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  1. Em caso de colapso económico, o regime de Cuba vai afundar ou sobreviver?

    HACE 1 DÍA

    Em caso de colapso económico, o regime de Cuba vai afundar ou sobreviver?

    Cuba está sujeita ao embargo dos EUA há mais de 60 anos e desde o rapto de Nicólas Maduro que deixou de receber petróleo venezuelano. A economia da ilha depende, na sua quase totalidade, da energia externa e está perto do colapso. Os apagões são constantes, cada vez mais prolongados e regulares, os transportes são raros, cresce a inflação e a escassez de alimentos. A população tem recorrido a painéis solares para enfrentar a falta de combustível e permitir que o comércio e a vida prossigam. Esta semana, o Governo dos EUA afirmou que o petróleo de origem venezuelana pode ser revendido e transportado para Cuba, desde que essas transacções não beneficiem o regime. E, na semana passada, quatro pessoas morreram, pelo menos, numa troca de tiros com a guarda costeira cubana, quando uma lancha rápida, baseada na Flórida, entrou nas águas territoriais do país. O que irão fazer os EUA com Cuba? O secretário de Estado, Marco Rubio, filho de cubanos exilados na Flórida nos anos 50, não esconde as suas pretensões de mudar os regimes comunistas sul-americanos. Aparentemente, Rubio estará em negociações com um “herdeiro” do regime, entre aspas, Raúl Guillermo Castro, que é neto e cuidador de Raúl Castro, que sucedeu na presidência ao seu irmão Fidel, o líder histórico da revolução cubana. Estes são os temas de conversa com a convidada do episódio de hoje, Carmen Fonseca, docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigadora em análise de política externa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    19 min
  2. Ou a guerra acaba agora ou vai ser tudo mais caro

    HACE 2 DÍAS

    Ou a guerra acaba agora ou vai ser tudo mais caro

    O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a guerra com o Irão, praticamente, acabou. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, diz que a guerra “não terminou” e o Irão diz que a guerra continuará “enquanto for necessário”. Em que ficamos? Mojtaba Khamenei foi escolhido como guia supremo do Irão e a escolha não agradou a Trump. O filho de Ali Khamenei não tem experiência governativa nem grande intervenção pública. Mas é crítico do Ocidente e tem influência dentro do aparelho de segurança. O presidente dos Estados Unidos diz que a escolha vai “trazer os mesmos problemas” e preferia, claro está, uma solução semelhante à da Venezuela. Só que não há uma Delcy Rodríguez no Irão. A escalada da guerra, com o petróleo acima dos cem dólares por barril, e o impacto que isso implica nos preços em geral, penaliza o custo do dinheiro para quem tem empréstimos. A Euribor a 12 meses está perto dos 2,4% e ameaça agravar a prestação dos contratos a rever em Abril. Em Portugal, o ministro das Finanças, Miranda Sarmento, admite que o Governo não “exclui situações de défice, se as circunstâncias assim o impuserem”, devido ao impacto das tempestades e os efeitos da guerra no Médio Oriente. O convidado deste episódio, João Carvalho, director do Departamento de Economia e Gestão da Universidade Portucalense, prevê a subida de todos os preços se a guerra não acabar nos próximos dias. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    16 min
  3. A IA vai substituir os humanos na guerra do futuro?

    HACE 3 DÍAS

    A IA vai substituir os humanos na guerra do futuro?

    A Inteligência Artificial já estava a ser utilizada por Israel para comandar drones ou disparar armas, mas os EUA estrearam no Irão novas ferramentas de ataque. A Anthropic, autora do modelo de inteligência artificial generativa Claude, não permitiu que o Pentágono utilizasse a sua tecnologia para a vigilância em massa de cidadãos e para matar pessoas sem envolvimento humano. Donald Trump retaliou e quer classificar a Anthropic como um fornecedor de risco, algo que é atribuído, regra geral, a empresas chinesas, e disse ser uma empresa esquerdista e woke. No final, optou pela concorrente, a OpenAI. A China pede às suas empresas de IA que desenvolvam ferramentas de desinformação e tem usado estes grandes modelos de linguagem para identificar dissidentes, que é um dos cenários que a Anthropic quer evitar. Como se escrevia num editorial do El Pais na semana passada, o “choque da empresa Anthropic com o Pentágono demonstra que Trump prefere uma inteligência artificial sem escrúpulos”. A delegação da decisão de matar uma pessoa num sistema controlado por algoritmos de IA coloca questões éticas fundamentais sobre responsabilidade, proporcionalidade e distinção entre combatentes e civis, escreveu no PÚBLICO Arlindo Oliveira. Colunista do Público, professor do Instituto Superior Técnico e presidente do INESC, Arlindo Oliveira é o convidado deste episódio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18 min
  4. Sai o “presidente dos afectos”, entra o "presidente previsível”

    HACE 4 DÍAS

    Sai o “presidente dos afectos”, entra o "presidente previsível”

