Marketing business-to-business: o podcast

Com Jayme Kopke, da Hamlet Comunicação B2B

Num mundo cada vez mais digital, para vencer num mercado business-to-business já não basta ter bons produtos e uma boa força de vendas. O seu marketing tem de chegar antes, com um posicionamento claro e diferenciador e com uma marca forte. Neste podcast, Jayme Kopke, diretor criativo da Hamlet, conversa sobre ferramentas, ideias e estratégias para as empresas B2B que querem usar o marketing e a comunicação digital para vender no curto prazo, mas também para criar marcas que permitam crescer por muitos e muitos anos.

  1. #120 - Tornar as empresas mais produtivas – com poesia?! – com Paulo Condessa

    May 27

    #120 - Tornar as empresas mais produtivas – com poesia?! – com Paulo Condessa

    As empresas andam preocupadas com as pessoas. Para as atrair, mantê-las motivadas e felizes, criam Departamentos de Felicidade, investem em Employer Branding, organizam eventos de Team Building. Tudo certíssimo. Mas, para o Paulo Condessa, convidado deste episódio, costuma faltar um ingrediente. O hemisfério direito do cérebro – que ele propõe mobilizar com uma ferramenta pouco habitual nos escritórios: a poesia.   Paulo Condessa começou a sua vida profissional no marketing e na publicidade, onde teve um percurso relevante como estratega e criativo, mas acabou atraído para explorações muito diferentes. Foi da poesia ao espetáculo e daí ao trabalho com grupos para o cultivo da inteligência emocional, da cooperação e do team building. Hoje, é esse trabalho que o traz de volta ao mundo empresarial, onde, a seu ver, faz falta uma maior abertura ao hemisfério direito do cérebro. Leia-se: mais criatividade, mais vulnerabilidade, mais disponibilidade para brincar e arriscar. Que benefícios essa outra forma de estar no trabalho pode trazer, não só ao bem-estar das pessoas, mas à produtividade dos negócios, é o que vai descobrir nesta conversa. Oiça o episódio e descubra: O que faz com que, no mundo, cerca de 80% das pessoas não se sintam envolvidas com o seu trabalho.O que faz da vulnerabilidade a nossa maior força.Como ter um propósito empresarial claro melhora o bem-estar e a motivação dos colaboradores.O que levou à mudança de foco do posicionamento para o propósito, como princípio estratégico, e que benefícios vêm dessa mudança.De que forma a poesia pode ser uma ferramenta para criar coesão, motivação e envolvimento dentro da empresa.  Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir. A falta de ligação ao trabalho  Muitos profissionais não se sentem conectados com as suas funções, encarando a carreira apenas como um meio de sobrevivência financeira. Este distanciamento bloqueia a criatividade, prejudicando a inovação e a resolução de problemas complexos. O desafio da liderança é inverter este cenário através da criação de um ambiente seguro e psicologicamente saudável para as equipas. Comunicação não é um remendo comercial Existe uma linha clara que separa falhas de comunicação de problemas estruturais de marketing. A comunicação altera perceções, mas não salva um produto que o mercado rejeita. Porém, quando ajustamos a mensagem para responder à dor emocional de quem compra, em vez de apenas listar características técnicas, a venda flui com naturalidade.   O propósito como motor de mobilização O foco da gestão evoluiu do simples "posicionamento" para a mobilização através do propósito. Mas este propósito não pode ser uma manobra externa: tem de ditar as regras internas. Quando a equipa entende a missão e vê o impacto real do seu trabalho, a motivação dispara. Treinar a inteligência emocional e liderar pelo exemplo deixam de ser teoria e passam a sustentar a rentabilidade no B2B.   Sobre o Paulo Condessa: Linkedin Website Instagram   Recomendações Livros: Hold on to Your Kids — Gordon Neufeld  Leading Without Authority — Keith Ferrazzi    Pessoas e Instituições mencionadas: Gordon Neufeld   Keith Ferrazzi  Brené Brown Simon Sinek Tony Robbins Gordon Newfeld Cristiano Ronaldo Gallup

    55 min
  2. #119 - Experiência do cliente: O diferencial decisivo para afastar-se da concorrência - com João Filipe Torneiro

    May 13

    #119 - Experiência do cliente: O diferencial decisivo para afastar-se da concorrência - com João Filipe Torneiro

