Marketing business-to-business: o podcast

Com Jayme Kopke, da Hamlet Comunicação B2B

Num mundo cada vez mais digital, para vencer num mercado business-to-business já não basta ter bons produtos e uma boa força de vendas. O seu marketing tem de chegar antes, com um posicionamento claro e diferenciador e com uma marca forte. Neste podcast, Jayme Kopke, diretor criativo da Hamlet, conversa sobre ferramentas, ideias e estratégias para as empresas B2B que querem usar o marketing e a comunicação digital para vender no curto prazo, mas também para criar marcas que permitam crescer por muitos e muitos anos.

  1. 3d ago

    #125- Para que servem as marcas, quando quem compra é um agente IA? - Com José Castelo

    Há percursos profissionais que refletem a evolução de uma indústria inteira. O José Castelo começou na comunicação quando ainda se falava em marketing direto e relacional, atravessou a primeira vaga de digitalização das empresas portuguesas, esteve em algumas das agências que ajudaram a definir o digital em Portugal e hoje lidera a unidade de experiência numa das tecnológicas de referência do país, a Linkroad. Depois de tantas mudanças, como encara a transformação que a inteligência artificial está a provocar? É sobre isso, e não só, que conversamos neste episódio de Marketing Business-to-Business – o podcast. Pelo caminho, disciplinas mudaram de nome, mudaram as tecnologias, os canais, a forma como as pessoas se relacionam com as marcas. E também houve coisas que não mudaram. Nesta conversa, procuramos saber como tudo isso está a transformar a comunicação e o marketing.  Em especial, falamos sobre o papel da criatividade num mundo em que uma parcela cada vez da comunicação das marcas é feita por máquinas. E da margem de manobra que resta às próprias marcas, quando cada vez mais decisões são tomadas por agentes de IA.  Ouça o episódio e descubra:  O que sobra para a criatividade humana num ambiente de negócio cada vez mais agentificado.  O que ganha uma marca quando os criativos começam a pensar também como engenheiros.  O que comunicar sobre os seus produtos quando a IA já consegue comparar todas as suas características.  Como tirar partido da IA sem que a sua comunicação fique igualzinha à da concorrência.   O que pensar antes de começar a automatizar os processos da sua empresa com IA.     Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir.  A inteligência artificial está a devolver importância aos fundamentos do marketing.  José Castelo começou a carreira no marketing direto, numa altura em que os dados e a personalização já eram essenciais para conhecer e comunicar com os clientes. Mais de 25 anos depois, acredita que a IA está a valorizar novamente algumas dessas competências: saber escrever, interpretar informação e, sobretudo, ter boas ideias. Porque, por mais que as ferramentas evoluam, continua a ser necessário compreender as pessoas a quem nos dirigimos.    A IA pode fazer-nos trabalhar mais depressa. Mas também pode tornar as marcas todas iguais.  Hoje, a inteligência artificial consegue produzir campanhas, textos e outros conteúdos com uma rapidez impressionante. O problema, segundo José, é que também se tornou muito fácil aceitar resultados simplesmente razoáveis. Quando todas as empresas têm acesso às mesmas ferramentas, a diferenciação passa cada vez mais pela capacidade humana de questionar, orientar e desafiar aquilo que a tecnologia produz. Caso contrário, corremos o risco de criar uma comunicação cada vez mais banal.    As marcas vão ter de aprender a comunicar também com máquinas.  A inteligência artificial não está apenas a mudar a forma como as empresas produzem comunicação. Está também a transformar a maneira como os clientes escolhem produtos e serviços. À medida que os agentes de IA começam a pesquisar, comparar e recomendar soluções, as marcas enfrentam um novo desafio: continuar a construir relações emocionais com as pessoas quando parte das decisões de compra passa pelas máquinas. Uma questão para a qual José reconhece que ainda não existem respostas definitivas.    Sobre José Castelo:  LinkedIn  Link Consulting  Marketeer    Recomendações:  Sapiens — Yuval Noah Harari   Kafka à Beira-Mar — Haruki Murakami   Modern Wisdom — Podcast  Coisa Que Não Edifica Nem Destrói – Podcast    Pessoas, marcas e instituições mencionadas:  Wunderman  WPP  Omnicom  Unilever  Consigo (revista da Unilever)  Djomba  Linkroald Google  Claude  ChatGPT  Gemini  Marketeer

    #125- Para que servem as marcas, quando quem compra é um agente IA? - Com José Castelo
  2. Oct 12

    #124 – Sai o funil, entra o labirinto: como satisfazer o cliente onde, quando e como ele quer – com Joana Rabello.

