Marketing business-to-business: o podcast

Com Jayme Kopke, da Hamlet Comunicação B2B

Num mundo cada vez mais digital, para vencer num mercado business-to-business já não basta ter bons produtos e uma boa força de vendas. O seu marketing tem de chegar antes, com um posicionamento claro e diferenciador e com uma marca forte. Neste podcast, Jayme Kopke, diretor criativo da Hamlet, conversa sobre ferramentas, ideias e estratégias para as empresas B2B que querem usar o marketing e a comunicação digital para vender no curto prazo, mas também para criar marcas que permitam crescer por muitos e muitos anos.

  1. Sep 14

    #123 - Quando a cultura é o segredo do crescimento: o caso Revolut — com Thais Guapyassu

    Qual é o segredo de uma marca que, em menos de uma dúzia de anos, foi capaz de atrair cerca de 70 milhões de clientes no mundo inteiro, 2 milhões só em Portugal – ao ponto de hoje incomodar os gigantes do seu setor?  É claro que a explicação não é só uma. Mas, no caso que é tema deste episódio, há um ingrediente decisivo: uma cultura interna tão clara, forte e diferenciadora como a própria marca. É sobre essa cultura, a sua importância para o crescimento, e a forma como é vivida no dia a dia que conversamos com a Thais Guapyassu, Financial Regulatory Reporting Senior Manager da Revolut.  Na maior parte das empresas, marca, crescimento e cultura são tratados como temas separados. Não é assim, decididamente, na Revolut.  Longe de serem uma mera declaração de intenções, os valores da marca orientam de facto o quotidiano da empresa. E, para garantir que é assim, tudo o que tem a ver com a cultura interna foi desenhado ao pormenor – da forma de recrutar e acolher aos critérios de avaliação e à própria operação da empresa.  Conhecedora, por dentro, dessa cultura de alta performance, a Thais Guapyassu ajuda-nos a perceber os mecanismos que a tornam tão decisiva para o espetacular desempenho da Revolut.    Ouça o episódio e descubra:  Como fazer da cultura interna uma vantagem competitiva da sua empresa.   Como fazer com que os valores da sua empresa passem de mera teoria a comportamentos reais e critérios efetivos de decisão.  Como levar os princípios que orientam a empresa para a experiência do cliente.  O que uma marca deve manter igual, e o que precisa de adaptar, quando cresce para novos mercados.  Como levar a sua marca construída no B2C para o mercado B2B sem perder a sua identidade.    Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir.  Valores só contam quando se tornam comportamento  Ter valores escritos não chega. Na Revolut, eles aparecem logo no onboarding, são reforçados pela liderança e até entram na forma como os colaboradores reconhecem o trabalho uns dos outros. Para Thaís Guapyassu, é essa repetição que transforma conceitos como Get It Done ou Think Deeper em formas concretas de trabalhar e tomar decisões. A cultura deixa, assim, de ser uma declaração para passar a fazer parte do dia a dia.   A experiência do cliente começa dentro de casa  Simplicidade e excelência não são apenas objetivos para o produto final. A ideia é aplicar os mesmos princípios aos processos internos. Se trabalhar dentro da organização é mais simples, linear e eficiente, torna-se mais fácil levar essa experiência até ao cliente. Para Thaís, aquilo que acontece dentro da empresa acaba por se refletir na forma como as pessoas usam os seus produtos.   Global na identidade, local na execução  Crescer para vários mercados implica saber o que não deve mudar e aquilo que precisa de ser adaptado. Na Revolut, os valores, o modo de trabalhar e alguns princípios da marca mantêm-se globais, enquanto as equipas locais ajudam a perceber que produtos, mensagens ou comunicadores fazem sentido em cada país. O mesmo princípio acompanha a passagem do B2C para o B2B: a marca mantém o seu ADN, mas adapta a proposta às necessidades de uma empresa, onde simplicidade tem também de significar confiança e fiabilidade.    Sobre Thaís Guapyassu:  LinkedIn    Recomendações:  O Poder do Hábito — Charles Duhigg  Outliers — Malcolm Gladwell  Nexus — Yuval Noah Harari    Pessoas, marcas e instituições mencionadas:  Revolut   Banco BBM   Leste Group  Chess Capital   BNP Paribas   CVM   Via Verde