    É difícil encontrar uma empresa que não declare pôr o cliente no centro – mas, como clientes, sabemos que raramente é o caso. Ainda bem que há pessoas empenhadas em que essa promessa comece de facto a ser cumprida. Neste episódio, João Filipe Torneiro, Diretor Executivo da DEC Portugal, ensina-nos o que realmente implica focarmo-nos na experiência do cliente: uma transformação que envolve processos, cultura, tecnologia e, sobretudo, as pessoas. Autor do livro Rota de Valor, o João Filipe combina uma formação em engenharia com uma carreira muito destacada em marketing e gestão, o que lhe dá uma perspetiva particularmente interessante sobre como ligar estratégia, execução e criação de valor real para o cliente. Nesta conversa, exploramos o que significa, na prática, trabalhar a experiência do cliente tanto em contextos B2C como B2B. Descobrimos onde falham muitas iniciativas que ficam pela superfície. E discutimos o papel da cultura, da comunicação e da tecnologia, incluindo a inteligência artificial, na construção de experiências que fazem a diferença. Ouça o episódio e descubra: Como distinguir as empresas que trabalham a experiência do cliente das que apenas falam nisso Como usar as métricas para passar das intenções aos resultados Como a experiência do colaborador determina a experiência do cliente O que é, de facto, a cultura de uma empresa – e qual é o seu impacto na experiência do cliente Como aplicar a lógica Account-Based Marketing à experiência do cliente em contextos de venda complexa Como garantir que iniciativas de melhoria da experiência não morrem antes de criar impacto real Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir. A experiência é o único elemento da proposta de valor que não se copia João Torneiro defende que qualquer empresa – B2C ou B2B – assenta a sua proposta de valor em quatro elementos: marca, produto, serviço e experiência. Os três primeiros são cada vez mais difíceis de diferenciar: as marcas comunicam de forma semelhante, os produtos tornaram-se commodities, e os serviços básicos já são esperados. É na experiência – aquilo que as empresas efectivamente fazem, e não aquilo que prometem fazer – que ainda existe espaço para criar uma vantagem competitiva genuína e difícil de replicar. A cultura não está nos valores da parede. Está no que se faz às 17h de sexta-feira. Quando questionado sobre a diferença entre as empresas que afirmam ser "centradas no cliente" e as que realmente o são, a resposta de João é directa: a diferença está na cultura, e a cultura manifesta-se em comportamentos concretos. Para que exista cultura real, é preciso liderança com propósito, métricas que avaliem o desempenho em função da satisfação do cliente, e práticas de reconhecimento que reforcem os comportamentos certos. Sem experiência do colaborador, não existe experiência do cliente. Um dos pontos mais fortes da conversa é a ligação directa entre Employee Experience (EX) e Customer Experience (CX). João argumenta que não é possível criar uma experiência consistente para os clientes sem primeiro investir no compromisso dos colaboradores – não na "paixão" efémera que se promove em team buildings, mas no compromisso sustentado que resulta de KPIs claros, formação, meritocracia e práticas inclusivas reais. Sobre o convidado: Linkedin João Filipe Torneiro Linkedin DEC   Recomendações Livros: Rota de Valor: O Poder da Centralidade no Cliente – João Filipe Torneiro   Empresas e Instituições mencionadas: GalpNova SBE (Nova School of Business and Economics)Porto Business SchoolLondon Business SchoolKellogg School of Management  Conceitos e metodologias referenciados: Account-Based Marketing (ABM)Net Promoter Score (NPS)Customer Lifetime Value (CLV)Employee Experience (EX) / Customer Experience (CX)

    42 min
  3. #118 – Como construir confiança num negócio “invisível” - com Elda Lisboa