    Houve um tempo (diz a lenda) em que fazer marketing era simples. O cliente via a publicidade da marca, ia à loja comprar, e pronto. Hoje, os pontos de contacto são em todo o lado. E o caminho entre o anúncio, a loja física e a digital, a entrega e o pós-venda tem mais de labirinto do que de funil. Como encantar este cliente que, para mais, se tornou muito mais exigente e informado? É sobre isto que conversamos com Joana Rabello - que, como Customer Value Management Director da Worten, conhece esta complexidade como ninguém. Depois de liderar o marketing digital em marcas icónicas do Brasil, como a Americanas e a Reserva, a Joana veio em 2020 para Portugal e para a Worten, onde hoje cuida da relação com o cliente. A própria denominação do seu cargo - "Customer Value Management Director" - leva a uma pergunta que interessa a qualquer empresa: como criar valor para o cliente e para o negócio quando a relação se reparte por tantos canais e momentos? Algumas das respostas estão neste episódio de Marketing Business to Business – o podcast, em que conversamos sobre experiência do cliente, omnicanalidade, inteligência artificial, cultura de empresa. E sobre o que os negócios B2B podem aprender com uma marca que, lidando com milhões clientes, consegue tratar cada um de forma individualizada e única. Ouça o episódio e descubra: Como usar os dados para falar com o cliente no momento em que ele clica nm produto.Como usar a inteligência artificial para personalizar a experiência do cliente em escala.Que métricas usar para perceber se a personalização está realmente a criar valor Como evitar que diferentes equipas, ferramentas e canais transformem a sua marca num “Frankenstein”.Como descobrir a verdadeira necessidade do seu lead B2B antes de tentar vender o seu produto.  Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir.  Ter dados não significa saber o que fazer com eles  As empresas têm cada vez mais informação sobre os seus clientes. Mas há uma grande diferença entre ter dados para analisar o que aconteceu e ter dados que permitem agir no momento certo. Se um cliente visita várias vezes o mesmo produto sem comprar, essa informação pode ser valiosa. Mas será que continua a ser útil cinco dias depois? O verdadeiro desafio está em transformar os dados em ações relevantes, quando ainda podem fazer a diferença.  A inteligência artificial está a mudar as regras da personalização  Até há pouco tempo, personalizar significava sobretudo escolher o produto certo para cada cliente. Hoje, a inteligência artificial permite ir mais longe: adaptar também as imagens, as mensagens e os conteúdos a diferentes pessoas. Mas a possibilidade de personalizar não significa, por si só, que se esteja a criar valor. É preciso testar, medir resultados e perceber se cada experiência está realmente a fazer a diferença.  O cliente não vê os departamentos da sua empresa  Para o cliente, a marca é uma só. Mas, dentro das empresas, o marketing, o e-commerce, as vendas e o apoio ao cliente continuam muitas vezes a funcionar como mundos separados. Quando cada equipa comunica à sua maneira, o resultado pode ser uma marca com várias caras, mensagens e experiências diferentes. A tecnologia pode ajudar a ligar estes pontos, mas também pode agravar o problema. O desafio é garantir que, independentemente do canal, o cliente reconhece sempre a mesma marca.  Sobre Joana Rabello:  LinkedIn  Recomendações:  Ao Pé da Letra - Gregório Duvivier  Pessoas, marcas e instituições mencionadas:  Americanas Reserva Worten Accenture Nielsen Meta Google

    #124 – Sai o funil, entra o labirinto: como satisfazer o cliente onde, quando e como ele quer – com Joana Rabello.
  3. Sep 14

    #123 - Quando a cultura é o segredo do crescimento: o caso Revolut — com Thais Guapyassu

