Manhã com Bach - USP

Jornal da USP

Dedicado à divulgação da obra do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), o programa Manhã com Bach apresenta na íntegra, precedidas por breves comentários, músicas nos vários gêneros, estilos e instrumentos a que Bach se dedicou, como cantatas e concertos para órgão, cravo, violino e flauta, entre outros.

  1. Sep 28

    Manhã com Bach #333: Cantata ecoa "As Quatro Estações", de Vivaldi, publicadas um ano antes

    A cantata Wer weiss, wie nahe mir mein Ende, “Quem sabe quão próximo de mim está o meu fim” (BWV 27), de Johann Sebastian Bach, traz, no início do seu terceiro movimento, uma ária para contralto, um tema que ecoa o primeiro movimento do concerto A Primavera, da mais famosa obra do compositor italiano Antonio Vivaldi, As Quatro Estações. Ela foi apresentada pela primeira vez, em Leipzig, no dia 6 de outubro de 1726, apenas um ano depois da publicação de As Quatro Estações, que surgiu em 1725 no volume Il cimento dell’armonia e dell’inventione, lançado pela editora Le Cène, de Amsterdã. Essa cantata é exibida nesta edição de Manhã com Bach, que apresenta ainda outras duas obras de Bach inspiradas em composições de Vivaldi: o Concerto para Órgão em Ré Menor (BWV 596) e o Concerto para Cravo em Sol Maior (BWV 973) Ouça o podcast no link acima. Este podcast reproduz o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido nos dias 26 e 27 de setembro de 2026. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast no site do Jornal da USP. As edições anteriores do podcast Manhã com Bach estão disponíveis neste link.

  2. Sep 14

    Manhã com Bach #331: Manhã com Bach apresenta 30 prelúdios corais de Bach

    Os prelúdios corais de Johann Sebastian Bach são peças muito curtas, com pouco mais de um minuto de duração, no máximo, mas que constituem os exemplos máximos da arte da harmonização vocal, ou seja, a arte de combinar as quatro vozes – soprano, contralto, tenor e baixo – num todo harmônico. Sobre eles, o musicólogo estadunidense Luke Dahn afirma que “essas concisas joias musicais serviram e continuam a servir até hoje como superlativos modelos para o estudo da harmonia e do contraponto, pois demonstram um domínio sem paralelo da harmonia”. Estão preservados mais de 400 corais de Bach. Nesta edição, Manhã com Bach exibe 30 dessas peças, além de apresentar a cantata Ich lebe, mein Herze, zu deinem Ergötzen, “Eu vivo, meu coração, para o teu deleite” (BWV 145). Ouça o podcast no link acima. Este podcast reproduz o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido nos dias 12 e 13 de setembro de 2026. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast no site do Jornal da USP. As edições anteriores do podcast Manhã com Bach estão disponíveis neste link.

  3. Sep 7

    Manhã com Bach #330: Última obra de Bach foi ditada pelo compositor no leito de morte