    Apr 30

    #118 – Como construir confiança num negócio “invisível” - com Elda Lisboa

    Há negócios que, apesar de envolverem cadeias de valor complexas e que se estendem pelo mundo inteiro, são invisíveis para quem está de fora. Elda Lisboa, Diretora-Geral para Portugal da Chemitex, líder europeu do trading têxtil, move-se num negócio assim. Operando entre fabricantes e clientes, gerindo sourcing, logística, qualidade e inovação em diferentes continentes, o trading é um universo onde o que conta é a capacidade de coordenação e resposta rápida. Num momento em que a guerra e os bloqueios marítimos obrigam a rever diariamente os custos de fornecimento e as rotas logísticas, saber adaptar-se rápido é uma questão de sobrevivência. No caso da Chemitex, a tecnologia tem ajudado, mas o fator crítico são as pessoas. Por isso, nesta conversa, exploramos não só o que é o trading têxtil e o que significa gerir um negócio global num contexto tão instável. Mas, principalmente, como atrair os melhores talentos, como mantê-los comprometidos e empenhados, e como lhes dar espaço, mesmo quando a exigência de performance é intensa, para que continuem a ser... pessoas. Ouça o episódio e descubra: Como uma empresa dependente dos fluxos de mercadoria do mundo inteiro consegue adaptar-se a um contexto de alta volatilidade Como a inteligência artificial já está a transformar um negócio em que a agilidade é chave O segredo para estancar a rotatividade laboral e reter profissionais altamente qualificados num negócio de grande exigência Como se constrói confiança num negócio que funciona sem as ferramentas habituais do marketing Como preparar o seu negócio para um cenário (provável) de retração do consumoCom base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir. Apoiar as Relações Pessoais Através da Inovação Introduzir inteligência artificial e processos digitais nas empresas retira carga administrativa e torna todo o percurso logístico mais veloz. Mesmo assim, fechar os negócios e manter a ligação entre parceiros requer presença, maturidade e trato estritamente humano. Os negócios consolida-se com conversas e entendimento entre clientes e diretores comerciais. A Liderança como Serviço às Pessoas Segundo Elda Lisboa, o papel central de um líder não é dar ordens, mas sim "fazer as pessoas brilharem". Elda explica que a retenção de talento técnico de elite não se faz apenas com salários, mas com um ambiente de respeito e integridade. Segundo Elda, ao focar-se em transformar os seus colaboradores em líderes melhores do que ela própria, a empresa elimina naturalmente a rotatividade. A Saúde Financeira como Filtro de Mercado Para Elda Lisboa, o atual momento económico vai provocar uma "depuração" natural no mercado. Elda argumenta que apenas as empresas com saúde financeira rigorosa e processos equilibrados vão resistir à retração do consumo. Para a gestora, esta crise funciona como um teste de resiliência que fortalecerá as organizações que souberem olhar para dentro e manter a disciplina de custos. Sobre a convidada: Linkedin Elda LisboaEmail: eli@chemitex.comChemitex  Recomendações Livros:  O Monge e o Executivo - James HunterChegar e Vender - José Carlos PereiraHábitos Atómicos - James Clear

