Trocando Ideias com a Professora

Amélia Carolina Lopes Fernandes

Um podcast de iniciativa pessoal para uma abordagem remota de ensino-aprendizagem, englobando temas de aulas ministradas, ou debates a partir de questões e temas elencados pelos ouvintes

  1. 11/25/2025

    Antropologia, Cultura e Saúde: O Que Nos Adoece e o Que Pode Nos Curar? | Reflexões para o Presente

    Neste episódio sensível e provocador, dispomo-nos a um encontro de ideias e afetos sobre temas essenciais à formação em saúde e às formações humanas no século XXI. Partimos de uma pergunta incômoda: como compreender o adoecimento humano em uma sociedade marcada por distanciamento, pressa, hiperexposição e apagamentos culturais? A partir das lentes da Antropologia da Saúde e da Filosofia crítica e humanista, atravessamos conceitos como o “olhar médico” de Michel Foucault, a “eficácia simbólica” de Lévi-Strauss, a necropolítica de Achille Mbembe, as epistemologias do Sul de Boaventura de Sousa Santos e a sociedade do desempenho de Byung-Chul Han. 🌍 Este episódio é um convite ao estranhamento. Um chamado à escuta ativa, à empatia e ao reconhecimento dos saberes diversos que coexistem nas margens da formação acadêmica. Um olhar atento sobre o que deixamos de ver quando naturalizamos demais. Se você é estudante da saúde, das humanas, ou simplesmente uma pessoa inquieta, esse episódio é para você. 🫀 Porque cuidar do outro exige primeiro ver o outro. E ver o outro exige coragem para ver a si. 📚 Referências Utilizadas (estilo Vancouver): 1. Oliveira FP de. Antropologia, saúde e humanização da atenção. Saúde e Sociedade. 2002;11(1):129–139. 2. Lemos LFC, Silva FCO, Gonçalves MJF, Souza MV. A contribuição da Antropologia da Saúde para a formação em saúde. Rev Eletrônica Comunicação Informação Inovação Saúde. 2016;10(1):31–40. 3. Silva Junior AG da. Cultura, saúde e o conhecimento popular. In: Antropologia e Saúde. Brasília: UnB; 2001. p. 21–29. 4. Schmitz BAS, Silva MEB. Contribuições do relativismo cultural para o trabalho em saúde. Interface (Botucatu). 2010;14(35):843–852. 5. Geertz C. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC; 1989. 6. Foucault M. O nascimento da clínica. Rio de Janeiro: Forense Universitária; 2008. 7. Foucault M. Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes; 1999. 8. Lévi-Strauss C. Antropologia Estrutural. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro; 1975. 9. Santos B de S. A crítica da razão indolente: contra o desperdício da experiência. São Paulo: Cortez; 2000. 10. Mbembe A. Necropolítica. Arte & Ensaios. 2018;34:123–146. 11. Mbembe A. Crítica da razão negra. Lisboa: Antígona; 2014. 12. Han B-C. Sociedade do cansaço. Petrópolis: Vozes; 2017. 13. Han B-C. A agonia do Eros. Petrópolis: Vozes; 2017. --- 🔖 Hashtags: #AntropologiaDaSaúde #FilosofiaNaSaúde #SaúdeColetiva #HumanizaçãoDoCuidado #ByungChulHan #Foucault #BoaventuraDeSousaSantos #Necropolítica #CulturaESaúde #SaúdeMental #EducaçãoEmSaúde #CuidadoIntegral #PodcastDeCiências #ReflexõesHumanas #Autocuidado #SaúdeEHumanidades #CiênciasHumanas #UniversoSaúde #FormaçãoCrítica #PensamentoDescolonial

    Antropologia, Cultura e Saúde: O Que Nos Adoece e o Que Pode Nos Curar? | Reflexões para o Presente
  2. 08/26/2025

    O que é normal?

