Bloco Central

Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam os acontecimentos e os protagonistas da semana, com moderação de Paulo Baldaia. Quinze anos depois da estreia na TSF, os episódios passam a sair à quinta-feira, dia de Conselho de Ministros, no Expresso. A fechar, e como sempre, o bloco central de interesses, com sugestões para as coisas importantes da vida.

  1. قبل يوم واحد

    Marques Lopes e a perda da nacionalidade: “O PSD rasgou toda a sua tradição e cuspiu na sua história”

    Os dois homens mais poderosos do mundo encontram-se neste final de semana em Pequim, quase 10 anos depois de o terem feito pela primeira vez. As circunstâncias são muito diferentes e Xi Jinping - para usar uma expressão de Trump - tem melhores cartas na mão, porque os Estados Unidos se meteram numa guerra da qual não sabem como sair. No Reino Unido, os trabalhistas sofreram uma pesada derrota nas eleições locais e regionais; os conservadores não ganharam nada com isso e o crescimento do Reform de Nigel Farage, dos Verdes e dos liberais mostram que a fragmentação político-partidária chegou a terras de sua magestade. Keir Starmer luta pela sua sobrevivência política. Por cá, o Tribunal Constitucional voltou a decidir por unanimidade que a perda da nacionalidade como pena acessória de crimes graves é inconstitucional, designadamente por violar o principio da igualdade. Nada que tire o sono a André Ventura, disposto a mandar às malvas a Constituição para impor a maioria de dois terços que a direita tem neste momento no Parlamento. O PSD deixou-o a falar sozinho. Esta é a semana em que ouvimos falar todos os dias do hantavirus, não porque exista razão para alarme, mas porque enquanto houve passageiros no barco, houve novela noticiosa nas televisões. Está com o Bloco Central, uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, moderada por Paulo Baldaia, com sonoplastia de João Luís Amorim e música original de Manuel Siza Vieira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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  2. ٧ مايو

    Marques Lopes: “O Pacto Estratégico para a Saúde é disparatado”

    Esta semana, o Presidente Seguro imitou o Presidente Marcelo e promulgou com criticas uma lei que lhe chegou do Parlamento, no caso a lei da nacionalidade, anteriormente chumbada no Tribunal Constitucional e corrigida pela maioria de direita. Fecham esta quinta-feira as negociações as negociações na Concertação Social e tudo indica que o projecto governamental para alterar a legislação laboral acabará chumbado na Assembleia da República e “o país não acaba” por isso, garante o primeiro-ministro. A maioria presidencial faz também caminho paralelo com a maioria governamental na área da Saúde, onde Adalberto Campos Fernandes, nomeado pelo Presidente coordenador do Pacto Estratégico, já começou a trabalhar. No país em que o turismo é a galinha dos ovos de ouro, para lá da ameaça que paira sobre as companhias de aviação por causa do preço do jet fuel e da sua escassez, volta a haver problemas sérios no Centro Comercial Humberto Delgado, onde aterram e levantam aviões, mas onde os passageiros aguardam horas na fila, por causa de um novo sistema de controle, poucas cabines e forças de segurança com formação deficiente. Lá por fora, o rei de Inglaterra, Carlos III, eclipsou o rei sol, Donald Trump, que vive um impasse na guerra em que afirma diariamente a sua superioridade, mas não é capaz de derrotar o seu inimigo. Está com Bloco Central, uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, moderada por Paulo Baldaia e com sonoplastia de João Luís Amorim. A música do genérico é de Manuel Siza Vieira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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  3. ٢٣ أبريل

    Siza Vieira: “A legislação laboral é da AD, não é de mais ninguém”

