Mundaréu

Mundaréu

Mundaréu, podcast de Antropologia produzido pelo Labjor/Unicamp

  1. 4D AGO

    O Citosol

    Até agora, nosso percurso pela célula se aproximou mais de uma corrida de obstáculos. No Núcleo, esbarramos nas limitações de se atribuir sexo e gênero a uma célula. Mas também nadamos em possibilidades para contorná-las, como o conceito de sexo contextual proposto pela professora Sarah Richardson. Nos perdemos no Retículo Endoplasmático, dando de cara com vários becos sem saída. Principalmente, na falta de rigor das publicações científicas. Nos frustramos ao perceber que células de uma mulher negra, as células HeLa obtidas sem consentimento de Henrietta Lacks, sempre estiveram no centro da experimentação com células. E isso não garantiu o endereçamento dos interesses das mulheres na pesquisa biomédica, especialmente, das mulheres negras.  Mas a gente continua agarrada na discussão de diferenças entre os sexos. O principal impacto dessa política de inclusão de modelos femininos foi o aumento desse tipo de publicação, que compara um modelo feminino a um modelo masculino. Será que não acrescentaram a isso nenhum direcionamento para resolver as iniquidades na saúde entre homens e mulheres, como essa política prometia?  Nesse momento, estamos agarradas também a uma proteína, sintetizada a partir de um trecho de um cromossomo sexual. Somos carregadas no interior de uma vesícula pelo citosol. O citosol é o líquido gelatinoso que preenche toda a célula, como a clara do ovo. É nele que ficam as organelas e partes celulares imersas. E aqui estamos, boiando nele suspensas, no interior de uma pequena bolsa em movimento, juntas da proteína. Quantas voltas serão necessárias para encontrarmos uma saída?  Bora dar umas voltas pelo Citosol?   Mais Informações Transcrição completa do episódio Currículo Tais Hanae Kasai Brunswick Currículo Sarah Richardson Site GenderSci Lab   Materiais Extras Política “Sexo como variável biológica” do Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos  MANICA, Daniela Tonelli; ASENSI, Karina Dutra; MAZZARELLI, Gaia; et al. Gender bias and menstrual blood in stem cell research: A review of pubmed articles (2008–2020). Frontiers in Genetics, v. 13, 2022.  WOITOWICH, Nicole C; BEERY, Annaliese; WOODRUFF, Teresa. A 10-year follow-up study of sex inclusion in the biological sciences. eLife, v. 9, p. e56344, 2020. BEERY, Annaliese K.; ZUCKER, Irving. Sex bias in neuroscience and biomedical research. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, v. 35, n. 3, p. 565–572, 2011. BALASSA, Katalin; ANDRIKOVICS, Hajnalka; REMENYI, Peter; et al. Sex-specific survival difference in association with HLA-DRB1∗04 following allogeneic haematopoietic stem cell transplantation for lymphoid malignancies. Human Immunology, v. 79, n. 1, p. 13–19, 2018. Richardson, Sarah S. Sex Contextualism. Philosophy, Theory, and Practice in Biology 14, 2022. ROHDEN, Fabíola. Uma ciência da diferença: sexo e gênero na medicina da mulher. 2nd. ed. Rio de Janeiro: Fiocruz Editora, 2001. (Coleção antropologia e saúde).  SCHIEBINGER, Londa L. O feminismo mudou a ciência? Editora da Universidade do Sagrado Coração. Bauru, 2001. ZHAO, Helen; DIMARCO, Marina; ICHIKAWA, Kelsey; et al. Making a ‘sex-difference fact’: Ambien dosing at the interface of policy, regulation, women’s health, and biology. Social Studies of Science, v. 53, n. 4, p. 475–494, 2023. Greenblatt, David J., et al. Zolpidem and Gender: Are Women Really At Risk? Journal of Clinical Psychopharmacology, vol. 39, no. 3, 2019.   Expediente de Produção Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp) Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3) Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ) Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR  Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath  Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath  Revisão da transcrição do episódio: Maxie Viana