    Doente e cego, poucos dias antes de morrer, em julho de 1750, Johann Sebastian Bach ditou do leito de morte a sua última composição – o prelúdio coral Vor deinen Thron trete ich hiermit, “Diante do teu trono eu apareço” (BWV 668), para órgão. Essa obra é apresentada nesta edição de Manhã com Bach, que exibe também a cantata Freue dich, erlöste Schar, “Alegra-te, multidão redimida” (BWV 30). Como narra o musicólogo inglês Christopher Headington (1930-1996) no seu livro Johann Sebastian Bach – An essential guide to his life and works, nos seus últimos anos Bach sofreu progressivamente de problemas de visão. A catarata afetou ambos os olhos do compositor até que, nos últimos meses de vida, ele ficou completamente cego. Em março de 1750, a fim de recuperar a visão debilitada pela catarata, Bach se submeteu a uma cirurgia nos olhos feita pelo médico inglês John Taylor, um cirurgião itinerante que é descrito como charlatão e vigarista e que estava de passagem por Leipzig. Embora Bach tenha experimentado uma leve melhora, sua visão logo se deteriorou novamente e ele se submeteu a uma nova cirurgia, feita pelo mesmo médico, provavelmente na primeira semana de abril de 1750. Essa segunda cirurgia também não foi bem-sucedida. Os fortes remédios que John Taylor aplicou em Bach arruinaram o organismo do compositor. Entre esses remédios estavam sangue de pombo, açúcar moído, sal – que eram usados como colírio –, mercúrio, sangrias, laxantes e purgantes. Com isso, a saúde de Bach se deteriorou de vez. No dia 18 de julho de 1750, subitamente, Bach recuperou a visão, mas algumas horas depois perdeu a consciência, no que talvez possa ter sido um AVC, um acidente vascular cerebral, e teve febre alta. Existem registros de que ele ainda recebeu a Santa Comunhão, em sua casa, quatro dias depois. Mas, no dia 28 de julho de 1750, aos 65 anos de idade, o compositor morreu – ou, como registrou o jornal Nützliche Nachrichten em sua edição publicada três dias depois, em 31 de julho, “a implacável morte roubou esse homem do mundo, o qual através da sua imensa arte na música adquiriu uma glória imortal”. Ouça o podcast no link acima. Este podcast reproduz o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido nos dias 5 e 6 de setembro de 2026. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast no site do Jornal da USP. As edições anteriores do podcast Manhã com Bach estão disponíveis neste link.

  4. Aug 31

    Manhã com Bach #329: "Manhã com Bach" chega à edição número 600

    O programa Manhã com Bach, da Rádio USP, chegou à edição número 600, apresentada no sábado passado, dia 29, e reapresentada no domingo, dia 30. Para comemorar a marca, nessa edição foram exibidas duas músicas de Bach marcadas pela alegria e pela vitalidade – a Suíte Orquestral Número 3 em Ré Maior (BWV 1068) e a cantata Wachet auf ruft uns die Stimme, “Despertai, a voz nos chama” (BWV 140). O programa é reproduzido nesta edição do podcast Manhã com Bach (ouça no link acima). Manhã com Bach foi ao ar pela primeira vez no dia 6 de dezembro de 2014 – há 11 anos e oito meses, portanto. Desde então, foram produzidas 600 edições semanais ininterruptamente, sempre dedicadas à música de Johann Sebastian Bach. Em todas as suas 600 edições, Manhã com Bach apresentou a música de Bach obedecendo a dois critérios: um deles é a exibição das composições na íntegra, sem cortes, e o outro é a interpretação feita por músicos e orquestras que seguem os parâmetros do movimento conhecido como música historicamente informada – movimento surgido em meados do século 20 que busca apresentar a música antiga segundo a estética e os instrumentos da época em que foi criada, a fim de fazê-la soar hoje da forma mais parecida possível com o que foi imaginado pelo compositor. Ouça o podcast no link acima. Este podcast reproduz o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido nos dias 29 e 30 de agosto de 2026. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast no site do Jornal da USP. As edições anteriores do podcast Manhã com Bach estão disponíveis neste link.

  5. Aug 25

    Manhã com Bach #328: Cantata para o príncipe Leopold é exemplo de paródia musical

    A cantata Klagt, Kinder, Klagt es aller Welt, “Lamentai, filhos, lamentai isso a todo o mundo” (BWV 244a), de Johann Sebastian Bach, é um exemplo do que, na música barroca, se chama de paródia musical – a utilização de uma melodia já composta para a criação de uma outra composição, com outra letra e outro propósito. Dos 24 movimentos dessa cantata – criada em 1729 para os funerais do príncipe Leopold von Anhalt-Cöthen -, dez foram extraídos da Paixão Segundo São Mateus (BWV 244). Além disso, os dez recitativos da obra também estão baseados em recitativos presentes na Paixão. Nesta edição, Manhã com Bach apresenta as partes 3 e 4 da cantata que Bach apresentou nos funerais do príncipe Leopold, concluindo a audição da obra. As partes 1 e 2 foram exibidas no programa passado (disponível aqui). Ouça o podcast no link acima. Este podcast reproduz o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido nos dias 22 e 23 de agosto de 2026. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast no site do Jornal da USP. As edições anteriores do podcast Manhã com Bach estão disponíveis neste link.

