MIT Sloan Review Brasil

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O podcast da revista MIT Sloan Review Brasil traz assuntos obrigatórios para os líderes de negócios que querem protagonizar a quarta revolução industrial no Brasil e no mundo, o que só é possível de fazer imaginando o futuro e trazendo-o para que seja construído no presente. Conheça mais sobre nós em mitsloanreview.com.br

  1. 2d ago

    EP 27 | Andre Nadjarian, Engine Brasil: Sua IA é uma Ferrari. Seu processo é uma estrada de terra esburacada

    Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com André Nadjarian, da Engine Brasil, sobre uma carreira construída na fronteira entre tecnologia e gestão: os 15 anos na Unisys, a experiência de empreender ao lado de ex-colegas, a passagem pela área de inteligência de uma multinacional, as visitas a Israel e a chegada à Engine, onde hoje cuida da estratégia e da agenda de inovação. A conversa segue uma ordem de trabalho que André trouxe da consultoria de gestão: primeiro o problema, depois a solução. Ele recorre a A Meta, de Eliyahu Goldratt, para falar de gargalos, e a Moneyball para discutir que posições cabem à IA e quais cabem às pessoas. Daí vem a imagem que atravessa o episódio, a de comprar uma Ferrari e colocá-la numa estrada de terra, que é o que acontece quando a tecnologia chega antes de processos bem escritos e de pessoas treinadas. No ângulo de liderança, André separa planejamento estratégico de estratégia e defende que estratégia, orçamento e acompanhamento contínuo funcionem como um único sistema. Ele também comenta o que os estudos de futuro indicam sobre natalidade, robótica e trabalho, e por que o líder não pode esperar que a empresa faça sozinha a sua atualização. A recomendação final é prática: não é preciso ter pressa, é preciso ter ritmo. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - O hábito de comprar a solução antes de entender o problema - Gargalos, teoria das restrições e o papel de cada peça no time - A relação entre pessoas, agentes e gestão de mudança - A diferença entre fazer planejamento estratégico e ter estratégia - A qualidade dos dados como pré-condição para a IA - A priorização por impacto e esforço e o valor dos ganhos rápidos Uma conversa para executivos e fundadores que querem colocar a IA a serviço da estratégia, e não o contrário.

    EP 27 | Andre Nadjarian, Engine Brasil: Sua IA é uma Ferrari. Seu processo é uma estrada de terra esburacada
  2. 4d ago

    EP 26 | Carlos Augusto, Intel: O que o mercado gamer sabe sobre adoção de tecnologia antes de todo mundo

    Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Carlos Augusto Buarque de Almeida, da Intel, sobre uma carreira que começou desmontando brinquedos para ver como funcionavam e passou pela engenharia de computação na Unicamp, por uma empresa montada com colegas de faculdade, pela Oracle, pela Telefônica e pela Dell até chegar aos 13 anos que ele já soma na Intel, hoje à frente do marketing no Brasil. A conversa organiza um debate que costuma ficar solto. Quando uma empresa fala em inteligência artificial, fala de modelo, de dado e de caso de uso. Carlos puxa a discussão para a camada que quase nunca entra na pauta: onde aquilo vai rodar, quanto vai custar quando deixar de ser um teste e o que acontece com o processo que existia antes. É dessa camada, e não da escolha do modelo, que vem boa parte dos projetos presos no piloto. O ângulo de liderança aparece na forma como ele descreve a mesa de decisão. Negócio, tecnologia, financeiro e, dependendo da empresa, a área de privacidade precisam construir a recomendação juntos, com um dono definido e uma métrica combinada. E a capacitação do time, na leitura dele, não se resolve com um treinamento de prompt: precisa ser tratada como plataforma contínua, do mesmo jeito que a empresa trata infraestrutura. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - Infraestrutura como condição para escalar inteligência artificial - A decisão entre nuvem, processamento local e modelo híbrido - Consumo de token como métrica errada de produtividade - A chegada da NPU e dos AI PCs ao computador pessoal - O mercado gamer como laboratório de adoção de tecnologia - Literacia, repertório e a diferença entre treinar e habilitar um time Um episódio para quem responde por orçamento, arquitetura e prioridade de inteligência artificial dentro da empresa.

