Intermediate Portuguese With Portuguese With Eli

Eliaquim Sousa

If you've struggled to find an easy way to improve your listening skills in Portuguese, here you'll have it and much more. If you'd like to support this podcast, please consider buying us a coffee through https://www.buymeacoffee.com/elisousa :-)

  1. 2d ago

    Episode 279: Speaking about Hunters and Hunting

    To get transcripts and additional notes (and to support the podcast), please visit: ⁠⁠https://buymeacoffee.com/elisousa⁠⁠ Please note that simple, unedited transcripts are available on that site. Additional notes are available for private students. Are you one of them? Send me an email requesting the notes! To get started right away in my school and learn more about how we can help you, start here: ⁠⁠https://portuguesewitheli.com/get-your-roadmap/⁠ And here is the monologue for your benefit: Meu casamento acabou por causa do meu sogro. Explico. Conheci minha ex-esposa em Fortaleza, mas ela era manauara. Então não tive oportunidade de lhe conhecer os pais antes do casório. No dia do casamento, vi o velho assim, de relance, e troquei umas palavras com ele, e a impressão foi que ele nem fedia nem cheirava. Mas calhou de irmos visitar a família dela seis meses depois de casados. Eles moravam numa cidadezinha do Amazonas. Cheguei na casa e tomei um susto: tinha carabinas, espingardas, arco e flecha e até mesmo uma lança. Perguntei à minha esposa para quê tudo aquilo, e ela me disse que era o passatempo do pai dela, que ele gostava se embrenhar na mata e praticar tiro-ao-alvo. Fiquei curioso. Se ele tinha arma em casa, ele tinha porte de armas? Ela achava que sim. O velho me chamou para trocar umas ideias na sala. Em cima da mesa de centro, havia um quati empalhado. Fiquei encucado. O homem tinha arma e ainda tinha um animal empalhado. Será que... Enquanto eu estava matutando, chegou um rapaz de não mais de vinte anos—era meu cunhado—segurando pelo rabo um jacuruxi morto. “A caça hoje rendeu, pai,” foi o que ele disse, ao que o velho deu uma gargalhada e disse que aquele era dos grandes. Arrisquei uma pergunta a mais: o que iam fazer com aquele animal? “Cozinhar, é claro! E ainda dá para aproveitar o couro.” Senti um embrulho no estômago, não só porque eu não comia lagarto, mas também porque, que eu soubesse, caça era ilegal, fosse para subsistência ou não. Depois meu sogro me convidou para ir ver o que ele tinha na garagem. Lá era que a coisa estava pior. Tinha um freezer cheio de carne de procedência duvidosa. Sei lá que zoonose eu ia pegar se comesse aquilo. Não foi à toa que não comi nada no almoço. E de lá chamei minha esposa para ficar numa pousada. Chispei de lá o mais rápido possível. E, quando tive chance, dei uma ligadinha para o IBAMA, para denunciar aquele homem. Ele não ia sair impune. E não saiu. Teve de pagar uma multa e foi fichado. Que bom. Mas, quando descobriu o que eu tinha feito, minha esposa me deu um pé na bunda. Mas sou assim mesmo: faço o bem, não importam as consequências.