    #123 - Quando a cultura é o segredo do crescimento: o caso Revolut — com Thais Guapyassu
  2. Aug 24

    #122 – Milhares de views, interações, fãs. Interessa-lhe? O João ensina como se faz

    Vivemos num mundo em que produzir e distribuir conteúdo nunca foi tão fácil: conseguir que esse conteúdo seja visto, gere interações e envolvimento é que são elas. Não admira que, para as marcas, quem consegue fazer isso de forma consistente se torne um ativo extremamente valioso. É o caso do convidado deste episódio.   O João Kopke já conversou comigo aqui no podcast, já lá vão 6 anos – mas o convite para repetir não vem só de termos o mesmo nome. Na verdade, é um disco pedido pelos nossos ouvintes. Dono de uma audiência de milhares de fãs, que vão de crianças e adolescentes aos seus pais e avós, e cada vez mais requisitado pelas marcas, o João tem muito a ensinar a quem tem o desafio diário de captar a atenção de consumidores, clientes ou qualquer outro público.  Neste episódio, o João revela-nos alguns dos seus segredos sobre como conciliar qualidade e volume na produção de conteúdos, como se entender com os algoritmos, como e para quê usar a inteligência artificial. E, porque o trabalho do João também tem um lado B2B importante, conta-nos também como faz para se tornar incontornável junto de quem paga o seu trabalho: as marcas.  Ouça o episódio e descubra:  Como produzir conteúdo em quantidade sem ter de inventar a roda a cada vez  Que métricas escolher para perceber se um conteúdo funcionou  O valor das fórmulas: quando as usar e quando as descartar  O segredo para prender a atenção mesmo em conteúdos longos  Os erros que a sua marca deve evitar quando trabalha com influenciadores e criadores de conteúdos  Como a IA pode ajudar na produção de conteúdos, e quando atrapalha      Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir:  Dar valor para ganhar atenção  Nem todo o conteúdo tem de ser incrível. Mas tem de dar às pessoas uma razão para ficar. Para João Kopke, uma das formas mais eficazes de o fazer é criar conteúdo que seja útil fora da própria plataforma. Algo que as pessoas queiram guardar, partilhar ou aplicar na sua vida. São também estas ações que mostram ao algoritmo que o conteúdo tem valor.  Fórmulas não matam a criatividade  Produzir conteúdo regularmente não pode significar inventar a pólvora todos os dias. João trabalha com fórmulas que foi testando e afinando através das métricas. Cada uma serve um objetivo diferente. A fórmula cria uma estrutura que já provou funcionar. A criatividade entra depois: no tema, na história, na linguagem e no “tempero” de quem comunica.  Um bom briefing dá limites. Não escreve o conteúdo.  Trabalhar com um criador exige clareza sobre aquilo que a marca precisa: objetivos, mensagens obrigatórias, presença da marca ou número de conteúdos. Mas não significa dizer ao criador exatamente o que deve fazer ou dizer. Se uma marca escolheu alguém pela sua linguagem, audiência e resultados, tem também de lhe dar espaço para usar aquilo que sabe sobre essa audiência.  Sobre o João Kopke:  Instagram YouTube  Recomendações:  Despolariza - Podcast Johnny Harris - YouTube Kurzgesagt – In a Nutshell - YouTube  Pessoas, marcas e instituições mencionadas:  Red Bull Instagram TikTok YouTube Netflix CNN TAP Sumol Sagres António Zambujo

    #122 – Milhares de views, interações, fãs. Interessa-lhe? O João ensina como se faz
  3. Aug 12

    #121 - "Se der errado, vou embora". A anti-fórmula de sucesso de um multiempreendedor sem medo de fazer diferente - com André Rabanea

