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Uma cambada de professores de historia, juntos, batendo papo sobre infinitas questões sobre a área: desde a escola até a historiografia...

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Uma cambada de professores de historia, juntos, batendo papo sobre infinitas questões sobre a área: desde a escola até a historiografia...

    SH 45 - Sobre História Antifa!

    SH 45 - Sobre História Antifa!

    Em 1997 o filósofo e escritor italiano Umberto Eco lançou o seu livro “O Fascismo Eterno”. A publicação nasceu a partir de uma conferência em celebração à libertação da Europa durante a Segunda Guerra, dada em 2015 na Universidade de Columbia. Na época, os universitários norte-americanos viviam o trauma do atentado de Oklahoma, orquestrado por grupos de extrema direita. As bombas mataram cerca de 168 pessoas tendo sido, até o 11 de setembro, o pior ataque doméstico desde então. Em sua palestra, Eco relembra o tempo em que viveu numa Itália assolada pelo nazifascimo da Segunda Guerra Mundial. Ele contou também suas memórias sobre a libertação da sua cidade graças às ações da Resistência Italiana. Em seu livro, o autor busca destrinchar características do que chama de “Ur-Fascismo”. A lição dada pelo escritor italiano está no alerta de que governos com tendências fascistas podem mudar de tempo, época ou ganhar vestes mais inocentes e civis, mas precisam ser sempre reconhecidos, desmascarados e denunciados.
    No Brasil de 2020, em meio à pandemia da Covid-19, grupos vinculados às torcidas organizadas, principalmente a lendária Democracia Corintiana, organizam um protesto anti-fascista contra o governo Bolsonaro na Avenida Paulista. No dia seguinte, bandeiras antifascistas assim como inúmeras hashtags sobre o assunto dominaram as redes sociais. O termo “fascista” se popularizou e ganhou a boca do povo, dos youtubers e até da cantora Anitta! Mas o fascismo é realmente um termo de fácil definição? O que, de fato, o texto de Umberto Eco elenca como características Ur-Fascistas? Quais lições o livro de Eco podem nos ensinar sobre o Brasil do governo Bolsonaro? Afinal, existem traços fascistas no atual governo? Quais seriam? Fique com a gente porque esse é Sobre História número 45: Sobre História Antifa!

    Participantes:
    Karla Rodrigues
    Licia Quinan
    Mariana Lins
    Marina Sá

    Arte da Capa:
    Matheus Quinan

    Edição:
    Banco de Cérebros

    Referências:
    Livro - "As teorias das formas de governo" - Noberto Bobbio
    Livro - "O século XX" - René Remond
    Livro - "Era dos extremos" - Eric Hobsbawn
    Artigo - "Os fascismos" - Francisco Carlos Teixeira da Silva. Disponível no livro: "O século XX: O Tempo das crises. Revoluções, fascismos e guerras" - Daniel Aarão Reis Filho e outros.
    Livro - “Anatomia dos Fascismo” - Robert Paxton
    Livro - “A Era dos Extremos” - Eric Hobsbawn
    Livro - “Como funciona o fascismo: a política do “nós” e “eles” - Jason Stanley
    Livro - "Fascismo" - Benito Mussolini e León Trotsky
    Vídeo - “O que é Fascismo” - Vladimir Safatle - Revista Cult
    Vídeo - Canal Leitura ObrigaHistória - “O que é fascismo ? Conceitos Históricos” - Icles Rodrigues (2017)
    Podcast - Café da Manhã- Folha - "O que há de fascismo no bolsonarismo?"
    Documentário - "Fascism Inc." (2014)
    Filme - "A Onda" (2008)
    Livro - Hannah Arendt - "Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal"

    • 1 hr 45 min
    SH 44 - A Distância

    SH 44 - A Distância

    A pandemia do Coronavírus que paralisou escolas e universidades tencionou demandas por ensino à distância. Para atender aos pedidos de responsáveis, direções, secretarias e sociedade, os professores e professoras foram para a frente das telas de seus computadores virando youtubers, atores, diretores e editores de vídeo.
    Quando foi criado, o ensino à distância tinha como principal objetivo democratizar a educação ultrapassando longas distâncias entre professores e alunos. No Brasil, essa modalidade surgiu sem regulamentação de qualidade. Embora os primeiros passos tenham se dado em instituições públicas, a expansão ocorreu, sobretudo, na esfera privada. Segundo o Censo de Educação Superior de 2017, a modalidade à distância subiu 91% no setor privado, representando 21% do total de matrículas. Cursos como o de Pedagogia, por exemplo, já contam com a maioria de seus estudantes à distância. Atualmente, a expansão da EAD tornou-se um grande negócio não sendo possível tratar essa modalidade de ensino sem levar em consideração a força do mercado educacional e a participação de empresários na tomada de decisões de conteúdos escolares. Mas o ensino à distância promove realmente a inclusão ou exclui? Quais são os limites do ensino à distância? Ele pode ser usado também para a educação básica? Até que ponto o ensino à distância não segue a lógica do mercado? Qual é o papel da escola em tempo de pandemia? Esse é o Sobre História número 44: à distância!