    Episode 279: Speaking about Hunters and Hunting
  2. Oct 22

    Episode 278: Picking Fights

    To get transcripts and additional notes (and to support the podcast), please visit: ⁠⁠https://buymeacoffee.com/elisousa⁠⁠ Please note that simple, unedited transcripts are available on that site. Additional notes are available for private students. Are you one of them? Send me an email requesting the notes! To get started right away in my school and learn more about how we can help you, start here: ⁠⁠https://portuguesewitheli.com/get-your-roadmap/⁠ O caso relatado a seguir aconteceu na quarta-feira desta semana. José Lima, 32 anos, saiu do escritório onde trabalhava e se dirigiu para um bar vizinho com alguns colegas. Fernando Capacho, 46, acompanhou o grupo. Segundo consta no boletim de ocorrência, Fernando e José trocaram farpas no trabalho e não tinham um bom relacionamento. No bar, Fernando ficou encarando José, e este perguntou: “Perdeu alguma coisa, otário?” Fernando então revidou, dizendo: “Não, é que não é todo dia que se vê um idiota assim solto na rua.” Testemunhas disseram que, nessa hora, José se levantou da cadeira dizendo “Como é que é?” e Fernando retrucou “É isso mesmo”. Então José perguntou “Tá querendo levar uma, né?” e Fernando incitou José, dizendo “Vem pra cima que eu te mostro o que é bom pra tosse”. Nesse momento, José disse “ah, é? É tu e mais quantos?” E a confusão começou. Segundo relato de colegas de trabalho de ambos os envolvidos, Fernando é do tipo que encrenca com todo mundo. Já recebeu diversas advertências de seu chefe e por pouco não foi demitido na semana passada. Aparentemente, ele importuna colegas de trabalho com perguntas indecentes e aborrece todo mundo com seus comentários inadequados para o ambiente de trabalho. Por que não foi demitido ainda? De acordo com seu chefe, ele faz um bom trabalho. A confusão no bar acabou assim: um colega jogou uma cadeira em Fernando e o atingiu de raspão. Fernando sofreu escoriações por conta da cadeirada. José avisou: “baixe sua bola, seu fela da mãe. Você pode falar grosso lá na sua casa, mas aqui você vai respeitar todo mundo.” Fernando ‘colocou o rabo entre as pernas’ e saiu de fininho, vendo que ele era só um, contra oito de seus colegas. Mas, antes de sair, ainda ameaçou: “o que é de vocês está guardado”. Agora só resta saber se ele vai mesmo atacar ou se é só da boca para fora.

    Episode 278: Picking Fights
  3. Oct 15

    Episode 277: Deciding to Move in Together

    To get transcripts and additional notes (and to support the podcast), please visit: ⁠⁠https://buymeacoffee.com/elisousa⁠⁠ Please note that simple, unedited transcripts are available on that site. Additional notes are available for private students. Are you one of them? Send me an email requesting the notes! To get started right away in my school and learn more about how we can help you, start here: ⁠⁠https://portuguesewitheli.com/get-your-roadmap/⁠⁠ Mal vejo a hora de alugar meu próprio cantinho para morar com minha cara metade. Conheci a Sarajane há dois meses. A gente engatou um namoro logo de cara e, em coisa de duas semanas, o rolo já estava sério, era para casar mesmo. Meus pais dizem que sou muito precoce, mas é que sou muito intenso: para mim, ou vai ou racha. Perguntei se a Sara estava dentro e ela disse que estava comigo e não abria. Agora só faltava o dinheiro. Fui falar com o Abreu, um amigo querido de longa data. Desembuchei logo tudo. Ponderoso, ele me mandou pensar duas vezes antes de dar esse passo. Isso porque ele mesmo já tinha tido uma experiência parecida. Decidiu juntar as escovas com uma garota da faculdade. No começo, ela era um anjo, simpática e compreensiva. Mas uma vez dentro de casa, ela mostrou as garras. Não importava o que o Abreu dissesse, ela rebatia. Ele pedia algo, ela dava uma patada. Ele sorria, ela rosnava. O convívio foi azedando a relação, até que um dia ele resolveu pular fora e sumiu. Que barra! Mas comigo ia ser diferente. Cogitei falar com a Sarajane sobre esse receio que o Abreu me apresentou, mas, melhor não. Já tenho uma noção do que é necessário para fazer um relacionamento dar certo: sei que vou ser esposo, mas também vamos ter de ralar muito para nos sustentarmos. O importante é saber conciliar os papéis. E eu já sou bem maduro. Isso vai ser fichinha.

