Deu Tilt

Podcast sobre tecnologia para os humanos por trás das máquinas.

  1. 10 hr ago

    Meta Glasses; ‘Bug do Milênio'; dedurando a IA; você dorme, o Chat trabalha; Brasil vence EUA em IA

    A Meta fez o que Apple, Google e Snap até tentaram, mas não conseguiram: criar óculos inteligentes que as pessoas queiram usar sem parecerem estranhas. A irritação com o acessório não é de seus donos, mas de quem está na presença de quem usa o aparelho: ser filmado sem aviso. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam como a Meta encontrou a fórmula do sucesso para criar óculos conectados atrativos onde outras empresas fracassaram. Os Meta Glasses viraram uma nova categoria de produto, perseguida por rivais e com direito a falsificações, do tipo ‘Meta Glasses da Shopee’. Mas o dispositivo carrega os anos de violações à privacidade de sua criadora, também dona do Facebook e Instagram. Isso tem rendido críticas a personalidades que o promovem, como Kylie Jenner e Bruna Marquezine, além de um indigesto apelido. Pavor da internet na virada para os anos 2000, o ‘Bug do Milênio’ ameaçou transportar o mundo conectado para uma realidade offline. Superado às custas de muito dinheiro investido, o problema está de volta. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam o retorno do ‘Bug do Milênio’, que tem nova data para acontecer. Desta vez, o problema não é o contador de data de sistemas conectados, mas sim a contagem de segundos, que é finita e vai acabar. Se nada for feito, programas de equipamentos hospitalares a carros conectados entrarão em pane. Eles serão transportados para o passado, mas o problema é tão sério e incerto que não se sabe para quando. Uma hora isso iria acontecer. Uma avalanche de conteúdos sintéticos, ou seja, feitos com inteligência artificial, inunda as plataformas digitais. E, se antes incentivavam imagens, vídeos e áudios feitos artificialmente, elas agora querem dar uma freada —ou, ao menos, sinalizar o que tem dedo da IA. No novo episódio, Deu Tilt explica como uma onda de recursos ‘dedo-duro de IA’ estão sendo implantados em serviços digitais tão diversos quanto redes sociais, streamings de música e até em serviços de mapas. “Trabalhe enquanto eles dormem” é o mote de muito empreendedor de sucesso. Mas a vida pode ser diferente se você souber usar inteligência artificial direito. Diogo Cortiz explica como fazer o ChatGPT trabalhar a seu favor enquanto você dorme. A corrida pela hegemonia na inteligência artificial é encabeçada por Estados Unidos e China, que disputam para ver quem tem os chips mais poderosos, os modelos mais capazes, os cientistas mais brilhantes e a maior quantidade de dinheiro para investir em data centers. Quando se pensa na dianteira dessa disputa, o Brasil e a América Latina não são lembrados. Mas há uma categoria em que nosso país e nossos vizinhos deixam americanos comendo poeira. Helton Simões Gomes conta como, em adoção e entusiasmo com a tecnologia, brasileiros são imbatíveis, segundo pesquisa da eMarketer. E, longe de serem desprezíveis, essas características são determinantes para separar países onde uma tecnologia pega daqueles onde ela é apenas uma esperança.

