Poder Público

A semana política em debate pela secção de política do PÚBLICO.

  1. Tempestade: um Governo que chegou tarde, uma ministra sem noção e uma porta aberta ao populismo

    15 HR AGO

    Tempestade: um Governo que chegou tarde, uma ministra sem noção e uma porta aberta ao populismo

    Faltam três dias para sabermos quem vai ser o próximo Presidente da República, apesar de as sondagens persistentemente apontarem António José Seguro como vencedor incontestado, por uma grande diferença. Serão três dias e muita chuva e mau tempo, como aconteceu na última semana, incluindo o dia de reflexão. Neste episódio, vamos dar algum tempo de antena ao mau tempo, avaliando a resposta do Governo e do Presidente da República à tempestade. Na entrevista que deu ao PÚBLICO e à Renascença, o ministro das Finanças defendeu nesta quinta-feira a sua colega da Administração Interna, dizendo que é uma “pessoa altamente prestigiada”, uma “académica respeitada” e que se empenhou a fundo. Mas as críticas à sua ausência nos momentos iniciais foram duras. O mau tempo acabou também por contaminar as campanhas de António José Seguro e de André Ventura, que foram ao distrito mais afectado pela tempestade Kristin, cada um no seu estilo. Na sondagem desta semana, a última antes das eleições. Seguro perdeu ligeiramente terreno para Ventura: desceu de 70% nas intenções de voto para 67 e Ventura subiu de 30 para 33. O ex-líder do PS é o que capta mais votos de eleitores que na primeira volta votaram noutros candidatos. Mas, segundo o relatório da sondagem, ainda há um número significativo de inquiridos que permanece indeciso ou diz que votará em branco ou nulo. Quem pode beneficiar disso? O episódio termina depois do Público & Notório. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    29 min
  2. Seguro combate a desmobilização e, afinal, Ventura não quer as elites

    29 JAN

    Seguro combate a desmobilização e, afinal, Ventura não quer as elites

    O Poder Público é um podcast em que conversamos sobre actualidade política. E a actualidade que interessa continuam a ser as presidenciais. Neste fim-de-semana muitos eleitores vão votar na segunda volta e já tiveram a oportunidade de conhecer uma sondagem sobre o assunto. Foi feita pelo centro de sondagens da Católica para o Público, a RTP e a Antena 1 e aponta para um resultado de 70% para António José Seguro e 30% para André Ventura. A confirmarem-se estes números, vamos ter António José Seguro como Presidente. O que significa que já podemos especular sobre a convivência entre Montenegro e Seguro. É um dos temas da conversa. Assim como o grande adversário de Seguro, que pode ser a desmobilização do seu eleitorado. Entretanto, a campanha voltou à estrada esta semana depois de os dois candidatos terem participado num frente-a-frente televisivo. Falamos sobre a prestação dos dois, num debate surpreendentemente calmo. E também dedicamos uns minutos a discutir os apoios dos candidatos. Há cada vez mais gente (de vários quadrantes políticos, do CDS ao Bloco de Esquerda) a assumir que vai votar em Seguro. Que fenómeno é este que pôs Seguro a passar de “poucochinho”, em 2014, a “incontornável”, em 2026? E o que mudou para o candidato do Chega ter começado por pedir o apoio da AD e da IL e agora dizer que quer é o povo? O episódio termina depois do momento Público & Notório. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    32 min
  3. Presidenciais: a táctica de Montenegro, a estratégia de Ventura e o desafio de Seguro

    22 JAN

    Presidenciais: a táctica de Montenegro, a estratégia de Ventura e o desafio de Seguro

