O lugar da mediação

Mapa das Ideias & Companhia Mascarenhas-Martins

A cultura é hoje compreendida como pilar fundamental de cidadania e de coesão social. Colocada no centro do debate em torno do papel da actividade artística e cultural na sociedade, a relação com os públicos reinventa-se todos os dias em diversos espaços e práticas culturais pelo país fora. Estas conversas vão procurar encontrar o lugar da mediação cultural e artística na acção concreta dos agentes da cultura em Portugal. Um podcast Mapa das Ideias e Companhia Mascarenhas-Martins.

Episodes

  1. 09/30/2020

    Pedro Patacho

    Já fora do confinamento, Pedro Patacho, vereador da Educação da Câmara Municipal de Oeiras, recebeu-nos para uma conversa animada sobre a importância de dar o mundo às escolas, dando mais recursos aos docentes e à comunidade educativa. Criatividade, artes, cultura, património e ciência são vetores fundamentais na luta contra a exclusão social e na valorização das nossas escolas. Pedro Patacho é Vereador da Educação, Desporto, Bibliotecas, Juventude, Agenda para a Ciência e Inovação no Município de Oeiras. É Doutor em Didática e Organização Escolar pela Universidade da Corunha, Mestre em Educação (especialidade de Didática das Ciências) pela Universidade de Lisboa e Licenciado em Ensino (variante Matemática e Ciências da Natureza) pelo Instituto Superior de Ciências Educativas. Iniciou a sua carreira profissional no 1.º Ciclo do Ensino Básico, tendo passado também pelo 2.º Ciclo do Ensino Básico. É Professor do Instituto Superior de Ciências Educativas desde 2009, tendo também lecionado em cursos de formação de professores e trabalhado na supervisão da prática de ensino supervisionada de futuros professores do Ensino Básico. Tem publicado em revistas internacionais e participado em eventos científicos com especial enfoque na Sociologia da Educação e da Pedagogia. Os seus principais interesses de investigação situam-se no campo da análise sociopolítica da Educação e do currículo, tendo como principais eixos de análise as seguintes temáticas: educação escolar e justiça social; participação democrática nas escolas. Em 2005 fundou as Edições Pedago, uma editora académica especializada na publicação em Ciências Humanas e Sociais, com particular enfoque no campo das políticas educativas e curriculares. É, desde 2008, membro do Conselho Editorial da RAS – Revista Angolana de Sociologia.  Já em 2014 passa a integrar o Conselho Editorial da Mulemba – Revista Angolana de Ciências Sociais. O nosso podcast "O Lugar da Mediação", produzido em parceria com a Companhia Mascarenhas-Martins, vai receber uma nova voz todos os meses, explorando as visões e as experiências que diferentes criadores, artistas e profissionais da cultura investem na sua acção de mediação cultural todos os dias. Todos os episódios estão disponíveis em olugardamediacao.buzzsprout.com Pode ser subscrito no Apple Itunes em apple.co/2QD94g3 para além do Spotify, Stitcher e TuneIn.

    29 min
  2. Manuel Mozos

    07/22/2020

    Manuel Mozos

    Neste episódio conversamos com Manuel Mozos sobre o passado, o presente e o futuro do que significa fazer, documentar e divulgar o cinema a que chamamos português. Manuel Mozos, cineasta, nasceu em Lisboa em 1959 e terminou o curso de Cinema em 1984, no Antigo Conservatório Nacional, atual Escola Superior de Teatro e Cinema. Montador, argumentista e assistente de realização de vários realizadores portugueses, realizou o seu primeiro filme, "Um passo, outro passo, e depois...”, em 1989, e com ele venceu o prémio de Melhor Filme Estrangeiro em Entrevues - Festival Internacional de Cinema de Belfort de 1990. Desde então, realizou mais de vinte filmes, entre ficção e documentário, curtas e longas-metragens entre os quais se destacam as longas-metragens “Quando Troveja” (1999), “Xavier” (2002), “4 Copas” (2002) e “Ramiro” (2018) bem como os documentários “Lisboa no Cinema” (1994), “Cinema Português - Diálogos com João Pedro Bénard da Costa” (1997), “Censura: Alguns Cortes” (1999), “Ruínas” (2009), “João Bénard da Costa - Outros amarão as coisas que eu amei” (2014) e “Sophia, na primeira pessoa” (2019). Colaborador assíduo de publicações, escolas, institutos, universidades, associações culturais e de cinema, cineclubes e festivais, trabalha desde 2002 no Arquivo Nacional da Imagem em Movimento da Cinemateca Portuguesa, onde identifica, preserva, restaura cópias em película do nosso património cinematográfico. O nosso podcast "O Lugar da Mediação", produzido em parceria com a Companhia Mascarenhas-Martins, vai receber uma nova voz todos os meses, explorando as visões e as experiências que diferentes criadores, artistas e profissionais da cultura investem na sua acção de mediação cultural todos os dias. Todos os episódios estão disponíveis em olugardamediacao.buzzsprout.com Pode ser subscrito no Apple Itunes em apple.co/2QD94g3 para além do Spotify, Stitcher e TuneIn.

