Mundaréu

Mundaréu

Mundaréu, podcast de Antropologia produzido pelo Labjor/Unicamp

  1. 6D AGO

    Feminista In Vitro

    Você já se perguntou como os medicamentos que você toma são testados? São anos de pesquisa pré-clínica com modelos de células, em animais, e mais alguns anos em ensaios clínicos com humanos. Antes disso, são décadas de pesquisa básica. Existe um tipo de célula que pode estar presente em todas essas etapas da pesquisa em tecnologias em saúde, da pesquisa básica à clínica: as células-tronco.  E se eu te contasse que no sangue menstrual é possível obter células com qualidades muito interessantes para serem escolhidas como modelo experimental em um laboratório? As células mesenquimais do sangue menstrual são abundantes, de fácil obtenção, super resistentes e rápidas de serem cultivadas. Mas… elas quase não são utilizadas!  Mesmo existindo diversos corpos que menstruam e mulheres que não menstruam, essas células são entendidas como femininas e, por isso, são descartadas como um modelo possível.  Só que, ao mesmo tempo, a pesquisa biomédica tem uma preferência histórica por modelos masculinos. Cientistas justificam que é possível extrapolar dados obtidos em modelos masculinos para todos os nossos corpos diversos. Se o sexo de uma célula dita masculina não é uma barreira, qual é então o problema de se escolher uma célula marcada como feminina? O sexo do modelo faz diferença?  Nessa série de podcast, eu, Fernanda Mariath,  vou te levar em uma viagem pela célula! E a partir das organelas, as partes pequeninhas dentro dela, vou te contar sobre as células do sangue menstrual e trazer discussões feministas sobre a pesquisa biomédica com células-tronco. Vem comigo por uma viagem pela célula?   Materiais Extras Transcrição completa do episódio Dissertação de mestrado “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” Artigo CeSaM, as Células do Sangue Menstrual: Gênero, tecnociência e terapia celular Revisão sobre a proporção de artigos com as células do sangue menstrual nas publicações com células mesenquimais   Expediente de produção: Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp) Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3) Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ) Projeto relacionado: Regina Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR  Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath  Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath  Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana Identidade visual da série: Bianca Bursi  Trilha sonora da série: Gabriel Marcal  Sonoplastia: Fernanda Mariath  Montagem do teaser: Fernanda Mariath  Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath  Divulgação: Fernanda Mariah  Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e à minha família! Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: podcastmundareu@gmail.com

    5 min
  2. FEB 5

    Episódio #36: É possível fazer uma ciência feminista no século XXI?