    Episode 277: Deciding to Move in Together
  4. Oct 11

    Episode 276: Going out of Business

    To get transcripts and additional notes (and to support the podcast), please visit: ⁠⁠https://buymeacoffee.com/elisousa⁠⁠ Please note that simple, unedited transcripts are available on that site. Additional notes are available for private students. Are you one of them? Send me an email requesting the notes! To get started right away in my school and learn more about how we can help you, start here: ⁠⁠https://portuguesewitheli.com/get-your-roadmap/⁠⁠ Faz um tempo que venho pensando em fechar as portas. Comecei meu negócio há cinco anos. Na época, investir numa açaiteria parecia uma boa ideia. Com o calorão, as pessoas queriam algo para se refrescar, e um açaí geladinho dava conta do recado. Além disso, os marombas da região vinham direto para minha loja depois do treino. As coisas iam de vento em popa até que comecei a reparar num declínio nas vendas. De repente, era um marombeiro que deixava de vir, outra hora era uma açaiteria abrindo bem do lado da minha... As coisas foram desandando, as dívidas foram se acumulando e agora fico pensando em como tirar a empresa do buraco. Tenho muitas dívidas fiscais em aberto. Mesmo se declarasse falência hoje, ainda teria de pagar tudo: multas, encargos trabalhistas, taxas... e, como não teria dinheiro, os cobradores ficariam no meu pé, e se tem uma coisa que não aguento é esse tipo de amolação. Bem que eu devia ter ouvido meu irmão. Ele tinha me sugerido uma franquia no ramo de educação. Era um negócio muito lucrativo, pelo que ele me contou, e podia até mesmo arrendar uma franquia se não quisesse começar do zero. Era só arranjar um fiador e pegar um empréstimo no banco e estava feito. Era um caminho certo a ser trilhado. Na época, pensei: todo mundo precisa comer, mas ninguém realmente precisa estudar. Agora vejo que eu estava redondamente enganado.

    Episode 276: Going out of Business
  5. Aug 28

    Episode 275: Skin Care

    To get transcripts and additional notes (and to support the podcast), please visit: ⁠⁠https://buymeacoffee.com/elisousa⁠⁠ Please note that simple, unedited transcripts are available on that site. Additional notes are available for private students. Are you one of them? Send me an email requesting the notes! To get started right away in my school and learn more about how we can help you, start here: ⁠⁠https://portuguesewitheli.com/get-your-roadmap/⁠⁠ Now, here is the monologue for your benefit. E lá se vão mais trezentos contos nesse potinho mixuruca de creme facial. Mas, pra te ser sincero, vale a pena. Afinal, o rosto é a nossa vitrine. Pelo menos é a minha. Sou representante comercial. Visito clientes empresariais o tempo todo. Por isso, minha aparência tem que estar impecável. Mas não adianta de nada ter lindas roupas e um ótimo visual, se os cuidados com a pele não estiverem em dia. Minha pele é oleosa e tende a criar espinhas e cravos. Na minha adolescência, espremia tudo sem piedade e ficava cutucando o tempo todo, mas hoje me arrependo disso. Ficaram algumas cicatrizes daquele tempo. Para resolver esse problema, inicialmente, me valia de cosméticos mais baratinhos. Tinha gel de limpeza, hidratante com fator de proteção solar 30 e um esfoliante simples. Era realmente o basicão. No começo, tudo foi indo de vento em popa, mas aí vieram as consequências. Uma crise de urticária, depois uma secura e muita descamação. Minha camisa ficava como se tivesse nevado. Parei com isso por um tempo até procurar um dermato. O médico observou que eu tinha umas manchinhas no rosto e uns sinais no braço. Perguntou se eu tomava sol (um pouco) e se havia histórico de câncer de pele na minha família (não havia). Mesmo assim, como tinha a pele muito clara e sardas, precisava cuidar para não me expor tanto ao sol. Se percebesse alguma alteração, voltasse logo para fazer o check-up. Se na parte da saúde ia bem, não podia dizer o mesmo da aparência. Chegando na casa dos 40, me dei conta de umas ruguinhas na testa e de linhas de expressão. Ao sorrir, via os pés de galinha nos meus olhos, e ao passar a mão nos cabelos, sentia o couro cabeludo extremamente oleoso. Passei a me preocupar mais. Minha pele não reluzia como antes, nem parecia tão macia. Aflito, procurei uma solução... e a encontrei nos cosméticos hipoalergênicos. São bem mais caros, mas não causam vermelhidão e ainda me deixam com um aspecto jovem e saudável. Hoje, minha rotina de cuidados é longa: leva cerca de meia hora de cabo a rabo, mas os resultados falam por si. Quando tentam adivinhar a minha idade, nunca me dão os anos que realmente tenho. Não sou lá muito vaidoso, mas confesso que fico muito orgulhoso quando ouço que pareço mais jovem.

