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  1. O rescaldo da vitória sem espinhas do Portugal moderado visto por António Costa Pinto

    11 HR AGO

    O rescaldo da vitória sem espinhas do Portugal moderado visto por António Costa Pinto

    Primeira surpresa, na primeira volta das Presidenciais, dia 18 de Janeiro de 2026: contra a maior parte das sondagens e expectativas, António José Seguro surge como o vencedor com quase mais oito pontos percentuais do que o seu adversário, André Ventura. Segunda surpresa, segunda volta das Presidenciais, dia 8 de Fevereiro: apesar de vários receios associados ao nível da abstenção ou ao descontentamento agravado pela crise da tempestade Kristin, António José Seguro vence as eleições com mais de dois terços dos votos expressos pelos portugueses. Com duas tão evidentes vitórias do Presidente eleito, era normal que se extraíssem conclusões óbvias como a que aponta uma vitória clara do candidato moderado ou uma derrota óbvia do candidato extremista. Isso aconteceu, mas aconteceu também outra coisa: houve mais portugueses a votar em Ventura, o que permite envolver o futuro da sua carreira política na categoria das incógnitas. Seguro foi eleito com a maior votação de sempre em Portugal, mais de 3,4 milhões de votos. A sua legitimidade é indiscutivelmente forte. O novo presidente dispõe de uma inquestionável força política para exercer as suas funções. Ventura foi derrotado por uma ampla coligação do campo democrático. Mas saiu de cena com um forte pecúlio eleitoral, mais de 1,7 milhões de votos – quase mais 400 mil votos do que na primeira volta, mais 300 mil que nas legislativas do ano passado. Esta força, já se pressentia e vai influenciar a dinâmica do parlamento e a relação de forças entre o Chega e o Governo. Estaremos a entrar numa nova fase da política portuguesa, ou, como dizia Luís Montenegro, a noite de domingo não mudou nada? É caso para dizermos que nestas eleições a dinâmica da direita radical foi travada? Ou que, por oposição, os portugueses deixaram no ar uma prova inequívoca da sua adesão ao sistema? Vamos fazer o rescaldo de uma das eleições presidenciais mais importantes de sempre como o professor António Costa Pinto, Doutorado pelo Instituto Universitário Europeu (1992, Florença) é presentemente Investigador Aposentado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professor Convidado no ISCTE, Lisboa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    17 min
  2. Protecção Civil preocupa-se mais em socorrer do que em prevenir riscos

    6 DAYS AGO

    Protecção Civil preocupa-se mais em socorrer do que em prevenir riscos

    O primeiro-ministro esteve ontem em Pombal, para avaliar os estragos da depressão Kristin em duas empresas, rejeitou as críticas às respostas do Estado nesta situação de emergência e anunciou a isenção de portagens em quatro auto-estradas das zonas afectadas. As críticas à actuação das diferentes estruturas do Governo destinam-se, sobretudo, à ministra da Administração Interna e já se fazem ouvir dentro do próprio PSD. A Kristin foi embora e chegou a depressão Leonardo. A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil alertou para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, cheias, derrocadas e acidentes em zonas costeiras, até quinta-feira, devido à passagem da depressão Leonardo por Portugal continental. Algarve, Alentejo e Lisboa são as regiões onde se prevê que o impacto da chuva e do vento seja maior. A GNR e a Protecção Civil recomendam a preparação de um kit de emergência para 72 horas e evitar deslocações desnecessárias em zonas costeiras ou arborizadas. Manuel João Ribeiro, professor do ISEG e investigador do Iscte, ex-presidente e vice-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, é o convidado de hoje. Neste episódio, Manuel João Ribeiro diz que falta uma cultura de prevenção e defende uma melhor articulação entre os planos de protecção civil municipais e nacionais. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    19 min
  3. Abstenção, o fantasma que ameaça as previsões para a eleição de domingo

    2 FEB

    Abstenção, o fantasma que ameaça as previsões para a eleição de domingo

    António José Seguro vive assombrado pelo drama da abstenção. Desde que a corrida pela segunda volta começou, o candidato tem feito sucessivos apelos à mobilização dos seus eleitores. Ter mais votos, significa mais legitimidade, disse. As sondagens, não ganham eleições, afirma e repete a cada passo. Com a sondagem do CESOP, da Universidade Católica, para o PÚBLICO/RTP e antena 1 a dar-lhe uma vitória de 70% contra o seu opositor, André Ventura, Seguro sabe que tem de enfrentar uma ameaça: a dos eleitores que ficam em casa por saberem que não vale a pena perder tempo a votar num candidato que já ganhou. Perante este cenário, uma das estratégias de André Ventura é colocar no ar dúvidas aos eleitores da direita moderada que de alguma forma se sentem inclinados para o seu adversário. O ataque às personalidades dessa área política que recomendaram o voto em Seguro é uma das faces dessa estratégia. A abstenção nas presidenciais é por regra superior à das legislativas. Na primeira volta, registou o valor mais baixo em 20 anos de eleições do Presidente da República – 47,65%. Em escolhas com vencedor antecipado, porém, como aconteceu com a segunda eleição de Marcelo Rebelo de Sousa, a abstenção chegou aos 60,8%. Uma vez que este fenómeno tende a prejudicar mais o candidato favorecido nas sondagens do que o eleitorado mobilizado e fiel de Ventura, compreende-se a preocupação de Seguro e a estratégia do seu oponente. Vamos tentar perceber o que está em causa com os eventuais cenários da abstenção no próximo domingo. Convidámos assim para este episódio João António, Director do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) e investigador no Centro de Investigação do Instituto de Estudo Políticos da mesma universidade. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    16 min

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