P24

De segunda a sexta às 7h. Antes de tudo: P24. O dia começa aqui

  1. "Cobardes", diz Trump: guerra no Irão agrava 'Guerra Fria' entre Europa e os Estados Unidos

    6 HR AGO

    "Cobardes", diz Trump: guerra no Irão agrava 'Guerra Fria' entre Europa e os Estados Unidos

    A frase, esta não é uma guerra da Europa, pronunciada por Kaja Kallas, Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, promete ficar para a posteridade. Porque marca de forma indelével mais uma divergência entre os membros da União Europeia e os Estados Unidos. Recuemos uns dias: há uma semana Donald Trump pediu o envolvimento dos europeus, dos japoneses, sul-coreanos e australianos na segurança do tráfego marítimo no estreito de Ormuz. Todos os seus apelos foram simplesmente recusados. E Trump não escondeu a sua acrimónia. Começando por dizer que os Estados Unidos não precisam de ninguém.  Dias depois, porém, Trump passou ao ataque. Avisando que, sem o envolvimento europeu na sua guerra e na guerra de Netanyahu​, a NATO teria um futuro sombrio. E, mais grave ainda, na última sexta-feira acusou os europeus de cobardia e avisou que os Estados Unidos “não esquecerão” a recusa em enviar meios militares para o mar vermelho. Desta vez a Europa manteve-se firme. Nem sequer vai reforçar os meios navais que hoje protegem a marinha mercante a sul do estreito de Ormuz. O foco da União continua a ser o apoio à Ucrânia, que no final da semana passada voltou a ser bloqueado por Viktór Orbán.   Mas também aqui os líderes europeus parecem mais confiantes em tomar decisões duras: as críticas à Hungria atingiram uma dureza sem precedentes. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, chegou a falar de chantagem.   Estará em curso uma mudança no sentido de uma União mais assertiva e corajosa na defesa da sua soberania e dos seus interesses, ora batendo o pé a Trump, ora pondo de lado a condescendência para com o vírus divisionista de Orbán? Como aconteceu com a Ucrânia, as ameaças externas estão a criar um novo espírito na Europa? E para onde nos levará esse espírito?   Vamos discutir estes e outros temas com Rita Siza. Jornalista do PÚBLICO com ampla experiência internacional, a Rita é a nossa correspondente em Bruxelas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    17 min
  2. A direita tem uma obsessão com “uma ideologia de género” que não existe

    4 DAYS AGO

    A direita tem uma obsessão com “uma ideologia de género” que não existe

    O parlamento vai discutir hoje as propostas apresentadas pelo PSD, Chega e CDS-PP para revogar a Lei da Autodeterminação de Género. As três propostas pretendem alterar a legislação em vigor desde 2018, que permite a qualquer pessoa acima dos 18 anos mudar de sexo e de nome no registo civil, sem necessidade de apresentar um relatório médico. A lei permite, também, que pessoas entre os 16 e os 18 anos possam mudar de sexo, desde que tenham a autorização dos pais e uma declaração de um profissional de saúde, que reconheça a sua maturidade para tomar aquela decisão. O projecto-de lei da bancada do PSD, por exemplo, volta a colocar nos 18 anos a idade mínima para atribuir legitimidade “a quem seja diagnosticada incongruência de género”, como é dito no texto, e queira proceder a esse pedido. E retira essa possibilidade a pessoas com 16 e 17 anos. Quando três partidos de direita se unem na tentativa de revogar esta lei “não estão apenas a atacar pessoas trans e intersexo, estão a preferir a demagogia à ciência”, escreveu no PÚBLICO Pedro Alexandre Costa, docente da Faculdade de Psicologia do Porto, que é o convidado deste episódio. Pedro Alexandre Costa, que integra o Grupo de Investigação em Sexualidade e Género do Centro de Psicologia da Universidade do Porto, considera que estes partidos estão obcecados com uma "ideologia de género" que não existe. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    13 min
  3. Fazer mil quilómetros com uma carga de nove minutos: a China mais à frente nos carros eléctricos

