Para dar nome às coisas

Natália Sousa

Oi, meu nome é Natália Sousa, sou jornalista, roteirista, escritora e comunicadora. Viciada em autoconhecimento, conversas profundas e mergulhos internos (mesmo quando desconfortáveis), criei o Para dar Nome às Coisas para ser uma mesa de bar na web. Aqui compartilho histórias que eu vivi e que eu só contaria numa mesa de boteco, no sofá de casa ou num divã de psicanalista - de um jeito honestão e em primeira pessoa. A cada play você vou te guiar por uma viagem sobre medo, fracasso, coragem, recomeço, dor e tudo o mais que atravessa uma vida viva.

  1. 3d ago

    S08EP346 - Você não precisa consertar o que sente

    Em algum momento essa pergunta sempre chega nas conversas. Ela geralmente vem naquele momento que a gente parece ter falado de tudo e não tem mais nada para ser dito. Então a gente começa a perguntar o que você faria se ganhasse na mega-sena? Você acredita em E.T? O que é imperdoável para você no primeiro encontro? A gente responde animado, empolgado, mas em algum momento as perguntas cessam…o silêncio chega de novo…então do outro lado, alguém pergunta: você acredita em Deus? E você suspende o olhar da bandeja que antes tinha batata-frita. Ou tira os olhos da caixa de pizza que promete uma pizza de calabresa ou mussarela, se tiver dez selinhos, e pede para a pessoa perguntar de novo. E ela pergunta: você acredita em Deus? E a depender de quando essa pergunta chegar, de qual momento da vida você estiver, talvez a sua resposta mude. Eu não lembro de todas as vezes que essa pergunta foi feita para mim, mas lembro de algumas vezes que ela me encontrou. Era um aniversário, mesa cheia de gente querida, samba mais alto do que as nossas vozes, mesmo assim uma amiga conseguiu gritar mais alto: você acredita em Deus, amiga? Eu amo os meus amigos, porque eles podem me fazer as mesmas perguntas muitas vezes, porque eles sabem que a gente pode mudar muitas vezes também. Eu lembro que eu peguei um copo de cerveja que estava na minha frente e senti vontade de perguntar: de qual Deus você está falando? Mas o que eu respondi foi outra coisa. É por aí que vai o episódio dessa semana, você vem? edição: @‌valdersouza1 identidade visual: @‌amandafogacatexto: @‌natyops Para a vida não virar um borrão, meu novo livro: Para a vida não virar um borrão: A cultura do alto rendimento nos faz executar cada vez mais e mais rápido, em uma busca incessante pela nossa melhor versão. Mas a que preço?: Volume 1 Medo de Dar Certo, meu livro: Medo de dar certo: Como o receio de não conseguir sustentar uma posição de sucesso pode paralisar você | Amazon.com.br Apoie a nossa mesa de bar: Financiamento Coletivo na APOIA.se | Crowdfunding Pontual e Mensal Palestra BH https://www.almatickets.com.br/events/natlia-sousa-em-belo-horizonte-palestra-para-a-vida-no-virar-um-borro-27022027-belohorizonte Palestra RJ https://www.almatickets.com.br/events/natlia-sousa-no-rio-de-janeiro-palestra-para-a-vida-no-virar-um-borro-31032027-riodejaneiro