    Participantes:
    Karla Rodrigues
    Licia Quinan
    Mariana Lins
    Marina Sá

    Arte da Capa:
    Matheus Quinan

    Edição:
    Banco de Cérebros

    Referências:
    http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2011/Artigo_07.pdf - Educação a Distância: conceitos e história do Brasil e no mundo - Lucineira Alves.

    Livro Educação contra a Barbárie - “Educação a Distância: tensões entre expansão e qualidade” (Catarina de Almeida Santos) “Homescholing e a domesticação do aluno” (Matheus Pichonelli)

    Ensino de História no Rádio - “História de Chinelo: o ensino de história através do rádio no Brasil dos anos de 1950” - Angela de Castro Gomes In: O Ensino de História em Questão”

    https://educacaovigiada.org.br/

    https://epoca.globo.com/sociedade/tatiana-lebedeff-mauro-aguiar-debatem-educacao-em-tempos-de-quarentena-24390559

    https://www.revistabula.com/31077-hipocrisia-a-distancia-a-escola-finge-que-esta-educando-e-os-pais-fingem-que-os-filhos-estao-aprendendo/

    https://www.nexojornal.com.br/ensaio/debate/2020/Como-o-ensino-a-dist%C3%A2ncia-pode-agravar-as-desigualdades-agora

    https://vidasimples.co/colunistas/nao-seja-produtivo-na-quarentena/?fbclid=IwAR20TsKfyaUgNapraAw326WMIlTN9imzYYTQQv8okzEr7CHWh77RvGcUOFg

    https://mais.opovo.com.br/jornal/opiniao/2020/03/27/eduardo-junqueira--atividade-escolar-remota-nao-e-ead.html

    https://brasil.elpais.com/autor/gianluca-battista/

    https://www.andes.org.br/conteudos/noticia/entidades-do-setor-da-educacao-defendem-suspensao-do-calendario-escolar-em-todo-o-pais1

    https://elpais.com/sociedad/2020-04-07/el-consejo-escolar-del-estado-aprueba-que-los-contenidos-de-la-cuarentena-educativa-sean-evaluables-para-los-que-tienen-internet.html

    https://www.wort.lu/pt/portugal/portugal-mantem-escolas-fechadas-ate-setembro-5e8f3873da2cc1784e35b347

    https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/04/09/estados-adotam-plataformas-online-e-aulas-na-tv-aberta-para-levar-conteudo-a-estudantes-em-meio-a-pandemia-de-coronavirus.ghtml

    https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/04/11/nova-york-decide-manter-escolas-fechadas-pelo-resto-do-ano-letivo-em-meio-a-expansao-de-casos-de-coronavirus.ghtml

    https://www.youtube.com/watch?v=DJEKzpBXXzg

    • 1 hr 45 min
    SH 43 - Hoje Eu Não Saio Não!

    SH 43 - Hoje Eu Não Saio Não!

    Essa noite eu tive um sonho
    De sonhador
    Maluco que sou, eu sonhei
    Com o dia em que a Terra parou
    Foi assim
    No dia em que todas as pessoas
    Do planeta inteiro
    Resolveram que ninguém ia sair de casa
    Como que se fosse combinado em todo
    O planeta
    Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém ninguém!
    O empregado não saiu pro seu trabalho
    Pois sabia que o patrão também não tava lá
    Dona de casa não saiu pra comprar pão
    Pois sabia que o padeiro também não tava lá
    E o guarda não saiu para prender
    Pois sabia que o ladrão, também não tava lá
    E o ladrão não saiu para roubar
    Pois sabia que não ia ter onde gastar
    E nas Igrejas nem um sino a badalar
    Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá
    E os fiéis não saíram pra rezar
    Pois sabiam que o padre também não tava lá
    E o aluno não saiu para estudar
    Pois sabia o professor também não tava lá
    E o professor não saiu pra lecionar
    Pois sabia que não tinha mais nada pra ensinar
    O comandante não saiu para o quartel
    Pois sabia que o soldado também não tava lá
    E o soldado não saiu pra ir pra guerra
    Pois sabia que o inimigo também não tava lá
    E o paciente não saiu pra se tratar
    Pois sabia que o doutor também não tava lá
    E o doutor não saiu pra medicar
    Pois sabia que não tinha mais doença pra curar
    No dia em que a Terra parou!
    O cenário descrito por Raul Seixas finalmente aconteceu,. A pandemia do Covid-19 impôs o isolamento da humanidade. A Terra parou!! Mas até que ponto epidemias e pandemias afetam o nosso comportamento em sociedade? As pandemias podem estigmatizar um grupo social? Como as epidemias mudaram o rumo da história? Quais foram as medidas tomadas pela saúde pública ao longo da história para conter o crescimento de doenças contagiosas? Será que é realmente possível toda a Terra parar?
    Venha fazer a quarentena conosco e lavar bem as mãos! Esse é o Sobre História número 43, Hoje eu não saio não!