    O convidado deste episódio veio do Brasil para Portugal com 21 aninhos, zero experiência profissional, e a primeira coisa que fez foi criar a primeira agência de  marketing de guerrilha do país. A partir daí, fez uma série de projetos incríveis para grandes marcas, competindo de frente com as agências estabelecidas do setor. E nunca mais parou. Hoje, muitas campanhas, resultados e prémios depois, a única coisa que o André Rabanéa parece não ter conseguido é pentear o cabelo. E apesar de, no estilo, corresponder até hoje ao estereótipo do criativo rebelde, tornou-se um multiempreendedor, com empresas e projetos em vários países, consultor de diversas empresas e com muito para nos ensinar.   Eu, pelo menos, não só aprendi como me diverti ao longo de toda a conversa. É daquelas que vale a pena guardar e ouvir de novo de vez em quando.   Ouça o episódio e descubra:   O que pode dizer a si próprio sempre que lhe surgir o medo de arriscarO truque para vender ao seu cliente (ou CEO) as ideias mais arriscadas e fora da caixaComo transformar a marca individual do líder em cultura de empresa (para que a empresa possa funcionar sem ele)Como saber se a sua empresa tem ou não uma cultura forte e distintivaNa implementação de uma ideia arriscada, como lidar com o que pode correr mal  Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir.  Criatividade também se treina  Pensar diferente não depende apenas de talento. No caso de André, a criatividade nasceu de vários estímulos: uma educação aberta ao erro, uma família que não travava as suas escolhas e uma tendência para procurar caminhos alternativos para chegar ao mesmo resultado. A prática fez o resto. Ter ideias é também um exercício que se pode treinar. Liberdade sem cultura não chega  Uma empresa criativa não precisa de ter várias versões do seu fundador. Precisa de pessoas diferentes que contribuam para a mesma ambição. Na Torke, isso passou por criar espaço para ideias que noutras agências talvez nunca saíssem do brainstorm, aceitar que nem todas as pessoas se vão identificar com essa cultura e perceber que isso não é necessariamente um problema.  Boas ideias também precisam de ser vendidas  Uma agência pode ter as melhores ideias do mundo e continuar a produzir trabalho convencional se os clientes não estiverem dispostos a aprová-las. Para André, vender criatividade passa por perceber o risco de quem decide, preparar o cliente para aquilo que está a aprovar e assumir que uma ideia diferente pode correr mal. O risco não desaparece: gere-se. A criatividade tem sotaque  Depois de centenas de sessões de cocriação em diferentes países, André aprendeu que o estímulo certo muda de cultura para cultura. Há equipas que precisam de mais energia para participar e outras que precisam precisamente do contrário. O objetivo pode ser o mesmo, mas a forma de chegar às ideias não é universal.  Sobre André Rabanea  LinkedIn  Instagram  Torke  IDeators  Pessoas, marcas e instituições mencionadas  FAAP  Omnicom  WPP  Fox  National Geographic  Havas  BBDO  Red Bull  Heineken  Optimus  Sonae  Adidas  HP  Remax  Leroy Merlin  Vodafone  Recomendações  Desta vez não há uma lista de livros. André diz nunca ter lido um livro inteiro e evita procurar referências sobre marketing, guerrilha ou criatividade. Prefere consumir conteúdos ligados aos seus interesses pessoais, como Fórmula 1, surf e karting, e procurar referências fora daquilo que faz profissionalmente.  A recomendação que deixa é outra: ir para o mundo, treinar ideias todos os dias, perder o medo de errar, ouvir outras histórias sem tentar copiar os caminhos dos outros e manter por perto pessoas que valorizem a nossa forma de pensar.

    #121 - "Se der errado, vou embora". A anti-fórmula de sucesso de um multiempreendedor sem medo de fazer diferente - com André Rabanea
  4. May 27

