Transforme seus gastos mensais em viagens internacionais com a gestão de milhas do Clube do Valor. A gente analisa seu cartão, seu programa de pontos e seus hábitos de consumo para montar a melhor estratégia para você viajar mais sem colocar um centavo a mais. Começa com um diagnóstico gratuito: https://clubedovalor.com.br/gestao-de-milhas/mkt/podcast-cdv?utm_source=podcast-cdv&utm_medium=p0&utm_campaign=cdv-geracao-leads&utm_content=podcast-ep7-19961693 --- 82% das famílias brasileiras estão endividadas. E não é só quem ganha pouco: entre famílias com renda acima de 10 salários mínimos, o número ainda chega a 72%, com quase 15% delas inadimplentes. Nesse episódio o Ramiro começa quebrando o senso comum de que dívida é problema só de quem tem pouco. O médico que financia casa, carro e viagem ao mesmo tempo porque acha que a renda alta resolve tudo é o mesmo comportamento da menina que usou 25 mil de limite de cartão sem ter renda para pagar, só em escala diferente. A raiz do problema, em todos os casos, é a mesma: antecipar uma conquista que a trajetória ainda não comporta. Quando faz sentido se endividar, então? O Ramiro monta o framework direto: avalia o custo da dívida e o destino do dinheiro. Rotativo do cartão a 444% ao ano, cheque especial a 136%, crédito pessoal a 110%, financiamento de veículo a 26%, não têm argumento que os justifique fora do contexto de geração de renda. O financiamento imobiliário entra numa zona cinza, porque a taxa em torno de 12,6% ao ano quase empata com o retorno líquido de imposto de renda de um título pré-fixado de prazo longo, e a decisão acaba dependendo muito mais de valores pessoais, estabilidade de renda e tempo de permanência no imóvel do que de uma vantagem financeira óbvia. O react com a Ana, que foi a público admitindo mais de 100 mil reais em dívidas aos 23 anos, entra aqui não para julgar, mas para mapear os erros passo a passo: misturar conta pessoal com renda do parceiro, tratar cartão como extensão da renda, antecipar a mudança sozinha quando faltava R$ 1.000 para quitar tudo, e aí usar todo o limite disponível de uma vez. O Ramiro aponta que exatamente o mesmo padrão aparece em empresários e profissionais de alta renda, só com zeros a mais. A diferença entre dívida boa e dívida ruim não está no valor, está em o que o dinheiro vai comprar e se aquilo gera retorno acima do custo. Na segunda parte do episódio, a conversa vai para um fenômeno que a maioria das pessoas não enxerga: o varejo virou banco. A Luizacred lucrou 135 milhões no mesmo trimestre em que a Magazine Luiza deu prejuízo de 72 milhões. A financeira da Riachuelo multiplicou o Ebitda por cinco em três anos. O Mercado Livre viu a carteira de crédito crescer 75%. O parcelado sem juros, que representa 43% do volume total transacionado no cartão, carrega dois riscos que os vendedores nunca mencionam: você começa a usar o crédito como renda sem perceber, e quando não consegue pagar o fechamento, cai numa taxa de 192% ao ano. As três regras que o Ramiro usa pessoalmente para cartão são simples e vêm com exemplo de passagem de lua de mel em Qatar Airways K-Suite por R$ 462 de taxa. O episódio fecha com uma análise detalhada sobre consórcio, reagindo a um vídeo que faz a conta que os vendedores escondem. A taxa de administração média de 20,84% sobre o valor da carta, num prazo médio de 217 meses, já coloca quem assina um consórcio de 400 mil pagando 483 mil antes de qualquer reajuste. Some o aluguel que continua correndo enquanto a contemplação não vem, o fato de que 78,3% das contemplações imobiliárias em 2024 aconteceram por lance e não por sorteio, e o custo de oportunidade do dinheiro que não está rendendo, e a vantagem do consórcio sobre o financiamento some entre 10 e 11 anos na simulação apresentada. Tem cenário em que faz sentido, o Ramiro admite, mas é uma minoria muito específica, e ele deixa claro por que escolheu não vender consórcio mesmo podendo embolsar 3 a 4% de comissão por carta. Assista em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=d1VDaHwyDzE