    53 min
  4. #117 - A biologia come a cultura à sobremesa - com Paulo Finuras

    Apr 15

    #117 - A biologia come a cultura à sobremesa - com Paulo Finuras

    “A cultura come a estratégia ao pequeno almoço”. A frase, atribuída a Peter Drucker, parece estar em voga nos últimos tempos: nunca se falou tanto de cultura nas empresas. Só que, como nos lembra o convidado deste episódio, qualquer cultura tem raízes biológicas. Se queremos entender como agem os humanos, inclusive nas empresas, é por aí que devemos começar. Paulo Finuras é sociólogo, consultor e autor de vários livros, sempre com a mesma abordagem: cruzar as ciências sociais com a biologia evolutiva para entender tudo o que diz respeito ao ser humano. É assim que nos propõe repensar temas como cultura organizacional, liderança e comunicação a partir da nossa natureza enquanto espécie. Numa época marcada por transformações tecnológicas aceleradas, tensões geopolíticas e muita incerteza, faz todo o sentido regressar às perguntas mais básicas: quem somos enquanto animais sociais? Como decidimos? Como cooperamos? Como construímos confiança? E o que significa isso para as marcas, para a comunicação interna e externa, e em particular para empresas que operam em contextos business-to-business? Ouça o episódio e descubra:  Como a biologia evolutiva explica as decisões aparentemente irracionais dos clientes B2BO segredo para construir confiança num ambiente de negócios instávelA estratégia para contornar a resistência natural do cérebro e acelerar a adoção de mudanças na sua organizaçãoComo usar os instintos biológicos para reter o melhor talentoComo criar uma predisposição favorável antes mesmo de o cliente racionalizar a compraComo compreender a biologia do cliente permite rever para cima a sua tabela de preços  Com base na transcrição deste episódio, pedimos ao ChatGPT que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir.  A Falsa "Tábua Rasa" nos Negócios Gerir clientes e colaboradores assumindo que são movidos estritamente por argumentos racionais gera falhas diretas na faturação e na retenção de talento. A biologia evolutiva demonstra que os comportamentos corporativos diários – desde a resistência à adoção de um novo software até ao conformismo em reuniões – são adaptações biológicas documentadas para poupar energia. Liderar com eficácia exige, portanto, deixar de combater estes instintos e começar a desenhar processos que trabalhem a favor da natureza humana.   A ilusão da racionalidade no B2B A venda complexa raramente resulta de cálculos matemáticos rigorosos. O cérebro humano está programado pela evolução para poupar energia cognitiva. Na prática, a decisão de compra num comité B2B procura a minimização de riscos perante o grupo e a afirmação de estatuto social (o conceito de bens de Veblen). O marketing gera resultados quando alinha a sua mensagem com estes instintos de sobrevivência corporativa, em vez de depender apenas de tabelas de especificações técnicas. Modernização defensiva e Liderança O medo de perder relevância leva as empresas a adotarem Inteligência Artificial de forma reativa, um fenómeno que Paulo Finuras classifica como "modernização defensiva". Esta adoção apressada gera instabilidade interna. Em cenários de disrupção tecnológica, a estratégia mais rentável passa por investir na previsibilidade do líder, utilizando a confiança como a principal âncora de estabilização do negócio. Sobre o convidado:  LinkedIn Paulo FinurasEditora Silabo Artigos Observador   Livros da autoria do convidado (recomendações):  Primatas Culturais: Evolução e Natureza Humana Bioliderança As Outras Razões A Natureza das Causas   Podcasts recomendados:  The Dissenter (Ricardo Lopes)   Livros recomendados no episódio:  The Moral Animal – Robert Wright The Adapted Mind – Jerome Barkow, Leda Cosmides e John Tooby The Theory of the Leisure Class (A Teoria da Classe Ociosa) – Thorstein Veblen   Pessoas mencionadas:  Peter Drucker Charles Darwin Robert Trivers Steven Pinker Alexander Todorov Thorstein Veblen

    54 min
  5. #116 – A verdadeira transformação da IA não é tecnológica: é humana – com Luís Paulo Salvado

    Apr 1

    #116 – A verdadeira transformação da IA não é tecnológica: é humana – com Luís Paulo Salvado

    Protagonista, desde o início, da trajetória de duas das tecnológicas mais importantes do país, Luís Paulo Salvado já esteve no olho do furacão em várias revoluções tecnológicas. Hoje, o Chairman Executivo da Celfocus, Chairman e CEO da Novabase participa daquela que promete mudar ainda mais profundamente a forma como o mundo funciona. É sobre esta transformação, e não só, que conversamos neste episódio. Quando se fala de tecnologia em Portugal, Novabase e Celfocus são nomes incontornáveis. A primeira foi central, nas últimas décadas, na integração do país à economia digital. Já a Celfocus, nascida em uma parceria com a Vodafone, mas hoje 100% Novabase, é também um impressionante caso de sucesso. Atua em mais de 25 países e ajuda algumas das maiores empresas do mundo  a operarem a transformação que está na ordem do dia: combinar a criatividade humana com a Inteligência Artificial para dar um salto gigante na produtividade e nos resultados. Que impacto a Inteligência Artificial já está a ter, o que falta para esse impacto ser ainda maior? De que forma a IA vai obrigar a que todos nós sejamos, de alguma forma, líderes? E quais os desafios, para uma empresa portuguesa, de competir com os peixes graúdos do mercado global? Oiça o episódio e descubra:  A estratégia para evitar a estagnação corporativa e impedir que a atual transformação digital se torne numa oportunidade perdidaQual é o principal risco no processo de adoção da IAComo usar a cultura interna e o desafio técnico para atrair e reter o talento mais disputado no mercadoO caminho para uma empresa Portugesa conseguir competir de igual para igual com os gigantes do mercado globalComo antecipar as mudanças profundas que a Inteligência Artificial vai impor à sua organização e que o mercado ainda ignora.Os passos críticos para preparar a estrutura da sua empresa e absorver inovação a um ritmo acelerado sem colocar em risco a operação Com base na transcrição deste episódio, pedimos à AI que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir. A fase de instalação da Inteligência Artificial e a curva de retorno Baseando-se no modelo da economista Carlota Perez, Luís Paulo Salvado explica que o mercado global da IA está na "fase de instalação", focada no investimento estrutural. O verdadeiro retorno financeiro chegará na "fase de difusão", quando as empresas reorganizarem de facto os seus processos para escalar a tecnologia já instalada.   Competências do futuro e a valorização do talento humano Com a IA a executar as tarefas repetitivas, o foco das equipas passa a ser saber fazer as perguntas certas aos modelos. Apoiado num estudo do MIT, Luís destaca seis atributos exclusivos que as máquinas não replicam: Empatia, Presença, Juízo, Ética, Criatividade e Esperança. O avanço tecnológico torna as características humanas no ativo corporativo mais valioso.  O método de especialização extrema para competir à escala global Para competir com gigantes globais, a estratégia da Novabase e Celfocus assenta num foco cirúrgico: cruzar um domínio técnico profundo com um conhecimento altamente especializado do setor do cliente. Esta união, reforçada por uma cultura de execução, permite vencer no terreno onde os concorrentes generalistas falham na implementação.   Sobre o Convidado: Linkedin Luís Paulo Salvado Novabase Celfocus   Livros recomendados: Reinventing Organizations – Frederic Laloux The War for Talent – McKinsey (Ed Michaels, Helen Handfield-Jones et al.)   Pessoas mencionadas: Séneca (filósofo romano) Carlota Perez (Economista e Investigadora) Robert Kegan (Psicólogo de Harvard) Jean Piaget (Psicólogo) Marc Andreessen (Empreendedor e Investidor)   Empresas e Marcas mencionadas: Instituto Superior Técnico Dropbox Vodafone Wang Olivetti McKinsey Gartner Para continuar a acompanhar-nos vá ao ⁠site da Hamlet⁠ e fique em dia com a comunicação de marketing B2B no nosso ⁠blog⁠ e ao subscrever a ⁠Newsletter B2B da Hamlet⁠. Siga-nos também no ⁠LinkedIn⁠.