    Num momento em que o PS aparece à frente nas sondagens, em que José Luís Carneiro já é percepcionado como tendo capacidade de fazer melhor que Luís Montenegro o lugar de primeiro-ministro. Depois de elegerem o secretário-geral com 96,9% dos votos, os socialistas descobrem que, afinal, estes números não são a prova da unidade que o líder apregoa. Carneiro é visto como sendo de transição e já há Cordeiro a sonhar com a cadeira do líder. O paradoxo estende-se à relação com o Presidente da República, ex-líder socialista, que tem vindo a pressionar a UGT para fechar acordo com o governo e assim ajudar o chefe do Estado a evitar ter de andar às turras com o chefe do governo, logo no início da coabitação. O problema é que toda esta vontade está a criar tensão com a sua família política. O que não muda é a atracção das televisões por Ventura. Lula da Silva passou por cá e logo o Chega se lembrou de boicotar esta visita oficial. Sem nada de novo, nem de interessante, para dizer, Ventura teve o tempo de antena que procurava. Tinha Luis Inácio Lula da Silva chegado a Portugal vindo de Espanha, onde Pedro Sanchez procurou criar um alinhamento de progressistas para combater o crescimento da extrema-direita. E para que a vergonha mude de lado. Onde a vergonha não parece querer chegar é aos beligerantes da guerra para ver quem contribui mais para manter fechado o Estreito de Ormuz. Está com o Bloco Central, um podcast que é o resultado de uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de João Luís Amorim. A música do genérico é de Manuel Siza Vieira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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  4. ١٧ أبريل

    Pedro Marques Lopes: “André Ventura andava aos abraços ao maior corrupto da Europa”

    Do fim-de-semana passado vêm as negociações falhadas para a paz no Médio Oriente e a decisão de completar o bloqueio no Estreito de Ormuz, ideia de Trump para não deixar o Irão beneficiar com o bloqueio parcial que vinha fazendo. Mas, o presidente norte-americano é um grande colecionador de polémicas e, como não gostou de ouvir o Papa, no domingo de Páscoa, defender a paz no Irão, atacou Leão XIV sem dó nem piedade. Definitivamente, o fim-de-semana passado não foi bom para Donald Trump, derrotado nas eleições húngaras, juntamente com Vladimir Putin. Bruxelas respirou de alívio, mesmo sabendo que Péter Magyar, não sendo Orbán, também não é um alinhado com o mainstream europeu. O ainda primeiro-ministro da Hungria é agora uma estrela sem brilho no universo populista que via nele um exemplo a seguir, uma espécie de Trump antes de Trump. Por cá, mais para a direita, menos para a esquerda, o país segue o seu caminho com votações para eleger os representantes da Assembleia nos órgãos externos, enquanto o pacote laboral não chega ao Parlamento para ser aprovado e enviado para Belém. Voltaremos mais tarde a estes temas nacionais, no episódio de hoje vamos apenas olhar para a decisão da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos de não permitir que se conheçam os nomes dos doares dos partidos. Está com o Bloco Central, uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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  5. ٢٦ مارس

    Pedro Marques Lopes: “A democracia é um regime tão frágil que até defende quem a quer destruir”

    Com o congresso à porta, José Luis Carneiro foi à Venezuela, onde há uma comunidade portuguesa muito significativa. Em defesa dos luso-venezuelanos, alega o secretário-geral do PS, não faltaram elogios à normalidade que se vive no país. Aproveitou a direita para uma rajada de críticas a quem já estava na crista da onda pela ameaça de romper o diálogo com o governo, se a AD mantiver a intenção de excluir os socialistas da eleição para substituir três juizes do Tribunal Constitucional. Tudo isto acontece, enquanto a direita — sem a IL — se junta para reverter legislação sobre a identidade de género. E o governo é avaliado negativamente por 56% dos portugueses, incluindo um em cada cinco que nele votaram. Todas as áreas estão mal avaliadas, mas a habitação e o custo de vida conseguem nota negativa de mais de 90% dos inquiridos. Custo de vida que tem tendência para se agravar com uma crise energética que faz subir a inflação, a que se pode vir a juntar uma recessão económica. Como vai Trump — e por arrasto o resto do mundo — sair desta guerra é uma pergunta para a qual ninguém tem resposta. Nem o próprio presidente dos Estados Unidos. A única certeza é que vários anúncios de Trump foram antecedidos por ganhos de muitos milhões nas casas de apostas, nas bolsas e nos mercados de futuro na área da energia. Está com o Bloco Central, uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com Paulo Baldaia na moderação e Gustavo Carvalho na sonoplastia. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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حول

Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam os acontecimentos e os protagonistas da semana, com moderação de Paulo Baldaia. Quinze anos depois da estreia na TSF, os episódios passam a sair à quinta-feira, dia de Conselho de Ministros, no Expresso. A fechar, e como sempre, o bloco central de interesses, com sugestões para as coisas importantes da vida.

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