    Este episódio foi gravado no 48° encontro anual da ANPOCS, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, que aconteceu na Unicamp,  Campinas, em meados de outubro de 2024. Como parte da pesquisa do Mundaréu sobre perspectivas feministas da ciência e tecnologia na América Latina, organizamos uma mesa redonda na ANPOCS que nomeamos com uma pergunta que fizemos para nós mesmas o tempo todo nessa pesquisa: “É possível fazer uma ciência feminista no Brasil do século XXI?”.  A proposta original da mesa foi esta: Se há algo evidente nas crises que enfrentamos nesses últimos anos, é de que muitos problemas estão estruturados em torno de questões ligadas às ciências. Há mudanças e alterações significativas nos regimes de legitimidade. Em especial, cientistas que escolhem uma posição marcada por determinantes de gênero, raça, orientação sexual, geração têm sofrido com processos de exposição e perseguição. A rapidez desses processos tornou ainda mais urgente construir projetos de ensino, pesquisa e extensão com estratégias e potencialidades transdisciplinares, simétricos e regionais. Esta Mesa Redonda tem por objetivo discutir os desafios enfrentados por três pesquisadoras das áreas de Antropologia, Física e Saúde Coletiva que se posicionam abertamente a partir de uma “ciência feminista”. Centralmente, serão discutidos seus temas de pesquisa, financiamento, comunicação com o público e hierarquias científicas. Em diálogo com os estudos sociais da ciência, a categoria “ciência” será discutida, mas não será tratada pelo seu caráter eminentemente técnico, e sim identificada como uma prática humana, com pressupostos, presenças, histórias e expectativas coletivas e políticas diversas. Nesta Mesa Redonda, reunimos pesquisadoras de três áreas: Antropologia, Física e Saúde Coletiva. A mesa foi organizada pela professora Soraya Fleischer, que é antropóloga, professora do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília e que foi coordenadora do Mundaréu junto com Daniela Manica até 2024. Participaram da mesa Elaine Reis Brandão, professora titular do Institutos de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ; Indianara Silva, professora  no Departamento de Física da Universidade Estadual de Feira de Santana; e Daniela Tonelli Manica,  antropóloga e pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor/Unicamp). Também contamos com a professora Carolina Cantarino Rodrigues como debatedora. Ela é cientista social e professora da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp. Soraya Fleischer Currículo Lattes DA SILVA, Anita; MANICA, Daniela; FLEISCHER, Soraya. Sonoridades, escutas e aprendizados de antropologia com o uso de podcasts em sala de aula. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 24, n. 64, 2023. FLEISCHER, Soraya. Fé na ciência? Como as famílias de micro viram a ciência do vírus Zika acontecer em suas crianças no Recife/PE. Anuário Antropológico, [S. l.], v. 47, n. 1, p. 170–188, 2023 Elaine Reis Brandão Currículo Lattes BRANDÃO, E. R.. Gênero, ciência e Saúde Coletiva: desconstruindo paradigmas na formação interdisciplinar universitária. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, v. 26, p. e210334, 2022.  BRANDÃO, E. R.; CABRAL, C. DA S.. Justiça reprodutiva e gênero: desafios teórico-políticos acirrados pela pandemia de Covid-19 no Brasil. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, v. 25, p. e200762, 2021.  Indianara Silva Currículo Lattes SANTANA, C.; PEREIRA, L.; SILVA, I.. Contribuições para escrita de biografias de mulheres nas ciências a partir das experiências de Keller, Ferry e Goldsmith. Cadernos Pagu, n. 65, p. e226524, 2022. SEPULVEDA, Claudia; SILVA, Indianara. Narrativas dissidentes: contribuições da história das mulheres para uma educação anti-opressão. In: GALIETA, Tatiana. Temáticas sociocientíficas na formação de professores . São Paulo, Editora Livraria da Física, 202, pp.93-112. Daniela Tonelli Manica Currículo Lattes MANICA, Daniela Tonelli; PERES, Milena; FLEISCHER, Soraya (Orgs.). No ar: Antropologia, histórias em podcast. Campinas/Brasília: Pontes Editorial e ABA Publicações, 2022. FLEISCHER, Soraya; MANICA, Daniela Tonelli. “Ativando a escuta em tempos pandêmicos“. In: Miriam Pillar Grossi; Rodrigo Toniol. (Orgs.). Cientistas sociais e o Coronavírus. Florianópolis: Tribo da Ilha, 2020, pp. 47-51. MANICA, Daniela Tonelli; SILVA, Ana Cláudia Rodrigues da; ROCA, Alejandra; ROHDEN, Fabíola; FLEISCHER, Soraya. “Mundaréu: Antropologia feminista da ciência e da tecnologia na América Latina“. AntHropologicas Visual 9(2), 2023. FLEISCHER, Soraya; MANICA, Daniela Tonelli. “Antropologia no som: A extensão de um mundaréu de histórias“. Revista Internacional de Extensão da UNICAMP, v. 5 (2024) . Carolina Cantarino Rodrigues Currículo Lattes RODRIGUES, Carolina Cantarino. Devolver o mistério ao humano – ressonâncias cosmopoéticas e alteridades radicais. ClimaCom – Políticas Vegetais [Online], Campinas, ano 9,  n. 23,  mai. 2022.   Mais informações Dossiê do CLAM Transcrição do roteiro Expediente Apresentação: Daniela Manica Participantes: Soraya Fleischer, Elaine Reis Brandão, Indianara Silva, Daniela Tonelli Manica, Carolina Cantarino Rodrigues Transcrições da mesa redonda:  Daniela Manica e Maxie Viana Roteiro: Clarissa Reche e Daniela Manica Revisão do roteiro: Daniela Manica Narração: Daniela Manica Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal Revisão da transcrição do roteiro: Igor Pereira Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP) Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB). Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0 Música: “Já foi” de Janine Mathias Imagem do header: Muro do IMECC/Unicamp. Fotografia de Fernanda Mariath, 2024. Conteúdo do sítio eletrônico: Clarissa Reche e Daniela Manica Divulgação: Fernanda Mariath Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica Agradecimentos: Soraya Fleischer, Elaine Reis Brandão, Indianara Silva e Carolina Cantarino Rodrigues

    1h 48m
  3. 12/09/2025

    Episódio #35: Trocando as engrenagens patriarcais da universidade: institucionalização da resistência feminista em Roraima (RR)