    5 DAYS AGO

    Fazer mil quilómetros com uma carga de nove minutos: a China mais à frente nos carros eléctricos

    A BYD apresentou uma bateria que em nove minutos pode ser carregada para permitir uma viagem de 1000 quilómetros. Os que, naturalmente, se assustam com o cenário das grandes filas de carros eléctricos nas estações de serviço nos dias de maior tráfego, podem respirar de alívio. Em pouco mais tempo do que se gasta a encher um depósito de gasolina, em breve será possível carregar uma bateria e viajar de Caminha a Tavira sem ter o incómodo de parar por falta de energia. O novo paradigma da BYD reforça a vanguarda da China na indústria dos carros eléctricos – como aliás acontece em segmentos das energias renováveis. Note-se: não estamos a falar da liderança de uma indústria menor, como aconteceu nos primórdios da fábrica do mundo com materiais baratos e de duvidosa qualidade. Estamos sim a falar de uma das mais importantes indústrias do mundo que, desde o princípio deste ano, passou para o controlo da China. A BYD já ultrapassou as vendas da Tesla e é hoje o maior construtor mundial de carros eléctricos. Pelo preço? Nem tanto. Os especialistas reconhecem que os chineses são os donos da melhor e mais avançada tecnologia. Tudo terá começado em 2007, há menos de 20 anos portanto, sob a égide do ministro Wan Gang – um engenheiro formado na Alemanha que se tornou ministro da Ciência e do Comércio. Em 2010, a China tinha um plano em marcha que envolveu quantidades gigantes de dinheiro público. O acesso a matérias-primas e a existência de redes complexas de abastecimento e de mão-de-obra qualificada, fizeram o resto. Em meia dúzia de anos a China bateu aos pontos a Europa e os Estados Unidos e dispõe hoje de uma ampla vantagem. O anúncio da nova bateria da BYD é disso prova cabal. O que aconteceu e o que podemos esperar desta reconfirmação da liderança chinesa? Vamos fazer perguntas destas a Sérgio Magno, jornalista especializado em tecnologia e editor da secção ENTER, no PÚBLICO. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18 min
  4. Nada de novo: mudanças no Código do Trabalho continuam encalhadas

    6 DAYS AGO

    Nada de novo: mudanças no Código do Trabalho continuam encalhadas

    Na tarde desta segunda-feira, depois de quatro horas de reunião entre patrões, sindicatos e ministra do Trabalho, Francisco Calheiros, da Confederação do Turismo de Portugal, repetiu o que se tem ouvido uma e outra vez nas últimas semanas: não há acordo para as mudanças propostas pelo Governo ao Código do Trabalho. Os intervenientes na negociação lá foram dizendo que houve mais flexibilidade na análise das propostas, que se evoluiu em algumas, mas, no essencial, tudo continua como antes: o Anteprojecto Trabalho XXI continua encalhado. Apresentado em Julho do ano passado, o projecto do Governo é ambicioso: estão em causa mais de 100 alterações ao Código do Trabalho, dos despedimentos sem justa causa em empresas com mais de cinco trabalhadores ao alargamento dos prazos dos contratos, dos serviços mínimos em caso de greve à parentalidade ou ao banco de horas. Pelo meio, houve quase meia centena de reuniões e os pontos de discórdia resumem-se hoje a pouco mais de uma dezena de alterações. Que para o Governo são traves mestras, sem as quais o edifício legislativo desaba. Para a UGT, continua a haver linhas vermelhas insusceptíveis de negociação. A longa caminhada destas alterações vai continuar com uma nova reunião entre as partes – da qual, em princípio, a CGTP continuará a não participar. O Governo não quer eternizar a discussão, mas o novo presidente faz da negociação uma obrigação de todas as partes. No vai não vai do debate, quisemos saber como Manuel Carvalho da Silva analisa a proposta do Governo, o processo negocial e, também, como podemos inserir o que está em causa na linha do tempo da história recente do país. Figura incontornável do sindicalismo português, Manuel Carvalho da Silva foi presidente da CGTP entre 1987 e 2012. Licenciou-se em sociologia em 2000 e doutorou-se no ISCTE, sete anos mais tarde, com a tese A centralidade do trabalho e acção colectiva. Sindicalismo em tempo de globalização. É também coordenador do Laboratório Colaborativo para o Trabalho, Emprego e Protecção Social (CoLABOR). See omnystudio.com/listener for privacy information.