    #120 - Tornar as empresas mais produtivas – com poesia?! – com Paulo Condessa

    As empresas andam preocupadas com as pessoas. Para as atrair, mantê-las motivadas e felizes, criam Departamentos de Felicidade, investem em Employer Branding, organizam eventos de Team Building. Tudo certíssimo. Mas, para o Paulo Condessa, convidado deste episódio, costuma faltar um ingrediente. O hemisfério direito do cérebro – que ele propõe mobilizar com uma ferramenta pouco habitual nos escritórios: a poesia.   Paulo Condessa começou a sua vida profissional no marketing e na publicidade, onde teve um percurso relevante como estratega e criativo, mas acabou atraído para explorações muito diferentes. Foi da poesia ao espetáculo e daí ao trabalho com grupos para o cultivo da inteligência emocional, da cooperação e do team building. Hoje, é esse trabalho que o traz de volta ao mundo empresarial, onde, a seu ver, faz falta uma maior abertura ao hemisfério direito do cérebro. Leia-se: mais criatividade, mais vulnerabilidade, mais disponibilidade para brincar e arriscar. Que benefícios essa outra forma de estar no trabalho pode trazer, não só ao bem-estar das pessoas, mas à produtividade dos negócios, é o que vai descobrir nesta conversa. Oiça o episódio e descubra: O que faz com que, no mundo, cerca de 80% das pessoas não se sintam envolvidas com o seu trabalho.O que faz da vulnerabilidade a nossa maior força.Como ter um propósito empresarial claro melhora o bem-estar e a motivação dos colaboradores.O que levou à mudança de foco do posicionamento para o propósito, como princípio estratégico, e que benefícios vêm dessa mudança.De que forma a poesia pode ser uma ferramenta para criar coesão, motivação e envolvimento dentro da empresa.  Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir. A falta de ligação ao trabalho  Muitos profissionais não se sentem conectados com as suas funções, encarando a carreira apenas como um meio de sobrevivência financeira. Este distanciamento bloqueia a criatividade, prejudicando a inovação e a resolução de problemas complexos. O desafio da liderança é inverter este cenário através da criação de um ambiente seguro e psicologicamente saudável para as equipas. Comunicação não é um remendo comercial Existe uma linha clara que separa falhas de comunicação de problemas estruturais de marketing. A comunicação altera perceções, mas não salva um produto que o mercado rejeita. Porém, quando ajustamos a mensagem para responder à dor emocional de quem compra, em vez de apenas listar características técnicas, a venda flui com naturalidade.   O propósito como motor de mobilização O foco da gestão evoluiu do simples "posicionamento" para a mobilização através do propósito. Mas este propósito não pode ser uma manobra externa: tem de ditar as regras internas. Quando a equipa entende a missão e vê o impacto real do seu trabalho, a motivação dispara. Treinar a inteligência emocional e liderar pelo exemplo deixam de ser teoria e passam a sustentar a rentabilidade no B2B.   Sobre o Paulo Condessa: Linkedin Website Instagram   Recomendações Livros: Hold on to Your Kids — Gordon Neufeld  Leading Without Authority — Keith Ferrazzi    Pessoas e Instituições mencionadas: Gordon Neufeld   Keith Ferrazzi  Brené Brown Simon Sinek Tony Robbins Gordon Newfeld Cristiano Ronaldo Gallup

    #120 - Tornar as empresas mais produtivas – com poesia?! – com Paulo Condessa
  5. May 13

    #119 - Experiência do cliente: O diferencial decisivo para afastar-se da concorrência - com João Filipe Torneiro

    É difícil encontrar uma empresa que não declare pôr o cliente no centro – mas, como clientes, sabemos que raramente é o caso. Ainda bem que há pessoas empenhadas em que essa promessa comece de facto a ser cumprida. Neste episódio, João Filipe Torneiro, Diretor Executivo da DEC Portugal, ensina-nos o que realmente implica focarmo-nos na experiência do cliente: uma transformação que envolve processos, cultura, tecnologia e, sobretudo, as pessoas. Autor do livro Rota de Valor, o João Filipe combina uma formação em engenharia com uma carreira muito destacada em marketing e gestão, o que lhe dá uma perspetiva particularmente interessante sobre como ligar estratégia, execução e criação de valor real para o cliente. Nesta conversa, exploramos o que significa, na prática, trabalhar a experiência do cliente tanto em contextos B2C como B2B. Descobrimos onde falham muitas iniciativas que ficam pela superfície. E discutimos o papel da cultura, da comunicação e da tecnologia, incluindo a inteligência artificial, na construção de experiências que fazem a diferença. Ouça o episódio e descubra: Como distinguir as empresas que trabalham a experiência do cliente das que apenas falam nisso Como usar as métricas para passar das intenções aos resultados Como a experiência do colaborador determina a experiência do cliente O que é, de facto, a cultura de uma empresa – e qual é o seu impacto na experiência do cliente Como aplicar a lógica Account-Based Marketing à experiência do cliente em contextos de venda complexa Como garantir que iniciativas de melhoria da experiência não morrem antes de criar impacto real Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir. A experiência é o único elemento da proposta de valor que não se copia João Torneiro defende que qualquer empresa – B2C ou B2B – assenta a sua proposta de valor em quatro elementos: marca, produto, serviço e experiência. Os três primeiros são cada vez mais difíceis de diferenciar: as marcas comunicam de forma semelhante, os produtos tornaram-se commodities, e os serviços básicos já são esperados. É na experiência – aquilo que as empresas efectivamente fazem, e não aquilo que prometem fazer – que ainda existe espaço para criar uma vantagem competitiva genuína e difícil de replicar. A cultura não está nos valores da parede. Está no que se faz às 17h de sexta-feira. Quando questionado sobre a diferença entre as empresas que afirmam ser "centradas no cliente" e as que realmente o são, a resposta de João é directa: a diferença está na cultura, e a cultura manifesta-se em comportamentos concretos. Para que exista cultura real, é preciso liderança com propósito, métricas que avaliem o desempenho em função da satisfação do cliente, e práticas de reconhecimento que reforcem os comportamentos certos. Sem experiência do colaborador, não existe experiência do cliente. Um dos pontos mais fortes da conversa é a ligação directa entre Employee Experience (EX) e Customer Experience (CX). João argumenta que não é possível criar uma experiência consistente para os clientes sem primeiro investir no compromisso dos colaboradores – não na "paixão" efémera que se promove em team buildings, mas no compromisso sustentado que resulta de KPIs claros, formação, meritocracia e práticas inclusivas reais. Sobre o convidado: Linkedin João Filipe Torneiro Linkedin DEC   Recomendações Livros: Rota de Valor: O Poder da Centralidade no Cliente – João Filipe Torneiro   Empresas e Instituições mencionadas: GalpNova SBE (Nova School of Business and Economics)Porto Business SchoolLondon Business SchoolKellogg School of Management  Conceitos e metodologias referenciados: Account-Based Marketing (ABM)Net Promoter Score (NPS)Customer Lifetime Value (CLV)Employee Experience (EX) / Customer Experience (CX)