    Qual é o segredo de uma marca que, em menos de uma dúzia de anos, foi capaz de atrair cerca de 70 milhões de clientes no mundo inteiro, 2 milhões só em Portugal – ao ponto de hoje incomodar os gigantes do seu setor?  É claro que a explicação não é só uma. Mas, no caso que é tema deste episódio, há um ingrediente decisivo: uma cultura interna tão clara, forte e diferenciadora como a própria marca. É sobre essa cultura, a sua importância para o crescimento, e a forma como é vivida no dia a dia que conversamos com a Thais Guapyassu, Financial Regulatory Reporting Senior Manager da Revolut.  Na maior parte das empresas, marca, crescimento e cultura são tratados como temas separados. Não é assim, decididamente, na Revolut.  Longe de serem uma mera declaração de intenções, os valores da marca orientam de facto o quotidiano da empresa. E, para garantir que é assim, tudo o que tem a ver com a cultura interna foi desenhado ao pormenor – da forma de recrutar e acolher aos critérios de avaliação e à própria operação da empresa.  Conhecedora, por dentro, dessa cultura de alta performance, a Thais Guapyassu ajuda-nos a perceber os mecanismos que a tornam tão decisiva para o espetacular desempenho da Revolut.    Ouça o episódio e descubra:  Como fazer da cultura interna uma vantagem competitiva da sua empresa.   Como fazer com que os valores da sua empresa passem de mera teoria a comportamentos reais e critérios efetivos de decisão.  Como levar os princípios que orientam a empresa para a experiência do cliente.  O que uma marca deve manter igual, e o que precisa de adaptar, quando cresce para novos mercados.  Como levar a sua marca construída no B2C para o mercado B2B sem perder a sua identidade.    Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir.  Valores só contam quando se tornam comportamento  Ter valores escritos não chega. Na Revolut, eles aparecem logo no onboarding, são reforçados pela liderança e até entram na forma como os colaboradores reconhecem o trabalho uns dos outros. Para Thaís Guapyassu, é essa repetição que transforma conceitos como Get It Done ou Think Deeper em formas concretas de trabalhar e tomar decisões. A cultura deixa, assim, de ser uma declaração para passar a fazer parte do dia a dia.   A experiência do cliente começa dentro de casa  Simplicidade e excelência não são apenas objetivos para o produto final. A ideia é aplicar os mesmos princípios aos processos internos. Se trabalhar dentro da organização é mais simples, linear e eficiente, torna-se mais fácil levar essa experiência até ao cliente. Para Thaís, aquilo que acontece dentro da empresa acaba por se refletir na forma como as pessoas usam os seus produtos.   Global na identidade, local na execução  Crescer para vários mercados implica saber o que não deve mudar e aquilo que precisa de ser adaptado. Na Revolut, os valores, o modo de trabalhar e alguns princípios da marca mantêm-se globais, enquanto as equipas locais ajudam a perceber que produtos, mensagens ou comunicadores fazem sentido em cada país. O mesmo princípio acompanha a passagem do B2C para o B2B: a marca mantém o seu ADN, mas adapta a proposta às necessidades de uma empresa, onde simplicidade tem também de significar confiança e fiabilidade.    Sobre Thaís Guapyassu:  LinkedIn    Recomendações:  O Poder do Hábito — Charles Duhigg  Outliers — Malcolm Gladwell  Nexus — Yuval Noah Harari    Pessoas, marcas e instituições mencionadas:  Revolut   Banco BBM   Leste Group  Chess Capital   BNP Paribas   CVM   Via Verde

    #123 - Quando a cultura é o segredo do crescimento: o caso Revolut — com Thais Guapyassu
  4. Aug 24

    #122 – Milhares de views, interações, fãs. Interessa-lhe? O João ensina como se faz