    20 min
  5. Quem decide quando acaba a guerra no Irão?

    16 MAR

    Quem decide quando acaba a guerra no Irão?

    O preço mundial do petróleo subiu na sexta-feira. Para tentar baixar o preço, os EUA aliviaram as sanções sobre países que comprem petróleo e produtos petrolíferos russos. A União Europeia classificou a decisão como “muito preocupante”. A Rússia agradece, pois pode vender cerca de 100 milhões de barris de petróleo actualmente em trânsito. Afinal, o que era uma “pequena excursão”, na expressão de Donald Trump, arrisca-se a ser a maior crise energética da história. O ataque ao Irão revelou-se um ataque à “economia mundial”, como lhe chamou a Economist. Trump foi eleito para acabar com as guerras e baixar a inflação, mas o que está a acontecer é o contrário. Os EUA terão gastado cerca de 11 mil milhões de euros, só nos primeiros seis dias, diz a CNN. Trump já disse que a guerra ia acabar em breve. Israel envolveu-se numa nova frente de guerra no Líbano e o Irão promete não desistir. Mojtaba Khamenei, o novo ayatollah, prometeu, na sua primeira declaração pública, a “vingança dos mártires”. Por outro lado, o presidente iraniano diz que a “única maneira de acabar com esta guerra “é reconhecer os direitos legítimos do Irão, pagar reparações e obter firmes garantias internacionais contra futuras agressões”. Quem decide quando acabará esta guerra? Pedro Ponte e Sousa, professor de Relações Internacionais da Universidade Portucalense e investigador do IPRI, é o convidado deste episódio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    20 min
  6. Em caso de colapso económico, o regime de Cuba vai afundar ou sobreviver?

    12 MAR

    Em caso de colapso económico, o regime de Cuba vai afundar ou sobreviver?

    Cuba está sujeita ao embargo dos EUA há mais de 60 anos e desde o rapto de Nicólas Maduro que deixou de receber petróleo venezuelano. A economia da ilha depende, na sua quase totalidade, da energia externa e está perto do colapso. Os apagões são constantes, cada vez mais prolongados e regulares, os transportes são raros, cresce a inflação e a escassez de alimentos. A população tem recorrido a painéis solares para enfrentar a falta de combustível e permitir que o comércio e a vida prossigam. Esta semana, o Governo dos EUA afirmou que o petróleo de origem venezuelana pode ser revendido e transportado para Cuba, desde que essas transacções não beneficiem o regime. E, na semana passada, quatro pessoas morreram, pelo menos, numa troca de tiros com a guarda costeira cubana, quando uma lancha rápida, baseada na Flórida, entrou nas águas territoriais do país. O que irão fazer os EUA com Cuba? O secretário de Estado, Marco Rubio, filho de cubanos exilados na Flórida nos anos 50, não esconde as suas pretensões de mudar os regimes comunistas sul-americanos. Aparentemente, Rubio estará em negociações com um “herdeiro” do regime, entre aspas, Raúl Guillermo Castro, que é neto e cuidador de Raúl Castro, que sucedeu na presidência ao seu irmão Fidel, o líder histórico da revolução cubana. Estes são os temas de conversa com a convidada do episódio de hoje, Carmen Fonseca, docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigadora em análise de política externa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    19 min

About

De segunda a sexta às 7h. Antes de tudo: P24. O dia começa aqui

More From Podcasts PÚBLICO

You Might Also Like