    #119 - Experiência do cliente: O diferencial decisivo para afastar-se da concorrência - com João Filipe Torneiro
  6. Apr 30

    #118 – Como construir confiança num negócio “invisível” - com Elda Lisboa

    Há negócios que, apesar de envolverem cadeias de valor complexas e que se estendem pelo mundo inteiro, são invisíveis para quem está de fora. Elda Lisboa, Diretora-Geral para Portugal da Chemitex, líder europeu do trading têxtil, move-se num negócio assim. Operando entre fabricantes e clientes, gerindo sourcing, logística, qualidade e inovação em diferentes continentes, o trading é um universo onde o que conta é a capacidade de coordenação e resposta rápida. Num momento em que a guerra e os bloqueios marítimos obrigam a rever diariamente os custos de fornecimento e as rotas logísticas, saber adaptar-se rápido é uma questão de sobrevivência. No caso da Chemitex, a tecnologia tem ajudado, mas o fator crítico são as pessoas. Por isso, nesta conversa, exploramos não só o que é o trading têxtil e o que significa gerir um negócio global num contexto tão instável. Mas, principalmente, como atrair os melhores talentos, como mantê-los comprometidos e empenhados, e como lhes dar espaço, mesmo quando a exigência de performance é intensa, para que continuem a ser... pessoas. Ouça o episódio e descubra: Como uma empresa dependente dos fluxos de mercadoria do mundo inteiro consegue adaptar-se a um contexto de alta volatilidade Como a inteligência artificial já está a transformar um negócio em que a agilidade é chave O segredo para estancar a rotatividade laboral e reter profissionais altamente qualificados num negócio de grande exigência Como se constrói confiança num negócio que funciona sem as ferramentas habituais do marketing Como preparar o seu negócio para um cenário (provável) de retração do consumoCom base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir. Apoiar as Relações Pessoais Através da Inovação Introduzir inteligência artificial e processos digitais nas empresas retira carga administrativa e torna todo o percurso logístico mais veloz. Mesmo assim, fechar os negócios e manter a ligação entre parceiros requer presença, maturidade e trato estritamente humano. Os negócios consolida-se com conversas e entendimento entre clientes e diretores comerciais. A Liderança como Serviço às Pessoas Segundo Elda Lisboa, o papel central de um líder não é dar ordens, mas sim "fazer as pessoas brilharem". Elda explica que a retenção de talento técnico de elite não se faz apenas com salários, mas com um ambiente de respeito e integridade. Segundo Elda, ao focar-se em transformar os seus colaboradores em líderes melhores do que ela própria, a empresa elimina naturalmente a rotatividade. A Saúde Financeira como Filtro de Mercado Para Elda Lisboa, o atual momento económico vai provocar uma "depuração" natural no mercado. Elda argumenta que apenas as empresas com saúde financeira rigorosa e processos equilibrados vão resistir à retração do consumo. Para a gestora, esta crise funciona como um teste de resiliência que fortalecerá as organizações que souberem olhar para dentro e manter a disciplina de custos. Sobre a convidada: Linkedin Elda LisboaEmail: eli@chemitex.comChemitex  Recomendações Livros:  O Monge e o Executivo - James HunterChegar e Vender - José Carlos PereiraHábitos Atómicos - James Clear