    1h 6m
  6. #115 - Visão de mercado, customização, serviço: como tornar a inovação portuguesa num sucesso global.

    Mar 18

    #115 - Visão de mercado, customização, serviço: como tornar a inovação portuguesa num sucesso global.

    Houve um tempo em que as exportações portuguesas estavam baseadas em custos salariais baixos e em setores de pouca sofisticação. Hoje, Portugal é também, e cada vez mais, um exportador de tecnologia e de inovação. E não só no setor dos serviços – mas também sob a forma de produtos que conseguem entrar nos mercados mais exigentes.   Um desses produtos é a Multiwasher — uma máquina de lavar industrial desenvolvida em Portugal com uma tecnologia imbatível em termos de eficiência e sustentabilidade ambiental. Produzida pela Somengil, uma empresa de engenharia sediada em Aveiro, a Multiwasher tem ganho terreno no mercado internacional com uma combinação única de inovação, customização e serviço pós-venda. Neste episódio, Tony Ventura, CEO da Somengil, explica-nos as razões desse sucesso. Mais do que falar sobre tecnologia, esta é uma conversa sobre gestão e vendas B2B. Exploramos como se alinham comités de decisão onde todos têm diferentes interesses, de que forma o serviço pós-venda se pode tornar no nosso melhor vendedor, e por que razão a sustentabilidade ambiental só ganha verdadeira escala quando se traduz em poupança económica. Pelo meio, refletimos ainda sobre o verdadeiro desafio de reter talento num mundo em constante mudança.      Ouça o episódio e descubra:   O segredo para transformar um serviço por medida num produto de sucesso  Como adaptar a estratégia de distribuição à cultura e à organização de múltiplos mercados    Como atender às preocupações dos diferentes players que compõem o comité de decisão numa compra industrial  Como transformar o próprio produto num canal de comunicação e feedback contínuo com o utilizador final   Qual é a principal função do marketing quando se trata de abrir o mercado para um produto que é quase uma categoria à parte   As melhores práticas para atrair e reter talento qualificado num setor altamente competitivo   Com base na transcrição deste episódio, pedimos à AI que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir.    A Venda Complexa e a Gestão de Stakeholders  Vender inovação no mercado B2B exige uma compreensão profunda de quem realmente decide. Numa grande organização, a compra raramente é feita por uma só pessoa, dependendo de um comité informal onde cada membro tem prioridades radicalmente distintas: o responsável de produção quer rapidez e padronização, a manutenção exige fiabilidade e tempo de resposta, e as compras focam-se no custo.   A grande lição partilhada é a necessidade de o marketing B2B criar uma proposta de valor segmentada, que fale a língua de cada um destes stakeholders , educando o mercado sobre os benefícios financeiros e práticos da inovação    O Pós-Venda como Verdadeiro Motor Comercial  Uma reflexão central deste episódio é que, no universo B2B, o melhor produto do mundo perde todo o valor se não tiver um serviço de excelência a suportá-lo. Evocando o exemplo da presença da Toyota em mercados remotos — que lidera não apenas pela mecânica do carro, mas pela extrema facilidade em encontrar peças e mecânicos capazes de o reparar —, percebemos que a retenção do cliente e a compra recorrente dependem inteiramente da fiabilidade da assistência.    Construir Cultura e Reter Talento num Mundo VUCA  Num mundo altamente instável e volátil (VUCA - Volatility, Uncertainty, Complexity, Ambiguity), a sobrevivência das empresas passa pela diversificação geográfica e de segmentos.  O sucesso na retenção de talento começa num recrutamento criterioso, que valoriza o encaixe cultural antes da competência técnica. A alta rotação de talento destrói o alinhamento e o conhecimento acumulado, pelo que a regra de ouro partilhada é simples: se não encontrarmos a pessoa certa, é preferível não contratar.    Empresas e instituições mencionadas:  Website Somengil  Linkedin Somengil  Nestlé   Unilever   Bimbo   Toyota