    40 min
  2. MAR 4

    O Retículo Endoplasmático

    Seja bem-vinda, bem-vindo e bem-vinde à nossa viagem pela célula! Neste episódio, vamos perseguir um RNA mensageiro. Um pequeno resumo: na nossa primeira parada, o Núcleo, a gente encontrou limitações na inclusão de células femininas na pesquisa biomédica. Dizer que uma célula é feminina não significa muita coisa, ou melhor, pode significar muitas coisas diferentes. E também esbarramos nos perigos, científicos e sociais, de nos limitarmos às opções masculino e feminino. Mas continuo me perguntando se escolher uma célula atribuída como feminina pode ser uma mudança positiva para o avanço da saúde das mulheres.  Por isso, estamos perseguindo essa pequena cópia do material genético, o RNA. Ele carrega parte das informações para fora do Núcleo. As orientações que vêm do material genético serão traduzidas em proteínas. São elas, as proteínas, que comandam a estrutura e funcionamento da célula. Vamos ver o que é produzido a partir da utilização de uma célula atribuída como feminina. Será que o sexo do modelo determina de quem é o corpo que está sendo considerado na pesquisa biomédica? Faz diferença isso para outros corpos, de outros sexos, outras raças? Escolher uma célula marcada como feminina pode direcionar a pesquisa a favor dos interesses das mulheres? Vem comigo se perder e se encontrar pelo Retículo Endoplasmático?   Mais Informações Transcrição completa do episódio Currículo Bruno Paranhos Currículo Aryella Maryah Couto Correa   Materiais Extras MANICA, Daniela Tonelli; ASENSI, Karina Dutra; MAZZARELLI, Gaia; et al. Gender bias and menstrual blood in stem cell research: A review of pubmed articles (2008–2020). Frontiers in Genetics, v. 13, 2022.  MANICA, Daniela Tonelli. PEREIRA, Brunno Souza Toledo. Células-tronco adultas, potências condicionadas e biotecnologias de transformação. In: Rohden, Fabíola. Pusseti, Chiara. Roca, Alejandra (org.). Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades. Brasília, DF: Aba Publicações, 2021.  MANICA Daniela Tonelli. Menstrual blood in stem cell research: “gender trouble” and governance. In:18th IUAES World, 2018, Florianópolis. Congress Conference Proceedings 18th IUAES World Congress, 2018, p. 1394 -1400.  MANICA, Daniela Tonelli. Estranhas entranhas: de antropologias, e úteros. Amazônica – Revista de Antropologia, v. 10, n. 1, p. 22–41, 2018. GARCIA-SIFUENTES, Yesenia; MANEY, Donna L. Reporting and misreporting of sex differences in the biological sciences. eLife, v. 10, p. e70817, 2021.  PLEVKOVA, J.; BROZMANOVA, M.; HARSANYIOVA, J.; et al. Various aspects of sex and gender bias in biomedical research. Physiological Research, v. 69, n. Suppl 3, p. S367–S378, 2020. KARP, Natasha A; REAVEY, Neil. Sex bias in preclinical research and an exploration of how to change the status quo. British Journal of Pharmacology, v. 176, n. 21, p. 4107–4118, 2019. BENJAMIN, Ruha. People’s science: bodies and rights on the stem cell frontier. Stanford (Calif.): Stanford university press, 2013.  SCHIEBINGER, Londa L. Has feminism changed science? Cambridge, Mass: Harvard University Press, 1999. NIEMANN, Tarek; GREINER, Johannes F.W.; KALTSCHMIDT, Christian; et al. EPO regulates neuronal differentiation of adult human neural-crest derived stem cells in a sex-specific manner. BMC Neuroscience, v. 24, n. 1, p. 19, 2023. RANDOLPH, Lauren N.; BAO, Xiaoping; ODDO, Michael; et al. Sex-dependent VEGF expression underlies variations in human pluripotent stem cell to endothelial progenitor differentiation. Scientific Reports, v. 9, n. 1, p. 16696, 2019. LI, Yanhui; WEN, Yan; GREEN, Morgaine; et al. Cell sex affects extracellular matrix protein expression and proliferation of smooth muscle progenitor cells derived from human pluripotent stem cells. Stem Cell Research & Therapy, v. 8, n. 1, p. 156, 2017 MEYFOUR, Anna; ANSARI, Hassan; PAHLAVAN, Sara; et al. Y Chromosome Missing Protein, TBL1Y, May Play an Important Role in Cardiac Differentiation. Journal of Proteome Research, v. 16, n. 12, p. 4391–4402, 2017. LEE, Won-Jae; LEE, Seung-Chan; LEE, Jeong-Hyun; et al. Differential regulation of senescence and in vitro differentiation by 17³-estradiol between mesenchymal stem cells derived from male and female mini-pigs. Journal of Veterinary Science, v. 17, n. 2, p. 159, 2016. PUNDOLE, Xerxes N.; BARBO, Andrea G.; LIN, Heather; et al. Increased Incidence of Fractures in Recipients of Hematopoietic Stem-Cell Transplantation. Journal of Clinical Oncology, v. 33, n. 12, p. 1364–1370, 2015 NGUYEN, Thong Ba; LAC, Quan; ABDI, Lovina; et al. Harshening stem cell research and precision medicine: The states of human pluripotent cells stem cell repository 155 diversity, and racial and sex differences in transcriptomes. Frontiers in Cell and Developmental Biology, v. 10, p. 1071243, 2023. KEZER, Camille A.; SIMONETTO, Douglas A.; SHAH, Vijay H. Sex Differences in Alcohol Consumption and Alcohol-Associated Liver Disease. Mayo Clinic Proceedings, v. 96, n. 4, p. 1006–1016, 2021. SKLOOT, Rebecca. A vida imortal de Henrietta Lacks. 1 ed. Nova Iorque: Companhia das Letras, 2011. CASTRO, Rosana. Economias políticas da doença e da saúde: uma etnografia da experimentação farmacêutica. São Paulo: Hucitec Editora, 2020.    Expediente de Produção Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp) Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3) Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo Projeto de pesquisa relacionado a este episódio: E-28/2021 – Programa de apoio a projetos temáticos no estado do Rio de Janeiro 2021 Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ) Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR  Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath  Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath  Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana Identidade visual da série: Bianca Bursi  Trilha sonora da série: Gabriel Marcal  Sonoplastia: Fernanda Mariath  Montagem do teaser: Fernanda Mariath  Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath  Divulgação: Fernanda Mariah  Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Fernandes Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e minha família! Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: podcastmundareu@gmail.com