    Vivemos num mundo em que produzir e distribuir conteúdo nunca foi tão fácil: conseguir que esse conteúdo seja visto, gere interações e envolvimento é que são elas. Não admira que, para as marcas, quem consegue fazer isso de forma consistente se torne um ativo extremamente valioso. É o caso do convidado deste episódio.   O João Kopke já conversou comigo aqui no podcast, já lá vão 6 anos – mas o convite para repetir não vem só de termos o mesmo nome. Na verdade, é um disco pedido pelos nossos ouvintes. Dono de uma audiência de milhares de fãs, que vão de crianças e adolescentes aos seus pais e avós, e cada vez mais requisitado pelas marcas, o João tem muito a ensinar a quem tem o desafio diário de captar a atenção de consumidores, clientes ou qualquer outro público.  Neste episódio, o João revela-nos alguns dos seus segredos sobre como conciliar qualidade e volume na produção de conteúdos, como se entender com os algoritmos, como e para quê usar a inteligência artificial. E, porque o trabalho do João também tem um lado B2B importante, conta-nos também como faz para se tornar incontornável junto de quem paga o seu trabalho: as marcas.  Ouça o episódio e descubra:  Como produzir conteúdo em quantidade sem ter de inventar a roda a cada vez  Que métricas escolher para perceber se um conteúdo funcionou  O valor das fórmulas: quando as usar e quando as descartar  O segredo para prender a atenção mesmo em conteúdos longos  Os erros que a sua marca deve evitar quando trabalha com influenciadores e criadores de conteúdos  Como a IA pode ajudar na produção de conteúdos, e quando atrapalha      Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir:  Dar valor para ganhar atenção  Nem todo o conteúdo tem de ser incrível. Mas tem de dar às pessoas uma razão para ficar. Para João Kopke, uma das formas mais eficazes de o fazer é criar conteúdo que seja útil fora da própria plataforma. Algo que as pessoas queiram guardar, partilhar ou aplicar na sua vida. São também estas ações que mostram ao algoritmo que o conteúdo tem valor.  Fórmulas não matam a criatividade  Produzir conteúdo regularmente não pode significar inventar a pólvora todos os dias. João trabalha com fórmulas que foi testando e afinando através das métricas. Cada uma serve um objetivo diferente. A fórmula cria uma estrutura que já provou funcionar. A criatividade entra depois: no tema, na história, na linguagem e no “tempero” de quem comunica.  Um bom briefing dá limites. Não escreve o conteúdo.  Trabalhar com um criador exige clareza sobre aquilo que a marca precisa: objetivos, mensagens obrigatórias, presença da marca ou número de conteúdos. Mas não significa dizer ao criador exatamente o que deve fazer ou dizer. Se uma marca escolheu alguém pela sua linguagem, audiência e resultados, tem também de lhe dar espaço para usar aquilo que sabe sobre essa audiência.  Sobre o João Kopke:  Instagram YouTube  Recomendações:  Despolariza - Podcast Johnny Harris - YouTube Kurzgesagt – In a Nutshell - YouTube  Pessoas, marcas e instituições mencionadas:  Red Bull Instagram TikTok YouTube Netflix CNN TAP Sumol Sagres António Zambujo

    #122 – Milhares de views, interações, fãs. Interessa-lhe? O João ensina como se faz
  5. Aug 12

    #121 - "Se der errado, vou embora". A anti-fórmula de sucesso de um multiempreendedor sem medo de fazer diferente - com André Rabanea