    53 min
  7. #114 - Dar a cara, ter voz própria, contar histórias: como tornar sexy até os negócios mais chatos - com Martim Mariano

    Mar 4

    #114 - Dar a cara, ter voz própria, contar histórias: como tornar sexy até os negócios mais chatos - com Martim Mariano

    Quando se tem um produto B2B altamente técnico, como torná-lo o herói de histórias interessantes? E, num mercado cada vez mais ruidoso e impessoal, como dar visibilidade a um negócio que à primeira vista parece “chato"? Resolver este desafio, que tira o sono muitos gestores e marketers, é a especialidade do nosso convidado neeste episódio. Com um longo percurso dedicado ao poder das palavras, o Martim Mariano é ghostwriter de líderes empresariais e ajuda as organizações a trocarem o fato corporativo por narrativas com alma. Apaixonado pela qualidade da escrita, o Martim falou connosco de autenticidade, da importância de os líderes darem a cara e do segredo para criar histórias que prendem, mesmo num mundo que a IA mal usada ameaça submergir em conteúdo banal.   Oiça o episódio e descubra: Como escrever sobre textos altamente técnicos sem ser altamente chato.Qual é o segredo (muito simples) para as pessoas quererem consumir o seu conteúdoOnde buscar as histórias que vão tornar os seus conteúdos interessantesPorque é importante os líderes darem a cara pelas suas empresas.Como construir uma voz simultaneamente autêntica e adequada ao papel profissionalComo usar a IA para escrever textos que não parecem feitos com IA  Com base na transcrição deste episódio, pedimos à AI que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir. A Humanização dos Negócios (Mesmo os mais "Chatos")  No B2B, é fácil cair na armadilha de achar que vendemos produtos demasiado técnicos para gerar boas histórias. Mas o Martim lembra-nos de um ponto essencial: todos os negócios têm pessoas lá dentro. E todas as pessoas tem histórias interessantes para contar, nem que seja, falar sobre a rotina de quem trabalha todos os dias para que o produto saia da fábrica e chegue ao consumidor final.  Por que os Líderes Precisam de Dar a Cara Muitas empresas escondem-se atrás da comunicação institucional, mas a verdade é que as pessoas seguem pessoas. Quando um líder comunica de forma autêntica, partilhando visões, dúvidas e até erros, torna-se o melhor embaixador do seu negócio. Em Portugal, ainda carregamos um certo medo de errar publicamente, fruto da nossa herança histórica. Contudo, expor essa vulnerabilidade e humanidade é exatamente o que faz com que alguém queira trabalhar nessa empresa.  A Inteligência Artificial Como Ferramenta, não como Substituta A IA veio para ficar, mas a decisão inteligente é usá-la para escrever connosco, e não por nós. Falta-lhe a vivência, o cheiro de uma sala num momento de tensão, ou a memória de uma frase solta ouvida num café. A tecnologia pode cuspir palavras com gramática perfeita, mas não consegue transmitir a emoção genuína de quem viveu a história.     Sobre o convidado:  Perfil Martim Mariano no Linkedin  Tudo Bem Escrito    Instituições e Organizações Mencionadas:  Escola Superior de Comunicação Social  BBDO  SIC  L'Oréal  Instituto Gallup  Feira do Livro    Pessoas mencionadas:  Rui Nunes  Ernest Hemingway  David Ogilvy  Robert Bly  José Saramago  George Gallup  Virgínia Coutinho    Livros Mencionados:  James Joyce - Ulisses  D&Ad. - The Copy Book  Jonah Berger - The Catalyst: How to Change Anyone's Mind  Martim Mariano – Dar a volta ao texto    Podcasts:  Steven Bartlett - The Diary of a CEO   #111 – Foco, contexto, profundidade: como furar o ruído no mundo pós-IA – Com Rui Nunes    Filmes:  A trilogia: O Senhor dos Anéis

