2026: Atualização Anual da Taxa Segura de Retirada no Brasil Nos últimos anos, a comunidade FIRE (Financial Independence, Retire Early) vem acompanhando a evolução da Taxa Segura de Retirada (TSR) no Brasil aqui no AA40— um indicador que, em países como os EUA, serve como referência para planejamentos de aposentadoria eficiente sem esgotar o patrimônio ao longo do tempo. 2026: Atualização Anual da Taxa Segura de Retirada no Brasil Agora, em janeiro de 2026, incorporando os dados de 2025 e mantendo o mesmo horizonte de 30 anos — temos então duas séries históricas de 30 anos: de 1995 a 2024 e de 1996 a 2025.Embora essas janelas sejam sobrepostas e pertençam ao mesmo regime monetário, elas já permitem uma análise marginalmente mais robusta do que uma única observação histórica. Porém elas são altamente correlacionadas, juros estruturalmente altos, poucos dados, ou seja, melhorou mas não tanto assim. O objetivo continua o mesmo: responder à pergunta central do movimento FIRE no Brasil: Quanto eu poderia ter sacado por ano, corrigido pela inflação, sem quebrar? A Metodologia continua a mesma: Patrimônio inicial: R$ 1.000.000; Início da aposentadoria: 1995 e agora 1996. Saque inicial de x% corrigidos anualmente pela inflação (IPCA). Testamos 3 carteiras: 100% Ibovespa; 50% Ibovespa / 50% Selic; 100% Selic. Dados de 2025: Ibovespa: +33,95% (ótimo desempenho)CDI/Selic Médio: 14,5% (juros continuam muito altos)IPCA: 4,26% (Inflação caiu bastante, juros reais estão bem altos)Com estes números então já podemos concluir que a TSR do segundo período de 30 anos foi maior que o primeiro.Isto já nos permite concluir que a TSR não vai mudar, afinal, é sempre a menor de todos os períodos testados. Para o período de 1996 a 2025: A TSR do período #2 (9,29%) foi acima do período #1 (8,48%), portanto a TSR Brasileira continua sendo 8,48% ! 100% IBOV50% IBOV / 50% SELIC100% SELIC/CDITSR9,71%9,29%8,91%PWR8,17%7,84%7,56% Risco da Sequência de Retornos Jamais podemos esquecer do SORR. Um dos maiores inimigos FIRE não é a média dos retornos, mas a ordem em que esses retornos acontecem. Esse fenômeno é conhecido como Risco da Sequência de Retornos (Sequence of Returns Risk - SORR). Quando estamos acumulando patrimônio, a sequência pouco importa: retornos ruins no início podem até ajudar, pois permitem comprar ativos mais baratos. Já durante a fase de saque, acontece o oposto. Retornos negativos nos primeiros anos da aposentadoria, combinados com saques constantes corrigidos pela inflação, podem causar danos irreversíveis ao portfólio — mesmo que a média de retornos ao longo de 30 anos seja boa. É por isso que duas pessoas com o mesmo patrimônio inicial, a mesma taxa média de retorno, e a mesma taxa de retirada, podem ter destinos completamente diferentes apenas por se aposentarem em anos diferentes. Para analisar este risco e como isto impacta a TSR, temos uma simulação chamada MONTE CARLO que é amplamenta usada não só em finanças mas como em qualquer análise de risco.A simulação de Monte Carlo consiste em gerar milhares de trajetórias alternativas a partir da distribuição histórica de retornos observada entre 1995 e 2025. Em cada simulação, o investidor começa com um patrimônio inicial de R$ 1 milhão e realiza saques anuais corrigidos pela inflação ao longo de 30 anos, exatamente como no estudo histórico. Ao repetir esse processo milhares de vezes, é possível observar com que frequência o portfólio quebra antes do fim do período, em quais cenários ele sobrevive por pouco e em quais casos ele termina com patrimônio substancialmente maior do que o inicial em termos reais. O valor do Monte Carlo não está em prever o futuro, mas em mapear o risco, criando as piores e melhores sequências de retorno possíveis no período. Leia o post completo com toda a matemática https://aposenteaos40.org/2026/01/2026-atualizacao-anual-da-taxa-segura-de-retirada-no-brasil.html