    Nessa Sexta Temporada a gente encerra um ciclo que iniciamos em 2023. Desde então, vocês acompanharam a gente pela América Latina, com uma série na Argentina e outra na Colômbia, e com as temporadas feitas aqui no Brasil, ouvindo pesquisadoras feministas da antropologia da ciência e tecnologia. A nossa primeira gravação foi aqui em Campinas, na cidade em que produzimos o Mundaréu. Passamos pelo Sul do país, em Porto Alegre. Pelo Nordeste, em Maceió e São Luís. Também no Centro-Oeste, em Goiânia. No sudeste, fomos juntas para o Rio de Janeiro e para o Vale do Jequitinhonha. Chegamos ao Norte, em Belém e na Ilha de Marajó. E a gente encerra hoje com um episódio gravado na capital brasileira mais ao Norte do país: Boa Vista. Como tornar a universidade mais segura para nós mulheres? A gente conversou com as  professoras Luziene Corrêa Parnaíba e Francilene Rodrigues, da Universidade Federal de Roraima, a UFRR. Elas falaram sobre suas atuações e pesquisas sobre violência de gênero. E nos levaram para conhecer a Comissão Permanente de acolhimento, prevenção e enfrentamento às violências na Universidade Federal de Roraima, a CPAPEV. Mais informações Página do episódio Transcrição do roteiro Currículos lattes de Luziene Corrêa Parnaíba Currículos lattes de Francilene Rodrigues Site da Universidade Federal de Roraima (UFRR) Site do Observatório da Violência Contra Mulher em Roraima Instagram da CPAPEV @cpapev.ufrr Site do Grupo de Estudo Interdisciplinar sobre Fronteiras (GEIFRON) Site do Programa Sociedade e Fronteiras (PPGSOF) Site do Programa de Recursos Naturais Site do Conselho Universitário da UFRR Site  Pró-reitoria de Gestão de Pessoas da UFRR Resolução  CUNI/UFRR nº 091, de 16 de outubro de 2023 Pesquisadoras citadas no episódio Currículos lattes de Cristina Nascimento Oliveira Currículo lattes de Márcia Maria de Oliveira Referências OLIVEIRA, Cristina N. . ‘Amor de mina’: perfil de trabalho de brasileiras no ramo da prostituição em Las Claritas (Venezuela). In: Francilene dos Santos Rodrigues; Mariana Cunha Pereira. (Org.). Estudos Transdisciplinares na Amazônia Setentrional: fronteiras, migração e políticas públicas. 01ed.Rio de Janeiro: Letra Capital, 2012, v. , p. 57-68. CORRÊA, Mariza. Morte em família: representações jurídicas de papeis sexuais. Rio de Janeiro, Graal, 1983. SEGATO, Rita Laura. Gênero e colonialidade: em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico descolonial. E-cadernos CES, n. 18, 2012. SEGATO, Rita. As Estruturas elementares da violência. Rio de Janeiro, Bazar do Tempo.  2025.  Expediente Apresentação: Fernanda Mariath e Irene do Planalto Chemin Entrevistadas: Luziene Corrêa Parnaíba e Francilene Rodrigues Transcrições das Entrevistas: Igor Pereira  Roteiro: Fernanda Mariath Entrevistas e Gravação: Daniela Manica e Fernanda Mariath Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal Revisão da transcrição do roteiro: Daniela Manica e Igor Pereira  Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP) Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB). Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0 Música: “Já foi” de Janine Mathias Imagem do header: Cartaz na CPAPEV na UFRR. Fotografia de Fernanda Mariath, 2024. Conteúdo do sítio eletrônico: Daniela Manica, Fernanda Mariath e Igor Pereira Divulgação: Fernanda Mariath Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica Agradecimentos: Luziene Corrêa Parnaíba e Francilene Rodrigues

    39 min
  4. 11/11/2025

    Episódio #34: Saberes feministas e experiências de militância e pesquisa no Maranhão (MA)