  2. 25 Aug

    Supercomputadores de IA; o caso Discord; Pix contra golpes; Unico x Serasa

    Os caças suecos Gripen viraram modelo para os novos supercomputadores de inteligência artificial que o Brasil está prestes a comprar. Anunciados na semana passada pelo presidente Lula, as máquinas serão compradas e utilizadas de formas diferentes. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como a visão do governo Lula mudou após viagem à China para a Waic (Conferência Mundial de IA), como é o computador chinês que está na mira e como vai funcionar o compartilhamento de tecnologia e a formação de especialistas em IA da próxima geração.O método de pagamento mais amado pelo brasileiro acaba de ganhar atualizações para reduzir a epidemia de golpes digitais no país. Helton Simões Gomes conta como as alterações visíveis para Pix (mais prazo para contestar envios, por exemplo) e as invisíveis (bancos agora “rastreiam” por quais contas dinheiro envolvido em golpes passou) miram as modalidades de estelionato mais sofisticadas, como o “Golpe do Med”, em referência ao Mecanismo Especial de Devolução do Pix.A Unico, gigante brasileira da biometria, acusa a Serasa, um dos maiores birôs de crédito do país, de protagonizar o que classifica como “o maior roubo de dados biométricos do Brasil”. Grave, a acusação envolve ainda uma outra empresa, a Skill, e corre em duas frentes, uma em forma de investigação policial e outra em forma de ação judicial. Só que surgiram novos elementos para contestar a versão da Unico. Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como uma perícia judicial pode mudar os rumos da disputa comercial.

  3. 18 Aug

    Rafael Nasser, CEO da WPP Production Brasil: como IA está revolucionando filmes e o entretenimento

    Como é a nova rotina da maior produtora de conteúdo do mundo com o uso intensivo de inteligência artificial? No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz recebem Rafael Nasser, CEO da WPP Production Brasil. O executivo fala sobre os maiores erros das produtoras ao aderir à IA (não dá para usar assinatura do ChatGPT de R$ 100, é preciso mudar o fluxo de trabalho e deixar de pagar atores é impensável). Explica as maiores possibilidades (adaptação de campanha em tempo real, mudança de estrutura, novos papéis profissionais). Conta curiosidade como quando criaram 50 mil variações de hambúrguer em uma semana. Dá esperanças a quem está se sentindo perdido com o avanço da IA ("Olha para o seu trabalho hoje e Pensa nas suas dores: eu tenho certeza que tem uma ferramenta de IA para elas”). E crava: "com IA, dá pra fazer coisas 80% mais rápido e 50% mais barato". Como? Ele conta em Deu Tilt. O executivo conta como vídeos feitos para Oracle, LG Motorola usaram IA para divulgar de ar condicionado ao smartphone Edge 70 com cristais Swarovski. E revela como fizeram algo impossível na Copa do Mundo de 2026. Ele revela como sua equipe, seduzida pelas possibilidades da IA, gastou US$ 5 mil em apenas uma hora. Muita gente criticou, mas Rafael Nasser achou "maravilhoso" o vídeo feito com inteligência artificial pela prefeitura da cidade de Ulianópolis (PA) para divulgar a festa junina de 2025. Ele também conta como formar novos talentos quando a inteligência artificial já faz boa parte do serviço destinado a jovens.

  4. 4 Aug

    Brasil sem IA chinesa; Fim do ‘Alô, é golpe’; Robô CLT; ‘Open to work do Apocalipse’; A voz do Chat

    Dois modelos de IA da OpenAI são associados para fazer um teste de cibersegurança. Seria uma avaliação de rotina, mas virou o incidente de segurança cibernética do ano, porque a dupla escapou do ambiente seguro de análise, acessou a internet, invadiu uma biblioteca digital e roubou de lá as respostas para passar na prova. Alvo do ataque, a Hugging Face até tentou, mas as IAs dos Estados Unidos acionadas não ajudaram. Foi a chinesa GLM 5.2, da Z.ai, que solucionou o caso. A situação simbólica da adoção de IA vinda da China por startups nos EUA ganha ainda mais cores quando fica evidente que a Casa Branca começou a se movimentar para achar um jeito de proibir a IA da China dentro dos EUA. Mas os impactos da decisão não ficarão restritos ao território norte-americano. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes recebe Gabriel Francisco Ribeiro, editor da coluna IAgora?, para explicar como o veto de Donald Trump a Qwen, DeepSeek, GLM, Kimi e outros serviços chineses pode afetar o Brasil. Nós já vimos esse filme antes e contamos o que esperar dele. Eles também contam o plano para acabar com ligações telefônicas falsas até 2028, analisam o avanço dos robôs em profissões tradicionais, revelam por que a Anthropic está contratando profissionais para evitar o fim do mundo e detalham como o novo ChatGPT Live prepara o caminho para o primeiro dispositivo da OpenAI, que já nasce cercado de polêmicas.