    Neste episódio, mergulhamos na história e na filosofia da normalidade — da curva de Gauss às normas sociais de Foucault, das tragédias do passado às rupturas do presente.Exploramos como a obsessão por definir o que é “normal” produziu horrores como o assassinato de Hipátia de Alexandria, o Holocausto nazista, a eugenia global e o “Holocausto Brasileiro” em Barbacena.Trazemos também os dados atuais: o Censo 2022 do IBGE revelou 2,4 milhões de brasileiros com diagnóstico de autismo, e estimativas apontam que até 20% da população é neurodivergente.Mais do que estatística, tratamos de humanidade: o que chamamos de normalidade não responde ao contexto: a realidade é a diversidade. *UMA CORREÇÃO DO AUDIO: UMA EM CADA 38 CRIANÇAS NO BRASIL, SEGUNDO O IBGE ARBEX, Daniela. Holocausto Brasileiro: vida, genocídio e 60 mil mortes no maior hospício do Brasil. São Paulo: Geração Editorial, 2013.BROBERG, Gunnar; TOLLEFSEN, Nils. Eugenics and the Welfare State: Sterilization Policy in Denmark, Sweden, Norway, and Finland. East Lansing: Michigan State University Press, 2005. Disponível em: https://muse.jhu.edu/book/33274 CANGUILHEM, Georges. O Normal e o Patológico. Tradução de Maria Thereza Redig de Carvalho Barrocas. 6. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2009 [1ª ed. francesa: 1943].DZIELSKA, Maria. Hypatia of Alexandria. Cambridge: Harvard University Press, 1995. Disponível em: https://www.hup.harvard.edu/catalog.php?isbn=9780674632160 FEDERICI, Silvia. Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Tradução de Coletivo Sycorax. São Paulo: Elefante, 2017 [1ª ed. 2004]. Disponível em: https://editoraelefante.com.br/produto/caliba-e-a-bruxa/ FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1975. Disponível em: https://www.livrariavirtual.com.br/vigiar-e-punir-nascimento-da-prisao-michel-foucault-p19469 FRIEDLANDER, Henry. The Origins of Nazi Genocide: From Euthanasia to the Final Solution. Chapel Hill: University of North Carolina Press, 1995. Disponível em: https://uncpress.org/book/9780807846759/the-origins-of-nazi-genocide/ GAUSS, Carl Friedrich. Theoria Motus Corporum Coelestium. Hamburg: Friedrich Perthes and I.H. Besser, 1809. Disponível em: https://archive.org/details/theoriamotuscor00gausgoog IBGE. Censo Demográfico 2022: características gerais da população. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/43464-censo-2022-identifica-2-4-milhoes-de-pessoas-diagnosticadas-com-autismo-no-brasil LOMBARDO, Paul A. Three Generations, No Imbeciles: Eugenics, the Supreme Court, and Buck v. Bell. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2011. Disponível em: https://jhupbooks.press.jhu.edu/title/three-generations-no-imbeciles OMS – Organização Mundial da Saúde. World Report on Disability. Geneva: WHO, 2023. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241564182 ONU – Organização das Nações Unidas. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Nova York: ONU, 2006. Disponível em: https://www.un.org/development/desa/disabilities/convention-on-the-rights-of-persons-with-disabilities.html SINGER, Judy. Neurodiversity: The Birth of an Idea. Kindle Edition, 2017.SOUZA, Ferraz de. Nise da Silveira: uma psiquiatra rebelde. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1996. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/37789 STEPAN, Nancy Leys. The Hour of Eugenics: Race, Gender, and Nation in Latin America. Ithaca: Cornell University Press, 2005.WENDELL, Susan. The Rejected Body: Feminist Philosophical Reflections on Disability. New York: Routledge, 1996. Disponível em: https://www.routledge.com/The-Rejected-Body-Feminist-Philosophical-Reflections-on-Disability/Wendell/p/book/9780415914718 WHO – World Health Organization. Autism spectrum disorders: Key facts. Geneva: WHO, 2022. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/autism-spectrum-disorders