    Quais são os desafios de construir uma universidade mais democrática e feminista? Como enfrentar a violência de gênero dentro das instituições de ensino? E de que forma a militância e a pesquisa podem se encontrar para transformar a realidade? No episódio de hoje, a gente vai até São Luís, no Maranhão, para ouvir as trajetórias de Neuzeli Pinto (UEMA) e Mary Ferreira (UFMA), duas referências no movimento feminista e na pesquisa acadêmica. Elas contam como desde os anos 1980 articulam a luta política, a militância e a produção de conhecimento, enfrentando resistências institucionais e criando espaços de cuidado e transformação. Mais informações Página do episódio Transcrição do roteiro Currículo lattes Neuzeli Maria de Almeida Pinto Currículo lattes Mary Ferreira Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Instituto Federal do Maranhão (IFMA)  NEGESF/UEMA (Núcleo de Estudos e Pesquisa de Gênero, Sexualidade e Família da Universidade Estadual do Maranhão) NIEPEM/UFMA (Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas Sobre a Mulher, Cidadania e Relações de Gênero da Universidade Federal do Maranhão) REDOR (Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher e Relações de Gênero) Comitê de prevenção e combate à violência de gênero – UEMA  Instagram do Fórum Maranhense de mulheres  Grupo de Mulheres da Ilha Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA Pesquisadoras citadas no episódio Currículo lattes de Diomar das Graças Motta Currículo lattes de Yêda Sá Malta Currículo lattes de Sandra Maria Barros Alves Currículo lattes de Lucila Scavone  Currículo lattes de Silvane Magali Currículo lattes de Lourdes Leitão Referências PINTO, Neuzeli Maria de Almeida; FERREIRA, Mary. Curso de Extensão: capacitação de professores/as da rede pública de ensino: educação para a igualdade de gênero. São Luís: EDUEMA, 2024. PINTO, Neuzeli de Maria de Almeida; MATEUS, Anna Sarah Alhadef Sampaio; FILGUEIRAS, Rayllanne Rebecca Pereira. Mulheres e gênero na universidade: desigualdades e desafios na ciência. In: JORNADA INTERNACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS – JOINPP, 2025. Anais […]. [S. l.: s. n.], 2025. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO. Resolução n. 1114/2022 – CONSUN/UEMA. Cria a Política de Prevenção e Combate à Violência de Gênero no âmbito da Universidade Estadual do Maranhão. São Luís, 15 dez. 2022. FERREIRA, Mary. Feminismos no Nordeste brasileiro, Polis [Online], 28 | 2011.  Materiais Extras BARROS, Thays Regina Assunção; PINTO, Neuzeli de Maria de Almeida. Os desafios da maternidade no mercado de trabalho na atualidade. PRACS: Revista Eletrônica de Humanidades do Curso de Ciências Sociais da UNIFAP, Macapá, v.17, n.3, p.154-173, 2024. FERREIRA, Maria Mary. Gênero, representação política e os processos de interdição das mulheres no Brasil. Caderno de Campo: Revista de Ciências Sociais, v. 23, esp. 2: Epistemologia Feminina: as mulheres e suas lutas no campo e na cidade das Amazônias, 2023. FERREIRA, Mary. Movimento de mulheres e feministas e sua ação anticapitalista no Brasil e Maranhão. Revista de Políticas Públicas, v. 18, p. 359–367, 5 Ago 2014. FERREIRA, Maria Mary. Mulheres, resistência feminista na luta anti fascista no Brasil. Crítica e sociedade, v. 12 n. 1: Dossiê: Ascensão da extrema-direita: Utopia reacionária? – Volume II, 2022. GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere, v. 1, tradução de Carlos Nelson Coutinho, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. PINTO, Neuzeli Maria de Almeida; PONTES, Fernando Augusto Ramos; SILVA, Simone Souza da Costa. A rede de apoio social e o papel da mulher na geração de ocupação e renda no meio rural. Temas psicol.,  Ribeirão Preto ,  v. 21, n. 2, p. 297-315,  dez.  2013 .    SOUZA, M. dos R. A.; DE SOUSA, F. T. L.; PINTO, N. M. de A. A pluriatividade da agricultura familiar na zona rural do município de Alcântara – MA. Brazilian Journal of Development, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 1377–1391, 2023.  Expediente Apresentação: Maxie Viana Pereira e Clarissa Reche Entrevistadas: Neuzeli Maria de Almeida Pinto e Mary Ferreira Transcrições das Entrevistas: Maxie Viana Pereira Roteiro: Maxie Viana Pereira Revisão do roteiro: Clarissa Reche, Igor Pereira e Daniela Manica Entrevistas e Gravação: Daniela Manica, Maxie Viana e Vanessa Lourenço Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal Revisão da transcrição do roteiro: Daniela Manica e Igor Pereira  Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP) Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB). Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0 Música: “Já foi” de Janine Mathias Imagem do header: Portal da Universidade do Estado do Maranhão, fotografia de Vanessa Lourenço, 2024. Conteúdo do sítio eletrônico: Daniela Manica, Maxie Viana Pereira e Clarissa Reche Divulgação: Fernanda Mariath Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica Agradecimentos: Neuzeli Maria de Almeida Pinto, Mary Ferreira, Vanessa Lourenço, UFMA.

    38 min
  5. 10/14/2025

    Episódio #33: Mapas de Luta: Território, Memória e Resistência no Maranhão (MA)