    EP 26 | Carlos Augusto, Intel: O que o mercado gamer sabe sobre adoção de tecnologia antes de todo mundo
  3. Sep 17

    EP 25 | Milena Leal, Google Cloud: Ele mandou a empresa toda usar IA. Perguntei se ele usava — e veio o silêncio

    Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Milena Leal, do Google Cloud, sobre uma carreira de mais de 30 anos que começou vendendo componentes de informática e COBOL, atravessou o mainframe, a chegada do mobile, a migração para a nuvem e desembocou na IA generativa. Formada em administração e direito, ela entrou na tecnologia por necessidade e construiu a carreira inteira olhando para o problema de negócio antes de olhar para o produto.   A conversa organiza o debate sobre adoção de IA a partir de uma pergunta simples: quem é o dono do resultado. Milena descreve o que tem ouvido nas reuniões com executivos brasileiros, o desconforto de quem exige o uso da tecnologia sem nunca ter aberto a ferramenta, o que acontece quando a empresa tenta proibir um uso que já está acontecendo e o que muda quando a companhia sai da lógica do teste e passa a tratar cada iniciativa como projeto com retorno esperado.   O ângulo de liderança aparece o tempo todo. Ela defende que a tecnologia habilita, estrutura e protege, mas que a decisão e a cobrança ficam com o executivo de negócio, porque é dele o número que será apresentado ao presidente. E lembra que o mercado está se movendo rápido demais para que uma empresa espere o framework perfeito antes de começar: pesquisa de um ano atrás já descreve outro cenário.   Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - A trajetória de quem vendeu COBOL e hoje lidera uma operação de nuvem - O fim da fase de prova de conceito e a cobrança por retorno financeiro - Shadow AI e a decisão de liberar acesso corporativo com segurança - A responsabilidade pelo resultado da IA dentro das áreas de negócio - Critérios de sucesso definidos antes do investimento - A diferença entre velocidade e pressa na transformação   Um episódio para executivos que precisam transformar iniciativa de IA em resultado visível dentro do próprio orçamento. #FuturoVemDoFuturo #inteligenciaartificial #googlecloud #liderança #governança #governançacorporativa

    EP 25 | Milena Leal, Google Cloud: Ele mandou a empresa toda usar IA. Perguntei se ele usava — e veio o silêncio
  4. Sep 15

    EP 24 | Bruno Junqueira, Petlove: Motor de Fórmula 1 num Fusca: o erro mais comum ao adotar IA

    Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Bruno Junqueira, da Petlove, sobre uma trajetória que começa numa cidade de doze mil habitantes no sul de Minas, passa pela publicidade, pelo Banco Real e por cinco anos de Natura, atravessa uma formação de três anos em psicanálise e chega à cadeira de CHRO de uma empresa brasileira de tecnologia com três mil colaboradores. É esse repertório misturado que explica a forma como ele está conduzindo a adoção de inteligência artificial na Petlove.   A conversa organiza o debate porque não começa pela ferramenta. Começa pelo contexto. Bruno descreve o projeto Janus, batizado em homenagem ao deus romano das transições, que tem uma face olhando para trás e outra para a frente, e cuja primeira fase é o trabalho pouco glamouroso de mapear cem por cento dos processos, das etapas e das ferramentas da operação, inclusive aquilo que só existe de forma tácita na cabeça das pessoas. A partir daí vem a priorização, que escolhe deliberadamente o processo mais desgastado, e não o mais fácil, para que a iniciativa não seja a primeira a cair quando o orçamento aperta.   O ângulo de liderança aparece quando Bruno explica por que a área de People assumiu essa frente antes da área de tecnologia, conta o episódio em que construiu sozinho, num fim de semana, uma aplicação que vinha pedindo ao time havia seis meses, e defende que o papel do líder migra de gestor de pessoas para orquestrador de geração de valor, num arranjo que passa a misturar agentes, processos e gente. No caminho, ele cunha uma expressão que dá o tom da conversa: desautomatizar o humano.   Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - A decisão de colocar a área de People à frente da agenda de inteligência artificial - O mapeamento de processos como pré-condição de qualquer ganho com agentes - O conhecimento tácito como limitador silencioso de contexto - A priorização por dor real em vez de projeto periférico - O comportamento do payback em investimentos de curva exponencial - A passagem do líder de gestor de pessoas a orquestrador de valor   Um episódio para líderes de pessoas, tecnologia e transformação que precisam sair do discurso de adoção e chegar a um critério de decisão defensável.