    S08EP346 - Você não precisa consertar o que sente
  2. Oct 14

    S08EP345 - O amor desorganiza as certezas

    Em algum momento essa pergunta sempre chega nas conversas. Ela geralmente vem naquele momento que a gente parece ter falado de tudo e não tem mais nada para ser dito. Então a gente começa a perguntar o que você faria se ganhasse na mega-sena? Você acredita em E.T? O que é imperdoável para você no primeiro encontro? A gente responde animado, empolgado, mas em algum momento as perguntas cessam…o silêncio chega de novo…então do outro lado, alguém pergunta: você acredita em Deus? E você suspende o olhar da bandeja que antes tinha batata-frita. Ou tira os olhos da caixa de pizza que promete uma pizza de calabresa ou mussarela, se tiver dez selinhos, e pede para a pessoa perguntar de novo. E ela pergunta: você acredita em Deus? E a depender de quando essa pergunta chegar, de qual momento da vida você estiver, talvez a sua resposta mude. Eu não lembro de todas as vezes que essa pergunta foi feita para mim, mas lembro de algumas vezes que ela me encontrou. Era um aniversário, mesa cheia de gente querida, samba mais alto do que as nossas vozes, mesmo assim uma amiga conseguiu gritar mais alto: você acredita em Deus, amiga? Eu amo os meus amigos, porque eles podem me fazer as mesmas perguntas muitas vezes, porque eles sabem que a gente pode mudar muitas vezes também. Eu lembro que eu peguei um copo de cerveja que estava na minha frente e senti vontade de perguntar: de qual Deus você está falando? Mas o que eu respondi foi outra coisa. É por aí que vai o episódio dessa semana, você vem? edição: @‌valdersouza1 identidade visual: @‌amandafogacatexto: @‌natyops Palestra BH https://www.almatickets.com.br/events/natlia-sousa-em-belo-horizonte-palestra-para-a-vida-no-virar-um-borro-27022027-belohorizonte Palestra RJ https://www.almatickets.com.br/events/natlia-sousa-no-rio-de-janeiro-palestra-para-a-vida-no-virar-um-borro-31032027-riodejaneiro Para a vida não virar um borrão, meu novo livro: Para a vida não virar um borrão: A cultura do alto rendimento nos faz executar cada vez mais e mais rápido, em uma busca incessante pela nossa melhor versão. Mas a que preço?: Volume 1 Medo de Dar Certo, meu livro: Medo de dar certo: Como o receio de não conseguir sustentar uma posição de sucesso pode paralisar você | Amazon.com.br Apoie a nossa mesa de bar: Financiamento Coletivo na APOIA.se | Crowdfunding Pontual e Mensal Para conhecer: Feministas evangélicas: https://azmina.com.br/reportagens/feministas-evangelicas-se-organizam/ @novasnarrativasevangelicas

    S08EP345 - O amor desorganiza as certezas
  3. Oct 7

    S08EP344 - Para a vida não virar um borrão

    Quando uma área da nossa vida faz com que a gente se sinta competente, reconhecido, validado, importante ou controlando alguma coisa é fácil a gente reduzir tudo a ela. E rejeitar o que não traz a mesma sensação. O trabalho para mim é esse lugar. Se eu não estiver atenta, eu posso trabalhar muitas horas por dia e esquecer de todo o resto, porque eu gosto do que eu faço, porque eu me sinto útil e porque tem algo que o trabalho me dá que é bom de sentir. Mas para outras pessoas, esse lugar de reconhecimento são as relações românticas. E aí aquela pessoa que sempre se percebe abandonando todo o resto quando começa namorar, porque o namoro traz um lugar, um título, um reconhecimento que é bom de sentir. Para outras pessoas, essa área vai ser o cuidado com o outro. E aí a pessoa vai largar sempre tudo que se refere a ela, as próprias necessidades, para ajudar o vizinho que ela acabou de conhecer a fazer a mudança, para ajudar a decorar o condomínio pro halloween.  Mas qual o problema de alimentar excessivamente uma área e negligenciar todas as outras? Eu enxergo dois: o primeiro é a exaustão, porque a gente reduz a vida a uma única coisa. O segundo é a expectativa que a gente coloca em cima dessa área, então a gente passa a exigir que essa área nos dê uma satisfação maior do que ela pode dar. E aí no primeiro momento de crise, vem o desamparo e esse desamparo vem proporcional a intensidade que você colocou naquela área, sabe?  É por aí que vai o episódio dessa semana, você vem? edição: @‌valdersouza1 identidade visual: @‌amandafogacatexto: @‌natyops Para a vida não virar um borrão, meu novo livro: https://link.amazon/B071fFEAs Medo de Dar Certo, meu livro: Medo de dar certo: Como o receio de não conseguir sustentar uma posição de sucesso pode paralisar você | Amazon.com.br Apoie a nossa mesa de bar: https://apoia.se/paradarnomeascoisas PETLOVE:Cupom: PARADARNOMEASCOISAS50Link: https://saude.petlove.com.br/?promocao=influencer&utm_source=spotify&utm_medium=influencer&utm_campaign=paradarnomeascoisas