    Como pode um mapa se tornar ferramenta de resistência? De que forma comunidades quilombolas, indígenas e quebradeiras de coco transformam a memória em território? E o que acontece quando a luta por terra entra em conflito com grandes projetos de desenvolvimento, como uma base de lançamento de foguetes? No episódio de hoje, conversamos com Patrícia Maria Portela Nunes, professora da UEMA e coordenadora do Programa de Pós-graduação em Cartografia Social e Política da Amazônia, e com Elieyd Sousa de Menezes, antropóloga e pesquisadora do mesmo programa. Juntas, elas mostram como a cartografia social pode ser prática política, memória coletiva e ferramenta de resistência. Mais informações Página do episódio Transcrição do roteiro Currículo lattes de Patrícia Maria Portela Nunes Currículo lattes de Elieyd Sousa de Menezes Currículo lattes de Cynthia Carvalho Martins Currículo lattes de Regiane Pinto Programa de Pós-graduação em Cartografia Social e Política da Amazônia – UEMA Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia  Pesquisadoras citadas no episódio Currículo lattes de Regiane de Jesus Pinto Currículo lattes de Rosa Eliana Torres Referências ANJOS, L. (Org.) ; NUNES, Patrícia Portela (Org.) . Direitos, Resistências e Mobilizações: A luta dos Quilombolas de Alcântara e a Base Espacial. 1. ed. Rio de Janeiro: Casa 8, 2016. v. 6. 129p . FARIAS JÚNIOR, E.A. ; SATARE-MAWE, F. A. ; MENEZES, E. S. A luta pela floresta e pela água: O processo de territorialização da aldeia Beija-flor. Espaço Ameríndio (UFRGS) , v. 18, p. 218-239, 2024. JÚNIOR, Davi Pereira. Quilombos de Alcântara: Território e Conflito: O intrusamento do território das Comunidades Quilombolas de Alcântara pela empresa binacional Alcântara Cyclone Space. Editora da Universidade Federal do Amazonas, 2009. LOPES, Danilo da Conceição Serejo. A atemporalidade do colonialismo: contribuições para entender a luta das comunidades quilombolas de Alcântara e a base espacial. EDUEMA-Editora da Universidade Estadual do Maranhão, 2020. MENEZES, E. S. . Etnografia de documentos sobre violações de direitos humanos e trabalho escravo no Rio Negro – AM. Revista de Políticas Públicas e Gestão Educacional (POLIGES) , v. 3, p. 39-65, 2022. MENEZES, ELIEYD SOUSA DE . As práticas no extrativismo vegetal no rio Negro: políticas exíguas, imobilização da força de trabalho de povos indígenas e seu enfrentamento. Horizontes Antropológicos (UFRGS. IMPRESSO) , v. 26, p. 191-218, 2020. NUNES, Patrícia Portela. A Terra da Pobreza e as Comunidades Remanescentes de Quilombos de Alcântara: identidade étnica e territorialidade. Cabo dos trabalhos, v. 10, p. 30-48-18, 2014. NUNES, Patrícia Portela. Os designados mapeamentos “participativos” e o emaranhado de atos de intervenção. São Luís: Editora UEMA, 2019. v. 1. 163p. PINTO, Regiane de Jesus. Território, parentesco e panema: a Irmandade de Brasília [Dissertação]. São Luís: Universidade Estadual do Maranhão, 2019. PORTELA NUNES, PATRÍCIA MARIA . Conflitos étnicos na Amazônia Brasileira: processos de construção identitária em comunidades quilombolas de Alcântara. Colombia Internacional, v. 84, p. 161-185, 2015. TORRES, Rosa Eliana. Povo Tremembé: deslocamentos territoriais e formas de mobilização étnica [Dissertação]. São Luís: Universidade Estadual do Maranhão, Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, 2019. Materiais extras AGÊNCIA GOV. Entenda como ocorre a titulação para reconhecimento e proteção das comunidades quilombolas. ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS BRASIL. Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003. Regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades quilombolas. Diário Oficial da União, [S. n.], 20 nov. 2003 Comunidade quilombola: breve estudo normativo sobre o artigo 68 do ADCT e o Decreto n. 4.887/03 no que se refere à desapropriação das terras. Jusbrasil. Corte IDH condena Brasil por violações a quilombolas no Maranhão Centro de Cultura Negra do Maranhão FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES Histórias do Padrinho Domingos: o doutor de ossos de Canelatiua – Domingos Ribeiro | Nova Cartografia Social Da Amazônia. INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA – INCRA. Incra atua na titulação das comunidades quilombolas de Alcântara (MA). Portal Gov.br, 18 jul. 2023. Resumo do acordo de conciliação (2024) entre a União e as Comunidades Quilombolas de Alcântara SOUZA, Oswaldo Braga de. Quilombolas conquistam acordo para regularizar território de Alcântara (MA). Instituto Socioambiental, 20 set. 2024. Expediente Apresentação: Maxie Viana e Clarissa Reche Entrevistadas: Patrícia Maria Portela Nunes e Elieyd Sousa de Menezes Transcrições das Entrevistas: Maxie Viana Roteiro: Maxie Viana e Daniela Manica Revisão do Roteiro: Clarissa Reche Entrevistas e Gravação: Daniela Manica, Maxie Viana e Vanessa Lourenço Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal Revisão da transcrição do roteiro: Daniela Manica e Igor Pereira Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP) Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB). Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0 Música: “Já foi” de Janine Mathias Imagem do header: Mapa cartográfico do Maranhão. Fotografia de Vanessa Lourenço, 2024. Conteúdo do sítio eletrônico: Daniela Manica e Igor Pereira Divulgação: Fernanda Mariath Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica Agradecimentos: Patrícia Maria Portela Nunes, Elieyd Sousa de Menezes, Cynthia Martins, Synara Azevedo, Maxie Viana e Vanessa Lourenço

    38 min
  6. 09/09/2025

    Episódio #32: Mulheres empoderando mulheres na Ilha do Marajó (PA)