    Estamos de volta com a resposta à pergunta que mais fizemos nos últimos tempos. Quem passa à segunda volta das presidenciais? Ditaram os portugueses que fosse António José Seguro e André Ventura, separados por mais de 400 mil votos. No pelotão do meio ficaram, por esta ordem, João Cotrim Figueiredo, com quase um milhão de votos; Gouveia e Melo, com quase 700 mil; e Marques Mendes com mais de 600 mil. Juntando-lhe mais 315 mil dos pequeninos, há dois milhões e meio de votos a disputar até ao dia 8 de Fevereiro. Com tantos votos em disputa, a vitória é possível para qualquer um dos candidatos e o nível da participação eleitoral terá uma palavra a dizer na definição do vencedor. Assim como os apoios e, desde a noite eleitoral, tem havido sucessivas manifestações públicas e alguns silêncios. Luís Montenegro escolheu não endossar os votos da AD, assim como a líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, ou o CDS. Entretanto, os candidatos já começaram a ensaiar a estratégia para a segunda volta e ainda ontem, Pedro Pinto, do Chega, pôs as coisas entre o candidato socialista e o que combate o socialismo. O desafio para Seguro é descolar do PS. A sua estratégia passar por ser o rosto da candidatura pela democracia liberal. Nos próximos dias e semanas vamos voltar a ter duas campanhas na rua, que é uma situação política que já não vivíamos há 40 anos. E nós estaremos por aqui pelo menos mais duas vezes antes das eleições. Até à próxima quinta-feira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    36 min
  4. A semana (mais) louca das presidenciais de 2026

    15 JAN

    A semana (mais) louca das presidenciais de 2026

    Este episódio do Poder Público foi gravado no penúltimo dia da campanha das presidenciais. Hoje é quinta-feira. Não vamos falar de outra coisa que não sejam estas eleições. André Ventura vai à frente nas sondagens e nas tracking poles. Gouveia e Melo, que começou na frente, está agora em quinto. É mais do que certo que haverá uma segunda volta. E o pelotão da frente tem um candidato improvável: Cotrim Figueiredo deu um salto de gigante durante a campanha, apesar de todos os constrangimentos, e apareceu em terceiro lugar no estudo de opinião divulgado na terça-feira pelo PÚBLICO, pela RTP e pela Antena 1. Na semana passada, Marques Mendes apelava ao voto útil e estava em crescendo. Esta semana, Cotrim Figueiredo escreveu uma carta ao primeiro-ministro a apelar à desistência de Marques Mendes. Como é que isto aconteceu? Como é que Cotrim se transformou num sempre em pé? E será mesmo um sempre em pé ou está já a evidenciar algum desgaste? Desde o início, sempre dissemos aqui que esta era uma corrida com figuras pouco entusiasmantes. Será isso que pode explicar a instabilidade das projecções? E tendo em conta eleições anteriores, é expectável que a abstenção suba ou diminua? Este episódio não é definitivo. Mas é o "estado da arte" na recta final da campanha. Quando voltarmos, para a semana, já teremos novidades sobre a segunda volta. Não deixem de acompanhar a nossa noite eleitoral. Este ano temos uma nova página de resultados, onde pode ver ao mesmo tempo os números e as notícias mais importantes e acompanhar o seu distrito, concelho ou freguesia sem esforço. Esperamos que no domingo vá a publico.pt para perceber melhor o que lhe dizemos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    30 min
  5. Presidenciais: do esqueleto no armário ao sebastianismo bacoco

    8 JAN

    Presidenciais: do esqueleto no armário ao sebastianismo bacoco

    Este é o primeiro Poder Público do ano que é também o primeiro durante a campanha das presidenciais. Vamos com cinco dias na estrada e temos visto uma grande oscilação nas sondagens. Começamos a conversa por aí. Estas não serão as presidenciais mais renhidas de sempre, sabemos o que aconteceu em 1986, mas nas sondagens, os candidatos têm trocado muito de lugares entre si. Gouveia e Melo começou na frente, depois foi ultrapassado por Marques Mendes e a tracking poll diária da CNN já deu Seguro em primeiro. Não é seguro apostar em quem passa à segunda volta, mas é um bom clima para as casas de apostas. De repente Francisco Sá Carneiro foi nomeado pelos candidatos da direita: Marques Mendes, Cotrim, Gouveia e Melo e Ventura. Cavaco Silva disse-se chocado com a tentativa de apropriação do legado político de Sá Carneiro por figuras que representam o oposto do seu projecto. Sá Carneiro será realmente um trunfo eleitoral, atendendo a que provavelmente um terço dos eleitores já nasceu após a sua morte? Na terça-feira, depois do debate a 11 na RTP, pareceu-nos a todos que Jorge Pinto insinuou que pode desistir a favor de Seguro. Disse exactamente o seguinte: "No que de mim depender, não será por mim que António José Seguro não será Presidente de Portugal." O que é que o candidato queria dizer com isto? Estes foram os temas e as questões que dominaram o episódio. No final, cada um dos participantes partilha o seu Público & Notório. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    36 min
  6. As lições da Spinumviva e a derrota da AD na Lei da Nacionalidade

