Observatório Feminino

Rádio Itatiaia

Mesa de jornalistas e convidadas dá voz às discussões sobre igualdade de direitos entre homens e mulheres

  1. 2D AGO

    Dia da Mulher: há o que comemorar? Podcast debate violência e feminicídio

    Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a pergunta que abre o debate é direta: há o que comemorar diante de tantos casos de feminicídio, violência e assédio no país? Esse é um dos temas do Observatório Feminino deste domingo, programa da Rádio Itatiaia que discute os desafios enfrentados pelas mulheres no Brasil.  Um dos assuntos centrais é o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro, caso que gerou grande repercussão nacional. Em meio às investigações, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro expediu um mandado de busca e apreensão contra um adolescente apontado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro como possível mentor do crime, suspeito de ter atraído a vítima ao apartamento onde ocorreram os abusos.  Quatro homens presos por participação no crime estão na Cadeia Pública José Frederico Marques, em celas separadas dos demais internos. Dois deles, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, já passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão mantida pela Justiça. Outros dois suspeitos, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, ambos de 18 anos, devem passar pelo mesmo procedimento.  O programa também aborda medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde do Brasil para ampliar o atendimento e a proteção às mulheres no SUS. As ações incluem teleatendimento em saúde mental para vítimas de violência, reconstrução dentária gratuita e um mutirão nacional de exames e cirurgias. As iniciativas foram apresentadas pelo ministro Alexandre Padilha e fazem parte do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.  Outra proposta do ministério é solicitar à Organização Mundial da Saúde a inclusão do feminicídio na Classificação Internacional de Doenças, o que pode melhorar as estatísticas e fortalecer políticas públicas de prevenção. Atualmente, mortes de mulheres motivadas por desigualdade de gênero costumam ser registradas apenas como agressão.  O episódio também destaca histórias de resistência feminina, como as retratadas no documentário original “Mulheres do Vale: Arte que nasce da seca”, produzido pela equipe da Rádio Itatiaia. A produção mostra mulheres da região do Vale do Jequitinhonha que transformaram a arte em sustento e superação.

    24 min
  2. MAR 1

    Observatório Feminino debate decisão judicial, cancelamento no BBB e reconstrução após enchente em Juiz de Fora

    O Observatório Feminino deste domingo (1º) começa com um dos casos mais comentados do país nos últimos dias: a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que inicialmente absolveu e, posteriormente, restabeleceu a condenação de um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos em Indianópolis, no Triângulo Mineiro. O réu, de 35 anos, foi preso após o tribunal acatar recurso do Ministério Público e restaurar a sentença de primeira instância. A decisão também determinou a prisão da mãe da vítima, condenada por omissão. Em novembro de 2025, ambos haviam sido sentenciados pela 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Araguari a nove anos e quatro meses de prisão. O homem foi condenado por conjunção carnal e atos libidinosos contra a adolescente; a mãe, por não impedir os abusos. O relator do processo, desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal, havia votado anteriormente pela absolvição ao considerar a existência de “vínculo afetivo consensual” entre o réu e a vítima. Após a forte repercussão nacional e o recurso apresentado, o magistrado reviu o posicionamento e manteve a condenação, com expedição imediata do mandado de prisão. O caso reacende o debate sobre a aplicação da lei. O Código Penal estabelece que qualquer ato sexual com menor de 14 anos configura estupro de vulnerável — entendimento já consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça, que afasta a possibilidade de consentimento ou de reconhecimento de “relacionamento” em situações envolvendo crianças e adolescentes nessa faixa etária. Com a repercussão da decisão, o relator passou a ser alvo de denúncias no Conselho Nacional de Justiça por suposto abuso sexual. Pelo menos quatro pessoas formalizaram queixas contra o magistrado, entre elas um primo do desembargador. Cancelamento e maternidade em debate no BBB 26 Outro tema em destaque é a polêmica envolvendo a atriz Solange Couto, confinada no Big Brother Brasil 26. A artista foi alvo de críticas nas redes sociais após uma fala considerada por internautas como “a mais pesada” da história do programa. Ao comentar sobre outra participante, Solange afirmou que “nasceu do prazer e não de estupro”, fazendo uma associação entre violência sexual e sexo malfeito. Em outro momento, ao analisar o comportamento da rival Ana Paula, declarou: “Quando Deus não deu filhos a ela, é porque sabe que ela não teria capacidade de amar alguém, já que ela não gosta de gente”. As declarações reacendem discussões sobre violência sexual, maternidade compulsória e estigmatização de mulheres que optam por não ter filhos. Afinal, a decisão de não ser mãe pode ser associada à incapacidade de amar? Especialistas apontam que a maternidade é uma escolha e que atrelar afeto ou caráter à experiência de ter filhos reforça estereótipos de gênero historicamente impostos às mulheres. Enchente em Juiz de Fora: como reconstruir vidas? O programa também aborda a enchente que atingiu Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. O episódio evidencia não apenas os impactos das mudanças climáticas e da precariedade da infraestrutura urbana, mas também a vulnerabilidade social de centenas de famílias. Quando a água sobe, não leva apenas móveis, roupas e paredes. Arrasta histórias, memórias e, em muitos casos, vidas. A tragédia representa uma ruptura profunda na trajetória de quem perdeu quase tudo. Diante de perdas tão significativas, surge uma pergunta inevitável: como recomeçar quando a correnteza parece ter levado o chão? Especialistas destacam que a reconstrução vai além da reposição material. Envolve apoio psicológico, políticas públicas eficazes, acesso à moradia digna e redes de solidariedade capazes de sustentar a retomada da vida cotidiana. Participam do debate Isabel Araújo Rodrigues, advogada especialista em direito das mulheres, presidente da Comissão de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da OAB-MG e coordenadora da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres de Minas Gerais, e a advogada Lucilene Vasconcelos, diretora de Mulheres na Grande BH na Convenção Batista Nacional. Ouça o debate completo abaixo.