    Como pode ser um projeto de extensão com enfoque feminista na Amazônia? Quais são as demandas, dificuldades e potências de encontros empoderadores entre mulheres? No episódio de hoje, a gente vai te levar conosco pra Ilha do Marajó, no Pará. Vamos conhecer o projeto Empodera Marajoara, coordenado pela professora Lana Macedo, da UEPA, Universidade do Estado do Pará.    Nossa equipe atravessou o rio Guamá por duas horas e pouco até chegar no porto de Soure, na ilha do Marajó. De lá, chegamos no campus da UEPA em Salvaterra. Visitamos também o quilombo de Boa Vista, que foi uma das unidades atendidas pelo projeto.  Mais informações Página do episódio Transcrição do roteiro Currículo lattes de Ana da Conceição Oliveira Currículo lattes de Camila Claíde Souza do Vale Currículo lattes de Carmelita de Fátima Amaral Ribeiro Currículo lattes de Lana Claudia Macedo da Silva  Currículo lattes de Ramon Roberto de Jesus Barroso Grupo Gênero, Feminismos e Sexualidades (GEFES) Instagram do GEFES @gefesuepa Universidade do Estado do Pará – Campus Salvaterra Pesquisadoras citadas no episódio Currículo lattes de Maria Luzia Miranda Álvares Currículo lattes de  Maria Páscoa Sarmento de Sousa Referências BARROSO, Ramon Roberto de Jesus; SILVA, Lana Claudia Macedo da. Gênero e sexualidade na educação brasileira em tempos de movimento escola sem partido. Revista Diversidade e Educação, v. 8, n.1, p. 427-451, 2020. MAIA, Tatiana Cristina Vasconcelos; SILVA, Carlos Aldemir Farias da. Narrativas sobre a natureza na voz de crianças quilombolas da Ilha de Marajó. Revista Cocar, v. 19, n. 37, p. 1-15, 2023. SILVA, Lana Claudia Macedo da; CARRERA, Ana Daniele Mendes. Em briga de marido e mulher a educação mete a colher: a atuação do profissional de pedagogia no centro de referência de atendimento à mulher em situação de violência. Cadernos de Gênero e Diversidade, v. 3, n. 1, p. 96-113,  2017. SILVA, Lana Claudia Macedo da; LOPES, João Luiz da Silva. Gênero e sexualidade na educação: uma experiência com acadêmicas(os) do PARFOR em um município paraense. Revista Exitus, v. 13, p. 01-25, 2023. SILVA, Lana Claudia Macedo da; VALE, Camila Claíde Souza do. Independência financeira, liberdade, autoconfiança e consciência coletiva: sentidos do empoderamento feminino. Gênero na Amazônia, n.25, p. 159-174, 2024. SILVA, Lana Claudia Macedo da. Violência contra a mulher e educação: desafios e perspectivas da DEAM/Belém, Pará, Brasil. Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 & 13th Women’s Worlds Congress, ISSN 2179-510X, , Florianópolis, 2017 (Anais Eletrônicos). SILVA, Lana Claudia Macedo da. Trabalho e família na percepção de mulheres provedoras. Gênero na Amazônia, n.1, p. 61-83, 2012. Materiais extras GEPEM. A trama teórica de Nancy Fraser pelo olhar da Dra. Cristina Maneschy.   GEPEM. GEPEM ACONTECE.  Gepem-UFPA.  Núcleo de estudos interdisciplinares sobre a mulher (NEIM).  SARMENTO, Maria Páscoa; SOUZA, José Luiz. Quilombolas de Salvaterra, PA: malungagens, práticas de autogestão e conflitos nas batalhas contra a covid-19. Revista Terceira Margem Amazônia. v. 7, n. 17, p. 227-248, 2022. ARUZZA, Cinza; BHATTACHARYA, Tithi; FRASER, Nancy. Feminismo para os 99%: Um Manifesto. São Paulo:Boitempo, 2019. BEAUVOIR, Simone. O Segundo Sexo: fatos e mitos. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1985. BERTH, Joice. O que é empoderamento? Belo Horizonte: Letramento, 2018. CARNEIRO, Sueli. Racismo, sexismo e desigualdades no Brasil. São Paulo: selo negro, 2011. DAVIS, Ângela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2017. FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. 24 edição. São Paulo: Edições Graal, 2007. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 50. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011. HOOKS, Bell. O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras. 8ª edição. Rosa dos tempos. Rio de Janeiro, 2019. HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013. GOHN, Maria da Glória. Empoderamento e participação da comunidade em políticas sociais. Saúde e Sociedade. São Paulo, v. 13, n. 2, p.20-31, maio-ago, 2004. RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? Editora Letramento. Belo Horizonte, 2017. SARDENBERG, C. M. B. Conceituando “empoderamento” na perspectiva feminista. In: Seminário Internacional: Trilhas do Empoderamento de Mulheres, 1., 2006, Salvador. Anais eletrônicos. Salvador: UFBA, 2006. Expediente Apresentação: Daniela Manica e Fernanda Mariath Entrevistadas: Lana Macedo, Ana Conceição Oliveira, Ramon Barroso, Sara Monteiro e Lídia Paraense Transcrições das Entrevistas: Isabela Dantas Roteiro: Daniela Manica Revisão do Roteiro: Clarissa Reche Entrevistas e Gravação: Daniela Manica, Tánia Perez-Bustos e Isabela Dantas Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal Revisão da transcrição do roteiro: Daniela Manica e Igor Pereira  Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP) Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB). Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0 Música: “Já foi” de Janine Mathias Imagem do header: Estandarte da Biblioteca Samaúma, na Escola Quilombo Boa Vista (PA). Fotografia de Lana Macedo, 2024.  Conteúdo do sítio eletrônico: Daniela Manica, Fernanda Mariath e Igor Pereira Divulgação: Fernanda Mariath Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica Agradecimentos: Lana Macedo, Ana Conceição Oliveira, Ramon Barroso, Sara Monteiro, Lídia Paraense, Carmelita Ribeiro, Lindiara dos Prazeres, Tania Perez-Bustos, Isabela Dantas

    42 min
  7. 08/12/2025

    Episódio #31: Territorialidade e a resistência de mulheres quilombolas no Vale do Jequitinhonha (MG)