    Referências:
    Livro - Decameron - Giovanni Bocaccio
    Livro - Metrópole a Beira Mar - Ruy Castro
    Livro - Necropolítica - Achille Mbembe
    Livro - História do Medo no Ocidente - Jean Delumeau
    Matéria The Intercept Brazil - https://theintercept.com/2020/03/17/coronavirus-pandemia-opressao-social/
    Vídeo Nerdologia - https://youtu.be/r9r_VwoZvho
    Entrevista Átila Lamarino - https://youtu.be/s00BzYazxvU
    Documentário - Carta para além dos muros
    Artigo - História da Medicina: a varíola no Brasil Colonial (Séculos XVI e XVII), Cristina Brandt F. Martins Gurgel e Camila Andrade P. Rosa.
    Participantes:
    Karla Rodrigues
    Licia Quinan
    Mariana Lins
    Marina Sá

    Arte da capa:
    Matheus Quinan

    • 1 hr 27 min
    SH 42 - Aqui é o país do futebol!

    SH 42 - Aqui é o país do futebol!

    Olha o sambão, aqui é o país do futebol
    Brasil está vazio na tarde de domingo, né?
    Olha o sambão, aqui é o país do futebol
    No fundo desse país
    Ao longo das avenidas
    Nos campos de terra e grama
    Brasil só é futebol
    Nesses noventa minutos
    De emoção e alegria
    Esqueço a casa e o trabalho
    A vida fica lá fora
    Dinheiro fica lá fora
    A cama fica lá fora
    A mesa fica lá fora
    Salário fica lá fora
    A fome fica lá fora
    A comida fica lá fora
    A vida fica lá fora
    E tudo fica lá fora
    (Milton Nascimento e Fernando Brant)

    Participantes:
    Licia Quinan
    Mariana Lins
    Marina Sá
    Carlos Eduardo Valdez

    Arte da capa:
    Matheus Quinan

    • 2 hr
    SH 41 - Profissão Professor

    SH 41 - Profissão Professor

    Segundo a enciclopédia virtual Wikipedia, "professor ou docente é uma pessoa que ensina ciência, arte, técnica ou outros conhecimentos. Para o exercício dessa profissão, requer-se qualificações acadêmicas e pedagógicas, para que consiga transmitir/ ensinar a matéria de estudo da melhor forma possível ao aluno".
    Definições como essas percebem o professor da educação básica meramente como um transmissor. Nesse ato de transmitir saberes, o educador somente adapta o conhecimento produzido pela academia tornando-o, assim, ensinável para os seus alunos. Pensamentos como esses ajudaram na desvalorização e diminuição da profissão. Entretanto, diversos pesquisadores vêm mostrando, há algum tempo, em seus trabalhos exatamente o contrário. Refletindo acerca de conceitos como saber escolar, saber ensinado e cultura escolar, colocaram os saberes produzidos pela escola como protagonistas. Os docentes do chão da escola são capazes de produzir novos saberes?! Como professores e professoras produzem um saber escolar ou um saber docente?! Professor: vocação inata ou profissão?! Qual é o lugar da educação hoje?! Professores ainda são necessários?!
    Venham celebrar e refletir conosco sobre a importância do ofício do professor nos dias de hoje!
    Esse é o Sobre História número 41: Profissão professor!

    Participantes:
    Licia Quinan
    Mariana Lins
    Marina Sá
    Ana Maria Monteiro

    Arte da capa:
    Matheus Quinan

    Referências:
    Livro: Ana Maria Monteiro. Professores de História: entre saberes e práticas.

    Livro: Ana Maria Monteiro e Fernando de Araújo Penna. Ensino de História: saberes em lugar de fronteira.