    37 min
  3. FEB 25

    O Núcleo

    Você sabe qual é o sexo das suas células? E qual é o sexo das células utilizadas na pesquisa biomédica? Será que masculino ou feminino são as únicas opções para essa resposta? Ou existem células femininas, masculinas, não-binárias, intersexo? Existem células queer? Que embaralham, disputam e desafiam o que é entendido como masculino e feminino? Nas nossas células, cabe a diversidade dos nossos corpos? O Núcleo armazena todo o material genético da célula, é como uma central de comando. Só que as orientações para estrutura e funcionamento da célula, em vez de estarem salvas em computadores, estão armazenadas em códigos bioquímicos nas fitas e mais fitas de DNA, que se enroscam e se entrelaçam, formando cordões em formato de X, os cromossomos. Como os cromossomos sexuais, que no discurso tradicional da biologia, definem o sexo das nossas células.  Na pesquisa com as células do sangue menstrual, a antropóloga Daniela Manica mostrou que o fato dessas células serem entendidas como “femininas” representa uma barreira para seu uso em pesquisas com células-tronco. Elas são explicitamente descartadas como um bom modelo, possível de ser amplamente adotado. Essa marcação se dá por causa da sua fonte. E a gente se perguntou no episódio passado: será que sexo e gênero são sempre levados em conta como fatores na escolha de modelos experimentais com células-troncos? Toda célula usada em pesquisas científicas é obtida a partir de partes dos nossos corpos. Corpos que têm sexo, gênero, raça ou etnia. Será que todas as nossas células são associadas a um sexo específico? Como essa atribuição é feita? E será que feminino ou masculino são as únicas opções realmente existentes? No Núcleo das nossas células, não caberia também a diversidade dos nossos corpos? Justamente por causa dessas perguntas, a gente veio parar aqui. A nossa primeira parada nessa viagem pela célula. Vem comigo nadar pelo núcleo à procura dos cromossomos sexuais?   Mais Informações Transcrição completa do episódio Currículo Daniela Tonelli Manica Currículo Sarah Richardson Site GenderSci Lab Currículo Julia Helena Barros Currículo Bruno Paranhos Currículo Amiel Vieira Instagram do Núcleo de Consciência Trans (NCT) da Unicamp   Materiais Extras Política “Sexo como variável biológica” do Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos  Diretrizes SAGER (Sex and Gender Equity in Research) em periódicos  Aprovação Cotas Trans na Unicamp SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, 20(2). 2017.  VELOCCI, Beans. The history of sex research: Is “sex” a useful category? Cell, v. 187, n. 6, p. 1343–1346, 2024. VIEIRA, Amiel. COSTA, Anacely Guimarães. PIRES, Barbara Gomes. CORTEZ, Marina. Intersexualidade: desafios de gênero. Periódicus. 2021, n.16, v.1, p.01-20. FAUSTO-STERLING, Anne. Sexing the body: gender politics and the construction of sexuality. 1 ed. New York, NY: Basic Books, 2000. PAPE, Madeleine; MIYAGI, Miriam; RITZ, Stacey A.; et al. Sex contextualism in laboratory research: Enhancing rigor and precision in the study of sex-related variables. Cell, v. 187, n. 6, p. 1316–1326, 2024.  GRABEK, Anaëlle; DOLFI, Bastien; KLEIN, Bryan; et al. The Adult Adrenal Cortex Undergoes Rapid Tissue Renewal in a Sex-Specific Manner. Cell Stem Cell, v. 25, n. 2, p. 290-296.e2, 2019. HARAWAY, Donna Jeanne. O manifesto ciborgue. In: SILVA, Tomaz Tadeu da. Antropologia do ciborgue: As vertigens do pós-humano. Belo Horizonte: Autêntica. 2000. BARAD, Karen. Performatividade queer da natureza. Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 3(11), 300-346. 2021   Expediente de Produção Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp) Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3) Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ) Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR  Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath  Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath  Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana Identidade visual da série: Bianca Bursi  Trilha sonora da série: Gabriel Marcal  Sonoplastia: Fernanda Mariath  Montagem do teaser: Fernanda Mariath  Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath  Divulgação: Fernanda Mariah  Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Fernandes Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e minha família! Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: podcastmundareu@gmail.com