    1 hr
  8. #113 - Impacto real ou "Purpose Washing"? O Marketing com propósito entre o discurso e a prática.

    Feb 18

    #113 - Impacto real ou "Purpose Washing"? O Marketing com propósito entre o discurso e a prática.

    Vivemos um momento curioso no mundo do marketing. Nunca se falou tanto de propósito, sustentabilidade, responsabilidade corporativa e impacto positivo — e, ao mesmo tempo, nunca foi tão legítima a dúvida sobre até que ponto estes conceitos se traduzem em decisões reais dentro das empresas.Quando falamos de um marketing com propósito, será que temos clareza sobre o que isso significa? E onde acaba a intenção genuína e começa o que poderíamos chamar de purpose-washing?   Para nos ajudar a pensar estas questões, ninguém melhor do a convidada deste episódio. Com um percurso no ensino e na investigação, a Marta Bicho está hoje à frente do IPAM – Instituto Português de Administração de Marketing. Tem sido uma ativa promotora da ligação entre a academia e o mundo empresarial e é apaixonada pelo tema da liderança e do marketing com propósito – sobre o qual conversamos neste episódio.  Falamos ainda do papel das escolas na preparação para um mundo instável e em mudança, e, inevitavelmente, das competências humanas de que vamos precisar num tempo cada vez mais dominado pela tecnologia.  Oiça o episódio e descubra: Que indicadores permitem perceber se o propósito de uma empresa se traduz na realidadeO que são os ODS e que papel têm na construção de métricas de sustentabilidadeQue impacto tem a conjuntura geopolítica nas práticas de sustentabilidade das empresasO papel da academia na promoção da responsabilidade corporativa e do marketing com propósitoComo se traduz, na prática, a ligação entre a academia e as empresas, e como poderia ser reforçadaQue ferramentas devem constar num currículo de ensino de marketing especificamente voltado para o business-to-business   Sobre o convidado: Email da Marta BichoLinkedin do IPAMPerfil da Marta Bicho no Linkedin  Conceitos e Eventos mencionados: Concurso Academia GraceODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável  Livros recomendados: Alexandre Rangel - O que podemos aprender com os gansos  Paulo Coelho - O AlquimistaBrené Brown - A Coragem de Ser Imperfeito Podcasts recomendados: IPAM TalksMarketing na Ponta da Língua   Para continuar a acompanhar-nos vá ao site da Hamlet e fique em dia com a comunicação de marketing B2B no nosso blog e ao subscrever a Newsletter B2B da Hamlet. Siga-nos também no LinkedIn, Instagram e Facebook. O papel da Academia: formar profissionais, não só técnicosMarketing B2B: menos “sexy”, mais provável

    37 min

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Num mundo cada vez mais digital, para vencer num mercado business-to-business já não basta ter bons produtos e uma boa força de vendas. O seu marketing tem de chegar antes, com um posicionamento claro e diferenciador e com uma marca forte. Neste podcast, Jayme Kopke, diretor criativo da Hamlet, conversa sobre ferramentas, ideias e estratégias para as empresas B2B que querem usar o marketing e a comunicação digital para vender no curto prazo, mas também para criar marcas que permitam crescer por muitos e muitos anos.

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