MULHERES DE 50

Maria Tereza Gomes

Um dos três podcasts de saúde e bem-estar mais admirados do país pelo Prêmio Einstein 2023. Somos quatro irmãs que discutem o que significa ter 50 anos hoje: Tereza, 60, é jornalista e mora em São Paulo, capital; Lúcia, 58, é médica ginecologista e obstetra em Toledo, no Paraná; Marilza, ou Mel, 56 anos, é veterinária em Naviraí, no Mato Grosso do Sul; e Sandra, 53 anos, é advogada em Curitiba, Paraná. Uma vez por semana, as quatro se reúnem virtualmente para uma conversa descontraída sobre os desafios da idade, relembrar os ícones de sua geração e dar dicas Maduras.

  1. T 17 : EPS 08 - Nutrição estratégica | Saúde e bem-estar depois dos 50

    HACE 1 DÍA

    T 17 : EPS 08 - Nutrição estratégica | Saúde e bem-estar depois dos 50

    Neste episódio, entrevistamos a nutricionista Claudia Gladis, 44 anos, sobre nutrição para a longevidade. Ela explica que o ganho de peso após os 50, apesar de a gente comer “a mesma coisa”, ocorre devido à queda do estrogênio, que reduz a sensibilidade à insulina e faz o corpo estocar gordura abdominal, enquanto perde massa muscular. A solução é a nutrição estratégica: - Não restrinja, mude a qualidade. Faça uma dieta anti-inflamatória, priorizando alimentos naturais ("desembalar menos e descascar mais") e mantendo proteínas, carboidratos e gorduras em equilíbrio. - Foco no cérebro: a "neblina mental" causada pela queda hormonal exige "combustível de elite": Ômega 3 (nozes, linhaça, salmão). Claudia diz que o suplemento de Ômega 3 é uma prescrição diária para mulheres 40+. Afirma também que é crucial evitar picos de açúcar, que são "veneno para o cérebro". - Foco no músculo : a proteína é essencial para nutrir músculos contra a sarcopenia. A meta é consumir de 1.2 a 1.5g de proteína por quilo de peso diariamente, distribuindo essa ingestão ao longo do dia para absorção eficiente. - Ajustes de digestão: para facilitar a digestão, fracione as refeições em porções menores e prefira alimentos cozidos. - Jejum intermitente : O JI de 12 horas não traz prejuízo, mas jejuns mais longos (14h) devem ter acompanhamento especializado. Segundo ela, perder refeições após os 50 significa perder oportunidades de consumir nutrientes essenciais para uma vida saudável. - Álcool: o consumo diário não é recomendado, pois causa inflamação e retenção de líquidos. É melhor obter antioxidantes de frutas roxas (uva, amora). Quer saber como fazer uma dieta para uma vida longa e saudável? Ouça o episódio completo. e não deixe de compartilhar com aquela amiga que você sabe que precisa ouvir.

    1 h 9 min
  2. T 17 : EPS 06 - Demências | Saúde e bem-estar depois dos 50

    21 ABR

    T 17 : EPS 06 - Demências | Saúde e bem-estar depois dos 50

    Quais são os sinais de demência? Trocar o nome dos filhos ou esquecer o nome de um ator, mas lembrar dois dias depois? Não, isso ainda não é sintoma de demência. Trata-se de um processo natural do envelhecimento, pois agora o cérebro demora um pouco mais para encontrar a informação. No entanto, ir ao supermercado e comprar muitos itens do mesmo produto, deixando outros de fora, ou pagar o mesmo boleto várias vezes, são sinais de preocupação. “Devemos nos preocupar quando essas pequenas coisas começam a impactar a independência e a autonomia”, diz a neurologista Raquel Molina, professora da Universidade Federal Fluminense. “Nunca é um episódio isolado; são coisas que acontecem de forma recorrente”. Nossa entrevistada falou de forma clara e objetiva sobre diagnóstico precoce – que o tratamento ainda não leva à cura – e enfatizou que sim, podemos atuar na prevenção. Segundo ela, a idade é um fator de risco não modificável, mas há fatores modificáveis que respondem por quase 50% do quadro. Esses riscos estão no início da vida (não ter acesso a educação de qualidade), no meio da vida (depressão, diabetes, obesidade, hipertensão, sedentarismo e perda auditiva) e no fim da vida (isolamento social, perda visual e surdez não tratadas). Em todas essas fases, a poluição do ar também é um risco. “As duas mais cruéis, porque não temos controle, são a educação e a poluição do ar”, diz a médica, que é doutora em Neurologia pela Faculdade de Medicina da USP. Ouça e compartilhe com uma amiga.

    1 h 7 min
  3. T 17 : EPS 02 - Nosso coração | Saúde e bem-estar depois dos 50

    24 MAR

    T 17 : EPS 02 - Nosso coração | Saúde e bem-estar depois dos 50

    Os cientistas sabem há muito tempo que homens desenvolvem doenças do coração mais cedo que as mulheres. O motivo é que, até a meia-idade, o estrogênio nos protege, mas essa proteção desaparece com a menopausa. Para entender melhor essa questão, entrevistamos o cardiologista Leonardo Jorge de Paula, 45 anos, médico do InCor-HCFMUSP e professor na Faculdade Brasileira de Medicina, em São Paulo. Segundo ele, a reposição hormonal não reverte tudo, mas reduz os riscos cardiovasculares porque melhora a disposição para os exercícios, a qualidade do sono e os indicadores do metabolismo, que ajudam o coração. As mulheres com mais de 60 anos são as mais vulneráveis ao infarto, insuficiência cardíaca, arritmias e outras doenças coronárias. O médico diz que “três coisas reduzem drasticamente o risco de doenças do coração: mexer o corpo, cuidar do prato e dormir bem”. Ele ainda recomenda check-up anual para saber como andam a pressão arterial, o colesterol e a glicemia, entre outros fatores de risco. “90% dos fatores de risco do coração são administráveis. Só 10% é genética”, diz. Sobre exercícios, ele lembra o protocolo: misturar aeróbico (caminhada ou corrida) e força, priorizando a recorrência à duração. É melhor fazer 30 minutos de caminhada três vezes por semana do que duas horas apenas no domingo. Na entrevista você vai saber também o que é síndrome do coração partido que, sim, é uma doença do coração.

    1 h 10 min

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Um dos três podcasts de saúde e bem-estar mais admirados do país pelo Prêmio Einstein 2023. Somos quatro irmãs que discutem o que significa ter 50 anos hoje: Tereza, 60, é jornalista e mora em São Paulo, capital; Lúcia, 58, é médica ginecologista e obstetra em Toledo, no Paraná; Marilza, ou Mel, 56 anos, é veterinária em Naviraí, no Mato Grosso do Sul; e Sandra, 53 anos, é advogada em Curitiba, Paraná. Uma vez por semana, as quatro se reúnem virtualmente para uma conversa descontraída sobre os desafios da idade, relembrar os ícones de sua geração e dar dicas Maduras.