    46 min
  4. FEB 18

    A Célula

    Você lembra o que são células? Das aulas de biologia da escola? As células são essas pequenas estruturas arredondadas que formam os nossos corpos e de todos os seres vivos. Tem a aparência de um ovo frito. A gente consegue ver as células através dos microscópios.  As nossas células, e de outros animais, são uma ferramenta importante na pesquisa biomédica. Elas servem para fazer de conta que é um corpo humano que está ali, e mostram como o corpo funcionaria em determinadas condições. Na pesquisa científica, a gente as chama isso de modelos in vitro. São   células cultivadas em placas de vidro, as placas de Petri. Pesquisar com células permite que diversas perguntas científicas sejam feitas com mais controle e precisão. Realizando experimentos com esses modelos in vitro, a gente aprende um pouco mais sobre o funcionamento dos nossos corpos ou de alguma doença. E isso direciona a produção de novas tecnologias em saúde, como medicamentos, vacinas, equipamentos de diagnóstico… Mas de quem é esse corpo que tem suas especificidades e interesses representados nesses modelos? De quem são as características e necessidades consideradas na escolha dessas células?  Quem se beneficia com as tecnologias em saúde que são produzidas?  Quando eu era estudante na Farmácia, a sala de cultura, esse espaço dedicado ao cultivo de células, parecia permanecer isolada dos meus problemas feministas, asséptica a todas essas inquietações. Será que não é possível fazer uma pesquisa feminista com células? Com modelos in vitro? Será que, em uma placa de Petri, as práticas feministas não cabem? Eu realmente ia ter que escolher entre ser cientista ou feminista?  Vamos juntas contaminar a sala de cultura? Uma contaminação feminista!   Mais Informações  Transcrição completa do episódio Currículo Daniela Tonelli Manica Currículo Regina Coeli dos Santos Goldenberg Currículo Karina Dutra Asensi   Materiais Extras Dissertação de mestrado “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” Artigo CeSaM, as Células do Sangue Menstrual: Gênero, tecnociência e terapia celular Revisão sobre a proporção de artigos com as células do sangue menstrual nas publicações com células mesenquimais Artigo Estranhas entranhas: de antropologias, e úteros Tese de doutorado Alta resistência ao estresse oxidativo: possível vantagem terapêutica das células estromais mesenquimais derivadas do sangue menstrual no infarto do miocárdio da Karina Dutra Asensi Dissertação de mestrado Sangue menstrual como fonte de células tronco resistentes ao estresse oxidativo da Karina Dutra Asensi Artigo In Vitro Anthropos: New Conception Models for a Recursive Anthropology? Livro People’s science: bodies and rights on the stem cell frontier Capítulo de livro A forma farmacêutica em perspectiva: cartas- diários como modos de fazer ciência feminista Artigo Políticas científicas e economias éticas no desenvolvimento de vacinas contra Zika Livro Ficar com o problema: Fazer parentes no Chthluceno Livro O feminismo mudou a ciência?   Expediente de produção Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp) Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3) Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ) Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR  Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath  Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath  Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana Identidade visual da série: Bianca Bursi  Trilha sonora da série: Gabriel Marcal  Sonoplastia: Fernanda Mariath  Montagem do teaser: Fernanda Mariath  Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath  Divulgação: Fernanda Mariah  Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e minha família! Dedicatória: À minha avó, Silvia Mariath, que teria adorado gravar o som da gargalhada como efeito sonoro.   Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: podcastmundareu@gmail.com

