Alberto Azevedo - Códigos do Universo

Alberto Azevedo

Numerologia, Meditação, Astrologia entre outras ferramentas.

  1. 2d ago

    T4 EP04 — As emoções podem adoecer o corpo?

    Durante muito tempo habituámo-nos a separar corpo e mente. De um lado, a doença física. Do outro, aquilo que sentimos. Mas será que essa divisão alguma vez existiu verdadeiramente dentro de nós? Neste quarto episódio de As Fronteiras da Consciência, entramos na relação entre emoções, stress, sistema nervoso, imunidade, genética e saúde. Hoje sabemos que aquilo que vivemos psicologicamente pode produzir respostas fisiológicas reais. O stress prolongado pode influenciar diferentes sistemas do organismo e áreas como a psiconeuroimunologia estudam precisamente a comunicação entre processos psicológicos, cérebro, sistema nervoso, sistema endócrino e sistema imunitário. E há ainda outra peça fascinante nesta história: a epigenética. Os genes não existem isolados da vida que vivemos. Ambiente, alimentação, sono, exposições e stress podem estar associados a mecanismos epigenéticos envolvidos na regulação da expressão genética. Mas até onde podemos levar esta relação? Pode uma emoção específica estar associada a uma doença específica? É aqui que entramos num território mais controverso. Falamos da visão integrativa do médico Manuel Pinto Coelho, da importância de olhar para a pessoa para além do órgão ou do diagnóstico, e também do trabalho de Cristina Cairo e da Linguagem do Corpo, que propõe relações mais específicas entre sintomas, emoções, crenças e conflitos interiores. Sem colocar tudo no mesmo nível de evidência, fazemos aquilo que esta temporada se propõe fazer: observar, distinguir e investigar. Falamos ainda de trauma, memória corporal, placebo e nocebo, relações humanas, espiritualidade e daquela expressão que tantas vezes ouvimos: “O corpo guarda emoções.” O que significa realmente? E há um limite particularmente importante. Reconhecer que emoções e stress podem participar na nossa saúde não significa transformar a doença numa culpa. Influência não significa culpa. Uma pessoa não adoeceu porque “pensou mal”, porque não perdoou suficientemente ou porque não resolveu todas as suas emoções. A relação entre saúde e doença é muito mais complexa. Talvez, então, a frase “o corpo fala” não esteja assim tão longe de uma ideia importante. Convém apenas aprender a escutá-lo sem decidir antecipadamente aquilo que ele está a dizer. Entre Perguntas — T4: As Fronteiras da Consciência EP04 — As emoções podem adoecer o corpo? Corpo, mente, genes, ambiente, relações e emoções: talvez nunca tenham estado tão separados como aprendemos a imaginar.

    T4 EP04 — As emoções podem adoecer o corpo?
  2. Oct 22

    T4 EP03 — Os sonhos estão a tentar dizer-nos alguma coisa?

    Todas as noites fechamos os olhos e entramos num mundo onde as regras mudam. Encontramos pessoas que já morreram. Regressamos a lugares onde não vamos há décadas. Voamos, fugimos, apaixonamo-nos, sentimos medo, recebemos mensagens e vivemos situações que, enquanto sonhamos, nos parecem absolutamente reais. Depois acordamos. E quase tudo desaparece. Mas alguns sonhos ficam connosco durante anos. Porquê? Neste terceiro episódio de As Fronteiras da Consciência, entramos no território dos sonhos e naquilo que eles podem revelar sobre memória, emoções, inconsciente e consciência. Passamos pelas ideias de Freud e Jung, pelo significado pessoal dos símbolos, pelos sonhos recorrentes e lúcidos e por aquelas experiências particularmente marcantes em que sonhamos com alguém que já morreu. Mas também atravessamos uma fronteira mais difícil. E quando um sonho parece antecipar alguma coisa que ainda não aconteceu? Será coincidência? Reconstrução da memória? Processamento inconsciente de informação? Ou poderá a consciência, durante o sono, aceder a informação através de mecanismos que ainda não compreendemos? Falamos de experiências realizadas para investigar telepatia durante os sonhos e recuperamos uma ideia que começou no episódio anterior: a possibilidade de campo e de formas de perceção que possam ir além dos canais sensoriais habituais — distinguindo sempre aquilo que experienciamos da explicação que escolhemos para essa experiência. Porque um sonho pode ser profundamente significativo sem ser necessariamente uma mensagem. E uma experiência difícil de explicar não precisa de ser imediatamente transformada numa certeza. Talvez os sonhos sejam uma conversa do cérebro consigo próprio. Talvez sejam uma janela para partes de nós às quais temos menos acesso enquanto estamos acordados. E talvez alguns continuem a colocar perguntas para as quais ainda não temos boas respostas. Entre Perguntas — T4: As Fronteiras da ConsciênciaEP03 — Os sonhos estão a tentar dizer-nos alguma coisa? Quando fechamos os olhos, estamos apenas a sonhar… ou há momentos em que a consciência consegue ver mais longe?

    T4 EP03 — Os sonhos estão a tentar dizer-nos alguma coisa?
  3. Oct 15

    T4 EP02 — Intuição: sabemos antes de saber... porquê?