    18/12/2025

    As lições da Spinumviva e a derrota da AD na Lei da Nacionalidade

    Este será o último Poder Público de 2025 — não haverá episódios no dia de Natal nem a 31 de Dezembro. Vamos encerrar o ano com a prenda de Natal que o primeiro-ministro recebeu ontem, com o caso que está a perturbar a campanha de Luís Marques Mendes, com a gaffe do ministro da Educação e com o revés na Lei da Nacionalidade. Na quarta-feira foi encerrada a averiguação preventiva ao caso da empresa familiar do primeiro-ministro, a Spinumviva. Não foram encontradas práticas de ilícito criminal e, por isso, todos os procedimentos foram arquivados. Luís Montenegro decidiu fazer uma comunicação ao país de nove minutos na qual explicou que foram analisados extractos bancários e movimentos das contas dele, da mulher, dos filhos e da empresa, nomes de clientes, nomes de quem prestou serviços. Concluiu: “Exerci sempre a função de primeiro-ministro em regime de exclusividade e nunca fui avençado de ninguém”. Será que o caso está definitivamente encerrado? A oposição ainda tem por onde ir nas críticas a Montenegro? Quem foram os principais alvos da declaração do primeiro-ministro? Isto leva-nos para outra questão que também complicou, neste caso, a semana Luís Marques Mendes. Com a divulgação dos rendimentos do candidato presidencial que incluem 700 mil euros nos últimos dois anos na qualidade de consultor. Os adversários pediram a divulgação da lista dos clientes da empresa familiar através da qual este dinheiro foi recebido e Marques Mendes disse que divulgaria os nomes se tivesse autorização da parte dos clientes. De que modo pode interferir com a campanha do candidato que é o mais bem colocado para vir a ser Presidente à segunda volta? A conversa também se detém na declaração do ministro da Educação sobre os pobres e a utilização de serviço públicos. As palavras de Fernando Alexandre não foram propriamente as que esperássemos ouvir da boca e valeram-lhe várias e fortes críticas. Foi um dia mau? Explicou-se mal? Finalmente, que futuro para a Lei da Nacionalidade que, na segunda-feira, viu quatro normas serem chumbadas pela avaliação preventiva do Tribunal Constitucional? Atendendo aos prazos que é preciso cumprir, à pausa do Parlamento e às eleições de 18 de Janeiro e 8 de Fevereiro, ao que tudo indica, achas que ainda será Marcelo a pronunciar-se sobre a nova lei? Cada um dos participantes partilha, no final do episódio o seu Público & Notório. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    33 min
  7. A greve que o Governo menospreza, Gouveia e Melo a submergir e o sempre em pé da política

    12/12/2025

    A greve que o Governo menospreza, Gouveia e Melo a submergir e o sempre em pé da política

    No rescaldo da greve geral, o episódio desta semana é quase todo dedicado ao tema. E temos uma convidada especial: a Raquel Martins, jornalista da secção de Economia que segue temas de trabalho. O Governo disse que a paralisação foi inexpressiva e que mais parecia uma greve parcial da Função Pública e os sindicatos acharam que foi a maior de sempre. A pergunta que se impõe é: cumpriu o seu objectivo? E será que a mudança de posição de André Ventura, que acabou a defendê-la depois de há um mês ter dito o contrário, pode ter implicações na Assembleia da República e no apoio que o Governo precisa para aprovar o pacote laboral? O Governo tem dito sempre que quer negociar, mas os sindicatos puseram em cima da mesa a possibilidade de marcar uma segunda greve geral. Que interpretação se pode fazer desta ameaça? Guardamos umas perguntas finais para as eleições presidenciais, que continuam a animar as nossas noites, e as sondagens mais recentes, que têm revelado algumas mudanças. Como deve interpretar-se o facto de Gouveia e Melo estar a descer nas sondagens e de André Ventura, por exemplo, estar a subir? Será um resultado da prestação dos debates? Os frente-a-frente estão a mudar a percepção que os portugueses têm dos candidatos? E a segunda volta, é cedo para dizer quem passa? O episódio só termina depois do habitual momento Público & Notório. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    34 min

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