    37 min
  5. FEB 11

    Feminista In Vitro

    Você já se perguntou como os medicamentos que você toma são testados? São anos de pesquisa pré-clínica com modelos de células, em animais, e mais alguns anos em ensaios clínicos com humanos. Antes disso, são décadas de pesquisa básica. Existe um tipo de célula que pode estar presente em todas essas etapas da pesquisa em tecnologias em saúde, da pesquisa básica à clínica: as células-tronco.  E se eu te contasse que no sangue menstrual é possível obter células com qualidades muito interessantes para serem escolhidas como modelo experimental em um laboratório? As células mesenquimais do sangue menstrual são abundantes, de fácil obtenção, super resistentes e rápidas de serem cultivadas. Mas… elas quase não são utilizadas!  Mesmo existindo diversos corpos que menstruam e mulheres que não menstruam, essas células são entendidas como femininas e, por isso, são descartadas como um modelo possível.  Só que, ao mesmo tempo, a pesquisa biomédica tem uma preferência histórica por modelos masculinos. Cientistas justificam que é possível extrapolar dados obtidos em modelos masculinos para todos os nossos corpos diversos. Se o sexo de uma célula dita masculina não é uma barreira, qual é então o problema de se escolher uma célula marcada como feminina? O sexo do modelo faz diferença?  Nessa série de podcast, eu, Fernanda Mariath,  vou te levar em uma viagem pela célula! E a partir das organelas, as partes pequeninhas dentro dela, vou te contar sobre as células do sangue menstrual e trazer discussões feministas sobre a pesquisa biomédica com células-tronco. Vem comigo por uma viagem pela célula?   Materiais Extras Transcrição completa do episódio Dissertação de mestrado “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” Artigo CeSaM, as Células do Sangue Menstrual: Gênero, tecnociência e terapia celular Revisão sobre a proporção de artigos com as células do sangue menstrual nas publicações com células mesenquimais   Expediente de produção: Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp) Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3) Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ) Projeto relacionado: Regina Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR  Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath  Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath  Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana Identidade visual da série: Bianca Bursi  Trilha sonora da série: Gabriel Marcal  Sonoplastia: Fernanda Mariath  Montagem do teaser: Fernanda Mariath  Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath  Divulgação: Fernanda Mariah  Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e à minha família! Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: podcastmundareu@gmail.com

    5 min
  6. FEB 5

    Episódio #36: É possível fazer uma ciência feminista no século XXI?

