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  1. Estamos preparados para futuras epidemias? Não. Mas devíamos

    18 hr ago

    Estamos preparados para futuras epidemias? Não. Mas devíamos

    O hantavírus foi responsável por três mortes misteriosas a bordo de um cruzeiro e o ressurgimento do ébola já causou cerca de 220 mortes na República Democrática do Congo. O hantavírus pode causar doenças graves e a morte, mas não é, particularmente, contagioso e tende a desaparecer. Não é o caso do ébola. O vírus está mais concentrado no Congo, mas já se estendeu ao Uganda. Os corpos infectados são muito contagiosos e as autoridades congolesas proibiram velórios e funerais com mais de 50 pessoas na zona afectada pela epidemia, numa tentativa de conter a propagação da doença. Já assistimos a esta história 17 vezes no Congo. Os surtos são inevitáveis. A recente Assembleia Mundial da Saúde confrontou-se com o paradoxo: o mundo aprendeu com a Covid-19 a lidar com pandemias, mas a cooperação internacional nesta matéria tornou-se mais frágil. A administração de Donald Trump saiu da OMS e encerrou de supetão a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional. Com esta decisão, perdeu-se a grande maioria da ajuda externa que era aplicada na resolução de problemas da saúde global, como é o caso do ébola. Os vírus não respeitam fronteiras e a cooperação entre países continua a ser crucial para a saúde global. O mundo está preparado para combater a possibilidade de uma nova epidemia? Um recente relatório da OMS diz que o mundo está menos seguro. É sobre isto que vamos falar com Tiago Ramalho, jornalista da secção de Ciências do PÚBLICO. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    20 min
  2. Bad Bunny em Portugal. Como o porto-riquenho está a mudar a indústria musical

    26 May

    Bad Bunny em Portugal. Como o porto-riquenho está a mudar a indústria musical

    Benito Antonio Martínez Ocasio, mais conhecido como Bad Bunny, é a estrela global da música actual. O porto-riquenho, de 32 anos, transformou o hip hop ou o trap, um dos seus sub-géneros, com as suas canções em castelhano e uma forte componente política. Bad Bunny é uma figura sui generis na música e na América de hoje. A sua actuação no intervalo do Super Bowl de 2025, para irritação de Donald Trump, que criticou a sua prestação e o facto de se expressar em castelhano, é prova disso. Depois de vários concertos em Barcelona e Madrid, tendo vendido seiscentos mil bilhetes em Espanha, Bad Bunny chega a Portugal, para duas actuações esgotadas, no Estádio de Luz, hoje e amanhã. Bunny já leva sete discos gravados e o último deles, Debí tirar más fotos, sintetiza o som do passado e do presente de Porto Rico num álbum emblemático e intergeracional, como diz a Pitchfork. O artista actualiza a música porto-riquenha, nomeadamente a bomba, uma antiga tradição rítmica e de dança da ilha, criada há mais de 400 anos por pessoas escravizadas de origem africana, ou o boogaloo, fusão de ritmos afro-cubanos e música urbana e americana, nascida em Nova Iorque, mas popularizada em Porto Rico. Para percebermos o fenómeno Bad Bunny, convidamos o crítico musical do PÚBLICO, Mário Lopes, que assina na edição de hoje um artigo de antecipação dos concertos de estreia do músico em Portugal. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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