    Episode 275: Skin Care
  6. Aug 21

    Episode 274: Superstitions throughout the Years (Essay)

    To get transcripts and additional notes (and to support the podcast), please visit: ⁠https://buymeacoffee.com/elisousa⁠ Please note that simple, unedited transcripts are available on that site. Additional notes are available for private students. Are you one of them? Send me an email requesting the notes! To get started right away in my school and learn more about how we can help you, start here: ⁠https://portuguesewitheli.com/get-your-roadmap/⁠ Now, here is the essay for your benefit.   Superstições ao longo do tempo e os brasileiros nisso   Os brasileiros são um povo supersticioso. Mesmo que não acredita nessas crendices, tende a respeitá-las. Por isso, diz-se má sorte EM VEZ DE azar. Por quê? Por que falar azar traz má sorte. Temos várias outras superstições. NADA DE comer e tomar banho, SENÃO vai passar mal. E AI DE QUEM deixar na porta os calçados emborcados: quem paga por esse deslize é a mãe, que HÁ DE sofrer um acidente ou até mesmo ter um piripaque e morrer. Muitas superstições vêm e vão. Algumas, porém, perduram séculos e se transformam ao longo do tempo. VEJA SÓ. Antigamente, casar-se em maio era desaconselhado. Por quê? Porque foi nesse mês que Remo, um dos fundadores mitológicos de Roma, foi assassinado pelo irmão, Rômulo. Para aplacar os maus espíritos (incluindo o espírito de Remo), os romanos faziam oferendas nos dias 9, 11 e 13 de maio, num festival que ficou conhecido como “Lemúrias”. Acreditava-se que as oferendas acalmavam os espíritos. E o que acontecia a quem DESOBEDECESSE ao conselho? Sua vida era encurtada. Não sabemos se é verdade, mas, de todos os reis portugueses, os três que se casaram em maio sofreram destinos terríveis: Um viveu com problemas, outro enviuvou em 14 meses e o último foi assassinado... 22 anos depois de se casar. E agora, OLHE QUE LEGAL. Essa antiga superstição FOI DESAPARECENDO e desaparecendo... e hoje, maio é o mês das noivas. QUE INESPERADO, não é?

    Episode 274: Superstitions throughout the Years (Essay)
  7. Jul 27

    Episode 273: Simple Investment Advice

    To get transcripts and additional notes (and to support the podcast), please visit: https://buymeacoffee.com/elisousa Please note that simple, unedited transcripts are available on that site. Additional notes are available for private students. Are you one of them? Send me an email requesting the notes! If you’d like to chat with me, go to: https://portuguesewitheli.com/get-your-roadmap/ Now, here is the monologue for your benefit. Sou do tipo que paga para não entrar numa briga, mas quando entro, pago para não sair. E a briga que recentemente tive foi com um colega de trabalho que me disse que eu não ia ficar rico nessa encarnação. Calma, antes, me deixa te explicar o que aconteceu. Sempre tive tino para negócios. Meu primeiro investimento foi numa barraquinha de importados. Era jovem e, na época, meio verde: por isso o negócio foi por água abaixo. Eu não tinha feito nenhuma pesquisa de mercado para descobrir se havia mesmo demanda para aquela tralha toda, essa é que é a verdade. Por isso, quando tive de me ausentar dos negócios, não me surpreendi nada, nada. Mas o tempo foi passando e eu fui aprendendo. Primeiro, frequentei um seminário que mudou minha maneira de enxergar o assunto. Era uma apresentação de um sujeito que tinha enriquecido às custas de muito trabalho. Sujeito honrado, dos meus. E, no seminário, aprendi uns macetes que agora pretendo usar para encher os bolsos de grana. A coisa mais importante é observar as tendências de mercado. Por exemplo, quando a febre do Labubu estava dando os primeiros passos, comprei alguns para vender quando estivesse no auge. Empaquei com alguns dos bonecos? Sim, mas vendi alguns. Saí no empate... ou seja, pelo menos não tive prejuízo. Outra lição que aprendi foi a entrar no negócio quando tudo estivesse começando. Passarinho que chega cedo bebe água limpa. Por que é que hoje investir em propriedade é difícil? Porque já tem gente adoidado, não tem mais espaço para quem quer entrar. O negócio agora é pegar a propriedade que se tem e adaptar para alugar no AirBNB, é aí onde está todo o dinheiro. Mas, claro, sou realista e sei que existem dificuldades. Se eu tivesse observado os sinais de alerta quando investi em importados, teria me poupado uma grana federal. E a taxa de retorno era baixíssima, fui palerma de investir tanto. Mas são águas passadas. O que vejo no mercado imobiliário promete... e também no ramo de tecnologia. Meu colega diz que eu não tenho foco, que deveria me concentrar numa coisa só, mas ele é míope. Diversificar é importantíssimo: apostar todas as fichas num só investimento é pedir para ir à falência. Por isso que eu vou investir em imóveis, em ações na bolsa e montar um negócio para mim. Assim, corro menos risco de sair com as mãos abanando. Agora só falta arranjar o capital para começar.