    Este episódio foi gravado no 48° encontro anual da ANPOCS, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, que aconteceu na Unicamp,  Campinas, em meados de outubro de 2024. Como parte da pesquisa do Mundaréu sobre perspectivas feministas da ciência e tecnologia na América Latina, organizamos uma mesa redonda na ANPOCS que nomeamos com uma pergunta que fizemos para nós mesmas o tempo todo nessa pesquisa: “É possível fazer uma ciência feminista no Brasil do século XXI?”.  A proposta original da mesa foi esta: Se há algo evidente nas crises que enfrentamos nesses últimos anos, é de que muitos problemas estão estruturados em torno de questões ligadas às ciências. Há mudanças e alterações significativas nos regimes de legitimidade. Em especial, cientistas que escolhem uma posição marcada por determinantes de gênero, raça, orientação sexual, geração têm sofrido com processos de exposição e perseguição. A rapidez desses processos tornou ainda mais urgente construir projetos de ensino, pesquisa e extensão com estratégias e potencialidades transdisciplinares, simétricos e regionais. Esta Mesa Redonda tem por objetivo discutir os desafios enfrentados por três pesquisadoras das áreas de Antropologia, Física e Saúde Coletiva que se posicionam abertamente a partir de uma “ciência feminista”. Centralmente, serão discutidos seus temas de pesquisa, financiamento, comunicação com o público e hierarquias científicas. Em diálogo com os estudos sociais da ciência, a categoria “ciência” será discutida, mas não será tratada pelo seu caráter eminentemente técnico, e sim identificada como uma prática humana, com pressupostos, presenças, histórias e expectativas coletivas e políticas diversas. Nesta Mesa Redonda, reunimos pesquisadoras de três áreas: Antropologia, Física e Saúde Coletiva. A mesa foi organizada pela professora Soraya Fleischer, que é antropóloga, professora do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília e que foi coordenadora do Mundaréu junto com Daniela Manica até 2024. Participaram da mesa Elaine Reis Brandão, professora titular do Institutos de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ; Indianara Silva, professora  no Departamento de Física da Universidade Estadual de Feira de Santana; e Daniela Tonelli Manica,  antropóloga e pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor/Unicamp). Também contamos com a professora Carolina Cantarino Rodrigues como debatedora. Ela é cientista social e professora da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp. Soraya Fleischer Currículo Lattes DA SILVA, Anita; MANICA, Daniela; FLEISCHER, Soraya. Sonoridades, escutas e aprendizados de antropologia com o uso de podcasts em sala de aula. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 24, n. 64, 2023. FLEISCHER, Soraya. Fé na ciência? Como as famílias de micro viram a ciência do vírus Zika acontecer em suas crianças no Recife/PE. Anuário Antropológico, [S. l.], v. 47, n. 1, p. 170–188, 2023 Elaine Reis Brandão Currículo Lattes BRANDÃO, E. R.. Gênero, ciência e Saúde Coletiva: desconstruindo paradigmas na formação interdisciplinar universitária. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, v. 26, p. e210334, 2022.  BRANDÃO, E. R.; CABRAL, C. DA S.. Justiça reprodutiva e gênero: desafios teórico-políticos acirrados pela pandemia de Covid-19 no Brasil. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, v. 25, p. e200762, 2021.  Indianara Silva Currículo Lattes SANTANA, C.; PEREIRA, L.; SILVA, I.. Contribuições para escrita de biografias de mulheres nas ciências a partir das experiências de Keller, Ferry e Goldsmith. Cadernos Pagu, n. 65, p. e226524, 2022. SEPULVEDA, Claudia; SILVA, Indianara. Narrativas dissidentes: contribuições da história das mulheres para uma educação anti-opressão. In: GALIETA, Tatiana. Temáticas sociocientíficas na formação de professores . São Paulo, Editora Livraria da Física, 202, pp.93-112. Daniela Tonelli Manica Currículo Lattes MANICA, Daniela Tonelli; PERES, Milena; FLEISCHER, Soraya (Orgs.). No ar: Antropologia, histórias em podcast. Campinas/Brasília: Pontes Editorial e ABA Publicações, 2022. FLEISCHER, Soraya; MANICA, Daniela Tonelli. “Ativando a escuta em tempos pandêmicos“. In: Miriam Pillar Grossi; Rodrigo Toniol. (Orgs.). Cientistas sociais e o Coronavírus. Florianópolis: Tribo da Ilha, 2020, pp. 47-51. MANICA, Daniela Tonelli; SILVA, Ana Cláudia Rodrigues da; ROCA, Alejandra; ROHDEN, Fabíola; FLEISCHER, Soraya. “Mundaréu: Antropologia feminista da ciência e da tecnologia na América Latina“. AntHropologicas Visual 9(2), 2023. FLEISCHER, Soraya; MANICA, Daniela Tonelli. “Antropologia no som: A extensão de um mundaréu de histórias“. Revista Internacional de Extensão da UNICAMP, v. 5 (2024) . Carolina Cantarino Rodrigues Currículo Lattes RODRIGUES, Carolina Cantarino. Devolver o mistério ao humano – ressonâncias cosmopoéticas e alteridades radicais. ClimaCom – Políticas Vegetais [Online], Campinas, ano 9,  n. 23,  mai. 2022.   Mais informações Dossiê do CLAM Transcrição do roteiro Expediente Apresentação: Daniela Manica Participantes: Soraya Fleischer, Elaine Reis Brandão, Indianara Silva, Daniela Tonelli Manica, Carolina Cantarino Rodrigues Transcrições da mesa redonda:  Daniela Manica e Maxie Viana Roteiro: Clarissa Reche e Daniela Manica Revisão do roteiro: Daniela Manica Narração: Daniela Manica Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal Revisão da transcrição do roteiro: Igor Pereira Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP) Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB). Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0 Música: “Já foi” de Janine Mathias Imagem do header: Muro do IMECC/Unicamp. Fotografia de Fernanda Mariath, 2024. Conteúdo do sítio eletrônico: Clarissa Reche e Daniela Manica Divulgação: Fernanda Mariath Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica Agradecimentos: Soraya Fleischer, Elaine Reis Brandão, Indianara Silva e Carolina Cantarino Rodrigues

    1h 48m
  7. 12/09/2025

    Episódio #35: Trocando as engrenagens patriarcais da universidade: institucionalização da resistência feminista em Roraima (RR)