    #118 – Como construir confiança num negócio “invisível” - com Elda Lisboa
  7. Apr 15

    #117 - A biologia come a cultura à sobremesa - com Paulo Finuras

    “A cultura come a estratégia ao pequeno almoço”. A frase, atribuída a Peter Drucker, parece estar em voga nos últimos tempos: nunca se falou tanto de cultura nas empresas. Só que, como nos lembra o convidado deste episódio, qualquer cultura tem raízes biológicas. Se queremos entender como agem os humanos, inclusive nas empresas, é por aí que devemos começar. Paulo Finuras é sociólogo, consultor e autor de vários livros, sempre com a mesma abordagem: cruzar as ciências sociais com a biologia evolutiva para entender tudo o que diz respeito ao ser humano. É assim que nos propõe repensar temas como cultura organizacional, liderança e comunicação a partir da nossa natureza enquanto espécie. Numa época marcada por transformações tecnológicas aceleradas, tensões geopolíticas e muita incerteza, faz todo o sentido regressar às perguntas mais básicas: quem somos enquanto animais sociais? Como decidimos? Como cooperamos? Como construímos confiança? E o que significa isso para as marcas, para a comunicação interna e externa, e em particular para empresas que operam em contextos business-to-business? Ouça o episódio e descubra:  Como a biologia evolutiva explica as decisões aparentemente irracionais dos clientes B2BO segredo para construir confiança num ambiente de negócios instávelA estratégia para contornar a resistência natural do cérebro e acelerar a adoção de mudanças na sua organizaçãoComo usar os instintos biológicos para reter o melhor talentoComo criar uma predisposição favorável antes mesmo de o cliente racionalizar a compraComo compreender a biologia do cliente permite rever para cima a sua tabela de preços  Com base na transcrição deste episódio, pedimos ao ChatGPT que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir.  A Falsa "Tábua Rasa" nos Negócios Gerir clientes e colaboradores assumindo que são movidos estritamente por argumentos racionais gera falhas diretas na faturação e na retenção de talento. A biologia evolutiva demonstra que os comportamentos corporativos diários – desde a resistência à adoção de um novo software até ao conformismo em reuniões – são adaptações biológicas documentadas para poupar energia. Liderar com eficácia exige, portanto, deixar de combater estes instintos e começar a desenhar processos que trabalhem a favor da natureza humana.   A ilusão da racionalidade no B2B A venda complexa raramente resulta de cálculos matemáticos rigorosos. O cérebro humano está programado pela evolução para poupar energia cognitiva. Na prática, a decisão de compra num comité B2B procura a minimização de riscos perante o grupo e a afirmação de estatuto social (o conceito de bens de Veblen). O marketing gera resultados quando alinha a sua mensagem com estes instintos de sobrevivência corporativa, em vez de depender apenas de tabelas de especificações técnicas. Modernização defensiva e Liderança O medo de perder relevância leva as empresas a adotarem Inteligência Artificial de forma reativa, um fenómeno que Paulo Finuras classifica como "modernização defensiva". Esta adoção apressada gera instabilidade interna. Em cenários de disrupção tecnológica, a estratégia mais rentável passa por investir na previsibilidade do líder, utilizando a confiança como a principal âncora de estabilização do negócio. Sobre o convidado:  LinkedIn Paulo FinurasEditora Silabo Artigos Observador   Livros da autoria do convidado (recomendações):  Primatas Culturais: Evolução e Natureza Humana Bioliderança As Outras Razões A Natureza das Causas   Podcasts recomendados:  The Dissenter (Ricardo Lopes)   Livros recomendados no episódio:  The Moral Animal – Robert Wright The Adapted Mind – Jerome Barkow, Leda Cosmides e John Tooby The Theory of the Leisure Class (A Teoria da Classe Ociosa) – Thorstein Veblen   Pessoas mencionadas:  Peter Drucker Charles Darwin Robert Trivers Steven Pinker Alexander Todorov Thorstein Veblen

