Amazônia Latitude | Humanidades Ambientais

Amazônia Latitude

Podcast da Amazônia Latitude, uma revista digital independente, produzida em colaboração por estudantes de pós-graduação, professores e pesquisadores de várias instituições do Brasil e do mundo. Situada no campo das Humanidades Ambientais, somos uma plataforma crítica, que cultiva uma leitura interdisciplinar da Amazônia e da Pan-Amazônia em seus processos históricos, socioculturais e políticos, com o propósito de examinar e demonstrar o desenvolvimento de uma violência lenta sobre as culturas e territórios da região, assim como pensar outras possibilidades para a floresta e seus povos.

  1. Jul 3

    Utopias Amazônicas #07 | Aurélio Michiles — O Esperançar das Descobertas e o Cinema Decolonial

    Nascido em Manaus, o cineasta e documentarista Aurélio Michiles construiu uma obra consagrada e centrada na memória, no território e nos conflitos históricos da Amazônia, tendo se formado pelo Instituto de Artes e Arquitetura da Universidade de Brasília e pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage. É diretor de obras fundamentais como Que Viva Glauber (1991), Lina Bo Bardi (1993), O Cineasta da Selva (1997), Segredos do Putumayo (2020) e Honestino (2025). No livro Utopias Amazônicas, o diretor assina o ensaio “Amazônia, Utopia pra quem?”, um texto que parte de suas memórias de infância em Manaus para desmontar séculos de invenção colonial e questionar, sem hesitar, a quem servem as projeções que o mundo ocidental deposita sobre a maior floresta tropical do planeta. Conversamos sobre a infância colonizada, a imagem como testemunho palpável e segunda pele da humanidade, a crueza da invasão petrolífera e o apocalipse no território Sateré-Mawé durante a ditadura militar, a farsa do progresso sob a lógica da terra arrasada e o cinema como um ato político de rebeldia. Utopia não é o lugar que não existe. É a esperança da descoberta, o compromisso ético com a memória coletiva e a teimosia comunitária que se recusa a aceitar a destruição como destino. 📚 Utopias Amazônicas — Ateliê Editorial → shorturl.at/wxijK 🌿 www.amazonialatitude.com

    Utopias Amazônicas #07 | Aurélio Michiles — O Esperançar das Descobertas e o Cinema Decolonial
  2. Jun 11

    Utopias Amazônicas #05 | Edna Castro — Epistemologias da floresta e o combate ao colonialismo verde

    Pensar o amanhã possível exige a coragem de nomear o presente pelo que ele é. A professora Edna Castro passou as últimas décadas provando que as respostas para adiar o fim do mundo não virão dos mercados de carbono, mas das racionalidades milenares que o poder colonial tentou apagar. No quinto episódio da série Utopias Amazônicas: Conversas com os Autores, o LatitudeCast recebe a socióloga Edna Castro, professora emérita da Universidade Federal do Pará (UFPA), doutora pela Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais em Paris, com pós-doutorado no Centro Nacional da Pesquisa Científica (CNRS). No livro Utopias Amazônicas, a professora assina o artigo “Utopias Amazônicas: para ser possível amanhã”, um ensaio contundente que desconstrói as narrativas sedutoras do capitalismo verde para propor outras formas de imaginar o futuro a partir do chão da floresta. Conversamos sobre as temporalidades em disputa, o avanço do neoextrativismo 4.0, a captura mercadológica da bioeconomia de escala e a urgência de uma ciência pública e política capaz de decodificar o poder pós-COP30. Utopia não é o lugar que não existe. É o lugar que o poder colonial tentou apagar, e que os povos da Amazônia, em sua tecelagem milenar de reexistências, nunca deixaram de habitar. 📚 Utopias Amazônicas — Ateliê Editorial → shorturl.at/wxijK 🌿 www.amazonialatitude.com

    Utopias Amazônicas #05 | Edna Castro — Epistemologias da floresta e o combate ao colonialismo verde
  3. May 19

    Utopias Amazônicas #02 | Flávia Lisbôa — Corpo-Utópico: Território e Dimensões de Gênero na Amazônia

    O corpo das mulheres indígenas, quilombolas e negras da Amazônia é o primeiro território de resistência, e a última linha de defesa de um mundo que o capitalismo tenta destruir. No segundo episódio da série Utopias Amazônicas: Conversas com os Autores, recebemos a professora Flávia Marinho Lisbôa, doutora em Letras e Estudos Linguísticos pela UFPA, professora adjunta da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, na Faculdade de Educação do Campo, e no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPA. Autora do livro Racismo Linguístico e os Indígenas Gavião na Universidade: língua como linha de força do dispositivo colonial(EDUFBA, 2022). No livro Utopias Amazônicas, a professora assina o artigo Corpo-Utópico: Território e Dimensões de Gênero na Amazônia, um ensaio que parte de Foucault, atravessa a Amazônia Oriental e chega até os corpos concretos de mulheres que estão, hoje, segurando o céu com as próprias mãos. Conversamos sobre corpo-território, heterotopia, racismo linguístico, o protagonismo político das mulheres amazônidas, e a violência colonial que atinge primeiro os corpos que mais resistem. Utopia não é o lugar que não existe. É o lugar que sempre esteve ao alcance, e onde os povos originários sempre estiveram. 📚 Utopias Amazônicas — Ateliê Editorial → shorturl.at/wxijK 🌿 www.amazonialatitude.com

    Utopias Amazônicas #02 | Flávia Lisbôa — Corpo-Utópico: Território e Dimensões de Gênero na Amazônia

About

Podcast da Amazônia Latitude, uma revista digital independente, produzida em colaboração por estudantes de pós-graduação, professores e pesquisadores de várias instituições do Brasil e do mundo. Situada no campo das Humanidades Ambientais, somos uma plataforma crítica, que cultiva uma leitura interdisciplinar da Amazônia e da Pan-Amazônia em seus processos históricos, socioculturais e políticos, com o propósito de examinar e demonstrar o desenvolvimento de uma violência lenta sobre as culturas e territórios da região, assim como pensar outras possibilidades para a floresta e seus povos.