    Nessa Sexta Temporada a gente encerra um ciclo que iniciamos em 2023. Desde então, vocês acompanharam a gente pela América Latina, com uma série na Argentina e outra na Colômbia, e com as temporadas feitas aqui no Brasil, ouvindo pesquisadoras feministas da antropologia da ciência e tecnologia. A nossa primeira gravação foi aqui em Campinas, na cidade em que produzimos o Mundaréu. Passamos pelo Sul do país, em Porto Alegre. Pelo Nordeste, em Maceió e São Luís. Também no Centro-Oeste, em Goiânia. No sudeste, fomos juntas para o Rio de Janeiro e para o Vale do Jequitinhonha. Chegamos ao Norte, em Belém e na Ilha de Marajó. E a gente encerra hoje com um episódio gravado na capital brasileira mais ao Norte do país: Boa Vista. Como tornar a universidade mais segura para nós mulheres? A gente conversou com as  professoras Luziene Corrêa Parnaíba e Francilene Rodrigues, da Universidade Federal de Roraima, a UFRR. Elas falaram sobre suas atuações e pesquisas sobre violência de gênero. E nos levaram para conhecer a Comissão Permanente de acolhimento, prevenção e enfrentamento às violências na Universidade Federal de Roraima, a CPAPEV. Mais informações Página do episódio Transcrição do roteiro Currículos lattes de Luziene Corrêa Parnaíba Currículos lattes de Francilene Rodrigues Site da Universidade Federal de Roraima (UFRR) Site do Observatório da Violência Contra Mulher em Roraima Instagram da CPAPEV @cpapev.ufrr Site do Grupo de Estudo Interdisciplinar sobre Fronteiras (GEIFRON) Site do Programa Sociedade e Fronteiras (PPGSOF) Site do Programa de Recursos Naturais Site do Conselho Universitário da UFRR Site  Pró-reitoria de Gestão de Pessoas da UFRR Resolução  CUNI/UFRR nº 091, de 16 de outubro de 2023 Pesquisadoras citadas no episódio Currículos lattes de Cristina Nascimento Oliveira Currículo lattes de Márcia Maria de Oliveira Referências OLIVEIRA, Cristina N. . ‘Amor de mina’: perfil de trabalho de brasileiras no ramo da prostituição em Las Claritas (Venezuela). In: Francilene dos Santos Rodrigues; Mariana Cunha Pereira. (Org.). Estudos Transdisciplinares na Amazônia Setentrional: fronteiras, migração e políticas públicas. 01ed.Rio de Janeiro: Letra Capital, 2012, v. , p. 57-68. CORRÊA, Mariza. Morte em família: representações jurídicas de papeis sexuais. Rio de Janeiro, Graal, 1983. SEGATO, Rita Laura. Gênero e colonialidade: em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico descolonial. E-cadernos CES, n. 18, 2012. SEGATO, Rita. As Estruturas elementares da violência. Rio de Janeiro, Bazar do Tempo.  2025.  Expediente Apresentação: Fernanda Mariath e Irene do Planalto Chemin Entrevistadas: Luziene Corrêa Parnaíba e Francilene Rodrigues Transcrições das Entrevistas: Igor Pereira  Roteiro: Fernanda Mariath Entrevistas e Gravação: Daniela Manica e Fernanda Mariath Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal Revisão da transcrição do roteiro: Daniela Manica e Igor Pereira  Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP) Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB). Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0 Música: “Já foi” de Janine Mathias Imagem do header: Cartaz na CPAPEV na UFRR. Fotografia de Fernanda Mariath, 2024. Conteúdo do sítio eletrônico: Daniela Manica, Fernanda Mariath e Igor Pereira Divulgação: Fernanda Mariath Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica Agradecimentos: Luziene Corrêa Parnaíba e Francilene Rodrigues

    39 min
  8. 11/11/2025

    Episódio #34: Saberes feministas e experiências de militância e pesquisa no Maranhão (MA)

