábio Couto, repórter do jornal Valor Econômico especializado no setor de energia há mais de 20 anos. Fábio analisa a eficácia das medidas do governo, explica por que os estados não podem renunciar ao ICMS e avalia a possibilidade que haja, de fato, oportunismo no aumento dos preços.

    25 min
  4. O legado de Fernando Haddad na economia

    20 MAR

    O legado de Fernando Haddad na economia

    Convidado: Thomas Traumann, comentarista da GloboNews, colunista do jornal O Globo e autor do livro “O pior emprego do mundo: 14 ministros da Fazenda contam como tomaram as decisões que mudaram o Brasil e mexeram no seu bolso”. Nesta quinta-feira (19), Fernando Haddad encerrou sua gestão à frente do Ministério da Fazenda. No mesmo evento, o presidente Lula anunciou o substituto: o então número 2 da pasta, Dario Durigan, que ocupava o posto de secretário-executivo. Horas depois, o PT confirmou que Haddad é pré-candidato ao governo de São Paulo. O balanço da gestão registra vitórias e derrotas. Haddad ganhou a pecha de ser um ministro que aumentou excessivamente os impostos e viu a dívida pública subir 7 pontos percentuais no período – está em quase 79% do PIB. Nos índices macroeconômicos, ele deixa o cargo com a inflação dentro do teto da meta, desemprego na menor taxa da série histórica e recorde na renda média do brasileiro. E o PIB cresceu acima das expectativas em todos os anos. Nos pouco mais de três anos em que comandou a Fazenda, Haddad conseguiu viabilizar a aprovação de pautas como o arcabouço fiscal, a reforma tributária e a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Thomas Traumann para analisar o legado de Haddad na economia brasileira. Ele, que é comentarista da GloboNews, colunista do jornal O Globo e autor do livro “O pior emprego do mundo: 14 ministros da Fazenda contam como tomaram as decisões que mudaram o Brasil e mexeram no seu bolso”, explica o que deu certo e o que deu errado nesses três anos – e projeta os desafios da economia brasileira para a eleição e após.

    33 min
  5. STF: ações e reações

    19 MAR

    STF: ações e reações

    Convidado: Felipe Recondo, jornalista, autor do livro “O Tribunal: Como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária”, fundador do canal Recondo e os Onze e apresentador do podcast Sem Precedentes. Nesta semana, o ministro do Supremo Flávio Dino determinou o fim da aposentadoria compulsória remunerada como penalidade máxima imposta a juízes. Em fevereiro, Dino já havia decidido também que os Três Poderes, os estados e os municípios suspendessem os pagamentos de verbas indenizatórias que não estejam previstas em lei, os chamados penduricalhos. O ministro também é o responsável por barrar o uso de emendas parlamentares sem transparência e rastreabilidade. Dino concentra algumas das decisões da Corte recebidas com maior apoio da opinião pública. O presidente do Supremo, Edson Fachin, vai na mesma direção ao propor e articular a implementação de um código de ética para os ministros. São medidas que disputam as manchetes com o envolvimento de integrantes da Corte no escândalo do Caso Master. A suspeita de que haja relações indevidas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes arrasta todo o Supremo para o risco de uma crise de credibilidade. Para analisar os avanços e retrocessos pelos quais o STF vem passando, Natuza Nery recebe o jornalista especializado Felipe Recondo, que é autor do livro “O Tribunal: Como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária”, fundador do canal Recondo e os Onze e apresentador do podcast Sem Precedentes. Recondo avalia as decisões recentes de Dino e comenta o crescente protagonismo da Corte no arranjo de Poderes.

    33 min

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Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo. O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist 'This Is O Assunto'. Ouça agora no Spotify: https://open.spotify.com/playlist/37i9dQZF1DXdFHK4Zrimdk

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