Grupo Arauto

Grupo Arauto

O Grupo Arauto surgiu para integrar as empresas que carregam o nome Arauto e têm o ideal comum de realizar um trabalho de qualidade e com total respeito ao cliente, seja ele leitor, ouvinte ou anunciante.

  1. 3h ago

    Antes de julgar, olhe o seu pacote de biscoitos

    Uma mulher estava no aeroporto esperando seu voo. Como ainda faltava bastante tempo, ela resolveu comprar um livro e um pacote de biscoitos. Sentou num banco e começou a ler. Ao lado dela havia um homem e entre os dois estava um pacote de biscoitos. Depois de alguns minutos, ela pegou um biscoito. O homem pegou também. Ela achou estranho, mas não falou nada. Pegou outro e ele também. E aquilo começou a incomodá-la. Mas que homem folgado, está comendo meus biscoitos e nem me pediu um. Mas para não criar confusão, ela continuou lendo. Ela pegava um, ele pegava um. E a cada biscoito ela ficava mais indignada com a falta da educação daquele desconhecido. Até que restou apenas um. Ela parou e ficou esperando. Vamos ver o que ele vai fazer. O homem pegou o último biscoito, sorriu, quebrou no meio. Comeu uma metade e ofereceu a outra pra ela. Aquilo foi o limite. Irritada, ela pegou as coisas dela e saiu correndo. Você também ficaria irritado também, né? Pois muito que bem. Já dentro do avião, ela resolveu abrir a bolsa, procurando alguma coisa e congelou. O pacote de biscoitos estava ali, fechado, lacrado, intacto. Durante todo aquele tempo, ela achou que aquele homem estava comendo os biscoitos dela, quando na verdade era ela quem estava comendo os biscoitos dele. E sabe o que mais me pega nessa história? Ela tinha certeza que ela estava certa. Certeza que aquele homem era um homem folgado, mal-educado, sem noção. E nós, ouvindo essa história, provavelmente pensamos a mesma coisa. Até ela abrir a bolsa. Quantas vezes a gente faz isso na vida? Eu julgo uma atitude, crio uma versão inteira sobre alguém e reage como se conhecesse todos os fatos. Quando na verdade pode existir um pacote de biscoitos dentro da bolsa que a gente ainda não viu. Então, antes de julgar alguém, lembra dessa história. Nem tudo é exatamente como parece. E, às vezes, enquanto tu acredita que alguém tá tirando alguma coisa de ti, essa pessoa pode estar até dividindo algo contigo. Que Deus abençoe o teu dia.

  2. 1d ago

    Como era um fim de semana quando a gente não tinha Instagram?

    Era sábado à noite, nos anos 2000. Mais cedo, no MSN: “10h na porta?”“Fechou.” Você se arrumava, encontrava os amigos e ia para a balada. Sem stories, sem localização em tempo real, sem saber antes quem estaria lá. Você simplesmente descobria quando chegava. Na pista, tocava Summer Eletrohits. No refrão, ninguém levantava o celular. Levantava os braços. O momento ficava na memória de quem estava vivendo. Não virava Reels no dia seguinte. Se quisesse uma foto do rolê, precisava ter um amigo com câmera digital ou encontrar o fotógrafo da balada. No dia seguinte, todo mundo procurava as fotos na internet. Flash estourado, olho vermelho, alguém cortado, foto tremida. E todo mundo achava incrível. Uma delas ainda podia virar sua foto do Orkut pelos próximos seis meses. E se você fizesse alguma besteira durante a noite e ninguém tivesse fotografado, acabava ali. No máximo, virava história entre os amigos. Você não acordava no domingo viralizado. Até para encontrar alguém que sumiu no rolê era diferente: “kd vc?” E localização em tempo real? Kkkkk. Sonha. Ficar em casa também tinha seu ritual. Pizzaria pelo telefone fixo, Zorra Total, depois Supercine. No domingo, Fórmula 1, Globo Rural, almoço em família, Turma do Didi e Domingo Legal. Lasanha ou frango no forno. Coca-Cola de 2 litros. Todo mundo à mesa. Ninguém dizia: “Peraí, deixa eu tirar uma foto.” A comida não precisava esperar por um story. Mais tarde, alguém chamava: “Bora dar uma volta?” E “dar uma volta” podia significar praça, calçadão, sorveteria ou casa de alguém. Ninguém escolhia o lugar pensando em qual foto ia render. À noite, o Fantástico anunciava que o fim de semana estava acabando. E você não passava o domingo comparando sua vida com a de outras 300 pessoas nos stories. Não sabia quem tinha viajado, saído mais ou almoçado melhor. Você tinha vivido o seu. Na segunda-feira, a pergunta era simples: “E aí, fez o quê no fim de semana?” E você contava tudo. Porque ninguém tinha acompanhado sua vida pela internet antes de você contar. Era real time de verdade. Talvez alguns dos melhores fins de semana da nossa vida não tenham virado conteúdo porque não precisavam. Eles simplesmente aconteceram. Talvez a gente tivesse menos conteúdo, mas mais presença. Menos comparação e mais experiência. Menos necessidade de mostrar e mais liberdade para viver. Bons tempos. Ou talvez tenham sido tão bons porque a gente estava inteiro dentro deles.

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