    30 min
  3. FEB 22

    Desfile em homenagem a Lula no Carnaval gera polêmica na avenida

    A escola de samba Acadêmicos de Niterói, que abriu os desfiles da Sapucaí no Carnaval do Rio de Janeiro do último domingo (15), foi rebaixada após enredo polêmico que teve o presidente Lula como tema e representou a “família tradicional” de forma controversa. O assunto é centro do debate desta semana no podcast Observatório Feminino, apresentado pela jornalista Amanda Antunes, que apresenta as perspectivas da “família enlatada” que desfilou na avenida. Após a escola cruzar a Sapucaí, políticos da oposição, representantes de direitas e evangélicos, começaram a compartilhar ilustrações com inteligência artificial das suas famílias enlatadas nas redes sociais. Outro ponto de discussão foi a demora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em tornar disponível o Cadastro Nacional de Pedófilos e Estupradores. O sistema prevê a divulgação pública do nome completo e dos documentos de pessoas condenadas, em primeira instância, por crimes sexuais. Ainda em alta, é tratada a prisão do ex-príncipe britânico Andrew Windsor, irmão mais novo do Rei Charles, preso sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. A prisão ocorre após a polícia ter informado que avalia uma denúncia sobre o suposto compartilhamento de material confidencial pelo ex-príncipe com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Participam do debate no podcast a Defensora Pública Silvana Lobo e a Empreendedora Social Dai Dias.

    26 min
  4. JAN 18

    Violência contra a mulher: políticas públicas avançam no enfrentamento aos feminicídios; ouça podcast

    Apesar de os dados indicarem um aumento nos casos de feminicídio no Brasil, o poder público tem ampliado a criação de políticas públicas com o objetivo de enfrentar a violência contra as mulheres e tentar mudar essa dura realidade. No início deste ano, foi sancionada uma lei que obriga o poder público a divulgar, a cada dois anos, relatórios com dados sobre a violência contra as mulheres.  A norma determina a publicação periódica de um relatório com informações do Registro Unificado de Violência Contra as Mulheres, com a finalidade de qualificar a produção de dados e subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas à proteção feminina.  Essas e outras iniciativas são tema do podcast Observatório Feminino, da Itatiaia, deste domingo (18). O programa recebe a jurista Marcella Apocalypse, presidente da Comissão de Estudos de Violência Doméstica da Associação Nacional da Advocacia Criminal, seccional Minas Gerais, para discutir os avanços e os desafios das políticas públicas voltadas às mulheres. Entre as propostas em debate está a aprovação, pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, de um projeto que garante atendimento preferencial por profissionais mulheres às vítimas de violência doméstica e familiar. O texto altera a Lei Maria da Penha e a Lei Orgânica da Saúde e tramita em caráter conclusivo, seguindo agora para análise das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.  O Observatório Feminino também aborda a aprovação de projeto de lei que prevê punições para crimes patrimoniais cometidos em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Além disso, outra proposta em tramitação trata da possibilidade de demissão por justa causa em casos de violência contra a mulher, medida que ainda depende de aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para se tornar lei. O podcast Observatório Feminino propõe uma reflexão sobre o papel das políticas públicas na proteção das mulheres e no enfrentamento da violência de gênero no país.

    25 min
  5. JAN 11

    Podcast: Brasil é um dos países mais ativos sexualmente do mundo, diz pesquisa

    O Brasil é o sétimo país mais ativo sexualmente do mundo em um estudo que cruza hábitos de vida, rotina, cultura e comportamento social. O dado foi divulgado pelo site Insider Monkey. Quem ocupa o topo do ranking é a Espanha, em que 72% da população afirma ter vida sexual ativa ao menos uma vez por semana. Mas o que estes dados retratam da realidade do povo brasileiro? Como a cultura e a rotina influenciam na forma de viver o prazer, o afeto e as relações? Este é o tópico da conversa com a sexóloga e terapeuta sexual Renata Dietze no Observatório Feminino deste domingo (11). A autoestima feminina também será assunto do programa. Em meio ao crescimento das discussões sobre padrões de beleza e aceitação corporal, os homens brasileiros demonstram uma percepção positiva sobre si mesmos. Segundo levantamento recente feito pela GQ Brasil, apenas 3% dos homens no país se consideram feios. Os dados indicam que nove em cada dez homens acreditam ter, ao menos, um nível de beleza dentro da média. Para os homens, os pontos negativos em relação a eles são: disfunção erétil e o envelhecimento. Por fim, há mais um capítulo da novela entre a apresentadora Cariucha e o médico Danilo Bravo. Após a troca de acusações entre os dois, o profissional de saúde foi submetido a uma perícia médica que confirmou que ele foi alvo de agressões. A apresentadora viralizou após afirmar ter sido vítima de agressão e expulsa de um imóvel pelo médico. O profissional da saúde, por sua vez, negou as acusações. Cariucha disse ter sido agredida e vítima de abandono, gerando comoção e reações de seguidores. Em resposta, o médico afirmou que as acusações são infundadas, destacando que ele próprio teria sido agredido após negar um beijo.   Sobre o podcast O Observatório Feminino vai ao ar todos os domingos, às 8h30, na Rádio Itatiaia. Os episódios também estão disponíveis nas plataformas de áudio e no YouTube da Rádio de Minas.

    21 min

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