    EP 24 | Bruno Junqueira, Petlove: Motor de Fórmula 1 num Fusca: o erro mais comum ao adotar IA
  5. Sep 10

    EP 23 | Roberto Arruda, Skyone: O que a tecnologia não substitui?

    Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Roberto Arruda, da Skyone, sobre uma trajetória que começou com um anúncio de curso técnico de telecomunicações visto num jornal do Rio de Janeiro e chegou, quatro décadas depois, à cadeira de CRO de uma empresa brasileira de tecnologia presente em 35 países. No caminho, Arruda viu a rede evoluir do cabo azul ao 5G, e usa essa bagagem para dizer que a inteligência artificial não pertence à mesma família de acontecimentos. A conversa organiza o debate a partir de uma distinção simples. Evolução tecnológica melhora o que já existia. Ruptura muda a arquitetura de como o trabalho acontece, como aconteceu quando a eletricidade chegou à fábrica. Se a IA é uma ruptura, o assunto central deixa de ser qual ferramenta comprar e passa a ser como a organização conduz a mudança: quem tem letramento, quem aprende com quem, onde estão os dados, quem pode acessar o quê. O ângulo de liderança aparece na assimetria de velocidade que Arruda descreve. Tecnologia evolui em curva exponencial, empresa evolui mais devagar e pessoa, mais devagar ainda. É nesse intervalo que se decide se a adoção gera vantagem ou gera custo. Ele conta como a Skyone montou a jornada de nuvem, integração, motor de dados e agentes, mostra dois casos de cliente com problemas bem diferentes e explica por que a tecnologia só chega ao seu melhor quando fica invisível, como ficou o Wi-Fi cuja senha ninguém mais pede. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - A diferença prática entre evolução tecnológica e ruptura - Gestão de mudança como o tema ausente da conversa sobre IA - O descompasso de velocidade entre tecnologia, empresa e pessoas - Dado organizado como pré-condição de qualquer agente - Vibe coding e a construção de sistemas pelas áreas de negócio - Letramento, comunidade, arquitetura e governança como sequência de decisão Um episódio para quem lidera negócio ou tecnologia e precisa separar o que é sinal do que é ruído na adoção de inteligência artificial.

    EP 23 | Roberto Arruda, Skyone: O que a tecnologia não substitui?
  6. Sep 8

    EP 22 | Ana Paula Peres, Creditas: O que só quem fica aprende?

    Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Ana Paula Peres, da Creditas, sobre uma trajetória que começou na administração, passou por agência e multinacionais e chegou a uma fintech onde ela entrou para cuidar de mídia paga e acabou reunindo growth, performance, branding e MarTech sob a mesma liderança. Ana conta como esse escopo foi crescendo sem convite formal e o que aprendeu ao permanecer mais de sete anos no mesmo lugar, acompanhando produtos que deram certo e apostas que deixaram de existir. A conversa organiza um debate que costuma ficar solto quando o assunto é inteligência artificial no marketing. Antes de discutir ferramenta, Ana volta à infraestrutura: a camada de dados que captura os sinais, o contexto que precisa ser escrito com o mesmo cuidado com que se explica um processo para uma pessoa nova e os modelos de atribuição que substituem a lógica do último clique. É esse conjunto que determina se a IA vai acelerar a operação ou apenas produzir resposta rápida e pouco confiável. O ângulo de liderança aparece nos dois sentidos. De um lado, o líder que usa IA para atravessar barreira técnica e chegar ao time com hipótese pronta em vez de demanda vaga. De outro, o líder que precisa sustentar clareza de objetivo em um mercado que muda de regra a cada semana, num momento em que parte das equipes ainda associa automação a perda de emprego. Ana descreve como a Creditas fez essa passagem, incluindo uma campanha publicitária produzida inteiramente com IA e os casos em que o agente simplesmente não valeu o tempo de ajuste. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - MarTech como ponte entre arquitetura de dados e plataformas de mídia - O fim do último clique como métrica de sucesso - A mudança do comportamento de busca com LLMs e redes sociais - Agentes que diagnosticam e aplicam mudanças em mídia paga - O critério para decidir quando a IA não compensa - Carreira, permanência e liderança como serviço Um episódio para quem lidera marketing, growth ou transformação digital e precisa transformar volume de dado em decisão de negócio.