  5. 14 Jul

    Brasil 1 x 0 celular roubado; iPhone caro? Foi a IA; ‘Caçador de sinal pirata’; Tesla bate em casa

    A parcela de brasileiros com medo de ter o celular roubado é muito próxima daquela apavorada com a possibilidade de ser morta em um assalto, indica pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Datafolha. Não há nada de hipotético nessa preocupação, já que 8,3% da população, ou seja, cerca de 14 milhões, relataram ter tido o smartphone roubado ou furtado. Os números indicam cenário ainda mais desolador: a cada cinco celulares vendidos no Brasil, outros dois são surrupiados no país. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam como a epidemia de roubo de smartphones virou problema de segurança pública, e o governo federal repaginou um programa para tentar contê-la. A estratégia, criada no Piauí e adotada em estados como Amazonas e Bahia, é forçar compradores a devolverem os celulares roubados, que perderão suas funções aos poucos. Pix, Gov.br, acesso a redes sociais. Paulatinamente, o aparelho vai virando um tijolo. Deu Tilt mostra como a estratégia conta com uma rara integração ministerial e já promove um inédito compartilhamento em massa de informação entre polícias estaduais. Ainda que bem intencionado, há alguns obstáculos, como a internacionalização da cadeia de celulares roubados. Goste da inteligência artificial ou não, você vai pagar mais caro pelo seu próximo celular por causa dela. E não pense que o peso no bolso ocorrerá devido às várias funções com IA inundando os sistemas operacionais de Apple, Google e companhia. O buraco é mais embaixo. Deu Tilt explica como a IA intensificou a crise dos chips de memória na indústria de tecnologia. Para funcionar, os data centers que mantêm no ar ChatGPT, Gemini e similares precisam de milhares de GPUs, feitos pela Nvidia, mas esse arranjo só fica de pé com uma enorme quantidade de chips de memória, fabricados pelas sul-coreanas SK Hynix e Samsung e a norte-americana Micron. Com isso, a oferta desse componente fica mais rara para outros eletrônicos, como smartphones, computadores, tablets e videogames. A Apple já aumentou os preços de Macs e iPads; em breve, os iPhones devem ficar mais caros em, estimados, US$ 200. É adepto de Android? Não celebre ainda. A má notícia é que essa situação já afeta toda as fabricantes, a ponto de consultorias marcarem o fim dos celulares baratinhos para 2028 e não verem vida lá muito longa para os computadores de entrada. Diversos países enviaram à Venezuela ajuda humanitária e para auxiliar nas buscas após o maior terremoto a atingir o país em mais de cem anos. Um deles foi o Brasil, que, além de bombeiros e socorristas, enviou um aparelho curioso. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam como um dispositivo cuja função é identificar interferência em sinais de rádio foi usado em tragédias brasileiras e agora foi enviado ao país vizinho. Em atuação após as fortes chuvas que atingiram o litoral norte de São Paulo em 2023 e Minas Gerais no início de 2026, o ‘caçador de sinal pirata’ identificou 70 corpos soterrados pela lama e os escombros de edifícios que desabaram. A dupla explica como a tecnologia entra em campo para dar alguma esperança a famílias que já perderam tanto, em uma tragédia que deixou mais de 3,5 mil mortos. Um acidente cinematográfico e fatal chamou a atenção do mundo para os carros autônomos. Um Model 3, da Tesla, colidiu com uma casa em altíssima velocidade. Uma mulher, que estava sentada confortavelmente em sua sala de estar, morreu. E o motorista afirmou que o veículo estava no modo de direção automática. A situação catastrófica, ainda em investigação, aponta para uma outra realidade. Deu Tilt explica como empresas norte-americanas, como a Tesla de Elon Musk e a Waymo do Google, diferem na estratégia para os carros conseguirem navegar sozinhos pelas ruas, enquanto a China voa abaixo do radar e já com mais de uma centena de iniciativas.

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