    Umas vezes, Marcelo Rebelo de Sousa foi feliz e sabia disso. Outras, terá sido feliz, mas sem o saber. O 20.º Presidente da República será recordado como o presidente dos afectos, das selfies e da proximidade. Marcelo terminou os dois mandatos como Presidente da República, retomando a proximidade com a população, na sequência da calamidade provocada pelas tempestades e cheias. Esse foi o seu estilo predominante, que contrastou largamente com o estilo do antecessor e que não será seguido pelo sucessor, certamente. Essa proximidade e interesse pelas pessoas conduziu-o a um dos momentos que marcaram o seu segundo mandato e que ficou para a História como o “caso das gémeas”. Mas Marcelo será também recordado como o presidente da instabilidade política, do recorde de dissoluções parlamentares. Há quem o acuse de banalização institucional da presidência, devido aos seus comentários constantes sobre tudo e sobre todos. O fim da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa é a conclusão de um ciclo político. O Palácio de Belém tinha sido até aqui ocupado por presidentes que participaram na transição para a democracia. Ora, não é esse o perfil de António José Seguro, que hoje toma posse como Presidente da República. Qual foi o principal legado de Marcelo e que esperar de Seguro, para além da sua previsibilidade? David Santiago, editor da secção de Política do PÚBLICO, responde a estas e outras questões. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18 min
  5. A minha casa: PÚBLICO celebra 36 anos com foco no drama da habitação

    5 MAR

    A minha casa: PÚBLICO celebra 36 anos com foco no drama da habitação

    Chama-se Eduardo Souto de Moura, é um dos mais destacados arquitectos da escola do Porto, venceu o Pritzker de 2011 – uma espécie de Nobel da arquitectura – e vai será hoje o director por um dia do PÚBLICO. Na justificação que deu para ter aceitado o desafio do jornal, Eduardo Souto de Moura enalteceu a importância do tema escolhido para a edição especial de aniversário – a habitação, sem dúvida um dos maiores problemas com que a sociedade portuguesa, em especial os jovens, se debate. Mas no som que escutámos com essa justificação, o arquitecto, de 73 anos, afirma também que o desafio do PÚBLICO lhe concede a oportunidade de aprender. Uma lição de vida, portanto. Estamos assim num encontro perfeito entre o jornal e uma das mais prestigiadas figuras da cultura portuguesa. Cumprindo uma longa tradição, no dia do seu aniversário o PÚBLICO abre as portas a uma figura pública, escolhida de acordo com o tema editorial dessa edição. Já passaram por cá personalidades como António Barreto, Manuel Sobrinho Simões, Elisa Ferreira, Maria Teresa Horta, Gregório Duvivier ou Nelson Évora. O plano de trabalho segue um guião determinado: da ideia original parte-se para uma série de discussões de jornalistas e editores com o director por um dia para fixar os textos e as imagens que serão produzidas para a edição especial. No dia 5 de Março, os leitores têm por isso acesso a um jornal impresso com muitas mais páginas, que vale a pena coleccionar. Na edição que hoje está nas bancas, pode-se saber como a tecnologia pode tornar a casa mais eficiente e inteligente, os livros para explicar às crianças o que é casa, as casas no cinema, o espaço público como continuação da casa ou o país sem casas, o nosso, e como se chegou aqui. Sendo arquitecto, Eduardo Souto de Moura deixa-nos um ensaio gráfico como editorial. No 36 ano de vida, em que foi eleito o jornal europeu do ano pelo European Newspaper Award, o PÚBLICO volta a celebrar com os seus leitores não apenas com a edição especial de aniversário, mas também com uma série de actividades públicas em torno da habitação. Vamos saber com David Pontes, o director do jornal, as razões para a escolha do tema deste ano, do seu director por um dia e também falar sobre o que se projecta para o futuro próximo do seu jornal. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    19 min
  6. O julgamento de Sócrates caminha para a eternidade, agora com a renúncia de advogados em defendê-lo

    4 MAR

    O julgamento de Sócrates caminha para a eternidade, agora com a renúncia de advogados em defendê-lo

    As declarações que acabámos de ouvir foram proferidas pela advogada Sara Leitão Moreira, a última indicada por José Sócrates para a sua defesa no processo da Operação Marquês. Nada de novo: depois da renúncia de Pedro Delile, Sócrates já foi representado por alguns dias por José Preto e Sara Leitão Moreira, por dois defensores oficiosos (José Ramos e Ana Velho), além de uma advogada que pediu escusa por ter sido eleita pelo Chega (Inês Louro). Qual é o problema: em cada mudança de advogado, o processo já exageradamente logo volta a ficar parado. João Miguel Tavares escreveu há dias na sua coluna do Público um texto com o título "A humilhação do sistema de justiça às mãos do animal feroz", no qual afirmava: José Sócrates e a sua equipa jurídica estão a implementar uma estratégia que alguém já baptizou de “rodízio de advogados”, e espantosamente o sistema judicial parece não ter resposta para ela. Continuava o colunista: Um advogado assume a defesa, pede cinco meses para estudar o caso, a juíza dá-lhe dez dias, renuncia; outro advogado é nomeado, pede cinco meses para estudar o caso, a juíza dá-lhe dez dias, renuncia; e assim sucessivamente, até à prescrição de todos os crimes. O que está a acontecer é, como diz João Miguel Tavares, espantoso. À pressa, juristas e advogados procuram encontrar uma solução para este fenómeno que descredibiliza a Justiça. A Ordem dos advogados sugere a indicação de advogados oficiosos permanentes que actuariam sempre que os defensores constituídos por José Sócrates renunciassem ou faltassem. Mas as regras dos pagamentos a estes advogados implicam que as contas se façam no final do processo. No caso, seguramente, daqui a alguns anos. O que é inviável e requer mudanças nas regras. Para quando virão essas mudanças? Ninguém sabe Para nos explicar os contornos deste problema que reforça o coro de críticas ao sistema judicial e ao seu alegado excesso de garantias, convidámos a jornalista do PÚBLICO Mariana Oliveira. A Mariana é jurista de formação e acompanha há anos este processo para os leitores do PÚBLICO. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18 min

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