Pautas Femininas

Rádio Senado

Os temas mais importantes que afetam a vida das mulheres entram em debate no Pautas Femininas, uma parceria da Rádio Senado com a Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Produção e a presentação: Ana Beatriz Santos e Ritta Zumba Toda quinta-feira, às 21h. Disponível na internet às quintas-feiras

  1. 17h ago

    Jovem Senador 2026: 23 meninas fazem história no Senado

    O Programa Jovem Senador e Jovem Senadora Brasileiros, que aproxima estudantes do ensino médio do Senado Federal e proporciona uma experiência prática de participação política, alcançou um marco histórico em 2026: dos 27 estudantes selecionados em todo o país, 23 são meninas. O resultado levou à formação da primeira Mesa Diretora 100% feminina do projeto e chama a atenção para a importância da educação na formação de mulheres para ocupar espaços de decisão. No Senado Federal, atualmente, as mulheres representam 18% dos parlamentares. Nesta edição do Pautas Femininas, as integrantes da Mesa Diretora — a presidente Iolanda Paiva, a vice-presidente Maria Grasielle e as secretárias Lívia Disperati e Maria Clara Oliveira — contam como foi a experiência e refletem sobre os desafios para ampliar a participação feminina na política. Entre os temas abordados estão a coragem necessária para ocupar espaços de poder historicamente masculinos e a importância de colocar em pauta questões como o combate ao feminicídio e a proteção das mulheres. O programa também apresenta uma entrevista com Juliana Borges, diretora de Relações Públicas do Senado Federal. Ela comenta o desempenho das estudantes na redação deste ano, que teve como tema a democracia nas redes sociais, e analisa como a vivência parlamentar pode ampliar horizontes, estimular a participação política e contribuir para a formação de novas lideranças femininas no país.

    Jovem Senador 2026: 23 meninas fazem história no Senado
  2. Jul 3

    Violência contra mulheres trans e travestis ainda é pouco notificada

    A violência contra mulheres trans e travestis é uma das realidades mais invisibilizadas pelas estatísticas oficiais, embora seja cotidiana e ocorra em diferentes espaços sociais. O tema é destaque da edição desta semana do programa Pautas Femininas, menos retratadas pelos levantamentos oficiais, embora esteja presente em diferentes contextos do cotidiano. O tema é destaque da edição desta semana do Pautas Femininas, que apresenta os dados inéditos da 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Instituto DataSenado em parceria com a Nexus. O levantamento confirma que essa população está exposta a diferentes formas de violência e discriminação e traz um dado que chama a atenção: muitas entrevistadas inicialmente afirmaram não ter sofrido violência, mas, ao responderem sobre situações concretas do dia a dia, reconheceram experiências de hostilidade, agressões verbais e exclusão. Muitas vezes, situações contínuas de hostilidade, como xingamentos, discriminação e mau atendimento, acabam sendo normalizadas pelas próprias vítimas, o que dificulta o reconhecimento da violência, a denúncia e a busca por ajuda institucional. No programa, o psicólogo e chefe do Serviço de Pesquisa e Análise do DataSenado, Rolf Regehr, explica os principais resultados do levantamento, comenta os desafios de medir a violência contra uma população historicamente invisibilizada e analisa como esses dados podem contribuir para o aprimoramento das políticas públicas. A edição também conversa com a colaboradora do Senado Scarlety Pereira, que compartilha sua trajetória e relembra a conquista do primeiro emprego com carteira assinada. Ela fala sobre os desafios enfrentados por pessoas trans na busca por trabalho e sobre a importância de iniciativas de inclusão profissional para ampliar oportunidades.

    Violência contra mulheres trans e travestis ainda é pouco notificada
  3. Jun 25

    Violência patrimonial: forma silenciosa de abuso compromete autonomia financeira das mulheres

    A violência patrimonial é uma das formas menos reconhecidas de violência doméstica, embora esteja prevista na Lei Maria da Penha e afete milhares de mulheres em todo o país. O tema é destaque da edição desta semana do programa Pautas Femininas, que debate como o controle financeiro pode ser utilizado como instrumento de dominação e manutenção de relações abusivas. Esse tipo de violência ocorre quando o agressor controla o dinheiro da vítima, impede que ela trabalhe, retém cartões, documentos e bens pessoais, faz dívidas em seu nome ou destrói objetos e instrumentos de trabalho. Muitas vezes, essas situações são confundidas com conflitos do relacionamento ou dificuldades financeiras, o que dificulta sua identificação e denúncia. No programa, a advogada Ana Flávia Mendes Lopes explica que a destruição de bens é uma das manifestações mais frequentes da violência patrimonial. Segundo ela, quebrar celulares, computadores, veículos ou outros instrumentos utilizados pela mulher para gerar renda compromete sua independência financeira e reforça a dependência em relação ao agressor. A edição também traz entrevista com a jurista Alice Bianchini, doutora em Direito Penal e integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Ela destaca que a Lei Maria da Penha é considerada uma das legislações mais avançadas do mundo, mas ainda enfrenta desafios para garantir que os direitos previstos sejam efetivamente acessados pelas vítimas. O programa aborda ainda a tramitação de um projeto de lei aprovado pelo Senado que fortalece o combate à violência patrimonial, permitindo que crimes de dano ao patrimônio cometidos em contexto de violência doméstica sejam processados sem a necessidade de representação da vítima.

    Violência patrimonial: forma silenciosa de abuso compromete autonomia financeira das mulheres

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