    Quais são os desafios de construir uma universidade mais democrática e feminista? Como enfrentar a violência de gênero dentro das instituições de ensino? E de que forma a militância e a pesquisa podem se encontrar para transformar a realidade? No episódio de hoje, a gente vai até São Luís, no Maranhão, para ouvir as trajetórias de Neuzeli Pinto (UEMA) e Mary Ferreira (UFMA), duas referências no movimento feminista e na pesquisa acadêmica. Elas contam como desde os anos 1980 articulam a luta política, a militância e a produção de conhecimento, enfrentando resistências institucionais e criando espaços de cuidado e transformação. Mais informações Página do episódio Transcrição do roteiro Currículo lattes Neuzeli Maria de Almeida Pinto Currículo lattes Mary Ferreira Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Instituto Federal do Maranhão (IFMA)  NEGESF/UEMA (Núcleo de Estudos e Pesquisa de Gênero, Sexualidade e Família da Universidade Estadual do Maranhão) NIEPEM/UFMA (Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas Sobre a Mulher, Cidadania e Relações de Gênero da Universidade Federal do Maranhão) REDOR (Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher e Relações de Gênero) Comitê de prevenção e combate à violência de gênero – UEMA  Instagram do Fórum Maranhense de mulheres  Grupo de Mulheres da Ilha Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA Pesquisadoras citadas no episódio Currículo lattes de Diomar das Graças Motta Currículo lattes de Yêda Sá Malta Currículo lattes de Sandra Maria Barros Alves Currículo lattes de Lucila Scavone  Currículo lattes de Silvane Magali Currículo lattes de Lourdes Leitão Referências PINTO, Neuzeli Maria de Almeida; FERREIRA, Mary. Curso de Extensão: capacitação de professores/as da rede pública de ensino: educação para a igualdade de gênero. São Luís: EDUEMA, 2024. PINTO, Neuzeli de Maria de Almeida; MATEUS, Anna Sarah Alhadef Sampaio; FILGUEIRAS, Rayllanne Rebecca Pereira. Mulheres e gênero na universidade: desigualdades e desafios na ciência. In: JORNADA INTERNACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS – JOINPP, 2025. Anais […]. [S. l.: s. n.], 2025. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO. Resolução n. 1114/2022 – CONSUN/UEMA. Cria a Política de Prevenção e Combate à Violência de Gênero no âmbito da Universidade Estadual do Maranhão. São Luís, 15 dez. 2022. FERREIRA, Mary. Feminismos no Nordeste brasileiro, Polis [Online], 28 | 2011.  Materiais Extras BARROS, Thays Regina Assunção; PINTO, Neuzeli de Maria de Almeida. Os desafios da maternidade no mercado de trabalho na atualidade. PRACS: Revista Eletrônica de Humanidades do Curso de Ciências Sociais da UNIFAP, Macapá, v.17, n.3, p.154-173, 2024. FERREIRA, Maria Mary. Gênero, representação política e os processos de interdição das mulheres no Brasil. Caderno de Campo: Revista de Ciências Sociais, v. 23, esp. 2: Epistemologia Feminina: as mulheres e suas lutas no campo e na cidade das Amazônias, 2023. FERREIRA, Mary. Movimento de mulheres e feministas e sua ação anticapitalista no Brasil e Maranhão. Revista de Políticas Públicas, v. 18, p. 359–367, 5 Ago 2014. FERREIRA, Maria Mary. Mulheres, resistência feminista na luta anti fascista no Brasil. Crítica e sociedade, v. 12 n. 1: Dossiê: Ascensão da extrema-direita: Utopia reacionária? – Volume II, 2022. GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere, v. 1, tradução de Carlos Nelson Coutinho, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. PINTO, Neuzeli Maria de Almeida; PONTES, Fernando Augusto Ramos; SILVA, Simone Souza da Costa. A rede de apoio social e o papel da mulher na geração de ocupação e renda no meio rural. Temas psicol.,  Ribeirão Preto ,  v. 21, n. 2, p. 297-315,  dez.  2013 .    SOUZA, M. dos R. A.; DE SOUSA, F. T. L.; PINTO, N. M. de A. A pluriatividade da agricultura familiar na zona rural do município de Alcântara – MA. Brazilian Journal of Development, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 1377–1391, 2023.  Expediente Apresentação: Maxie Viana Pereira e Clarissa Reche Entrevistadas: Neuzeli Maria de Almeida Pinto e Mary Ferreira Transcrições das Entrevistas: Maxie Viana Pereira Roteiro: Maxie Viana Pereira Revisão do roteiro: Clarissa Reche, Igor Pereira e Daniela Manica Entrevistas e Gravação: Daniela Manica, Maxie Viana e Vanessa Lourenço Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal Revisão da transcrição do roteiro: Daniela Manica e Igor Pereira  Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP) Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB). Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0 Música: “Já foi” de Janine Mathias Imagem do header: Portal da Universidade do Estado do Maranhão, fotografia de Vanessa Lourenço, 2024. Conteúdo do sítio eletrônico: Daniela Manica, Maxie Viana Pereira e Clarissa Reche Divulgação: Fernanda Mariath Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica Agradecimentos: Neuzeli Maria de Almeida Pinto, Mary Ferreira, Vanessa Lourenço, UFMA.

    38 min

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Mundaréu, podcast de Antropologia produzido pelo Labjor/Unicamp