    O que é normal?
  3. 07/28/2025

    Respirar, Sentir, Ajustar – Caminhos da Autorregulação

    Se sinta em casa em mais um encontro do podcast Trocando Ideias com a Professora! Neste episódio mergulhamos nas sensações e emoções das situações que nos fazem discutir a autorregulação — aquela habilidade de perceber o que se passa dentro e fora do corpo, fazer pausas conscientes e escolher respostas que nos mantenham em equilíbrio. Conversamos sobre propriocepção, interocepção e sistemas de alerta do cérebro, traduzindo ciência recente em exemplos do dia a dia: da sala de aula inclusiva à rotina caótica, do momento em que a ansiedade sobe à hora de celebrar pequenas vitórias. Ao longo do programa você vai encontrar exemplos reais, identificação, exercícios simples (respiração em quatro tempos, “anchoring” sensorial, sugestão de micro‑pausas de alongamento) e reflexões sobre como fatores culturais, de neurodiversidade e de ciclo de vida moldam nosso estilo de regulação. Também debatemos quando buscar suporte externo e como a co-regulação com pessoas confiáveis pode potencializar nosso repertório interno. Reserve seus fones de ouvido, um espaço aconchegante e um copo d’água. Este episódio foi pensado para acolher, informar e inspirar você a cultivar rotinas gentis que respeitem seus ritmos. Até o céu derramou chuva e nos deu um sonzinho de abraço de natureza. Se gostar, compartilhe com quem precisa de um lembrete de que desacelerar, sentir e ajustar é, antes de tudo, um ato de cuidado. Boa escuta!

    Respirar, Sentir, Ajustar – Caminhos da Autorregulação
  4. 09/30/2024

    Luzes, Sombras e o Sentido da Vida

    Neste episódio de Trocando Ideias com a Professora, exploramos temas fundamentais para o bem-estar na vida contemporânea: saúde mental, regulação sensorial e emocional, e como lidar com as pressões de uma vida hiperconectada. Em uma conversa fluida e reflexiva, falamos sobre as cobranças autoimpostas e como o processo de individuação, descrito por Carl Jung, nos ajuda a integrar nossas luzes e sombras no caminho do autoconhecimento. Falamos sobre como a sobrecarga de estímulos do mundo digital impacta nossas emoções e como criar pequenos momentos de pausa pode ajudar a reencontrar equilíbrio. A reflexão continua com a ideia de que muitas de nossas pressões vêm de dentro, e como o autoconhecimento, mesmo doloroso, nos permite aceitar quem somos de forma mais completa. Durante o episódio, trago divagações pessoais sobre como encarar o processo de individuação como uma jornada terapêutica, aprendendo a viver entre luzes e sombras. Também discutimos a busca pelo sentido da vida, citando Viktor Frankl e Byung-Chul Han, e como essas leituras oferecem insights valiosos sobre resiliência e a vida moderna. Para complementar, recomendo obras como Alguém que Cuide de Mim de Michiko Aoyama, um romance tocante que nos convida a refletir sobre os pequenos gestos que trazem sentido à vida, e deixo uma sugestão de arte para contemplação: A Noite Estrelada, de Van Gogh, uma obra que nos lembra da beleza e do caos da existência. Esse episódio é um convite para desacelerar, refletir e abraçar tanto nossas luzes quanto nossas sombras, em busca de um equilíbrio mais saudável e verdadeiro. Sugestões de Leitura: Sociedade do Cansaço – Byung-Chul Han Em Busca de Sentido – Viktor Frankl A Biblioteca dos Sonhos Secretos – Michiko Aoyama Esse episódio foi pensado para ajudar você a encontrar momentos de paz interior e reflexões sobre o autoconhecimento, enquanto navegamos pelos desafios de uma vida moderna e hiperconectada.

    Luzes, Sombras e o Sentido da Vida

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