    Episode 273: Simple Investment Advice
  8. Jun 22

    Episode 272: Going to the Gas Station - part 2

    Would you like to support this project? Leave us a review in your podcast player if possible 😊 And if you’d like to have lessons with me, please visit https://portuguesewitheli.com/ and take the free assessment. If you’d rather send us a little tip to help maintain this project, you can do so at: https://buymeacoffee.com/elisousa  And here is the monologue for your benefit! Tive uma experiência engraçada no posto de gasolina, e tenho certeza de que você vai extrair uma lição disso. Ando de carro sempre que posso. Dirijo muito por conta do trabalho, para levar a esposa para lá e para cá, buscar os filhos na escola e para chegar ao trabalho. Tudo muito bonito e tal, mas também meu carro bebe gasolina que é uma beleza, e por isso tenho que abastecer dia sim, dia não. Naquele dia, fui a um posto conhecido. Costumava comprar coisas na loja de conveniência lá. Eu já era freguês: sabia o nome dos frentistas de cor e salteado, e eles sabiam que eu sempre mandava completar. Mas, naquele dia, o frentista era novo. — O que o senhor manda, chefe? — Ele perguntou, indo para a bomba de gasolina. Com um aperto no coração, e esses preços subindo em disparada, pedi: “complete com gasolina, por favor.” O frentista ficou me encarando. Dei a ele a chave. Ele foi para a traseira do carro, tirou a tampa do bocal do tanque, pegou a mangueira da bomba e começou a abastecer. — Quer que eu limpe o para-brisa? Ele já estava com o rodo na mão enquanto abastecia. Fazia tudo isso e não parava de me encarar. — Por favor — eu disse, meio constrangido. Achava que ele não tinha ido com a minha cara, para me encarar tanto. Quando ele acabou, peguei minha carteira que estava no assoalho. O frentista não tirava os olhos de mim. — Qual a forma de pagamento? Mesmo espantado com o valor, paguei no débito. Quando ia manobrando o carro para sair, o frentista olhou para mim e disse: — Elson, não está me reconhecendo? Respondi com um sorriso amarelo que não tinha certeza. — Sério? Sou o Pedro, o Pedroca, do Liceu Estadual, não lembra? Fiz que não com a cabeça. — Sério? — ele disse mais uma vez, incrédulo. Muito sem jeito, dei a partida no carro e pisei fundo. Se eu tinha me esquecido dele? Que nada! Lembrava muito bem do Pedroca e sabia que ele era um chato grudento.

    Episode 272: Going to the Gas Station - part 2
5
out of 5
32 Ratings

About

If you've struggled to find an easy way to improve your listening skills in Portuguese, here you'll have it and much more. If you'd like to support this podcast, please consider buying us a coffee through https://www.buymeacoffee.com/elisousa :-)

You Might Also Like