    S08EP344 - Para a vida não virar um borrão
  4. Sep 23

    S08EP344 - Validar o que sente

    Tem uma cena de um filme que eu acho que ilustra o que eu quero dizer. É um casal de escaladores. A mulher está tentando chegar ao topo, mas cai várias vezes seguidas. E tem um motivo: o tempo está piorando, a temperatura está caindo, eles estão começando a correr riscos. Ela é obstinada e insiste. Então o marido diz: “é por isso que você escala acompanhada para que alguém te diga para parar quando você perde a noção”. E eu acho que isso é uma das coisas importantes sobre o processo de autoconhecimento. É muito importante que a gente valide o que a gente sente, confie nas nossas perpectivas. Mas, às vezes, o que vai nos salvar das armadilhas do nosso ego e da nossa inconsciência é alguém que nos ama, verdadeiramente, dizendo: posso te contar o que parece que você não está vendo? Não é sobre dar o poder ao outro, mas sobre ampliar a perspectivas. Talvez por isso eu lembrei daquela experiência que te conto nesse episódio. você vem? edição: @‌valdersouza1 identidade visual: @‌amandafogaca texto: @‌natyops MEU LIVRO: Medo de dar certo: Como o receio de não conseguir sustentar uma posição de sucesso pode paralisar você | Amazon.com.br Apoie a nossa mesa de bar: https://apoia.se/paradarnomeascoisas PALESTRAS: RJ 12/11: https://www.almatickets.com.br/events/natlia-sousa-no-rio-de-janeiro-palestra-para-a-vida-no-virar-um-borro-12112026-riodejaneiro BH 17/10: https://www.almatickets.com.br/events/natlia-sousa-em-belo-horizonte-palestra-para-a-vida-no-virar-um-borro-17102026-belohorizonte

    S08EP344 - Validar o que sente
  5. Sep 16

    S08EP343 - Medo do julgamento: dá para acabar?

    E aí tem uma coisa interessante, que é: quando a gente vê alguém fazendo algo, que talvez a gente faria, e sendo julgada de um jeito que a gente não gostaria de ser julgada, existem duas reações naturais: ou a gente entra na hipervigilância, que é um comportamento causado pelo medo. Então, nesse caso, seria: eu vou ficar muito atenta pra nunca fazer o que ela fez para não correr o risco de ser lida como ela foi. Ou a gente vai pro lugar do combate, que é um comportamento causado pelo medo também, mas que se manifesta mais no lugar da raiva. Então, nesse caso, seria: eu vou provar para eles que eles estão errados. Quando eu entro na hipervigilância, eu quero me controlar pro outro não me julgar. E quando eu entro no combate pronta para dobrar o outro, eu quero controlar a percepção do outro para me proteger de um julgamento futuro. E a real é que, na maioria das vezes, isso é ineficiente, porque o outro vai pensar o que ele quiser pensar.  Mas eu estou falando isso, por causa de três situações (uma cômica) que eu vivi recentemente. Te conto nessa quarta-feira no spotify, cê vem? edição: @‌valdersouza1 identidade visual: @‌amandafogacatexto: @‌natyops PALESTRAS:RJ: Alma Tickets - Palestras, Shows e Eventos TransformadoresBH:Alma Tickets - Palestras, Shows e Eventos Transformadores MEU LIVRO: Medo de dar certo: Como o receio de não conseguir sustentar uma posição de sucesso pode paralisar você | Amazon.com.br Apoie a nossa mesa de bar: https://apoia.se/paradarnomeascoisas

    S08EP343 - Medo do julgamento: dá para acabar?

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