    A grande maioria dos territórios quilombolas no Brasil ainda sofre com as questões de reconhecimento e de legitimidade, apesar de algumas políticas de demarcação e regularização territorial nos últimos anos. Quando legitimados pelo Estado brasileiro, ainda lidam com o abandono do poder público, que falha ao não oferecer infraestrutura mínima, como acesso a água, saúde e educação.  As comunidades remanescentes quilombolas, hoje, ocupam uma posição central na construção de um bem viver culturalmente adequado, principalmente pelas mulheres quilombolas, que são as protagonistas desses territórios. Neste episódio, apresentamos uma conversa que foi gravada em setembro de 2024, no Quilombo Córrego da Rocha, localizado no Vale do Jequitinhonha.  Conversamos com Flora Gonçalves e Cida Silva, e com muitas outras mulheres das comunidades locais, que contam da tristeza de conviver com a necropolítica que produz insegurança hídrica, entre tantos outros problemas. Falamos sobre os quilombos como lugares de memória, resistência e esperança, e sobre os desafios contemporâneos para conseguir assegurar direitos básicos à população quilombola.  Mais informações Página do episódio Transcrição completa do episódio Currículo Lattes de Flora Rodrigues Gonçalves  Maria Aparecida Machado Silva, agricultora e trabalhadora rural Quilombo Córrego do Rocha  Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais Referências ALMEIDA, Mariléa. Devir quilomba: antirracismo, afeto e política nas práticas de mulheres quilombolas. São Paulo: Elefante, 2022. GONÇALVES, Flora Rodrigues. “Para além do método”: entrevista-experiência com as mulheres quilombolas do Vale do Jequitinhonha, MG. In: Polyana Aparecida Valente. (Org.). História Oral e questões de saúde e ciência: Atravessamentos. 1ed. São Paulo: Letra e Voz, 2024, v. 1, p. 79-92. GONÇALVES, Flora Rodrigues; CHAVES, Bráulio Silva; VALENTE, Polyana Aparecida.   Interseccionalidade e Covid-19. Estudos de Sociologia, v. 29, p. 309-337, 2024.  GONÇALVES, F., Valente, P. A., & Mendes, C. R.. (2024). Da Lagoa do Boi Morto à Barragem da Toldinha: a água como elemento central para a construção de territórios sustentáveis e saudáveis no Médio Jequitinhonha. Saúde Em Debate, 48 (spe1), e8577. GONÇALVES, Flora Rodrigues; Valente, P. A.; Machado, M. A.; Santos, C. A.. Saber Vence Demanda: a pandemia de Covid-19, quilombos e aglomerados urbanos e o protagonismo de mulheres líderes comunitárias. Boletim ESOCITE.BR. v.3, p.38, 2023. ISSN 2675-9764.  NEVES-SILVA, Priscila; SCHALL, Brunah; GONÇALVEZ, Flora Rodrigues; ALVES, Estela Macedo; DOS SANTOS, Sebastiana Rodrigues; VALENTE, Polyana Aparecida; PIMENTA, Denise Nacif; HELLER, Léo. Quilombola women from Jequitinhonha (Minas Gerais, Brazil) and access to water and sanitation in the context of COVID-19: a matter of human rights. Frontiers In Water, v. 6, p. 01-10, 2024 SCHALL, B.; GONÇALVES, Flora Rodrigues; VALENTE P. A.; CHAVES M; Silva, B.; PORTO, Paloma; MARINA, A.; PIMENTA, D. N. Gênero e Insegurança alimentar na pandemia de Covid-19 no Brasil: a fome na voz das mulheres. Ciência & Saúde Coletiva, v.1, p.1 – 10, 2022. ISSN 1678-4561 GOMES, Flávio dos Santos Gomes. Mocambos e Quilombos: uma história do campesinato negro no Brasil – 1ª Ed.- São Paulo: Claro Enigma, 2015 STENGERS, Isabelle. Uma outra ciência é possível: Manifesto por uma desaceleração das ciências. São Paulo: Editora Boitempo, 2023. Materiais Extras BARRENSE, Heloísa. Vale do Lítio: exploração do mineral de baterias gera preocupação em MG. UOL, 2024.  HERNÁNDEZ, M. O. As perspectivas sobre a exploração de lítio nos Andes bolivianos. Nexo Jornal, 2023. ‌MONTEIRO, Karla. Pobre cidade rica: a pequena Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, e a corrida pela riqueza do lítio. Revista Piauí, 2024.  Expediente Apresentação: Irene do Planalto Chemin e Clarissa Reche Entrevistadas: Flora Rodrigues Gonçalves, Maria Aparecida Machado Silva Transcrições das Entrevistas: Igor Pereira Roteiro: Daniela Manica e Flora Gonçalves Revisão do Roteiro: Clarissa Reche Entrevistas e Gravação: Irene do Planalto Chemin e Clarissa Reche  Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal Revisão da transcrição do roteiro: Daniela Manica e Igor Pereira  Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP) Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB). Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0 Música: “Já foi” de Janine Mathias Imagem do header: Grafite de Priscila Amoni (2024) no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Fotografia tirada por Irene Chemin. Conteúdo do sítio eletrônico: Daniela Manica Divulgação: Fernanda Mariath Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica Agradecimentos: Irene do Planalto Chemin, Clarissa Reche, Daniela Manica e a equipe do Mundaréu, Flora Gonçalves, Cida Machado Silva, Denise Nacif Pimenta, Comunidade Quilombola Córrego do Rocha, Polyana Valente, Lidiane Araújo, Dona Dulmira, Sueli, Seu Tião, Brunah Schall, Cleiton Mendes, Instituto René Rachou – Fiocruz Minas.