    O convidado deste episódio veio do Brasil para Portugal com 21 aninhos, zero experiência profissional, e a primeira coisa que fez foi criar a primeira agência de  marketing de guerrilha do país. A partir daí, fez uma série de projetos incríveis para grandes marcas, competindo de frente com as agências estabelecidas do setor. E nunca mais parou. Hoje, muitas campanhas, resultados e prémios depois, a única coisa que o André Rabanéa parece não ter conseguido é pentear o cabelo. E apesar de, no estilo, corresponder até hoje ao estereótipo do criativo rebelde, tornou-se um multiempreendedor, com empresas e projetos em vários países, consultor de diversas empresas e com muito para nos ensinar.   Eu, pelo menos, não só aprendi como me diverti ao longo de toda a conversa. É daquelas que vale a pena guardar e ouvir de novo de vez em quando.   Ouça o episódio e descubra:   O que pode dizer a si próprio sempre que lhe surgir o medo de arriscarO truque para vender ao seu cliente (ou CEO) as ideias mais arriscadas e fora da caixaComo transformar a marca individual do líder em cultura de empresa (para que a empresa possa funcionar sem ele)Como saber se a sua empresa tem ou não uma cultura forte e distintivaNa implementação de uma ideia arriscada, como lidar com o que pode correr mal  Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir.  Criatividade também se treina  Pensar diferente não depende apenas de talento. No caso de André, a criatividade nasceu de vários estímulos: uma educação aberta ao erro, uma família que não travava as suas escolhas e uma tendência para procurar caminhos alternativos para chegar ao mesmo resultado. A prática fez o resto. Ter ideias é também um exercício que se pode treinar. Liberdade sem cultura não chega  Uma empresa criativa não precisa de ter várias versões do seu fundador. Precisa de pessoas diferentes que contribuam para a mesma ambição. Na Torke, isso passou por criar espaço para ideias que noutras agências talvez nunca saíssem do brainstorm, aceitar que nem todas as pessoas se vão identificar com essa cultura e perceber que isso não é necessariamente um problema.  Boas ideias também precisam de ser vendidas  Uma agência pode ter as melhores ideias do mundo e continuar a produzir trabalho convencional se os clientes não estiverem dispostos a aprová-las. Para André, vender criatividade passa por perceber o risco de quem decide, preparar o cliente para aquilo que está a aprovar e assumir que uma ideia diferente pode correr mal. O risco não desaparece: gere-se. A criatividade tem sotaque  Depois de centenas de sessões de cocriação em diferentes países, André aprendeu que o estímulo certo muda de cultura para cultura. Há equipas que precisam de mais energia para participar e outras que precisam precisamente do contrário. O objetivo pode ser o mesmo, mas a forma de chegar às ideias não é universal.  Sobre André Rabanea  LinkedIn  Instagram  Torke  IDeators  Pessoas, marcas e instituições mencionadas  FAAP  Omnicom  WPP  Fox  National Geographic  Havas  BBDO  Red Bull  Heineken  Optimus  Sonae  Adidas  HP  Remax  Leroy Merlin  Vodafone  Recomendações  Desta vez não há uma lista de livros. André diz nunca ter lido um livro inteiro e evita procurar referências sobre marketing, guerrilha ou criatividade. Prefere consumir conteúdos ligados aos seus interesses pessoais, como Fórmula 1, surf e karting, e procurar referências fora daquilo que faz profissionalmente.  A recomendação que deixa é outra: ir para o mundo, treinar ideias todos os dias, perder o medo de errar, ouvir outras histórias sem tentar copiar os caminhos dos outros e manter por perto pessoas que valorizem a nossa forma de pensar.

    #121 - "Se der errado, vou embora". A anti-fórmula de sucesso de um multiempreendedor sem medo de fazer diferente - com André Rabanea
  6. May 27

    #120 - Tornar as empresas mais produtivas – com poesia?! – com Paulo Condessa

    As empresas andam preocupadas com as pessoas. Para as atrair, mantê-las motivadas e felizes, criam Departamentos de Felicidade, investem em Employer Branding, organizam eventos de Team Building. Tudo certíssimo. Mas, para o Paulo Condessa, convidado deste episódio, costuma faltar um ingrediente. O hemisfério direito do cérebro – que ele propõe mobilizar com uma ferramenta pouco habitual nos escritórios: a poesia.   Paulo Condessa começou a sua vida profissional no marketing e na publicidade, onde teve um percurso relevante como estratega e criativo, mas acabou atraído para explorações muito diferentes. Foi da poesia ao espetáculo e daí ao trabalho com grupos para o cultivo da inteligência emocional, da cooperação e do team building. Hoje, é esse trabalho que o traz de volta ao mundo empresarial, onde, a seu ver, faz falta uma maior abertura ao hemisfério direito do cérebro. Leia-se: mais criatividade, mais vulnerabilidade, mais disponibilidade para brincar e arriscar. Que benefícios essa outra forma de estar no trabalho pode trazer, não só ao bem-estar das pessoas, mas à produtividade dos negócios, é o que vai descobrir nesta conversa. Oiça o episódio e descubra: O que faz com que, no mundo, cerca de 80% das pessoas não se sintam envolvidas com o seu trabalho.O que faz da vulnerabilidade a nossa maior força.Como ter um propósito empresarial claro melhora o bem-estar e a motivação dos colaboradores.O que levou à mudança de foco do posicionamento para o propósito, como princípio estratégico, e que benefícios vêm dessa mudança.De que forma a poesia pode ser uma ferramenta para criar coesão, motivação e envolvimento dentro da empresa.  Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir. A falta de ligação ao trabalho  Muitos profissionais não se sentem conectados com as suas funções, encarando a carreira apenas como um meio de sobrevivência financeira. Este distanciamento bloqueia a criatividade, prejudicando a inovação e a resolução de problemas complexos. O desafio da liderança é inverter este cenário através da criação de um ambiente seguro e psicologicamente saudável para as equipas. Comunicação não é um remendo comercial Existe uma linha clara que separa falhas de comunicação de problemas estruturais de marketing. A comunicação altera perceções, mas não salva um produto que o mercado rejeita. Porém, quando ajustamos a mensagem para responder à dor emocional de quem compra, em vez de apenas listar características técnicas, a venda flui com naturalidade.   O propósito como motor de mobilização O foco da gestão evoluiu do simples "posicionamento" para a mobilização através do propósito. Mas este propósito não pode ser uma manobra externa: tem de ditar as regras internas. Quando a equipa entende a missão e vê o impacto real do seu trabalho, a motivação dispara. Treinar a inteligência emocional e liderar pelo exemplo deixam de ser teoria e passam a sustentar a rentabilidade no B2B.   Sobre o Paulo Condessa: Linkedin Website Instagram   Recomendações Livros: Hold on to Your Kids — Gordon Neufeld  Leading Without Authority — Keith Ferrazzi    Pessoas e Instituições mencionadas: Gordon Neufeld   Keith Ferrazzi  Brené Brown Simon Sinek Tony Robbins Gordon Newfeld Cristiano Ronaldo Gallup