    Ilmar Rohlloff de Mattos. "Mas não somente assim!" Leitores, autores, aulas como texto e o ensino-aprendizagem de História.

    Anisio Teixeira. Educação não é privilégio.

    Chervel. História das Disciplinas escolares: reflexões sobre o campo de pesquisa.

    Chevallard. La Transposicion Didactica. Del saber sabio al saber ensenado.

    Vera Candau (org.) Magistério: construção cotidiana.

    Carmem Teresa Gabriel. O saber histórico escolar: entre o universal e o particular. Dissertação de Mestrado PUC - RJ

    Philippe Perrenoud. Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. Saberes e competências em uma profissão complexa.

    LOPES, A R. C. Conhecimento escolar: processos de seleção e mediação didática.

    GASPARELLO, A. M; MAGALHÃES, M de S; MONTEIRO, A. M (orgs). Ensino de História, sujeitos, saberes e práticas.

    NOVOA, A. Profissão professor.

    Sobre História Podcast #37 - Vai começar a balbúrdia!

    Sobre História Podcast #12 - Escolas são assas.

    • 1 hr 48 min
    SH 40 - Enquanto a floresta queima...

    SH 40 - Enquanto a floresta queima...

    A Floresta Amazônica ocupa 7 % do território mundial, mas abriga 60% do total das espécies do Planeta. Sua bacia hidrográfica possui cerca de 20% da água doce do mundo. Sua área contínua de manguezais armazena grande parte do carbono, responsável pelo aquecimento global. A Amazônia não é só um patrimônio natural. Mesmo antes da chegada dos europeus, sociedades indígenas transformaram a natureza da região. Por esse motivo e pelo fato da floresta ser sempre alvo das modificações pela ação humana durante toda a sua história, podemos afirmar que ela é também um patrimônio histórico brasileiro. Infelizmente a Amazônia é vítima de uma de suas principais características: a riqueza ecológica. Observando sua história, percebemos que a floresta sempre foi rentável e útil tanto para a Metrópole quanto para o Brasil, mas essa sua riqueza não foi revertida em favor das comunidades locais. A Amazônia gera recursos para fora, mas pouco retorno para os seus moradores. Segundo os dados do INPE, entre 1500 e 1970 (470 anos) apenas 2% da floresta foi desmatada. Em 30 anos, de 1970 e 2000, 14% foi devastada. Que fatos históricos explicam esse crescimento exponencial da devastação da floresta nos últimos anos? Até que ponto o argumento da soberania nacional é válido para proteger ou destruir a Amazônia? Ainda há tempo de proteger a Amazônia?
    Esse é o Sobre História número 40: Enquanto a floresta queima...

    Participantes:
    Mariana Lins
    Licia Quinan
    Marina Sá
    Karla Rodrigues
    Eric Mota

    Arte da Capa:
    Matheus Quinan

    Referências do programa:
    Livro: Anna Roosevelt. "Arqueologia Amazônica" Em: História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras.

    Artigo: Violeta Reefkalefsy. "Amazônia: uma história de perdas e danos, um futuro a (re) construir" http://www.revistas.usp.br/eav/article/view/9872

    Serie Guerras do Brasil.doc - episódio 1 "As Guerras de Conquista"

    Livro: Ruggiero Romano. Mecanismos da Conquista Colonial. Perspectiva, 1973

    BOLTON, H. E. La mission como instituición de la frontera en el septentrión de Nueva España. In: BARNABEU, S.; SOLANO, F. de. (Orgs.). Estudios (nuevos y viejos) sobre la frontera. Madri: Consejo Superior de Investigaciones Cientificas, p. 45-60, 1991.

    Livro: Francisco Foot Hardman. Trem-fantasma: a modernidade na selva. São Paulo:: Companhia das Letras, 1988.

    Livro: General Golbery. Geopolítica do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967.

    Podcast: Guilhotina #33 - Carlos Ritti

    Reportagem: The Intercept Brasil. "Movido a Paranóia" - Tatiana Dias. https://theintercept.com/2019/09/19/plano-bolsonaro-paranoia-amazonia/ (sobre a Projeto Barão do Rio Branco)

    Reportagem: Human Rights Watch. "Máfias do Ipê: violência e desmatamento na Amazônia" https://www.hrw.org/pt/news/2019/09/17/333865

    Livro: Bertha K. Becker. Amazônia. Geopolítica na virada do III milênio. Garamond, 2006.

    Artigo: José Augusto Pádua. "Biosfera, história e conjuntura na análise da questão amazônica"

    • 2 hr 4 min

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