  6. Aug 17

    Manhã com Bach #327: Cantata fúnebre de Bach se baseia na “Paixão Segundo São Mateus”

    A cantata Klagt, Kinder, klagt es aller Welt, “Lamentai, filhos, lamentai isso a todo o mundo” (BWV 244a), também conhecida como Köthener Trauermusik, “Música de Luto de Cöthen”, foi composta em 1729 para os funerais do príncipe Leopold von Anhalt-Cöthen, a quem Bach servira como diretor de música quando atuou na corte de Cöthen, entre 1717 e 1723. Com quatro partes, 24 movimentos e mais de uma hora de duração, essa cantata está baseada principalmente na Paixão Segundo São Mateus (BWV 244), da qual são extraídos nada menos que dez movimentos, além de dez recitativos. A obra reutiliza ainda dois movimentos da cantata Lass, Fürstin, lass noch einen Strahl, “Deixa, princesa, deixa ainda um raio” (BWV 198), composta para os funerais da Princesa-Eleitora da Saxônia Christiane Eberhardine, e um movimento da Missa em Si Menor (BWV 232). Entre os movimentos extraídos da Paixão Segundo São Mateus está a famosa ária para Erbarme dich, mein Gott, “Apieda-te, meu Deus”. Na Paixão, a ária expressa o profundamente tocante pedido de perdão a Deus do apóstolo Pedro após negar Jesus três vezes. Na cantata, esse pedido de perdão se transforma numa igualmente pungente súplica pela ajuda divina em meio à dor pela morte do príncipe, nestes termos: Toma-me, Deus, no meio dos meus dias/ Protege-me/ O jugo cai sobre minha alma miseravelmente/ Toma-me, Deus, no meio dos meus dias. Essa ária é ouvida nesta edição de Manhã com Bach, que apresenta as duas primeiras partes da cantata. As partes 3 e 4 serão exibidas no próximo programa. Ouça o podcast no link acima. Este podcast reproduz o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido nos dias 15 e 16 de agosto de 2026. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast no site do Jornal da USP. As edições anteriores do podcast Manhã com Bach estão disponíveis neste link.

  7. Aug 10

    Manhã com Bach #326: Nicolas de Grigny é um dos “velhos” franceses que inspiraram Bach

    Numa de suas cartas, o compositor alemão Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788), segundo filho de Johann Sebastian Bach, escreveu que o seu pai, na juventude, estudara os “bons e velhos mestres franceses”. Um desses “bons e velhos mestres franceses” é o compositor e organista Nicolas de Grigny (1672-1703), autor do Premier Livre d’Orgue (“Primeiro livro de órgão”), publicado em Paris, na França, em 1699. Entre as evidências da influência de Grigny sobre Bach está o fato de que o compositor alemão copiou à mão todo o Premier Livre d’Orgue, cópia que hoje está preservada parcialmente. Essa influência se reflete na música para órgão de Bach. Especialmente em duas composições de Bach os especialistas veem marcas da música de Nicolas de Grigny: a Fantasia em Sol Maior (BWV 572), também conhecida pelo título em francês Pièce d’Orgue (“Peça de órgão”), e a Fantasia e Fuga em Dó Menor (BWV 562), que são apresentadas nesta edição de Manhã com Bach. O programa exibe ainda a cantata Ach Gott, wie manches Herzeleid, “Ah, Deus, quanto sofrimento do coração” (BWV 58). Ouça o podcast no link acima. Este podcast reproduz o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido nos dias 8 e 9 de agosto de 2026. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast no site do Jornal da USP. As edições anteriores do podcast Manhã com Bach estão disponíveis neste link.

About

Dedicado à divulgação da obra do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), o programa Manhã com Bach apresenta na íntegra, precedidas por breves comentários, músicas nos vários gêneros, estilos e instrumentos a que Bach se dedicou, como cantatas e concertos para órgão, cravo, violino e flauta, entre outros.

You Might Also Like