    #120 - Tornar as empresas mais produtivas – com poesia?! – com Paulo Condessa
  7. May 13

    #119 - Experiência do cliente: O diferencial decisivo para afastar-se da concorrência - com João Filipe Torneiro

    É difícil encontrar uma empresa que não declare pôr o cliente no centro – mas, como clientes, sabemos que raramente é o caso. Ainda bem que há pessoas empenhadas em que essa promessa comece de facto a ser cumprida. Neste episódio, João Filipe Torneiro, Diretor Executivo da DEC Portugal, ensina-nos o que realmente implica focarmo-nos na experiência do cliente: uma transformação que envolve processos, cultura, tecnologia e, sobretudo, as pessoas. Autor do livro Rota de Valor, o João Filipe combina uma formação em engenharia com uma carreira muito destacada em marketing e gestão, o que lhe dá uma perspetiva particularmente interessante sobre como ligar estratégia, execução e criação de valor real para o cliente. Nesta conversa, exploramos o que significa, na prática, trabalhar a experiência do cliente tanto em contextos B2C como B2B. Descobrimos onde falham muitas iniciativas que ficam pela superfície. E discutimos o papel da cultura, da comunicação e da tecnologia, incluindo a inteligência artificial, na construção de experiências que fazem a diferença. Ouça o episódio e descubra: Como distinguir as empresas que trabalham a experiência do cliente das que apenas falam nisso Como usar as métricas para passar das intenções aos resultados Como a experiência do colaborador determina a experiência do cliente O que é, de facto, a cultura de uma empresa – e qual é o seu impacto na experiência do cliente Como aplicar a lógica Account-Based Marketing à experiência do cliente em contextos de venda complexa Como garantir que iniciativas de melhoria da experiência não morrem antes de criar impacto real Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir. A experiência é o único elemento da proposta de valor que não se copia João Torneiro defende que qualquer empresa – B2C ou B2B – assenta a sua proposta de valor em quatro elementos: marca, produto, serviço e experiência. Os três primeiros são cada vez mais difíceis de diferenciar: as marcas comunicam de forma semelhante, os produtos tornaram-se commodities, e os serviços básicos já são esperados. É na experiência – aquilo que as empresas efectivamente fazem, e não aquilo que prometem fazer – que ainda existe espaço para criar uma vantagem competitiva genuína e difícil de replicar. A cultura não está nos valores da parede. Está no que se faz às 17h de sexta-feira. Quando questionado sobre a diferença entre as empresas que afirmam ser "centradas no cliente" e as que realmente o são, a resposta de João é directa: a diferença está na cultura, e a cultura manifesta-se em comportamentos concretos. Para que exista cultura real, é preciso liderança com propósito, métricas que avaliem o desempenho em função da satisfação do cliente, e práticas de reconhecimento que reforcem os comportamentos certos. Sem experiência do colaborador, não existe experiência do cliente. Um dos pontos mais fortes da conversa é a ligação directa entre Employee Experience (EX) e Customer Experience (CX). João argumenta que não é possível criar uma experiência consistente para os clientes sem primeiro investir no compromisso dos colaboradores – não na "paixão" efémera que se promove em team buildings, mas no compromisso sustentado que resulta de KPIs claros, formação, meritocracia e práticas inclusivas reais. Sobre o convidado: Linkedin João Filipe Torneiro Linkedin DEC   Recomendações Livros: Rota de Valor: O Poder da Centralidade no Cliente – João Filipe Torneiro   Empresas e Instituições mencionadas: GalpNova SBE (Nova School of Business and Economics)Porto Business SchoolLondon Business SchoolKellogg School of Management  Conceitos e metodologias referenciados: Account-Based Marketing (ABM)Net Promoter Score (NPS)Customer Lifetime Value (CLV)Employee Experience (EX) / Customer Experience (CX)