    Há momentos em que sabemos alguma coisa antes de conseguirmos explicar como sabemos. Uma sensação. Um desconforto. Uma imagem. Uma palavra que surge. A certeza de que devemos avançar — ou parar. Pensamos em alguém e essa pessoa telefona. Estamos com uma pessoa e parece surgir informação que nunca nos foi dada. Chamamos-lhe intuição. Mas o que está realmente a acontecer? Neste segundo episódio de As Fronteiras da Consciência, entramos num território onde ciência, experiência pessoal e espiritualidade começam a tocar-se. Falamos da capacidade do cérebro para reconhecer padrões sem que tenhamos consciência desse processo, da memória, do medo, dos sinais do corpo e da dificuldade em distinguir uma verdadeira perceção intuitiva daquilo que desejamos, receamos ou projetamos. Mas vamos mais longe. Partilho também a minha própria experiência de intuição e perceção, particularmente aqueles momentos em que sinto estar a aceder ao campo de uma pessoa e em que surge informação que não consigo relacionar conscientemente com aquilo que me foi dito ou mostrado. Será apenas leitura inconsciente de sinais extremamente subtis? Experiência acumulada? Coincidência? Projeção? Ou poderá existir alguma forma de perceção extrassensorial ou acesso à informação que ainda não compreendemos completamente? Entramos também na investigação científica destes fenómenos, incluindo estudos experimentais sobre mediunidade e receção anómala de informação, uma área que em Portugal tem sido divulgada por Luís Portela e apoiada pela Fundação BIAL. Os resultados levantam perguntas interessantes. Mas uma coisa é encontrar resultados que merecem continuar a ser investigados. Outra é concluir que já conhecemos o mecanismo que os explica. E é precisamente nessa distância que este episódio acontece. Entre o que sentimos. O que conseguimos medir. O que interpretamos. E aquilo que ainda não sabemos explicar. Porque talvez a intuição não seja uma coisa só. E talvez a pergunta mais interessante não seja se devemos confiar na nossa intuição, mas perceber de onde vem aquilo que sentimos que sabemos. Entre Perguntas — T4: As Fronteiras da ConsciênciaEP02 — Intuição: sabemos antes de saber porquê? Levar o mistério a sério sem abandonar o espírito crítico.

    T4 EP02 — Intuição: sabemos antes de saber... porquê?
  4. Oct 8

    T4 EP01 — É possível transformar uma vida em três dias?

    Começa uma nova temporada do Entre Perguntas. Depois de três temporadas a olhar para as nossas relações, escolhas, padrões, identidade e para a forma como construímos a vida que vivemos, chegou o momento de ir um pouco mais longe. A T4 chama-se As Fronteiras da Consciência. Uma viagem entre aquilo que sabemos, aquilo em que acreditamos e aquilo que ainda não conseguimos explicar. Ao longo desta temporada vamos entrar em territórios como intuição, sonhos, inconsciente, estados ampliados de consciência, energia, sincronicidades, reencarnação, experiências de quase-morte, espiritualidade, ciência, misticismo e a própria natureza da consciência. Sem a obrigação de acreditar em tudo. Sem a necessidade de rejeitar tudo. Questionar. Investigar. E para começar, uma aparente contradição. Nunca falámos tanto sobre a singularidade de cada ser humano. Cada pessoa tem a sua história, os seus padrões, as suas crenças, os seus medos, os seus recursos e a sua forma particular de estar no mundo. Ao mesmo tempo, milhares de pessoas continuam a procurar métodos, eventos e experiências que prometem provocar grandes transformações através de uma fórmula semelhante para todos. Então fica a pergunta: Se somos todos diferentes, como pode a mesma receita transformar-nos a todos? Neste primeiro episódio falamos da diferença entre viver uma experiência transformadora e conseguir integrar essa transformação na vida real. Porque talvez seja relativamente fácil sentirmo-nos diferentes quando tudo à nossa volta também é diferente. A verdadeira pergunta aparece quando regressamos a casa. Quando acaba a música. Quando desaparece o entusiasmo. Quando chega segunda-feira. O que ficou? E há ainda uma regra para esta temporada: nenhuma crença estará protegida das perguntas. Nem sequer as minhas. Entre Perguntas — T4: As Fronteiras da Consciência EP01 — É possível transformar uma vida em três dias? Levar o mistério a sério sem abandonar o espírito crítico.

    T4 EP01 — É possível transformar uma vida em três dias?
  5. Aug 24

    Quando é que a tua vida começa?

    Passamos grande parte da vida à espera. À espera de ter mais tempo. Mais dinheiro. Mais coragem. Mais confiança. À espera que os filhos cresçam, que o trabalho acalme, que apareça a oportunidade certa ou que, finalmente, tudo faça sentido. Mas... e se a vida não estiver à nossa espera? Neste último episódio da temporada do Entre Perguntas, refletimos sobre uma das maiores ilusões que criamos: a ideia de que a nossa verdadeira vida ainda vai começar. Falamos dos adiamentos que parecem prudência, das decisões que ficam suspensas por medo, da procura constante pelo momento perfeito e da forma como, sem nos apercebermos, vamos vivendo sempre em modo de preparação. Com humor, histórias do quotidiano e perguntas que nos convidam a olhar para a nossa própria vida, este episódio é um convite para perceber que talvez nunca exista um dia ideal para começar. Porque a vida não acontece quando tudo estiver resolvido. Acontece enquanto aprendemos a viver com a incerteza. Ao longo desta temporada falámos de amor, identidade, infância, família, pertença, medo e mudança. Talvez todas essas conversas nos tenham conduzido até aqui. À pergunta mais simples de todas. Quando é que a tua vida começa? Obrigado por estares desse lado ao longo desta temporada. Espero que estas conversas te tenham feito parar, sorrir, refletir e, acima de tudo, fazer melhores perguntas. Porque talvez não sejam as respostas que transformam a nossa vida. Talvez seja a coragem de nunca deixarmos de perguntar.

    Quando é que a tua vida começa?

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