    42 min
  8. 08/01/2025

    Episódio #5 – INFORMAÇÃO: Tecnologias comunitárias

    Imagina se a gente criasse uma rede social do zero e qualquer pessoa pudesse usar do jeito que quiser, modificar os algoritmos e até compartilhar de graça com outras pessoas? Nesse episódio, conhecemos o movimento de software livre e outras tecnologias comunitárias, como a fotografia e as hortas. Quem compartilha poderes com a gente nesse episódio é a Isabella Aparecida, ela é fotógrafa, multiartista, estuda Ciências Sociais, faz parte do Núcleo de Consciência Negra da Unicamp e da Casa de Cultura Tainã. Finalizando nossa série, aprendemos que os poderes de informação e o território ficam ainda mais potentes quando usados juntos. Materiais extras Transcrição do episódio Currículo Lattes de Isabella Aparecida da Silva Instagram de Isabella Aparecida Site da Casa de Cultura Tainã Referências FARDIN, Sônia A. 2021. TC Silva: tecnologia e ancestralidade. In: Wenceslau Oliveira Jr.; Renata Soares da Luz (orgs.). Casa dos Saberes Ancestrais: diálogos com sabedorias africanas e afro-americanas. Campinas: BCCL/Unicamp, p.332-69. HARAWAY, Donna. Manifesto ciborgue. Antropologia do ciborgue. Belo Horizonte: Autêntica, 2009. LIPPOLD, W., & FAUSTINO, D. Colonialismo digital, racismo e acumulação primitiva de dados. Germinal: Marxismo E educação Em Debate, 14(2), 56–78, 2022. Queremos saber, versão de Cássia Eller no álbum Acústivo MTV. 2001. Efeitos sonoros e músicas Orquestra Tambores de Aço – Nação Tainã. Canal do Youtube: Guto Fidalgo, publicado em 22 de jun. de 2009. Baoba – Casa de Cultura Tainã. Canal do Youtube: Antonio Moreira, publicado em 29 de out. de 2014. Expediente de produção: Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica Coordenação da série “Conexão”: Irene do Planalto Chemin Projeto de pesquisa: “Acessos e usos da internet por adolescentes” (PIBIC-EM/Unicamp) Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica e Clarissa Reche Apresentação: Geovana Luna dos Santos e Kauan Alves da Silveira Aristides Pessoas entrevistadas: Isabella Aparecida da Silva Entrevistadoras: Geovana Luna dos Santos, Irene do Planalto Chemin, Kauan Alves da Silveira Aristides, Raylane Souza de Moura, Samara Lopes de Oliveira e Veronica Martins Da Silva Roteiro: Irene do Planalto Chemin, Geovana Luna dos Santos, Kauan Alves da Silveira Aristides, Raylane Souza de Moura, Samara Lopes de Oliveira e Veronica Martins Da Silva Montagem e edição dos episódios: Irene do Planalto Chemin, Geovana Luna dos Santos, Kauan Alves da Silveira Aristides, Raylane Souza de Moura, Samara Lopes de Oliveira e Veronica Martins Da Silva Transcrição completa do episódio: Irene do Planalto Chemin Arte da série: Kauan Alves da Silveira Aristides, Raylane Souza de Moura e Clarissa Reche Música tema da série: “Conexão Ancestral”, por Veronica Martins da Silva Música extra: “Ameaça”, por Irene do Planalto Chemin Sonoplastia: Irene do Planalto Chemin Conteúdo do sítio eletrônico: Irene do Planalto Chemin Imagem do header: Kauan Alves da Silveira Aristides Divulgação: Fernanda Mariah (coordenação) e Equipe do Mundaréu Parceria: Caminho do Som Consultoria (@caminhodosomconsultoria) Financiamento: CNPq, CAPES e Unicamp Agradecimentos: Agradecemos aos nossos convidados, a toda equipe do Mundaréu, a todos os funcionários do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, a todos os professores, funcionários e estudantes da Escola Estadual Coriolano Monteiro, ao Grêmio Estudantil Racionais pela Mudança. Agradecemos também a Adriana Santos, Ana Luiza Noronha, Ana Paula Luna, André Fernandes, Bruno Cavalcanti, Daniel Draco, Jade Luz Ciconello, Josiane Bonfá Miccoli, Laísa Fernanda, Laís Fraga, Luiz Fernando da Silva Oliveira, Manuela Ganej, Marcos Antônio, Marta Mourão Kanashiro, Maurício Sgobin, Natália Luna, Pedro Ferreira, Renata Canova, Ronaldo José, Tayná Gonçalves e Viviane Chemin

    25 min

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Mundaréu, podcast de Antropologia produzido pelo Labjor/Unicamp