    32 min
  3. Luiz Oosterbeek

    06/19/2020

    Luiz Oosterbeek

    Ainda em confinamento forçado, conversámos com Luíz Oosterbeek, arqueólogo e diretor do Museu de Arte Pré-Histórica de Mação, sobre o momento conturbado que vivemos, tentando perceber de que falamos por estes dias quando falamos sobre o valor da cultura. Professor coordenador do Instituto Politécnico de Tomar, Luíz Oosterbeek iniciou a sua atividade como arqueólogo em 1982, dedicando-se sobretudo aos mecanismos de expansão da economia agro-pastoril na Península Ibérica, tópico do seu doutoramento em arqueologia. Como docente do ensino superior politécnico, desde 1986, coordenou projetos de investigação nos domínios da arqueologia, gestão do património cultural e gestão integrada do território em Portugal, na América Latina e em África. Recebeu bolsas e prémios, relacionados com estas atividades, da Comissão Europeia, da Ordem dos Advogados do Brasil, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Fundação para a Ciência e Tecnologia, da tutela da cultura em Portugal, e de diversas empresas. É Professor convidado das Universidades de Córdova (Espanha) e Ferrara (Itália), membro do Conselho Científico do Museu Nacional de História Natural em Paris (França), titular da Cátedra UNESCO-IPT em Humanidades e Gestão Cultural Integrada do Território, Secretário Geral do Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Humanas (Paris, Unesco) desde 2014, Vice-Presidente de HERITY International (Roma, Itália), membro do Conselho Científico do Centro Universitário Europeu para o Património Cultural (Ravello, Itália), Conselheiro do Forum Cultural Mundial Taihu (China), Presidente do Instituto Terra e Memória (Portugal) e Vice-Diretor do Centro de Geociências da Universidade de Coimbra.  Foi Pró-Presidente para as Relações Internacionais do Instituto Politécnico de Tomar, vogal e vice-gestor da área de Ciência e Sociedade do programa ibero-americano CYTED e Secretário-Geral da União Internacional das Ciências Pré-Históricas e Proto-Históricas.

    31 min
  4. 03/27/2020

    João Brites

    No Dia Mundial do Teatro, por entre os sobressaltos de uma quarentena que não nos permite celebrar nas salas de espetáculos e auditórios de Portugal, apresentamos uma conversa com João Brites sobre o teatro, a arte, o outro, e as aventuras e desventuras de uma palavra, “mediação”, que nem sempre traduz fielmente o trabalho artístico e educativo de uma vida inteira. João Brites é dramaturgista, encenador, cenógrafo e artista plástico. Em 1974, ano de todos os assombros, fundou o Teatro O Bando onde encena, desde então, a maior parte dos espetáculos produzidos por este grupo. O Bando começou por se dirigir à infância, num trabalho de descentralização que nunca abandonaria, e que ainda hoje se encontra no centro da sua existência. Diretor artístico, entre 1999 e 2008, do Festival Internacional de Artes de Rua, sediado em Palmela, foi ainda diretor da Unidade de Espetáculos da EXPO’98, programando muitas centenas de espetáculos de variadas áreas artísticas, de várias dezenas de países. Professor de atores na Escola Superior de Teatro e Cinema durante mais de 20 anos, orienta atualmente estágios e cursos de formação a propósito da consciência do ator em cena. Em 2008, e representando o júri da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, que acabara de distinguir João Brites com o seu Prémio da Crítica, Maria Helena Serôdio sobre ele escreveu que nas suas “aventuras estéticas, que desenham em cena topografias imaginárias, o encenador não prescinde de parcerias criativas de repetida configuração (…) cumplicidades próprias de uma comunidade artística assumida em corpo inteiro. É essa a comunidade que, em Vale de Barris (Palmela), o seu ‘bando’ teima em construir, conjuntamente com artistas, público e gentes da terra, não descurando elos internacionais e uma genuína apetência pela auto-reflexão.“  Façamos então silêncio, abra-se o pano, e escutemos. E que viva o Teatro!

    27 min

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A cultura é hoje compreendida como pilar fundamental de cidadania e de coesão social. Colocada no centro do debate em torno do papel da actividade artística e cultural na sociedade, a relação com os públicos reinventa-se todos os dias em diversos espaços e práticas culturais pelo país fora. Estas conversas vão procurar encontrar o lugar da mediação cultural e artística na acção concreta dos agentes da cultura em Portugal. Um podcast Mapa das Ideias e Companhia Mascarenhas-Martins.