    #117 - A biologia come a cultura à sobremesa - com Paulo Finuras
  8. Apr 1

    #116 – A verdadeira transformação da IA não é tecnológica: é humana – com Luís Paulo Salvado

    Protagonista, desde o início, da trajetória de duas das tecnológicas mais importantes do país, Luís Paulo Salvado já esteve no olho do furacão em várias revoluções tecnológicas. Hoje, o Chairman Executivo da Celfocus, Chairman e CEO da Novabase participa daquela que promete mudar ainda mais profundamente a forma como o mundo funciona. É sobre esta transformação, e não só, que conversamos neste episódio. Quando se fala de tecnologia em Portugal, Novabase e Celfocus são nomes incontornáveis. A primeira foi central, nas últimas décadas, na integração do país à economia digital. Já a Celfocus, nascida em uma parceria com a Vodafone, mas hoje 100% Novabase, é também um impressionante caso de sucesso. Atua em mais de 25 países e ajuda algumas das maiores empresas do mundo  a operarem a transformação que está na ordem do dia: combinar a criatividade humana com a Inteligência Artificial para dar um salto gigante na produtividade e nos resultados. Que impacto a Inteligência Artificial já está a ter, o que falta para esse impacto ser ainda maior? De que forma a IA vai obrigar a que todos nós sejamos, de alguma forma, líderes? E quais os desafios, para uma empresa portuguesa, de competir com os peixes graúdos do mercado global? Oiça o episódio e descubra:  A estratégia para evitar a estagnação corporativa e impedir que a atual transformação digital se torne numa oportunidade perdidaQual é o principal risco no processo de adoção da IAComo usar a cultura interna e o desafio técnico para atrair e reter o talento mais disputado no mercadoO caminho para uma empresa Portugesa conseguir competir de igual para igual com os gigantes do mercado globalComo antecipar as mudanças profundas que a Inteligência Artificial vai impor à sua organização e que o mercado ainda ignora.Os passos críticos para preparar a estrutura da sua empresa e absorver inovação a um ritmo acelerado sem colocar em risco a operação Com base na transcrição deste episódio, pedimos à AI que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir. A fase de instalação da Inteligência Artificial e a curva de retorno Baseando-se no modelo da economista Carlota Perez, Luís Paulo Salvado explica que o mercado global da IA está na "fase de instalação", focada no investimento estrutural. O verdadeiro retorno financeiro chegará na "fase de difusão", quando as empresas reorganizarem de facto os seus processos para escalar a tecnologia já instalada.   Competências do futuro e a valorização do talento humano Com a IA a executar as tarefas repetitivas, o foco das equipas passa a ser saber fazer as perguntas certas aos modelos. Apoiado num estudo do MIT, Luís destaca seis atributos exclusivos que as máquinas não replicam: Empatia, Presença, Juízo, Ética, Criatividade e Esperança. O avanço tecnológico torna as características humanas no ativo corporativo mais valioso.  O método de especialização extrema para competir à escala global Para competir com gigantes globais, a estratégia da Novabase e Celfocus assenta num foco cirúrgico: cruzar um domínio técnico profundo com um conhecimento altamente especializado do setor do cliente. Esta união, reforçada por uma cultura de execução, permite vencer no terreno onde os concorrentes generalistas falham na implementação.   Sobre o Convidado: Linkedin Luís Paulo Salvado Novabase Celfocus   Livros recomendados: Reinventing Organizations – Frederic Laloux The War for Talent – McKinsey (Ed Michaels, Helen Handfield-Jones et al.)   Pessoas mencionadas: Séneca (filósofo romano) Carlota Perez (Economista e Investigadora) Robert Kegan (Psicólogo de Harvard) Jean Piaget (Psicólogo) Marc Andreessen (Empreendedor e Investidor)   Empresas e Marcas mencionadas: Instituto Superior Técnico Dropbox Vodafone Wang Olivetti McKinsey Gartner Para continuar a acompanhar-nos vá ao ⁠site da Hamlet⁠ e fique em dia com a comunicação de marketing B2B no nosso ⁠blog⁠ e ao subscrever a ⁠Newsletter B2B da Hamlet⁠. Siga-nos também no ⁠LinkedIn⁠.

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