    #119 - Experiência do cliente: O diferencial decisivo para afastar-se da concorrência - com João Filipe Torneiro
  8. Apr 30

    #118 – Como construir confiança num negócio “invisível” - com Elda Lisboa

    Há negócios que, apesar de envolverem cadeias de valor complexas e que se estendem pelo mundo inteiro, são invisíveis para quem está de fora. Elda Lisboa, Diretora-Geral para Portugal da Chemitex, líder europeu do trading têxtil, move-se num negócio assim. Operando entre fabricantes e clientes, gerindo sourcing, logística, qualidade e inovação em diferentes continentes, o trading é um universo onde o que conta é a capacidade de coordenação e resposta rápida. Num momento em que a guerra e os bloqueios marítimos obrigam a rever diariamente os custos de fornecimento e as rotas logísticas, saber adaptar-se rápido é uma questão de sobrevivência. No caso da Chemitex, a tecnologia tem ajudado, mas o fator crítico são as pessoas. Por isso, nesta conversa, exploramos não só o que é o trading têxtil e o que significa gerir um negócio global num contexto tão instável. Mas, principalmente, como atrair os melhores talentos, como mantê-los comprometidos e empenhados, e como lhes dar espaço, mesmo quando a exigência de performance é intensa, para que continuem a ser... pessoas. Ouça o episódio e descubra: Como uma empresa dependente dos fluxos de mercadoria do mundo inteiro consegue adaptar-se a um contexto de alta volatilidade Como a inteligência artificial já está a transformar um negócio em que a agilidade é chave O segredo para estancar a rotatividade laboral e reter profissionais altamente qualificados num negócio de grande exigência Como se constrói confiança num negócio que funciona sem as ferramentas habituais do marketing Como preparar o seu negócio para um cenário (provável) de retração do consumoCom base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir. Apoiar as Relações Pessoais Através da Inovação Introduzir inteligência artificial e processos digitais nas empresas retira carga administrativa e torna todo o percurso logístico mais veloz. Mesmo assim, fechar os negócios e manter a ligação entre parceiros requer presença, maturidade e trato estritamente humano. Os negócios consolida-se com conversas e entendimento entre clientes e diretores comerciais. A Liderança como Serviço às Pessoas Segundo Elda Lisboa, o papel central de um líder não é dar ordens, mas sim "fazer as pessoas brilharem". Elda explica que a retenção de talento técnico de elite não se faz apenas com salários, mas com um ambiente de respeito e integridade. Segundo Elda, ao focar-se em transformar os seus colaboradores em líderes melhores do que ela própria, a empresa elimina naturalmente a rotatividade. A Saúde Financeira como Filtro de Mercado Para Elda Lisboa, o atual momento económico vai provocar uma "depuração" natural no mercado. Elda argumenta que apenas as empresas com saúde financeira rigorosa e processos equilibrados vão resistir à retração do consumo. Para a gestora, esta crise funciona como um teste de resiliência que fortalecerá as organizações que souberem olhar para dentro e manter a disciplina de custos. Sobre a convidada: Linkedin Elda LisboaEmail: eli@chemitex.comChemitex  Recomendações Livros:  O Monge e o Executivo - James HunterChegar e Vender - José Carlos PereiraHábitos Atómicos - James Clear

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Num mundo cada vez mais digital, para vencer num mercado business-to-business já não basta ter bons produtos e uma boa força de vendas. O seu marketing tem de chegar antes, com um posicionamento claro e diferenciador e com uma marca forte. Neste podcast, Jayme Kopke, diretor criativo da Hamlet, conversa sobre ferramentas, ideias e estratégias para as empresas B2B que querem usar o marketing e a comunicação digital para vender no curto prazo, mas também para criar marcas que permitam crescer por muitos e muitos anos.

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