    EP 22 | Ana Paula Peres, Creditas: O que só quem fica aprende?
  7. Sep 3

    Do piloto para a estratégia com sucesso

    Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Daniel Hoe, da Salesforce, sobre  uma jornada que começou na engenharia eletrônica, no auge do boom das telecomunicações, passou por  anos de vendas e chegou à liderança de marketing da companhia na América Latina. Daniel conta que  entrou na empresa atraído pela computação em nuvem, numa época em que o mercado ainda não entendia  nem o modelo de assinatura, e usa aquela decisão como espelho do momento atual.  A conversa organiza o debate sobre inteligência artificial em torno de uma distinção simples. Existe o que  o mercado discute em voz alta, que são modelos e semicondutores, e existe o que decide se um projeto vai  para produção, que são dados acionáveis, processos remapeados e a escolha de quais respostas do agente  precisam ser previsíveis. Daniel descreve clientes que ficaram desesperados quando o agente respondia  coisas diferentes para a mesma pergunta e explica por que, em preço e política, previsibilidade vale mais  do que criatividade.  O ângulo de liderança aparece com força na parte final. Daniel fala sobre times latino-americanos menores  que seus pares globais e sobre o momento de pânico do próprio time, que estava atolado em execução e  sem tempo para estudar. A saída não foi um programa de treinamento, foi começar a mexer nas  ferramentas e ver o que sai do outro lado. E fala do papel de quem lidera, que sai da gestão de pessoas para  a orquestração de trabalho entre pessoas e agentes.  Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre:  - O padrão que se repete em cada revolução tecnológica desde a máquina a vapor  - A diferença entre resposta determinística e resposta probabilística em um agente  - Dados investidos que não estão acionáveis nas empresas brasileiras  - O custo de automação que superou o custo do processo humano  - Responsabilidade compartilhada quando o agente de IA erra  - A mudança de carreira de gestor de pessoas para construtor e orquestrador  Um episódio para líderes de marketing, tecnologia e operação que precisam decidir onde a IA entra  primeiro e como provar que valeu.

    Do piloto para a estratégia com sucesso
  8. Sep 1

    Quando consistência vira vantagem competitiva

    Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Felipe Yagi, da Volvo Cars, sobre uma jornada que começou em 2015, quando ele entrou na companhia como estagiário, e passou por América Latina, Brasil e um ciclo de um ano e meio liderando o marketing na África do Sul, um país com onze idiomas oficiais e uma operação que precisava de recuperação. É dessa trajetória que ele tira a lição que atravessa toda a conversa: mercados diferentes exigem flexibilidade, mas resultado exige consistência. A conversa organiza o debate porque parte de uma decisão concreta e acompanha as consequências dela ao longo de oito anos. Em 2017 a Volvo escolheu eletrificar o portfólio em um cenário sem infraestrutura de recarga, sem demanda declarada do consumidor e sem concorrentes disputando o mesmo espaço. Em vez de esperar o mercado amadurecer, a empresa investiu ao mesmo tempo em produto e em rede de recarga, financiando carregadores que não fechavam em uma conta tradicional de payback. Em 2025, com cerca de dez novas marcas eletrificadas entrando no país, a operação brasileira fechou o melhor ano da sua história. O ângulo de liderança aparece quando Felipe aplica o mesmo critério à inteligência artificial. No produto, com IA embarcada, Gemini integrado e leitura das câmeras do veículo. Na operação, com uma camada analítica sobre dados de jornada do cliente que encurtou relatórios de quinze dias para dois ou três. E na governança, com uma política global que impede cada mercado de testar por conta própria. Ele nomeia os dois erros que mais vê em quem lidera hoje: surfar o hype sem saber o que se quer resolver e usar o dado apenas quando ele confirma a decisão já tomada.   Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - A aposta em eletrificação como estratégia de diferenciação de uma marca menor - O dilema do ovo e da galinha entre produto e infraestrutura de recarga - IA embarcada e o carro como plataforma conectada - A camada de IA sobre dados de jornada e o tempo de reação da operação - Governança global de uso de IA e o limite de autonomia dos mercados - O perfil do líder de marketing que fala a linguagem do negócio Um episódio para executivos que precisam decidir entre acompanhar o movimento do mercado e sustentar uma estratégia própria de longo prazo.

    Quando consistência vira vantagem competitiva

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O podcast da revista MIT Sloan Review Brasil traz assuntos obrigatórios para os líderes de negócios que querem protagonizar a quarta revolução industrial no Brasil e no mundo, o que só é possível de fazer imaginando o futuro e trazendo-o para que seja construído no presente. Conheça mais sobre nós em mitsloanreview.com.br

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