Imagina comigo: toda família tem seus costumes.Jeito de fazer o almoço de domingo, jeito de comemorar aniversário, jeito de arrumar a casa. A gente é assim: cria tradição, se apega a jeito, gosta de repetir o que “sempre foi assim”.E isso não é necessariamente ruim. O problema é quando aquilo que era pra ser apenas COSTUME começa a ocupar o lugar de CRISTO.Essa Palavra foi um chamado de Deus pra gente rever TRADIÇÕES à luz do EVANGELHO.A palavra se iniciou mostrando como, quando uma nova família nasce – casamento, filhos, mudança de cidade – os costumes vão se ajustando.Tem gente mais metódica, que gosta de tudo igualzinho todo dia.Tem gente mais livre, que muda os “móveis de lugar” pra respirar, pra fazer bem pra alma.Em Cristo, existe um tipo de liberdade saudável: não é bagunça, não é libertinagem, é aprender a discernir o que é ESSENCIAL e o que é apenas JEITO DE FAZER.Ao longo da ministração, contei histórias de diferentes culturas, viagens, missões, almoços em família, até uma experiência nos Andes, tomando uma bebida típica, só pra se aproximar das pessoas e mostrar que existem muitos costumes, muitos formatos…mas o que Deus olha é o CORAÇÃO.Daí falamos de tradições religiosas.– Separar homens e mulheres na sinagoga.– Modelo de culto: três músicas rápidas, duas lentas.– Tempo de reunião, forma de ofertar, orar de joelhos ou em pé.– Rituais como a lavagem das mãos (Netilat Yadayim). E, com base em Marcos 7, vimos quando Jesus confrontou os fariseus porque eles defendiam com unhas e dentes a “tradição dos anciãos”, mas o coração deles estava longe de Deus.Em outras palavras, Jesus estava dizendo: “Vocês limpam a mão, o copo, o prato… mas o que contamina é o que sai do coração: a maldade, o orgulho, o ódio, a inveja, o julgamento.”A pergunta da Palavra foi: Até que ponto as NOSSAS tradições estão ajudando a amar mais a Deus e ao próximo… ou estão virando MURO, PESO, JUGO sobre as pessoas?O pregador passeou por vários exemplos: – instruções de Paulo sobre véu e ceia em 1 Coríntios 11,– costumes de grupos como judeus asquenazis,– igrejas bem rígidas em forma,– o uso do kipá (como sinal de humildade e limite humano),– o voto de nazireu,– debates sobre ceia, vinho, elementos…Tudo pra chegar num ponto: O centro não é o pano na cabeça, o tipo de roupa, o formato exato da liturgia. O centro é CRISTO. O que contamina não é o que entra pela boca, é o que sai do coração.Ele também falou sobre idolatria: idolatria não é só imagem de escultura. É quando qualquer tradição, objeto, forma de culto ou opinião pessoal que assume o lugar que é só de Jesus. Servir a Cristo vem acima de QUALQUER costume.No final, o profeta Zé compartilhou experiências com o Shabat e a tradição dos quatro filhos, e a conclusão foi clara: boas tradições podem ensinar, proteger, lembrar verdades…mas só em CRISTO podemos ser pessoas realmente melhores, transformadas por dentro.Essa Palavra é um convite de Deus pra você:– Rever o que, na sua vida e na sua casa, é Evangelho mesmo… e o que é só costume que você nunca questionou.– Parar de julgar o irmão pelo formato, pela roupa, pelo jeito de cultuar, e voltar a olhar pro coração.– Deixar o Espírito Santo mostrar se existe alguma tradição, regra ou mania que hoje está te afastando das pessoas ou te endurecendo por dentro.Se isso tocou você, permita a mudança! Peça ajuda ao Espírito Santo, mas, também, procure um ministro, um líder, alguém maduro da nossa igreja. Abre o coração, conta onde você sente que a tradição virou peso, culpa ou julgamento, e permita ser ministrado, aconselhado, curado.E não fique de fora dos próximos nossos próximos Cultos: COMUNHÃO! É nesse ambiente de amor, de conversa, no olho no olho, que a gente aprende a discernir juntos o que é realmente de Deus…e a viver uma fé em que CRISTO é o centro, e toda tradição se ajoelha diante do AMOR do Pai revelado a nós a saber: JESUS CRISTO, O NOSSO SENHOR!